terça-feira, 6 de março de 2007

A FESTA NO CÉU

A FESTA NO CÉU

E

OUTROS CONTOS

E


POESIAS












Notas do Autor

A festa no céu e outros contos e poesias são fatos que ocorreram com amigos e amigas, os quais me relataram e me pediram que eu os reunisse em um pequeno opúsculo, obviamente há também aqueles que são criações de minha mente, embora alguns deles também possam ser reais.






Atenciosamente o autor.

































Homenagem


Este pequeno livro é em expressa homenagem a todos aqueles que com seus relatos me inspiraram à confecção deste manuscrito ao longo dos anos.




Atenciosamente...

O autor



































Sumário



1 – O Salão de festa
2 – Folhas secas
3 – Nem no natal
4 - O bar do campista
5 – Arcos rígidos
6 – Voltando aos braços de minha mãe
7 – desencontros
8 – Orgasmo selvagem
9 - A vila dos marítimos
10-O naufrago
11 -Ano novo
12 -As cinzas
13 -A formatura
14 –O trote no malandro
15 –O selo do amor rompido
“Visão dela por ele”
16 – Reminiscências ao longo da jornada
17 – A águia belicosa
18 – Desilusão divina
19 – A volta no conquistador
20 - O biquíni da ninfeta
21 – O aniversário de minha melhor amiga
22 – A festa no céu
23 – O estágio
24 – O shopping
25 - Paçocas e coxinhas
26 - Barnabé, o touro assassino.
















O salão de festa

O amor e a beleza idealizaram uma festa, na qual todas as virtudes e defeitos do seres humanos foram convidados.
Quando estava tudo pronto, chegou a inveja, que logo pensou: poderia fazer uma decoração melhor em minha casa, e continuou; por mais bela que esteja a beleza eu posso ser sempre mais bela! Então, ficou a invejar tudo o que as outras haviam feito de belo.
Logo depois, chegou o ciúme que se consumia por dentro fulminando e injetando o ódio por não ter capacidade de fazer algo igual.
O ciúme não pensa, não aproveita o tempo para progredir. Ele só imagina destruir o que os outros conquistaram.
A ganância chegou de mansinho falava pouco, com voz macia, como é peculiar aos gananciosos, segundo ela naquela festa ela tinha que ganhar alguma coisa vivia do seu objetivo que é só o lucro. Em seus pensamentos não há: amor, beleza, inveja, ciúmes..., Só há o lucro; quanto maior melhor.
A vaidade chegou sorrindo, olhava para todos esperando os cumprimentos, enquanto a festa prosseguia normalmente. Ela sorria, sorria, e andava sorridente para todos os lados recebendo os cumprimentos. Para os vaidosos só há satisfação do seu ego que é o belo, o resto não é importante.
Alguns minutos depois chegou a cobiça, calmamente observava a todos e a tudo que encontrava. Em seus pensamentos refletia como é lindo aquele vestido! Ele poderia ser só meu! Como está bela esta cozinha! Ela ficaria bem melhor lá em minha casa. Assim a cobiça passou a noite toda sem se preocupar com a festa e sim o que havia de bom e belo que poderia ser seu.
Logo em seguida chegou a gula, essa não queria saber de nada, não queria olhar nada que não fosse comestível, para gula só tem sentido, aquilo que pode ser deglutido!
Passou noite à dentro a se empanzinar! A festa para ela foi só os comensais! Logo depois chegou a tristeza que ficou logo incomodada porque o ambiente era só de alegria. A tristeza não habita em ambientes felizes, então, sentindo-se ferida em seu objetivo, foi embora! Antes da meia noite chegou o ódio, o qual veio carregado de rancor no coração.
O ódio estava tão forte que injetava fogo pelos olhos. Ele não conseguia olhar e enxergar nada além do que ele próprio. Pouco depois, chegou o carinho, que de imediato, foi só distribuindo simpatia e sorrisos para todos. Porém só o amor e beleza conseguiram enxerga-la.
Todavia, ele continuava a sua missão sem se importar em ser correspondido.
Alguns segundos chegou a hipocrisia com seu sorriso entre os dentes, porque os hipócritas não sorrir com a alma feliz, ela ficou a festa toda desdenhando e sorrindo hipocritamente dos demais participantes da festa.
Logo em seguida, chegou a mesquinharia e ficou logo preocupada porque os mesquinhos não ajudam a ninguém, eles não são solícitos e estão sempre ansiosos com medo de serem chamados a ajudar alguém. A avareza veio de mansinho e logo queria saber se alguém desejava dinheiro a juros. Os avarentos querem sempre auferir juros de alguém, estão sempre insaciáveis.
A luxúria chegou com todo o garbo que lhe é peculiar e fazia questão de mostrar a todos todo o seu esplendor. Passou a festa toda a se embelezar e mostrar o esplendor de sua luxúria.O orgulho chegou com o peito estufado de orgulho, estava orgulhoso de está ali presente, ele fazia as apresentações e fazia questão de informar que tinha orgulho disso, ele não aproveitou a festa, seu orgulho não o permitiu.
Então, o preconceito chegou e começou logo a diferenciar as virtudes dos defeitos e fazia comparações com tudo. Enaltecia uns e diferenciava a outros. O preconceito imperava a noite toda.
Bem tarde da noite começaram a chegar as virtudes do ser, que ficaram logo apavoradas com tanta falhas do ser reunidas em um salão de festa. Elas então, pediram licença e foram embora, não poderiam conviver num ambiente daqueles.
Após a saída delas a fofoca chegou e de imediato se aliou à vaidade, então as duas trataram.
Logo de fazer uma crônica sobre as possíveis fofocas da noite com motivo e sem motivo, não se importavam com o resultado. Para ela o importante era fofocar para aliviar a tensão.
No auge da festa, chegou a morte! Ela veio com sua falange de iguais porque havia muita gente para ela ceifar. Então, todos os defeitos e algumas virtudes do ser humano ainda presente tremeram apavorados; queriam correr mais não havia saída! Ai, a morte e seus secretários foram ceifando um a um os pecados humanos. Só a beleza e o amor não se preocuparam, porque eles existem em qualquer esfera do cósmico; até porque não são defeitos são virtudes, portanto não foram ceifados. Os outros, com certeza, ressurgirão algum tempo em algum lugar.































