ENCANTOS DO MEU AMANHÃ
Notas do autor
Encantos do meu amanhã é um pequeno opúsculo, cujo conteúdo foi composto pelas poesias que penso que todos gostarão de lê-las, segundo minha visão de preferência e óptica de analisá-las.
Fiz questão de selecioná-las, porque sei que todos os amantes da poesia sentir-se-ão felizes ao lê-las.
Almejo que ao final você possa concordar em parte comigo, caso contrario, é mais um motivo para que eu possa me aperfeiçoar na verdadeira arte de fazer poesias, até porque somos falhos.
Atenciosamente...
Sumário
1 – A Eterna Paz... Pg5
2 – Teu Olhar... Pg6
3 – Amor... ...Pg7
4 – Os Desertos da Vida... Pg8
5 – As Portas da vida pg9
6 – Pretexto de Mergulho... Pg10
7 – Deusa ou mulher (I-II) pg11
8 – Quando... Pg13
9 – Um Minuto de Loucura pg14
10 Sedução....................... ......... Pg15
11- Realidade... Pg16
12 –Se eu Pudesse...Pg17
13 -Um trem, Uma Saudade...pg18
14 –Dias de Ventura... pg19
15 –Talento... pg21
16 –O Mar... pg22
17 –A rosa... pg23
18 -Amanheceu pg22
19 –O Arco-Íris...pg23
20 - O Amor...pg24
21 - Fronteiras... ...pg25
22 –O Tempo... ...pg26
24 - A Serra...pg27
25 -O Tempo...pg28
26 – Recordações...pg29
27 – Ausência...pg30
28 –A Vida...pg31
29 – O Verão...pg32
30 - O Outono...pg33
31 - O Inverno...pg34
33 – A Primavera...pg35
34 – O Mercado...pg36
35 - O Salão de Festas...pg37
36 – Os Urubus Humanos...pg39
37 – A Luz... .....pg40
38 – Os Caminhos... pg41
40 - O Sono dos Deuses... pg42
41- É Natal...pg43
42- Areias Flamejantes...pg44
43- A Águia Belicosa...pg45
44 - As Flechas...pg46
45 - Muito Além das Montanhas...pg47
46 - Beleza Poética..............pg48
47 – Sorriso de Loura.. ......pg49
48 - Sete Dias......................pg51
49 – Os Hipócritas..............pg52
50 -.Se..eu pudesse.............pg53
51 – O Bem Maior.............pg54
52 – Solidão........................pg55
53 - A Procura....................pg 56
54 – Canção-I.....................pg 57
55 -Canção- II.....................pg58
56 - Canção do teu olhar.....pg59
57- A 25ª Hora ...................pg60
58 -O trem da vida..............pg61
A eterna paz
O bosque do onipotente
É o mais puro local para o peregrino errante.
Arrefecer os seus problemas.
Porque nele habita o pródigo perfume das flores,
Tornando-se um suave bálsamo
Para o nauta de um oceano sem fim.
Ao ouvir o ulular das árvores,
O náufrago é induzido ao sono dos justos.
Caminhando nele,
O pecador alcança a paz.
Ao saborear a menor das frutas,
Ele encontra em seu néctar,
O presente maior do bosque:
A salvação eterna.
Teu olhar
Quando seus olhos transpassaram os meus
O feitiço desse seu olhar maravilhoso,
Magnetizou meu corpo
Sei que quando me olhas perfura minh’alma
E estremece meu coração
Sei, bem sei, que seu corpo não é de mulher,
É de uma deusa que se chama sedução
Tu és simplesmente o encanto do meu viver
A rainha que torna o castelo do meu corpo
Prisioneiro de teu olhar. Oh! Linda Afrodite!
Veste o cálice do amor e dá a este mortal
O gozo da felicidade com o néctar
De seus beijos quentes e ardentes de desejos
De seres simplesmente mulher
Amor
A vida é a arte do encontro
Hoje te encontrei inesperadamente!
Foi como se fosse a vida brotando em mim
Mas, encontrar, viver e amar são facetas do amor
Teus cabelos, teu cheiro, teu falar ...
Torna o teu amor eterno se assim não fosse
Deixaria de ser meu amor. Há uma paz Infinita do meu ser e a felicidade pulsa
E jorra profundamente quando estás ao meu lado Há tempos tu eras apenas um sonho, perdido Entre milhões de sonhos!
Hoje és a minha realidade que me traz felicidade!
Os desertos da vida
O deserto nem sempre é uma imensidão
Tórrido, vazio, gélido, solitário...
Às vezes, transforma-se em verdadeiro apartheid
Entre corações que se apreciam, se desejam, se amam,
Num sentimento profundo!
Contudo, os desertos das dúvidas, dos medos das convenções sociais,
Do novo amanhã; são às vezes, desertos intransponíveis!
A dúvida, e o medo de ser feliz nos faz dormir por muito tempo.
Nos braços da solidão.
Quando acordamos, o amor já se foi, os anos passaram-se e.
Principalmente nosso momento de esplendor.
Ficaram as ilusões, sonhos, as sementes e desejos incontidos...
Às vezes, os olhos dizem tudo, o coração sente, se aperta e.
O desejo se faz presente, contudo, o deserto da mente racional.
Fala mais alto e diz não.
Então, as sementes, se houverem, se tornam os únicos brilho do coração.
Nelas não há desertos a separar a felicidade porque brilha sempre o
Desejo da felicidade que não nos pertence mais.
Quando isso acontece, choramos internamente o amor perdido e Principalmente nossa felicidade desperdiçada ao longo dos anos!
As portas da vida
Quantas portas se abriram
Ou se fecharam ao longo de sua jornada?
Quantas delas abriram seus caminhos,
Seus ideais, seus sonhos?
Muitas delas estavam a sua mercê,
Contudo, você não conseguiu enxergá-la
Ou não se dispôs a abri-la no momento certo
E às vezes culpou os outros por ver
Um excelente porta fechada para você.
Porém, independente de sua vontade,
Elas estão lá ao longo da estrada
E se abrem no momento certo para uns
E fecha-se no instante errado para outros.