Folhas Secas

O outono, todo nós sabemos.
São folhas secas visíveis em nossa existência.
No entanto, infinitas transformações acontecem passo a passo.
Quando acordamos é porque o inverno já se pronunciou.
As folhas já se foram...
Onde estarão?
As folhas de outono são agora cinzas.
Se foram sem deixar saudades em nosso viver





































Nem no Natal

Jesus, Buda, Confúcio e Maomé estavam reunidos em um bosque, bem a sombra de um arco-íris de luz e dialogavam sobre o que acontecera com o nosso Mundo, o qual estava Bem diferente do que eles haviam ensinado
Então, Jesus olhou para Buda e lhe perguntou: Buda, por que o teu rebanho vive a morrer
de fome com tanto gado nos pastos e nos pastos dos países dos teus seguidores?
Buda pensou e lhe respondeu: Mestre, é porque eles esqueceram e não praticam os teus ensinamentos que nos diz que o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas, o que dela sai que são as palavras; porque as palavras podem ferir, dilacerar e às vezes, pode provocar uma tragédia. Até na noite de natal eles morrem e passam fome com tanto alimento que foi abençoado por nosso Deus.
Buda, então, se calou e passou a refletir o que ele poderia fazer para que seus seguidores pudessem mudar de idéia a respeito do alimento.
Em seguida ele olhou para Maomé e lhe questionou: Maomé, por que teu rebanho está todo manchado com o sangue dos justos e dos inocentes?
Maomé olhou para Buda e lhe respondeu: Eles esqueceram nossos ensinamentos, não há mais paz e amor em seus corações e nem no natal eles buscam o amor de seu criador. È uma lástima nós termos que vê-los serem dizimados por suas incompreensões e rudezas de seus corações, só muito amor os transformará e os salvará.
Confúcio, olhou para Jesus e lhe inquiriu: Mestre, Por que teu rebanho está tão dividido e proliferado em várias divisões ?
Porque eles esqueceram de minha máxima – um só rebanho e um só pastor. As conveniências sociais estão dividindo o meu rebanho e eles cada vez mais têm divergências de idéias entre si.
Buscam-me e ao nosso pai celestial conforme os seus interesses e finalizou: nem no natal eles se unem a minha volta. Falta tudo neles , principalmente amor ao seu criador.
Maomé, então olhou para Confúcio e questionou? Por que teu rebanho que é o mais numeroso, escraviza o pobre camponês e mata as crianças fêmeas ao nascerem ?
É por que os dirigentes esqueceram que foi uma madona que gerou o filho de Deus e
De muitas mulheres nasceram os gênios que iluminaram e permeiam a Terra.
Nem no natal, eles deixam de dizimar os prisioneiros.
Está faltando amor, compreensão e perdão para o meu rebanho.
Então, Jesus falou novamente. A única coisa que temos que fazer é lhe proporcionar amor que é a fonte da vida, sem amor, eles se tornarão ainda mais cruéis e desumanos e virão anos que nem no natal eles esquecerão que nós existimos.
Então, eles saíram caminhando e foram mentalizar amor a fim de que o natal fosse diferente para milhões de pessoas naquela noite de paz, amor e harmonia. Na volta Confúcio olhou para os outros grandes mestre e disse: pensando bem seria bem melhor que o mestre Jesus voltasse à Terra e fosse ver de perto como está sendo uma noite de natal. Jesus concordou e veio de volta à Terra para passar uma noite.
Então, quando ele aqui chegou resolveu andar pelo mundo em busca de amor, o qual está tão distante dos corações dos homens, depois de muito caminhar e observar, ele verificou que a fome chegara e ele entrou na primeira casa, mas os habitantes não o reconheceram e não lhe davam atenção.
Ao longo das ruas podia se sentir o cheiro dos alimentos nas cozinhas das casas, contudo, Jesus percebia a fome estampada nos rostos de alguns transeuntes que caminhavam consigo.
Quanto mais a fome apertava mais e mais ele procurava se alimentar, todavia, ninguém lhe dava atenção.
Então, Jesus pegou resolveu ir para outro continente e escolheu o Oriente Médio.
Lá a situação estava pior porque além da fome, também havia os homens bombas que se dilaceravam, explodindo a si mesmo e levavam consigo vários e vários inocentes, que lástima! Assim pensou Jesus.
Em alguns lugares nevava, mas, os donos da casas não o deixavam descansar a cabeça e lhe agasalhar em seus lares...
O filho do homem passeava pela terra e nenhum cristão o acudia, estava sendo terrível!
Tentou entrar em algumas igrejas evangélicas, lá os pastores só pregavam exaltando o poder de satã e a maneira como combate-lo, pouco se falava do pai celestial.
Jesus e o grande pai lá em cima estavam triste com tudo isto!
A noite acabou e dentro das casas ele só via o povo a comer e beber, o amor não existia e em outros lugares a situação ainda estava pior porque também não havia paz.
Muitos lutavam pela liberdade que é o maior de todos os bens do homem ao longo de sua existência.
O Natal passou e Jesus voltou para a casa de seu pai sem poder comemorar com a grande família que o pai eterno deixou na terra.
O natal havia perdido o seu sentido máximo, que é a confraternização entre as pessoas e famílias porque estava sendo difícil haver amor na terra. Então, Jesus chorou por ter visto como o homem havia se afastado do pensamento e desejo do criador.



Farick




















O Bar da Campista

O bar do campista, como era mais conhecido como o bar do cabeleira e era o bar mais freqüentado pelos habitantes do bairro Roncalle.
Ele funcionava como ponto de encontro das pessoas, principalmente nos fins de semanas e como conseqüência, ficávamos sabendo de tudo que estava acontecendo no bairro, através do campista, o qual se tornara o fofoqueiro número um do bairro, porque o campista sabia de tudo que se passava na localidade.
Ele abria o bar por volta das sete da manhã e prestava atenção em tudo que se passava na rua.
Ele sabia de cor o dia de pagamento de todas as pessoas que freqüentavam o seu bar e havia um livro das pessoas que compravam e bebiam fiado, o qual as pessoas costumavam dizer que ele não vendia aquele livro por dinheiro nenhum.
O bar era cheio de normas, todos detestavam as normas, contudo, ninguém conseguia freqüentar outro bar.
O bar tinha uma espécie de imã que sempre fazia as pessoas voltarem lá.
Nele não era permitido, cantar, fazer qualquer espécie de batucada, fazer pagode ou qual quer ritmo musical.
No entanto, o campista colocava as melhores melodias dos anos 50, 60, 70, 80 e as pessoas navegam no tempo e tome bebida e tira gosto que os mesmo não admitia que não fosse feito no seu bar.
Aí, já meios chumbados, as pessoas iam soltando a língua e as fofocas começavam...
Quando não eram as fofocas, vinham à baila as aventuras de cada um ou as histórias que o campista contava, como por exemplo, em um dia de sol muito quente ele e os amigos estavam jogando sueca na praia aí veio um tubarão branco e engoliu a todos com mesa e tudo.
Três meses depois pescadores em Santos pescaram o mesmo tubarão e quando abriram o ventre dele, lá estavam os quatro jogadores sentados tranqüilamente jogando uma partida da sueca.
O campista era assim desse jeito. Outra vez ele afirmou e apostou que um forasteiro entrou no bar, pediu uma cachaça e como tira-gosto comeu um copo de prego.
Uma vez o comentário estava versando sobre futebol e ele entrou na conversa e disse que em um jogo do americano, clube de Campos, no qual ele afirma que havia jogado, estava fazendo um jogo amistoso com a equipe dos Santos Futebol Clube e a partida se encontrava empatada, aí ele pegou uma bola no meio do campo passou entre as pernas do Clodoaldo, o qual foi um dos maiores meio campista do futebol brasileiro, deu um lençol no Pelé e fez um gol que até hoje as pessoas em campos perguntam como ele deu um lençol no Pelé?
Muitas e muitas histórias se ouviam no bar do campista, contudo a grande maioria delas era somente invencionices dos freqüentadores.







Arcos Rígidos


Arcos rígidos, vida ativa, emoções incontidas.
Arcos flácidos, momentos flácidos, pálidos, brancos, tristes...
Arcos rígidos ou flácidos são seus momentos onde você determina
Em que local irá sua flecha.








































VOLTANDO AOS BRAÇOS DE MINHA MÃE


Para minha colega Suzy em homenagem ao dias das mães


Ontem cheguei cansada do trabalho e da faculdade, dormi e no meu sono me vi voltando aos meus dias de infância na casa de minha mãe. A casa estava bonita, como sempre, e eu era uma linda menina, cujo olhar encanta no presente o poeta de minha sala.
Então, me vi abraçada pelo seu especial e materno aconchego. Você, mamãe afagava os meus cabelos e nos seus braços voltava a me embalar num sono profundo, como era bom!.
Há! Que tempo bom! Que saudades das minhas estripulias infantis! Eu, menina sem qualquer preocupação e você sempre a me esperar, praticamente só dormia quando eu estava em seus braços, agora, neste suave e terno momento de minhas lembranças, sinto-me por demais feliz em dizer que te amo, amo por demais. Todavia, o tempo passou, agora cresci e a vida se modificou por demais. Os horizontes são outros, as brincadeiras são outras, mas, você está sempre a me esperar! Isto é certo! A despeito da idade, sei que sempre posso estar em seus braços. Na faculdade, tudo vai bem, tenho muitos e muitos colegas, eles me ajudam a superar as dificuldades que se apresentam no curso de Matemática, tem até um poeta; vejam só, um poeta que gosta de matemática. A senhora não acha estranho? Parece que ele se encantou pelo meu olhar, de repente, eu que era a sua predileta , me tornei a musa do poeta de minha sala! O que você acha disso? Estou vivendo um belo momento, sou muito feliz, mas, era mais quando podia está sempre em teus braços e você a me acalentar.
A noite passou e acordei! Que sensação gostosa de ter voltado a estar em teus braços, minha mãe, ainda me sinto feliz por ter sonhado contigo.
Hoje é o dia das mães e nada mais belo e justo você saber que por mais que eu cresça sempre posso contar e voltar a estar em seus braços como antigamente.
Mãe! Muito obrigado por você existir, aí, acordei com você me dizendo: Suzy, seu café está pronto, então, eu a abracei, lhe dei um grande beijo e lhe contei meu sonho. Ela me sorriu e disse-me: Você por mais que cresça será sempre a minha criança linda e novamente nos abraçamos. Feliz dia das mães, minha mãe!, um grande beijo de sua filha Suzy
















Canção dos Desencontros.


Há! Quantos desencontros tem havido entre nós.
Você diz sempre certo, estarei lá, contudo, o tempo passa e volto só com teu semblante a me acalmar.
Você diz, esqueci, ou a pura verdade, fui à praia com minhas amigas, só lembrei quando cheguei.
Com tantos bolos já poderia construir uma confeitaria! Quando vem, às vezes, sua amiga está presente e estraga a festa, que decepção para ambos!
Está ok, às sete e trinta, certo; e você vai à local diferente do combinado, Que distração!
É sábado, lindo dia! Está tudo programado, todavia, como sempre você falta e eu fico a esperar, até quando?
Há! quantos desencontros tem havido entre nós! Fico a imaginar mil coisas, mas, é só ver teu sorriso e me desarmo por completo; tudo que pensara se desfaz como uma cera ao sol.
Pode me esperar no ponto do ônibus, é quase certo que vou esperar em vão, porém o que posso fazer, se não estou conseguindo viver sem você?
Seria melhor dizer não, não posso ir, não vai dar; não criaria expectativa.
Mas, como sempre vou esperar a mais vez; porque em vez de construir uma confeitaria com os bolos poderei construir um lar com você, é só você ir e você sabe que isso é certeza, mas temos que aguardar o tempo e eu ser menos ansioso.

