Abrir uma porta e direcionar-se
A um novo paradigma de vida.
Elas abrindo-se ou fechando-se
Estão lhe direcionando a um novo amanhã.
Cabe-lhe escolher a porta certa
E o instante certo para abrir ou fechar
A porta de existência.
Pretexto de mergulho
Caminhava sem rumo por essa vida,
Procurando alguém que desse brilho a vida
No meu contínuo caminhar
Vivia na solidão, mas te encontrei!
Desde então, tudo mudou em mim!
Passo a sorrir diferente
Porque em teus braços alcancei o amor
Mergulho em meus sentimentos
Porque quando estás comigo explode Minha ansiedade em te amar!
Mergulho nesse problema ... Encontrei-te, vi e te amei
Mergulho, diante de ti.
Jamais posso olhar e não conseguir te querer
Fui fundo! Mergulhei! Em teu coração me aprofundei
Deusa ou mulher – parte I
A primavera da vida tocou forte meu
coração, que transbordava de felicidade
em ver-te pela primeira vez.
Teus olhos verdes e enigmáticos
brilhavam mais que as esmeraldas de
Fernão Dias Paes.
Isthar, a formosa Deusa persa, ficaria
inibida diante de tão majestoso olhar.
Porém em tua simplicidade, apenas
sorrias e, esse sorriso deixaria Eros
enlouquecido por ele.
Vênus, com tanta beleza, baixaria seus
olhos, perante inusitada formosura de
mulher.
A simplicidade de teu majestoso olhar
faria a ciumenta Afrodite curvar-se
perante ti.
Quando este simples mortal ouviu o ulular
de tuas palavras deixou-me de imediato
em dúvida, és uma Deusa ou és uma
mulher?
Magnetizado pelos teus dotes celestiais,
eu sentia-me inerte perante a taça de
amor que transbordava, a qual me foi
oferecida por ti.
O arco-íris dos anos verteu, esse louco
sonho de amor.
Porém as Moias que teciam o destino
dos mais afortunados Deuses e mortais
gregos, esqueceram-se de verter o curso
da quimera desse amor em meu oceano
de paixão.
Após a Niágara, perdeu-se no fim dos
tempos, o que da Deusa restou.
Ficando apenas a doce ilusão de uma
recordação de teus olhos que fariam até Afrodite curva-se,
mas como é bom...
Deusa ou Mulher – parte II
... Mas como é bom ouvir o ulular de teus lábios, sentir o
bálsamo de teu perfume, ficando extasiado por ele.
O sussurrar de teu palpitar sobre meu peito, deixa-me
nas mais altas oitavas de emoções.
Oh! Iara de minhas ilusões, traga-me o néctar dos
deuses para que eu possa sorvê-lo contigo.
Se Alexandre, O Grande, não tivesse sua Roxana, não
teria chegado tão longe.
Quiçá Lampião sem sua Maria Bonita, seria apenas um
simples sertanejo. Que diga Abelardo sem Heloísa ou
Dirceu sem sua Marília.
Todos esses homens tiveram seus amores, lutaram,
amaram como simples mortais e como deuses de seus
amores.
O platonicismo de seus amores deixou no dia-a-dia as
marcas que nem milênios podem apagar.
Oh! deusa mulher, quando é que teu amor dará a este
mortal a imensidão de tua paixão, torna este simples
mortal errante, num andarilho do tempo.
Busco no dia-a-dia da ebúrnea da vida esse criptá que
irá tornar meu sonho louco em momentos de delírios de
paixão.
Quando
Quando estás ausente
Sinto-me no mais completo vazio
Tenho tudo,
Contudo,
Nada faz sentido.
Quando estás presente,
O mundo brilha e vibra
Com ardor em torno de mim.
Quando vais,
Desmorona toda minha existência,
Meu castelo desaba.
Quando voltas,
Explode minhas emoções
E acelera minha mente criativa
Quando, quando, quando...
Até quando viverei de teus inconstantes momentos?
Só o tempo dirá até quando...
Um minuto de loucura
Talvez nem o mais brilhante raio de sol foi tão quente e tão forte quanto o brilho e o calor que eu vi em teu olhar.
Queria fugir ou quem sabe...Aproximar-me mais de ti, mas como tua alma disse, o teu olhar me transpassou de tal forma que não pude ir contra minha própria natureza.
Agradeço por ter me concedido a graça e o esplendor de deixar envolver-me em seus casos e descasos de um ser humano. Agradeço por me confidenciar o que seus lábios desejavam e queriam não por falar.
Mas era o que seus olhos me diziam.
Não sei, talvez por um minuto de loucura vi em seus olhos o desejo e brilho tão quente quanto o raio de sol a me aquecer.
E pude sentir como você sentia um aperto no coração, ao mesmo tempo a sensação de volúpia e leveza, não só do corpo, mas da alma por completo!
Sedução
Sedutora! És tu, por me fazer Viver pelo teu doce olhar Se caminho através dessa meiga sedução,
Aonde posso eu chegar?... Talvez te encontrar ...
Pare um segundo! Dê-me força de expressão,
Para que eu possa sentir você
Viver livre no meu coração
O que sinto no peito ao te olhar,
Transpassa todas minhas ilusões expressão é força
De meu caminho o brilho maior dessa estrada
Foi esse majestoso olhar ao te encontrar!
REALIDADE
ELA É UMA FLOR AÇUCENA
A DESABROCHAR NAS MANHÃS PRIMAVERIS,
O MEL QUE ME ALIMENTA,
A FLOR TRIGUEIRA QUE PERFUMA MEU SER.
O ENCANTO DE MEU OUTONO,
O VERÃO DE MEU VIVER,
A VOZ DE MEU AMANHÃ,
MEU SONHO IDEALIZADO!
O TEMPO PASSA OS DIAS PASSAM...
A HORA SE APROXIMA...
A LONGA ESPERA ACABOU !
MINHA FLOR SURGIU,
SIMPLES, JOVEM E RADIANTE.