Orgasmo Selvagem



Daniela era a única filha de uma beata fanática de uma dessas igrejas evangélicas que nascem diariamente em cada esquina do nosso Brasil. Sua mãe, dona Catarina separou-se do pai de sua filha, quando a menina ainda estava com os seus dois anos de idade.
A menina foi criada praticamente na igreja porque dona Catarina, quando não estava trabalhando, ia para a igreja e levava a filha e isso acontecia praticamente todos os dias do ano letivo.
O tempo passou e quando Daniela já estava entrando na casa dos seus treze anos teve a sua primeira experiência sexual ligada a matemática, porque foi exatamente em uma aula de Geometria que chegou a sua menarca e como a menina era criada num regime de educação espartana estranhou o fato que lhe estava acontecendo, pediu licença ao professor e chamou uma menina mais velha da turma, contou-lhe o ocorrido, então, ela lhe explicou o fato simples na vida de todas as mulheres e imediatamente providenciou um absorvente para Daniela.
A segunda experiência de natureza sexual que ele teve com a matemática foi com o mesmo professor, o fato ocorreu no ano seguinte que por incrível que pareça, aconteceu justo, naquele mesmo mês depois que chegara a sua menstruação.
A aula estava movimentadíssima e estava circulando pela sala um caderno em que as alunas de um determinado grupo de amizade estavam respondendo um questionário idealizado por um dos alunos mais paquerado da sala e lá só continham perguntas picantes que deixava a nossa Daniela vermelha e havia certo estilo de perguntas que ela ainda não tinha a menor idéia que fosse, como por exemplo: o que é um sessenta e nove ou pagar um boquete. E lá estava o professor explicando a Lei Linear de Tales e os respectivos teoremas. Aí Daniela levanta a mão e pergunta: - professor, posso lhe fazer uma pergunta que não se refere a sua aula? O professor lhe respondeu que sim, já que Daniela era uma aluna considerada por ele como exemplar. Aí ela sai com essa pérola que deixou o professor completamente sem ação. O que é pagar um boquete? O senhor já pagou algum? Toda a sala caiu em gargalhada e o professor praticamente ficou desarmado, sem ação e lhe respondeu com outra pergunta: Daniela, em que mundo você está vivendo? É por acaso em Saturno, Júpiter ou Urano? E por muito tempo Daniela foi gozada por causa do ocorrido na sala de aula.
No ano seguinte quando seus pais se reencontraram e Wilson solicitou a mãe dela, Dona Catarina, que a filha fosse passar as festas de fim de ano na casa dele. Wilson era um baiano muito liberal e sua namorada era uma professora universitária de matemática. Então Daniela desejava ardentemente retomar os contatos com o pai porque sentia muita falta dele e aproveitou a oportunidade e após ouvir centenas de conselhos de sua mãe, pegou um ônibus e foi para o Rio de janeiro. Cercada de todo o mimo por parte do pai e da namorada dele, bem como da outra filha de Wilson, Daniela sentia-se prestigiada na casa da nova família do pai. Em uma tarde de sábado, Wilson levou as duas filhas e a namorada para dar um passeio e foi direto para um motel o qual fica na via Dutra ao longo da estrada Rio – São Paulo.
Celeste, a outra filha não se assustou porque já conhecia o modo de proceder de seu pai e a liberalidade dele em relação ao sexo, ele não era uma pessoa libertina ou pervertida, mas, compreendia os avanços que a sociedade dera em relação ao sexo e desejava informar às filhas o que de fato se passava a fim de elas não terem qualquer espécie trauma na primeira relação.
Wilson foi para uma suíte e antes do almoço, à medida que ia saboreando uns drinks com sua namorada, ele ligou a TV e colocou um vídeo pornô e conforme os atos amorosos iam acontecendo, ele aproveitava o ensejo e ia explicando detalhadamente às filhas como se praticava sexo e o que poderia acontecer de anormal, como por exemplo: às vezes, algum casal estava fazendo sexo e começava ouvir gritos alucinantes no quarto ao lado, ouvir alguém gemer, som de quem estava apanhando, batendo ou pedindo para apanhar. Então, Wilson falou-lhe que isso era um fato anormal, mas que acontecia porque existem mulheres que quando estão a gozar, só gozam quando se liberam por completo gritado, gemendo, chorando, sorrindo, suspirando e têm aquelas que quando o gozo se aproxima solicitam que lhe batam e só apanhando muito é que elas conseguem gozar. Assim elas gozam e quanto mais apanham, mais sentem prazer e mais gozam. Após o gozo voltam imediatamente a ser uma mulher normalíssima, às vezes, até são mulheres completamente pudica que só se liberam quando estão com um homem penetrando-a, de preferência selvagemente.
Daniela ficou mais vermelha que um tomate, estava envergonhada, mas, devido ao fato de se o próprio pai que estava a lhe dizer tais coisas e a namorada de seu pai a confirmar, Daniele ficou a imaginar como seria a primeira experiência dela e com quem seria? Seu pai lhe perguntara se ela ainda estava virgem? Encabulada ela lhe respondeu que sim e após o almoço eles foram para o Estádio Maracanã, ver o Botafogo jogar contra o Cruzeiro de Minas Gerais.