COMO SEMPRE ALMEJEI!
Se eu pudesse
Se eu pudesse... Navegar nas águas profundas Do oceano do teu amor. Se eu pudesse... Caminhar pelos rios dos teus desejos E perder-me nas curvas de teus sentimentos. Se eu pudesse... Correr na estrada de tuas emoções O amor transbordaria em mim... Os desejos explodiram por todo meu corpo... E as emoções aflorariam Por toda a vida em nós!
Só se eu pudesse...
Como não posso, tenho somente que sonhar.
Um trem, uma saudade
Um trem, uma saudade ...
Ao longo da jornada da vida.
Saudades da infância, das escolas por onde passamos,
Dos amigos leais que cultivamos.
Um trem, uma saudade...
Que passa de vagão a vagão,
Cidade a cidade, país a país.
Um trem, uma saudade...
Dos doces momentos sentidos ao longo da estrada.
Das noites que passaram sem percebermos.
Um trem, uma saudade...
Das ferrovias cortando o campo,
Dos vagões levando gêneros, materiais e crescimento.
Um trem, uma saudade...
Dos campos floridos, dos perfumes sentidos, da beleza presente.
Um trem, uma saudade...
Das estações passadas, das histórias ouvidas ao longo delas.
Um trem, uma saudade...
Dos dias de ventura, dos amores passados, da natureza que existia
Ao longo das ferrovias.
Um trem, uma saudade...
Da Yara de minhas ilusões, e de tudo que não vivi.
Dias de venturas
Os mais belos momentos de nossa vida são os dias de ventura!
Só percebemos quando eles já se dissiparam ao longo da jornada.
A vida é maravilhosa!
Saber vive-la é uma arte!
Passo a passo nos transformamos sem percebermos.
Quando isso acontece, os dias já se foram e a vida também.
Portanto, viva com brilho a cada dia de sua existência
Talento
É um dom divino, sendo a expressão maior de um ser.
Ele determina as máximas qualidades do ser.
Em tempos esternos já foi até capital.
Quem o tem, é admirado, respeitado e muito imitado Talento...Pequena palavra, mas, de grande valor.
Quem não o tem, almeja e busca adquiri-lo.
Contudo, como é difícil!
Talento...Ao longo dos séculos muitos deixaram suas marcas.
E por seus talentos, o mundo se curvou e os aplaudiu.
O mar
O chuá, chuá, chuá das águas é por demais suave e belo.
O mar tem suas ondas, seus segredos e mistérios!
Quem o desafia, paga o preço por seu desatino.
Seu castigo é vislumbrar mais cedo outra dimensão.
E no chuá, chuá das águas as gerações vão passando, e os peixes alimentando-as constantemente.
Às vezes, eles se alimentando dos desafetos ou aventureiros.
O mar é sempre uma dádiva de Deus!!!.
Calmo, sossegado, bravio, pélago revolto; é sempre um presente do Altíssimo e devemos agradecer.
A melhor maneira é saber apreciá-lo e compreendê-lo no seu chuá, chuá diário.
A rosa
Entre milhões de rosas no bosque da existência,
Você chegou e floresceu-me com seu encanto.
Remoçou momentos adormecidos, farfalhou os
Desejos incontidos...
Teu olhar embelezou o meu novo amanhã.
Até quando? Perguntou o beduíno errante do deserto da vida.
Só a bela rosa saberá dizer a resposta!
Mas, como é belo!
Sentir o perfume que desperta os sentimentos deste nauta
Ao longo da estrada!
Amanheceu
O orvalho da noite se fez presente na nova manhã.
E beijou suavemente as pétalas das flores e das rosas.
A umidade com os raios do Sol tornaram as flores e as rosas mais belas e perfumadas.
Seus aromas se espalham pelos bosques da vida
É o toque sutil da alvorada que chegou para o novo amanhã.
É hora de tudo recomeçar!
Um novo dia que chegou; tudo se renovou.
É o instante de você saber driblar suas adversidades, tristezas, decepções
E tornar a vida mais bela, fazendo-a brilhar em grande estilo!
Arco - íris
No arco ires dos meus sonhos, você se fez presente.
Então, meu coração balançou, balançou, balançou...
E se apaixonou!
No arco - íris dos meus desejos, bem lá no âmago,
você despertou volúpias incontidas.
O perfume de teu corpo me inebriou para a chama da paixão.
No arco – íris do meu outono...
Você surgiu como uma flor de Liz, perfumando e arrefecendo o
Verão do meu viver.
Portanto, só você verá e viverá o sonho do meu amanhã.
O amor
Quem ama sonha, E a arte de amar é transformar O sonho em realidade Quando o amor toca o coração, Traz um sentimento que transcende a razão! Basta um olhar, um toque e nada mais.
Para fazer feliz a quem se ama
O amor pode ser cego e mentiroso, Mas quem ama enxerga com os olhos da alma! Quem ama, desde o primeiro. Instante sente-se magnetizado Quando se ama, cada dia é único Sempre exaltando o amor E a arte de amar!
Fronteiras
No outono de qualquer existência
Há sempre o brilho do amor
A bater a porta.
Talvez seja verdadeiramente
Um grande ou único e real amor
Ou simplesmente,
Mais uma doce ilusão que chega!!
É sempre um coração que desperta
Para viver, como um vulcão ardente
A lançar larvas de paixão!
Contudo, será belo ou tortuoso
Navegar nas ondas das paixões outonais?
Ficamos com receios do inverno das ilusões
E tal receio nos faz transportar
Para o real labor ... que lástima!!!
Só os desprovidos de senso crítico
Conseguem amar no outono,
E como é belo!
O tempo
O tempo vai, O tempo voa, O tempo se esvai O tempo se escoa, Por entre doces sonhos, Quimeras, desejos e ilusões ardentes! O tempo não perdoa! O tempo jamais volta o tempo. Mas, principalmente no tempo; Voltam nossos sonhos, Perdidos e esquecidos Nas lembranças desse corvo chamado tempo. Contudo, só o tempo desfaz E buscamos nossa realidade que é toda bela, Como nossas ilusões... é só saber vivê-las!
Mas, como é difícil!!!
A serra
Bela, enigmática e majestosa,
Mas, terrivelmente perigosa,
Lá está a serra! O pulsar da vida lhe rodeia
Pequenos lagos, flores belas, pássaros,
Fauna e flora pródiga a lhe embelezar
Todos a admiram e a respeitam,
Ninguém ousa desafiá-la sem que não pague
Um tributo pela audácia.
Assim é a Serra de Petrópolis;
Bela, temida e apreciada por todos
Que por ela passam.
O tempo
Deixa-te embalar
No castelo dos teus sonhos.
Ouve a voz dos teus desejos íntimos.
Navegue em busca dos teus ideais.
Porque, breve, muito breve vem à saudade!
A liberdade é teu lema, sinta-a.
Corre mulher! ouça o pulsar da vida.
O mel da vida é o tempo, bebe-o!
Não desperdice, Porque perdê-lo É passar pela vida sem senti-la e sem vivê-la.
Recordações
Um lugar; um sorriso, um sonho errante.
São momentos,
São saudades que passam
No filme da vida.
É um retrato perdido, talvez esquecido.
É um abraço não dado, na despedida.
E um feliz aniversário, perdido no tempo.
Um lugar, uma sala, uma voz.
São saudades que passam
No fim do filme da vida.
São amigos... Talvez colegas...
São simples companheiros do dia-a-dia.
São jardins, são flores, são poemas...
Talvez perdidos e esquecidos.
São apenas momentos
De noites ardentes
Que passaram
E que não voltam mais...
Ausência Sentida
De repente, o Sol deixar de brilhar em meu viver, por tua ausência.
A imensidão dos mares deixou de ser importante, por tua ausência.
O perfume das flores não mais o sinto com exatidão, por tua ausência.
A dor pela tua falta rasga meu frágil coração e deixa-me com min’alma infeliz.
Por que?, Por que?, Por que fostes ceifado na flor da vida?
Só as lembranças de teu belo sorriso torna meus dias amainados;
Porém até quando?
Só o tempo poderá responder tal pergunta!
A vida
A vida chega, estaciona e corre ao longo da estrada das nossas ações.
A vida rodou, rodou, rodou... e passou ao longo do caminho.
Na estrada ficaram as ilusões, as emoções e as realidades.
A vida girou, girou, girou e parou.
Quando voltará a girar?
A vida gira, passa e se transforma na jornada da vida.
A vida faz sorrir, cantar, chorar, amar...
A vida faz tudo, só não faz o ser fazê-la passar,
Porque, ela passa por si mesmo.
O verão
O verão é a saúde do ser e o esplendor do seu “Eu maior”!
É sem sombra de dúvida o apogeu da existência ao longo de uma jornada!
O verão é um momento de lucidez, é Sol, é Luz permeando o caminho
E as ações do ser.
Todavia, poucos aproveitam com sapiência os instantes que a vida brilha!
Ao se perderem ao longo das curvas da estrada
Só resta o outono para que possa resgatar os erros cometidos.
Então, esperam os ventos da mudança de seu outono chegar
O outono
O outono é sempre uma divisão de uma vida!
É o novo que se foi, é o velho que se pronuncia...
E que chega passo a passo suavemente!
Não é o fim da vida, mas, é o prenúncio de sua chegada lentamente...
É o momento para reflexão.
Se sua estrada foi feita de curvas, é o instante de torná-la reta.
O tempo é curto; cada dia que se passa foi mais uma dádiva da Deus para você,
Aproveite-a
Guarde bem o outono de sua existência, faça-o belo!
Antes que chegue a noite do grande inverno de sua vida!
O inverno
O inverno de qualquer existência é sempre um tempo difícil.
É um momento de reclusão total!
Até os animais sabiamente hibernam no inverno...
O inverno pode ser rígido, cruel e doloroso!
São momentos de pura escuridão no caminho de sua jornada...
São instantes sem sabedoria e luz.
O ser permanece adormecido em uma outra esfera aguardando ser escolhido a retornar.
Caminhará mais uma vez em outras estradas se iluminando ao Sol de alguma estrela até voltar a este plano.
A primavera
Nada mais belo que a primavera!
No ser, ela reflete seu momento de maior esplendor!
É nela que a vida se renova e o ser perpetua sua semente.
É na primavera que em outra esfera da vida os seres são escolhidos a voltarem.
Na esfera terrena, o perfume das flores campestres.
Torna os bosques inebriados da essência primaveril.
E tal aroma deixa a todos com brilho.
Então, o amor se anuncia em todos os sentidos!
E a vida se renova em todas as esferas existenciais
Farick
O mercado
Assim é o mercado...
Um constante entra e sai de pessoas dando-lhe vida.
Uns com muito, outros com pouco.
Alguns com ares felizes, mas há outros com aspecto distante.
Por demais apreensivos.
Assim é o mercado no seu dia a dia...
É gente entrando, é gente saindo e ele sempre se renovando.
Após a saída, para uns é só alegria, para grande massa é pélago revolto suas vidas.
O salão de festa
O amor e a beleza idealizaram uma festa, na qual todas as virtudes e defeitos do seres humanos foram convidados.
Quando estava tudo pronto, chegou a inveja, que logo pensou: poderia fazer uma decoração melhor em minha casa, e continuou; por mais bela que esteja a beleza eu posso ser sempre mais bela! Então, ficou a invejar tudo o que as outras haviam feito de belo.
Logo depois, chegou o ciúme que se consumia por dentro fulminando e injetando o ódio por não ter capacidade de fazer algo igual. O ciúme não pensa não aproveita o tempo para progredir. Só pensa em destruir o que os outros conquistaram.
A ganância chegou de mansinho falava pouco, com voz macia como é peculiar aos gananciosos, segundo ela, naquela festa ela tinha que ganhar alguma coisa vivia do seu objetivo é só lucro. Em seus pensamentos não há: amor, beleza, inveja, ciúmes..., Só há o lucro; quanto maior melhor.