O tempo foi passando e Daniela já estava com seus quinze anos e toda vez que sentia o clamor do sexo bater a sua porta, ela esperava a mãe dormir e ficava a se masturbar até gozar. Ficava com um olho no padre e outro na missa porque caso sua mãe acordasse e visse o que estava acontecendo, o mundo viria abaixo e conseqüentemente levaria uma tremenda surra.
Na igreja conhecera duas gêmeas que só viviam falando de um tal de professor Amarildo, o qual segundo elas era o melhor professor que já tivera na vida, elas falavam tanto do tal professor que Daniela ficou curiosa a respeito dele e passou a ter o desejo conhecê-lo. Um dia as gêmeas fizeram um almoço na casa delas e o professor Amarildo fora o convidado de honra da família, Daniela iria a esse almoço especialmente para conhecê-lo. Todavia, teve alguns problemas no dia e perdeu a oportunidade.
Três anos depois estava concluindo seu ensino médio e o colégio em que estudava estava sem professor de matemática e a diretora, Dona Mercedes, solicitou ao prof Amarildo se ele aceitaria lecionar Física e matemática em sua escola como amigo da escola, já que o mesmo morava no bairro a trinta metros do colégio e a diretora sabia perfeitamente da capacidade intelectual do referido professor. Amarildo lhe respondera só se fosse para o ensino médio porque não gostava de ensinar par o ensino fundamental. Dona Mercedes, a diretora, aceitou imediatamente porque era no ensino médio que ela estava tendo a sua grande dor de cabeça por falta de professor que lecionasse as disciplinas citadas anteriormente.
Aí, Daniela teve a oportunidade de conhecer o Amarildo e imediatamente ficou fascinada por ele. Já havia namorado alguns rapazes, todavia nenhum deles a havia fascinado como aquele homem que ela estava vendo a sua frente pela primeira vez. Daniele passou a gostar de Matemática, o qual ela odiava e como conseqüência passou com relativa facilidade na matéria do citado professor. Ao longo do ano eles mal se falavam e Amarildo, de imediato conquistou seus alunos e passou a ser querido por todos de suas turmas e todos os alunos, bem como Daniele que o enaltecia bastante e ela sempre que havia oportunidade o engrandecia perante a sua mãe.
Após encerrar o ano letivo e uns dois meses depois eles voltaram a se encontrar. Ela vinha saindo de um supermercado, o qual fica no mesmo bairro e bem perto da escola e ele estava entrando, quase se esbarraram mutuamente, conversaram cerca de uns cinco minutos e Daniela lhe pediu o número do telefone dele, a fim de não perder mais o contato com o seu sonho de amor secreto.
Dias depois ela tomou coragem e lhe telefonou e conversaram um pouco mais que cinco minutos e foi surgindo uma amizade entre ambos que resultou um mês depois em uma noitada em um motel.
Ela, ainda virgem ficou sem saber o que fazer e após o banho deitou-se ao seu lado de calcinha e com um blusão porque estava fazendo muito frio e nada rolou e o máximo que aconteceu naquela noite foi ele tirar o blusão dela, beijá-la bastante e acariciar os lindos botões de rosa. Não lhe foi permitido fazer qualquer carícia em sua linda “quiriquinha”.
No domingo seguinte eles se encontraram novamente, aí o lado religioso dela falou mais alto e Daniela encerrou aquela história porque havia ido longe demais e Amarildo fora até então, o único homem que a levara para cama. Eram cerca de três horas da tarde quando chegou a sua casa, fazia um tremendo calor, e Daniela começou a pensar que burrice ela havia feito. Sonhara com aquele homem durante o ano todo, lutara para conquistá-lo e agora por puro medo de sexo o deixara ir embora.
No outro dia ela lhe telefonou pedindo desculpa e solicitando mais uma chance.
Dias depois se encontraram e dessa vez ele a fez vibrar de emoção, todavia não fez seu laço do amor se romper. Ele o fez romper pouco a pouco ao longo das várias vezes que se encontraram e ele fazia amor com tanto carinho, de modo que ela não soube exatamente quando aconteceu e depois disso em uma tarde que eles estavam curtindo o amor, já haviam atingido o orgasmo quando eles começaram a ouvir proveniente do quarto ao lado uns gemidos bem alto e logo a seguir gritos de prazer e a mulher gritava e quanto mais ela gritava mais se ouvia o som das tapas que ela estava levando e esse ritual permaneceu até ela explodir num grito de gozo. Daniela começou a rir e teve um ataque de risos e só parou muito depois do gozo da mulher ao lado. Aí ela se lembrou das observações do pai a respeito de mulheres que gritam, choram, gemem urram; quando estão próximo ao gozo. Então, ela falou para Amarildo, eu gosto de gozar em seus braços, mas é ao toque dos seus dedos, ao sabor de seus beijos e com muito carinho, jamais na porrada.
À propósito, Daniela quando está quase a gozar, revira os olhos e começa a gemer, e depois sorrir a vontade; isso ela ainda não percebeu, segundo Amarildo.