A vaidade chegou sorrindo, olhava para todos esperando os cumprimentos, enquanto a festa prosseguia normalmente. Ela sorria, sorria, e andava sorridente para todos os lados recebendo os cumprimentos. Para os vaidosos só há satisfação do seu ego que é o belo, o resto não é importante.
Alguns minutos depois chegou a cobiça, calmamente observava a todos e a tudo que encontrava. Em seus pensamentos refletia como é lindo aquele vestido! Ele poderia ser só meu! Como está bela esta cozinha! Ela ficaria bem melhor lá em casa. Assim a cobiça passou a noite toda sem se preocupar com a festa e sim o que havia de bom e belo que poderia ser seu.
Logo em seguida chegou a gula, essa não queria saber de nada, não queria olhar nada que não fosse comestível, para gula só tem sentido, aquilo que pode ser deglutido!
Passou noite à dentro a se empanzinar! A festa para ela foi só os comensais! Logo depois chegou a tristeza que ficou logo incomodada porque o ambiente era só de alegria. A tristeza não habita em ambientes felizes, então, sentindo-se ferida em seu objetivo, foi embora! Antes da meia noite chegou o ódio, o qual veio carregado de rancor no coração. O ódio estava tão forte que injetava fogo pelos olhos. Ele não conseguia olhar e enxergar nada além do que ele próprio. Pouco depois, chegou o carinho, que de imediato, foi só distribuindo simpatia e sorrisos para todos. Porém só o amor e beleza conseguiram enxerga-la.
Todavia, ele continuava a sua missão sem se importar em ser correspondido.
Alguns segundos chegou a hipocrisia com seu sorriso entre os dentes, porque os hipócritas não sorrir com a alma feliz, ela ficou a festa toda desdenhando e sorrindo hipocritamente dos demais participantes da festa.
Logo em seguida, chegou a mesquinharia e ficou logo preocupada porque os mesquinhos não ajudam a ninguém, eles não são solícitos e estão sempre ansiosos com medo de serem chamados a ajudar alguém. A avareza veio de mansinho e logo queria saber se alguém desejava dinheiro a juros. Os avarentos querem sempre auferir juros de alguém, estão sempre insaciáveis.
A luxúria chegou com todo o garbo que lhe é peculiar e fazia questão de mostrar a todos todo o seu esplendor. Passou a festa toda a se embelezar e mostrar o esplendor de sua luxúria.O orgulho chegou com o peito estufado de orgulho, estava orgulhoso de está ali presente, ele fazia as apresentações e fazia questão de informar que tinha orgulho disso, ele não aproveitou a festa, seu orgulho não o permitiu.
Então, o preconceito chegou e começou logo a diferenciar as virtudes dos defeitos e fazia comparações com tudo. Enaltecia uns e diferenciava a outros. O preconceito imperava a noite toda.
Bem tarde da noite começaram a chegar as virtudes do ser, que ficaram logo apavoradas com tanta falhas do ser reunidas em um salão de festa. Elas então, pediram licença e foram embora, não poderiam conviver num ambiente daqueles.
Após a saída delas a fofoca chegou e de imediato se aliou à vaidade, então as duas trataram.
Logo de fazer uma crônica sobre as possíveis fofocas da noite com motivo e sem motivo, não se importavam com o resultado. Para ela o importante era fofocar para aliviar a tensão.
No auge da festa, chegou a morte! Ela veio com sua falange de iguais porque havia muita gente para ela ceifar. Então, todos os defeitos e algumas virtudes do ser humano ainda presente tremeram apavorados; queriam correr mais não havia saída! Ai, a morte e seus secretários foram ceifando um a um os pecados humanos. Só a beleza e o amor não se preocuparam, porque eles existem em qualquer esfera do cósmico; até porque não são defeitos são virtudes, portanto não foram ceifados. Os outros, com certeza, ressurgirão algum tempo em algum lugar.
Os urubus humanos
Nos anos cinqüentas eu morava perto de um matador modelo e uma das coisas que me deixava mais deprimente, era ver a chegada dos urubus para devorar uma carniça.Era realmente um espetáculo dantesco e horripilante. Eles fervilhavam como moscas em volta da carniça até que ela deixasse de existir, ai então, eles iam embora contentes, talvez a procura de outra carcaça. Tal fato deixava-me pensativo e compreendia a beleza da natureza que existia seres cuja vida dependia de outras espécies em decomposição. Contudo, jamais em momento algum poderia supor que os urubus fossem novamente cruzarem minha caminhada nessa vida. Mais de quarenta anos se passaram e eles hoje deixaram de ser os bípedes alados de outrora e se tornaram seres humanos.
Nos arredores de Brasília, pessoas vivem do lixo deixado, catam, comem, brigam por lixo; e o que é pior, sem ele, suas vidas torna-se mais difícil!
No centro de Caxias, bem na Baixada Fluminense, os farrapos humanos esperam os caminhão chegar com os dejetos do supermercado e quando ele é despejado, homens, mulheres e crianças avançam igual aos antigos urubus na carniça. É um espetáculo por demais deprimente para a raça humana!
O Grande Arquiteto do Universo, nosso criador, deve ficar transtornado com tal espetáculo!
Os seus bípedes alados transformaram-se em homem sapiens, que tristeza!!!
Mas quem são os culpados de tal transformação?
Várias outras espécies de urubus, como por exemplo, a Globalização que cria milhões de desempregados no Mundo inteiro, alguns políticos que vivem da ignorância do povo, determinados banqueiros que vivem dos juros altos, alguns policiais da banda podre, e muitas outras espécies que s transformaram os seres humanos no dia – a – dia.
Mas como é triste, muito triste tal visão! A fome e a miséria de um povo que se deixa degradar a condição de uma espécie que vive da podridão.
A luz maior
A luz brilha para todos os seres vivos!
Mas, poucos são aqueles que sabem percorrer os caminhos que ela ilumina.
As mente iluminadas fazem sempre o nosso Mundo progredir, bem como aqueles que vivenciam ou buscam a luz.
Aqueles que não a enxergam, têm suas vidas: pálidas, tristes, quase sempre vazias, às vezes, escuras ou em negritude total de pensamentos.
Contudo, aqueles que vivenciam a luz, têm sempre amor no coração para dar e suas vidas são repletas de harmonia.
Caminhos e destinos
Os caminhos são para as jornadas, não destinos.
Meu corpo e minha mente já passaram por milhares de caminhos.
Contudo, nunca se desviaram do destino que me foi traçado.
Por mais que eu queira me afastar,
Sempre serei lembrado por uma força oculta que me impulsionará
A voltar à estrada do meu destino.
Seja qual for a minha missão, no momento certo
Algo me despertará e com certeza, me levará à estrada do meu destino.
O Sono dos deuses
A sombra do monte Olimpio os grandes heróis e
Deuses gregos se refrescavam dos
Raios dos mais belos raios de Sol.
Isto fazia o amor os unir tornando-se mais fortes e belos!
Perante séculos o vento soprou nas encostas do aludido monte.
Ele sempre levava as sementes da vida botânica espalhada ao seu redor, bem como
Alvorecia os sonhos de seus heróis
È natal
É natal!
Noite linda de esplendor e harmonia.
Nos milhões de lares, há muita gente sorrindo,
Todos estão felizes com a vida, mas, a grande maioria, não está nem aí para o dono da festa.
Lá fora, há milhões em todo o Globo que estão sofrendo com a fome e a violência descabida.
É natal, é chegado a hora e o momento de união; vamos nos abraçar irmãos!
É natal; para os ricos e para os pobres e para os descamizados também.
Contudo, é natal para todos os filhos de Deus, nosso pai celestial!
É natal; que você seja um bom samaritano como Buda, Confúcio e Jesus foram. Ajude a teu próximo e você será mais feliz.
É natal; busque e plante paz e harmonia, brinde com seus irmãos , pais parentes; porque a família e o laço de união mais forte entre os povos.
É natal; Jesus está sempre chegando bem suavemente nos lares de milhões de pessoas.
É natal; as pessoas vêem tudo, fazem tudo, contudo, poucos buscam e brindam com Jesus.
É natal, DEUS está à porta em todos os lares, só falta você abrir a porta de seu coração.
É natal; é o momento de você iluminar a estrada de seu amanhã.
É natal; é hora de você caminhar com Jesus para a luz.
Areias flamejantes
O tempo passa nas areias flamejantes de nossas emoções.
E passo a passo caminha à esmo.
Ele vai lentamente paralelo com a vida.
Sonhos, ilusões e realidades se misturam e se entrelaçam.
Continuadamente em nossas ações.
Quando as curvas se tocam, é o quê do seu tempo!
Nesse exato momento, você ganha ou perde o tempo de seu destino.
A águia belicosa
Há vários anos que só ouço falar em guerra.
A mídia explora o tema a todo o momento, que insensatez!
As mentes belicosas não desejam a luta por Terra.
O desejo é unilateral de uma águia por demais artez .
O tema é sempre o mesmo: - as armas de destruição em massa do Iraque, tornou-se uma Mera desculpa para o ataque.
O genocídio em Hiroxima e Nagasaki teve justificativa fútil.
As bombas de nalpam, no Vietnam foram como brincadeira no parque para as mentes Ensandecidas.
A venda de armas, o óleo negro precioso; sua manutenção,o aquecimento de uma economia estagnada parece ser o objetivo útil, mas principalmente a frustração da não deposição anterior tornou-se uma obsessão da águia belicosa.
É sempre a mesma águia a pousar em local diferente.
Levando a destruição, fome, miséria e desordem em nome de uma democracia decadente em seu ninho.
Não há parcimônia em suas ações inerentes, quanto mais destruição melhor! O mundo tem que saber de que somos capazes, dita a águia ás regras. A ONU, baixa a cabeça subserviente.
Granada, Somália, Panamá..., governos são invadidos e depostos com hipocrisia.
Ah! Até quando o mundo estará se curvando para os glutões?
Só o tempo dirá quando.
As flechas
A sombra de um arco-iris de luz
Os sonhos se dispersam e passam suavemente.
Os pensamentos se tornam flechas
Que saltam dos arcos rígidos de nossa imaginação.
Eles divergem pelo infinito sem fim,
Quebrando a resistência do ar
Na busca de corações que se amam.
E breve, muito breve se dissipam em ilusões.
Cada ser tem o seu arco-íris que brilha ou escurece
De acordo com as ações das flechas de sua vida.
Muito além das montanhas
Muito além das montanhas, o que poderemos encontrar?
A vida de uma cidade;
O brilho no espaço estrelar;
A paz no campo, que bela realidade!
Muito além das montanhas, cresce a vida em harmonia;
A beleza do mar pode ser vislumbrada;
Não há pélago revolto na maresia.
Todos se encantam com a visão na balaustrada.
Muito além das montanhas, a luz ilumina os passos do viajante;
Caminhando no som do silêncio;
Ele segue rumo itinerante.
Buscando o amor de seus sonhos néscio;
Que passo a passo se vislumbra o caminho pelo sextante.
A jóia preciosa neste mundo de sonhos e ilusão...
Beleza poética
Tão bela como o perfume de uma flor de primavera que encanta
É a beleza poética da obra literária de Florbela Espanca.
Em vida, sofreu por não ser matriarca
Todavia, Sua obra foi só esplendor.
Da vila do Alentejo, seu nascedouro,
Aos píncaros dos zimbórios poéticos lusitanos.
Florbela Espanca alçou vôo para o mundo, onde não foi feliz.
Sua tristeza não a deixava ser e a consumia.
A maternidade foi sempre um desejo distante, Apeles tornou-se
Sua alma gêmea, filho adotivo, sua razão de viver.
O mundo lhe deu tudo! Menos seu maior desejo, ser feliz!
Sem filhos, a vida literária passou a sê-lo.
Os discípulos de Camões, Camilo e outros grandes astros se renderam
À nova flor que surgira, outro estilo aflorou, e o mundo lusitano se curvou.