A Vila dos Marítimos



A Vila dos Expedicionários que todos em fortaleza conhecia como Vila dos marítimos era um belo local. Limitava-se ao Norte pelo sítio da Dona socorro, local que toda garotada gostava de invadir para chupar manga, caju, comer goiaba e outras frutas; bem como caçar passarinho, todavia era sempre uma aventura praticar tais ações porque no local havia na época muitas cobras e tínhamos que estar atento para não ser surpreendido pela picada de uma delas.
Ao Sul limitava-se com um imenso terreno pertencente a PRE/9 antiga Rádio Nacional local que tinha um transmissor que toda garotada ia para lar a fim de ouvir o seriado Jerônimo, o Herói do Sertão, quando faltava energia no bairro.
Ao Leste, limitava-se em parte com um antigo matador modelo, o qual sacrificava os touros e vacas a pauladas, mas, quando um animal enfurecido conseguia escapulir do sacrifício, aí acontecia o maior fusuê e acontecia que às vezes o animal saia correndo pelas ruas que circundavam o matador e tocava maior rebu, até ser pego novamente, mas dava muita canseira nos seus captores. A outra parte limitava-se com o terreno do 10°GAC. Hoje há um colégio público no antigo matador.
Há Oeste, limitava-se com uma mini floresta e imensos matagais que a garotada tinha medo de se aventurar porque existiam muitas histórias de lobisomens e outras coisas desse gênero.
A vila era um imenso retângulo composto por 62 casas, todas elas com três quartos, sala, cozinha e banheiro e um quintal grande, o qual limitava-se com o quintal da outra casa pelo respectivo muro. Dentro do retângulo havia uma grande quantidade de casas que formavam um quadrado com as casas nas mesmas condições das anteriores.
Entre o retângulo e o quadrado existia uma bela praça , a qual se transformava em campo de futebol da garotada todos os dias, por que nela não havia banco e também não era calçada, só existia os imensos paralelepípedos que a circundava. Então, a meninada, como eu, fazia a festa.
Moravam na vila aproximadamente umas oitenta famílias e quase todas elas com o mesmo padrão de vida. Havia o Dr Gadelha, o qual morava na 51, o seu Domingos, que tinha 19 filhos e morava na trinta e um , a Dona Miriam que era uma das professoras mais bonitas que eu conheci, A Dona Zélia que era sua irmã e também professora, a Dona Carlota que morava na 17 e tinha um comércio no qual todos compravam fiado, o Seu Manuel, boca de ouro, obviamente tinha essa alcunha porque tinha os dentes cravados de ouro, ele era uma pessoa de imenso coração, todos gostavam dele. A dona Loló, na casa dos bens oitenta anos que morava na 41 e todos a respeitavam porque ela era a mais idosa do local. A dona Leia, moradora do 56, a qual era uma enfermeira que todos respeitava, a dona Silvana, sua irmã, que me fez aprender os meus primeiros passos da geografia com ela, foi ela que me ensinou a dizer Oceano Pacífico em vez de Oceano Passo e Fico. A dona Isabel, mulher do seu Alberto, que morava na 54, que tinha quatro filhas, o Maurício, que as pessoas achavam que ele seria galã de cinema, porque na época ainda não havia TV, ele morava na 18, Ruth, que toda família ainda usava luto, mesmo depois de dois anos do falecimento do pai dela, morava na 39 e tantas e tantas pessoas que não me recordo do nome, mas, que bens rostos permanecem presentes em minha mente, principalmente da Eliane, que um dia fez umas compras e deixou lá em casa. A vila não tinha vida própria porque a grande maioria dos moradores trabalhava fora exceto àqueles que tinham alguma espécie de comércio no local. Devido ser circundada por um quartel do Exército a segurança era total na época e também porque naquele tempo ainda não se ouvia falar da perdição do século, a cocaína e a maconha, as quais estão exterminando a nossa sociedade. Outro fator preponderante, a nossa jovialidade era composta por famílias de poder aquisitivo regular e todos estudavam e sempre havia alguém se formando em Engenharia, Física, matemática, Medicina, Professor, o qual era o sonho de muitos dos nossos jovens, Oficiais do Exército, marinha e Aeronáutica. A vila tinha excelentes cabeças e ao cair das tardes de domingos a grande maioria se encontrava no imenso pátio da Igreja de nossa senhora de Nazaré, ainda não havia a proliferação de igrejas Universais a cada esquina e nem excesso de pastores picaretas que manipulam a boa fé das ovelhas que necessitam de fé ou simplesmente de uma palavra de conforto. Desses encontros, as paqueras suavemente se delineavam e com o passar do tempo, geralmente havia um casamento.Como foi boa essa época! Mas, a vida sempre corre para frente e a natureza não dar saltos nem tampouco retrocede, só caminha para frente. A descaracterização do Bairro começou com a chegada de três padres italianos que assumiram a paróquia de nossa senhora de Nazaré e de imediato muraram o campo do Nazaré Futebol Clube, esta fato deu início à decadência da diversão do povo aos domingos e da garotada. O Nazaré, era obrigado a alugar outros campos e com isso o poder aquisitivo do Clube foi caindo até acabar por completo.
Hoje o sítio da dona Socorro é cortado por uma imensa estrada e no local nasceu outro bairro, na mata virgem de outrora é agora um aeroporto e várias lojas comerciais nasceram ao longo da estrada que o circunda, no terreno da PRE/9 há agora várias e várias casas. As casas simples da vila deram lugar a novas casas suntuosas e a grande maioria dos filhos delas estão espalhados por este Brasil a fora e todos eles na casa dos 50 a 60 anos de idade e bens pais e mais, que estão vivos, estão na casa dos 80 a 90.






















O Náufrago


Já passavam do meio dia e Josué ainda estava inconsciente, porque ele estava à deriva por cerca de três dias, sem rumo e sem destino.
Sua sede era tanta que quando voltou a si começou a ter alucinações e o delírio de sua mente o permitia a vislumbrar fantasias.
Ele, em sua imaginação começara a se ver em belíssimas cachoeiras nas quais ele se deleitava. Via alguém lhe oferecer uma água de coco, bem gelada e ele a saboreava lentamente com seus amigos ao redor.
Ao sabor das vagas ia o nauta perdido, morrendo lentamente; tal fato só ainda não acontecera porque Josué se recusara a morrer, estava ali um homem forte e destemido que estava desafiando o mar e a morte em si. Segundo Josué, ele fora sempre um vencedor e como a vida lhe dera tudo que havia solicitado ou planejado, não era para ele perecer naquela imensidão de vagas. Mas, a realidade se fazia presente e ele estava começando a perder as esperanças, A morte parecia ser sua única certeza.
E lá ia Josué ao sabor das brumas revoltas de um oceano sem fim.
Passou-se mais um dia e mais uma noite se fez presente e o desespero era total para o nosso náufrago... Mais uma noite se passou, para ele foram séculos de delírios, porém ao amanhecer uma grande calmaria se fazia presente.
Sua pequena canoa, a qual era composta apenas de uma grande tampa de isopor, o qual ele teve a felicidade de pegar no último momento, estava sendo levada por uma corrente marítima ou forte vento para a praia de uma grande ilha. Josué estava salvo, no limite de suas forças. Como sempre fora um vencedor, havia vencido às vagas revoltas.
O vento forte o levou diretamente à praia e quando lá chegou foi jogado à beira da praia e já quase inerte deixou-se adormeceu por algum tempo. Quando acordou tinha ao seu lado alguns pescadores que o socorreram e o levaram para o barraco de praia mais próximo e após deliciar-se com a água maravilhosa daquela ilha distante, fartar-se com as iguarias lhe servida, Josué então, pode contar o que lhe acontecera.
Estava ele e seus amigos pescando em alto mar, quando foram surpreendidos por uma enorme tempestade e com as ondas imensa , as quais fizeram o pequeno veleiro naufragar. Seus amigos pereceram e só ele fora abençoado a continuar vivo.
Os pescadores depois de dois dias quando nosso náufrago já estava por completo recuperado lhe levaram e mostraram toda a ilha e a maneira de chegar a terra firme.
Josué então, despediu-se e mais uma vez foi recomeçar sua vida de gerente de finanças de um banco no Estado de São Paulo, havia vencido uma grande batalha.










As Cinzas



A noite passou e os problemas se foram
As cinzas da realidade os amainaram e os destruíram.
Amanheceu, uma nova flor surgiu bela e radiante!
Seu perfume aromatizou o ar.
È hora de você rever seus conceitos e viver melhor.





































A Formatura


Chegara o grande dia, todos estavam eufóricos, contudo, aparentavam tranqüilidade.
Não parecia uma formatura e sim um desfile de roupas porque as meninas estavam em uma completa elegância, os rapazes não fizeram por menos. Uma coleção de vestidos longos, azuis, pretos, vermelhos, dourados e outras cores.
Ternos, nos últimos modelos e roupas esportes finos se faziam presentes entre os formandos e nos espectadores.
O calor e se tornou mais forte depois que todos colocaram suas batas de formatura.
O chefe do cerimonial chamou por curso e após isso foi a sessão iniciada com o canto do Hino Nacional.
Em seguida, foram chamados dois formandos que iam fazer toda a apresentação e o desenrolar da cerimônia, a qual começou com a chamada de um dos alunos do curso de Matemática para fazer sua locução alusiva a data e ele se fez representar brilhantemente.
Vejamos o teor de sua saudação com todos os salamaleques possíveis.

Universidade Boa Vista
Instituto das Ciências da Natureza
Comissão de Formatura
Magnífico Sr Reitor J.J Universidade da Boa Vista
Illmº Srs Chefes de Institutos e Escolas de Educação
Ilº Srªs, Srºs e formandos em geral.
Meu especial boa noite.
Formandos, que minhas primeiras palavras sejam de agradecimento a Deus, nosso criador, que sempre nos deu forças, saúde e meios para que pudéssemos está aqui presente, neste exato momento.
Aos nossos pais, que nos colocaram e nos encaminharam neste mundo.
Ao Ilustre professor Gaspar, coordenador do curso de matemática, o nosso especial agradecimento por ter estado sempre à frente resolvendo os problemas que o dia – a - dia do curso apresentava.
Aos nossos mestres, que nos proporcionaram e nos iluminaram ao longo de nossa caminhada acadêmica.
Aos funcionários, que sempre de bom grado nos proporcionaram um ótimo atendimento quando deles necessitávamos.
Hoje, mais um passo na nossa estrada do conhecimento foi dado e é mister que a partir deste momento devemos estar sempre atualizados com novas técnicas de conhecimento para que possamos proporcionar um ensino de qualidade aos nossos futuros alunos, os quais serão os formadores de opinião de amanhã.
Buscar, procurar, pesquisar, se aprimorar e principalmente ater-se ao que de melhor houver de novidade no nosso mundo educacional globalizado, dever ser a meta a ser seguida por todos nós.
E aquele que não o fizer estará devidamente afastado das novas técnicas educacionais vigentes.
O ápse foi dado ao completarmos com êxito nossa caminhada nesta grande entidade organizacional de Educação Brasileira na Baixada Fluminense, a qual ao longo dos dez anos de seu reconhecimento oficial e existência tem paulatinamente lançado no mercado de recursos humanos educacionais, pessoas capazes, as quais com seus conhecimentos vieram ao longo dos anos contribuindo para uma melhor qualidade na formação de nossa sociedade e principalmente ajudando milhares de pessoas na construção de uma cidadania digna.
O mundo educacional atual está em estado de constante efervescência, tornando-se receptivo à construção de novos conhecimentos, novas idéias e técnicas de transmissão e absorção de saber.
Não há mais espaços para educadores sem comprometimento com as mudanças sucessivas que ocorrem diariamente em nossa educação e ao se distanciarem o mercado de trabalho educacional sabiamente saberá selecionar os seus mestres.
Formandos! Ensinar é uma arte! Acima de tudo, é um dom divino!
Aquele que o tem, é abençoado por Deus! O carisma de quem sabe o caminho de transmitir o seu saber com real amor, faz com seu afeto envolver o educando e eles jamais o esquecem! Portanto, ensinem com amor e você estará sempre na memória daqueles que estarão lembrado de você ao longo de suas jornadas.
Formandos! O primeiro passo de uma longa caminhada foi dado; agora é só trilhar na estrada que nos leve para o reconhecimento de nosso aprendizado e que Deus nos guie sempre e nos iluminar em nossa trajetória.
Em seguida foram feitas algumas homenagens a diversos professores que mereceram, segundo a comissão de formatura e um a um foi receber sua placa alusiva a cerimônia.
As músicas faziam o público presente voltar no tempo porque lá desfilaram: ao mestre com carinho, imagine, como nossos pais, mulheres, e outras mais.
Após isso, todos foram sendo chamados para receber seu diploma simbólico e cada aluno chamado se tornava uma algazarra geral porque o apresentador ressaltava as características do referido aluno e todos e todos os presentes compartilhavam com as homenagens.
O juramento foi também outro momento de emoção e logo em seguida foi feita a imposição de grau pela mais alta autoridade presente, o magnífico reitor.
Quando o reitor deu por encerrada a cerimônia, o teatro tornou-se uma festa por completo com todos se confraternizando e todos foram para o coquetel, o qual foi outra história.



