Sorriso de loura
Verde era o teu agasalho, quando eu te vi...
Mas, belo foi o teu simples sorriso.
Estarrecido fiquei diante de ti.
Teus olhos enigmáticos penetraram com grande
Profundidade em minh’alma.
Disse ao amigo comum: é uma loura linda!
Sorriu-me e ao sorrir, foi o suficiente
para que eu ficasse inebriado e envolvido por ele.
Quando passas junto a mim, tremo, vibro de emoção.
Desvio o meu olhar para não perceberes
que estou a contemplar-te.
Com teu jeito maroto,
olhas-me e sinto na força desse majestoso olhar,
uma energia contagiante
que faz meu simples desejo acelerar.
Oh! Afrodite brasiliana,
quando darás a este mortal
que é vassalo de teu castelo de ilusões
um pouco de prazer?
Buscar a felicidade perante no teu paraíso de desejos
é, sem sombra de dúvida,
a glória maior de um mortal.
Teus cabelos são como madeixas de linho Persa
que ao serem tocados
deixam o neófito do amor exasperado de volúpia.
Ao aspirar o bálsamo de teu perfume
Entro nas mais altas oitavas de desejo que arde em mim.
Mas, logo te vejo afastar-se
em busca de teu ninho de amor.
Ficando só a dura realidade
que arde em meu peito.
Tivesse eu a flecha do amor eu tocá-la-ia.
para que pudesse buscar junto a ti
o meu amanhã de amor.
Nem mesmo sei teu nome,
mas o que importa isso?
Já que tenho as migalhas do teu sorriso.
Sei, bem sei que te quero,
porém só o tempo dar-me-á o néctar
do teu amor
ou deixar-me-á adormecido
no reino das ilusões.
Sete dias na vida de um bancário
Domingo - bela manhã! já acordo contigo ao meu lado, em meus pensamentos. As horas passam, o dia passa, e você continua ocupando todo meu ser.
Segunda - fico a esperar você se lembrar de mim e ligar. Mas você não liga, não ocupo espaço em sua mente.
Também não ligo, não sei o que fazer.
Às horas passam a expectativa cresce.
O dia nasce para nova lida, chego primeiro, fico aguardando.
Você chega, abro um sorriso de felicidade, meu coração dispara. São algumas horas que passo ao teu lado, porém são eternidades de satisfação.
Terça - a manhã começa, você já ocupou meus pensamentos, às vezes você vem a minha seção, está feliz. Sua felicidade me contagia, vibro de emoção.
O dia se foi - encontramo-nos antes de irmos - conversamos... o tempo passa rápido, já é hora de voltar. Não posso seguir com você, então digo apenas até amanhã.
Quarta - às vezes, não te vejo, já é um começo de desgosto,
tudo se torna vazio, sem tua presença, volto desiludido.
A melancolia aperta-me, quero te ligar, mas não sei o que dizer.
Quinta - Eu vou, você falta. Minha decepção é total.
Volto triste, amargurado, angustiado, mas não posso fazer nada.
Sexta - Bem pela manhã a expectativa começa, vejo-te! Você está feliz, divinamente feliz.
Eu compreendo o motivo, fico feliz por você, mas, internamente choro, disfarço e você não percebe.
Sábado - Belo dia! sol lindo. Você chega de mansinho a ocupar os
meus pensamentos, fico imensamente feliz .
Em minhas ilusões sinto teus olhos brilhar, você está linda, radiante como sempre és
Eu começo a viajar imaginando...
Conversamos, voltamos, até logo,
Bom final de semana, até quando?
Volto para casa, levando você em meu peito, ele está apertado,
mas não posso fazer nada.
O sábado passa e não estou mais contigo,sinto.Tudo foi só imaginação!
Embora tenha tudo, sem você não tenho nada, tudo se torna vazio.
Tudo foi somente sonhos e ilusões!!
Domingo - Começa tudo outra vez.
Quem será que acordará primeiro?
Eu, desse doce sonho de te amar, essa linda ilusão.
Ou você acordará percebendo que eu existo?
Só o tempo dirá quem vai acordar primeiro.
Os hipócritas
Muitos são os hipócritas que nos permeiam.
Eles têm mil aparências, são verdadeiros lobos travestidos
De outros animais dóceis.
São falsos, fingidos, geralmente meigos quando aparecem.
A bem da verdade, os hipócritas são verdadeiros cretinos!
Ai daquele que tem algum hipócrita em seu dia a dia.
Contudo, o bom dos hipócritas é que eles são como os ventos em dias de tempestades.
Chegam, passam sem deixar doces lembranças.
Ser poeta
É saber expressar todas as formas de amar em poesias.
É mostrar os sentimentos simples, real, ilusório, ardente...
É sonhar com o real e alcançar sempre o imaginário.
É conhecer o suor árduo do trabalho, comer o pão de cada dia e conviver com a ilusão
É sentir o perfume das flores e fazer dele o seu balsamo dos deuses.
É ouvir o canto do sabiá e fazer dele um hino ao amor.
Ser poeta é esquecer os apelos diários da vida material e sentir prazer na valsa dos ventos
Ser poeta é ser um audaz guerreiro da ilusão, caminhar pelos desertos da vida e amargar às vezes o peso da solidão e se sentir feliz.
É buscar no destino incerto a trilha certa da felicidade que faz o coração amar.
Enfim, ser poeta é saber sentir a vida enquanto estamos nela!
O bem maior
Liberdade é o bem maior que o homem tem.
Por ela milhões de seres já foram ceifados.
Ela é o porvir dos homens,
A alavanca que estimula o progresso das nações.
Sem ela, só há desarmonia.
Nos tempos atuais, o apartheid social, a globalização, a corrupção e a fome; estimulam a perda da liberdade.
Cresce no mundo a miséria, tributo deixado pelo neoliberalismo.
A liberdade pouco a pouco vai morrendo e as lutas por qualquer motivo fútil se fazem presente.
A liberdade é um bem que necessitamos exercitar.
Ao longo de nossa existência não devemos deixar morrer
Tão precioso sentimento.
Sem ela, ficaremos refém a qualquer convenção.
Solidão
É um estado de tristeza momentâneo.
Quando se está triste, nossa alma fica sem brilho.
A voz de um ser triste , soa sem vibração.
A solidão é uma renúncia, uma retirada voluntária da sociedade.
Mas, a pior das solidões é sem sombra de dúvidas, a solidão familiar!
Nos hospitais, manicômios judiciários, presídios, asilos; tantos que lá habitam
Têm no dia-a-dia a tristeza da solidão.
Então, suas almas tornam-se inertes e seus corações revestem-se de amargura só exalam Ressentimentos,
Quando partem para a mansão do amanhã, vão cheios de ódios e amargura dos que os deixaram naquele estado.
A procura
Rio aberto sobre as cordilheiras de minha paixão.
Venho de longe, bem longe buscando encontrar a felicidade de
Corpo aberto ao Sol, luz maior, a minha grande razão de ser!
Encontrei-te dentro do espaço terrestre.
Espalhar o que sinto em meu peito, a minha doce e meiga paixão!
A felicidade existe quando se tem alguém para amar e sou puro na razão,
Porque encontrei você, minha luz!
Tudo que almejo desta vida é te amar com ardor e paixão.
Porque tu és o meu pedaço de ser; nas vitórias ou nas derrotas da vida.
Alem disso, a vida me mostrou e concedeu-me o direito de te amar!
Canção do teu amanhecer
O Sol nasceu mais lindo,
É um novo dia que se faz presente.
O brilho do Sol e o perfume das Flores chegam até Tatiane.
Beijando-a na face.
Eles a despertam de seus sonhos e lhe conduzem a sua lida.
À tarde, as lindas gaivotas que passam cruzando o infinito do céu
Trazem os mais lindos dos pássaros que fazem uma serenata para
Acalmar-lhe as tensões do dia.
Breve, muito breve vem à noite que chega suavemente de mansinho...
O brilho da Lua e os raios das estrelas lhes levam ao castelo dos seus sonhos
Aonde só seu amor alcançará em um doce sono profundo e ninguém penetrará nem mesmo em sonhos.
Canção do teu olhar
Ah! Como é maravilhoso esse teu lindo olhar,
Como ele me encanta!
É puro mistério, magia, talvez mera fantasia.
Mas, como é belo navegar pela meiguice desse teu olhar.
E quiçá, um dia te encontrar.
É uma simples doçura, aliada a meiga ternura
Que deles exalam continuadamente!!!
A doçura que eles emitem suaviza quem os olha.
Talvez, poucos são os que percebem esse majestoso brilho e
Luz .
Às vezes, sinto a falta do brilho dos teus olhos a me inspirar .
Nessas horas o corpo queima de ansiedade em te encontrar.
Ah! A esperança se torna um favo de mel!
Teu olhar é precioso tesouro, cujo brilho me traz felicidades.
A 25ª hora de um nairobiano e suas recordações
Nasci nairobiano e nas belas e majestosas florestas do Quênia eu caçava sempre com as demais crianças de Minha aldeia.
Nos rios de águas profundas eu costumava me espairar e isso me dava um imenso prazer viver daquela maneira como uma criança simples.
Assim costuma ser minha vida e não sabia o que era ser um homem branco e os mais velhos falavam sempre que era para ter muito cuidado com os homens brancos.
Certo dia, eu me deliciava em um dos rios e quando dei por mim já me encontrava preso e manietado por vários homens brancos junto com outros amigos da mesma aldeia. Aí começava minha outra faze de vida.
Em um porão fétido e extremamente calorento fui posto com os demais.
O calor era por demais insuportável e tal local passou a ser por um longo tempo minha nova residência oficial.
O balanço do barco e o fedor horrível da maresia fazia-me vomitar tudo que havia posto e que não colocara no organismo.
Um dos homens brancos olhava-me e me fazia engolir algumas bolinhas brancas que com o passar do tempo percebi que toda vez que isso acontecia eu parava de vomitar e acalmava o meu enjôo.
Depois de várias luas eu tive o imenso prazer de ver de novo a luz da estrela maior, o dia estava belo e isso me deu um imenso prazer porque descobri que ainda estava vivo a despeito de todos os maus tratos. Muitos de meus amigos foram jogados ao mar porque não haviam conseguido superar tal infâmia de vida.
Pouco depois, manietado e amarrado com outras crianças fui posto em exposição em um local que havia muito e muitos os homens brancos e eles nos examinavam e depois de um certo tempo uma linda os homens brancos me levou para sua residência.
Lá passei a habitar com várias pessoas de outras línguas, mas que também estavam nas mesmas condições minhas.
A casa era muito grande e logo percebi que todos os homens brancos me chamavam pelo nome de escravo e como passei a trabalhar de sol a sol me tornei um escravo do meu senhor e do café!
Durante 82 anos, palavras que aprendi para passar o tempo eu vivi naquela casa de sofrimentos e decepções, a despeito de conviver em um belo e majestoso país chamado Brasil.
Deixei muitos filhos, netos e netas que me substituíram no plantio e colheita do café, aliás, por falar em café - que bebida gostosa!
Hoje, estou às portas da grande escuridão a espera da grande noite chegar!
Já a vejo se aproximar de minha cama, mas estou imensamente feliz!
Estou voltando a ser criança, estou voltando para minha liberdade.
Deixei de ser escravo do meu senhor e escravo do café.
Como isso é belo e majestoso para mim, ser novamente uma criança nairobiana livre!!!
O Trem da Vida
Lá vai o trem da vida, deixando o passado, as saudades, sonhos e Ilusões ao longo do caminho.
Lá vai o trem da vida, levando e sentido a realidade presente e as transformações ao longo da estrada.
Lá vai o trem da vida, sonhando e buscando um novo amanhã.
Lá vai o trem da vida, lá vai o trem ou simplesmente a vida que passa ao longo da jornada do trem da vida!
terça-feira, 6 de março de 2007
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