O Trote no Malandro





Amauri era um segundo sargento de comunicações e quando o conheci ele servia na Paia vermelha, bem ali no Instituto Militar de Engenharia.
Amauri se julgava muito esperto e competente e gostava muito de aplicar nos sargentos recém formados um trote e de isso ele se orgulhava por demais.
Os novos sargentos os quais não qualquer espécie de experiência na vida castrense e normalmente caiam facilmente no trote preconizado pelo Amauri e seu maior prazer consistia em tirar algumas fotografias e espalhar as mesmas no cassino dos sargentos a fim de os mesmos pudessem gozar com os lobinhos, sargentos recém formados.
Havia na seção de Amauri vários majores e coronéis de Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Eletrônica. E quase sempre um ou dois deles iam viajar para outro Estado a fim de fazer trabalho de pesquisa sobre determinado trabalho de Telecomunicações e quando isso ocorria, às vezes iam um ou dois sargentos de formados em eletrônica a fim de ajudar no trabalho em pauta.
Acontece na naquele semestre Amauri havia se excedido no trote que havia dado em um dos sargentos ele fez que um lobinho ficasse em pé sobre uma mesa a fazer discurso e todos os sargentos não gostaram dos excessos cometidos por Amauri. Então, um 1º sargento da seção que ele trabalhava, resolveu passar um trote no Amauri, o qual todo quartel iria saber e o Amauri ficaria desmoralizado por um longo tempo.
Lucas, o sargento em pauta, consultado o coronel chefe da seção e lhe pedindo autorização para por seu plano em prática sem que houvesse qualquer espécie de complicação militar posterior.
A primeira providência foi simular a chegada de um documento oficial informando que o Lucas havia sido escolhido para participar do projeto M – 3, o qual estava sendo realizado na região amazônica em área de incidência de mosquito causador da lechemaniose bem como do mosquito causador da doença do sono.
A documentação já preconizava a quantidade de vacina que o sargento havia de tomar a fim de se prevenir quanto as doenças em pauta.
Quando Amauri léu o documento ficou de olhos arregalados porque ele detestava mato e tinha muito apreço por sua saúde e sabendo que o local era infestado pelo perigoso mosquito causador da lexemânia bem como perigosas serpentes, o fez ficar paralisado, apavorado e ao mesmo tempo desconfiado que fosse uma armação. Foi consultar o coronel supostamente responsável pela missão, Então, o coronel Jair lhe disse: Amauri! Pensei que você já estivesse prontamente preparado e sem qualquer problema.. Você já se precaveu contra as doenças? Então, Amauri gelou! Porque se o coronel Jair estava lhe questionando sobre a prevenção das doenças, era porque a missão realmente existia.
E lá foi o Amauri para o posto médico e tomar vacina e capitão previamente sabedor do que estava ocorrendo já havia preparado umas três ampolas de injeções de penicilina, que dói feito cão e aplicou nas nádegas do Amauri e tinha que ser fotografado para as autoridades sanitárias ter certeza que o mesmo havia sido imunizado.
Após tomar todas as vacinas concernentes, lá se foi o Amauri solicitar o ofício para adquirir as passagens e em seguida tinha que ir para a faculdade solicitar trancamento de matrícula porque ele imagina passar uns oito meses por lá e sair da missão com muito dinheiro. Só que o pessoal da seção de passagens fez um ofício para um local errado e fez com que o Amauri fosse e voltasse umas três vezes sem que fosse resolvido nada. Tal fato o tornou ansioso e aborrecido porque não havia dado tempo para ele ir tranca a matrícula e quando ele foi solicitar dispensa para o dia seguinte resolver todos os seus problemas particulares pendentes, o coronel perguntou se ele já havia ido ao cassino dos sargentos porque o capitão responsável pelo setor desejava falar com ele e quando ele de lá voltasse, então, resolveriam o assunto.
Quando o Amauri chegou ao cassino e deu de cara com todas as suas fotos tomando injeção nas nádegas e estampadas no celotex, bem como nas paredes com dizeres alusivas ao trote, ele ficou fulo da raiva e queria a todo custo retirar as fotos, só que o capitão deu ordens para que ele não o fizesse já que o mesmo era useiro e costumeiro em fazer a o mesmo tipo de coisa com os sargentos recrutas.
Amauri, devido à hierarquia, nada pode fazer e foi gozado por muito tempo. Aí ele parou com a mania de passar trote nos lobinhos.































O Selo da Porta do Amor
“A visão dela por ele”



Foi tão maravilhosa aquela noite e quando me lembro dela, chega a me dar um frenesi de alegria, já estava passando dos 18 e continuava virgem, pura e completamente inocente em relação a sexo, a bem da verdade, sentía-me como se fosse uma criança nesse assunto.
Já havia tido flertes com alguns rapazes, contudo, nunca tinha sentido nada, quando estava com algum deles, a bem da verdade ninguém havia ainda me tocado em qualquer ponto sensível do meu corpo ou me despertado qualquer desejo.
Porém, sonhava encontrar um homem que me fizesse vibrar de emoção e que eu pudesse me entregar por completo e quase sempre estava a sonhar com tal tipo de homem de meus sonhos.
Um dia esse tão desejado homem, transpôs a porta do meu coração na forma de um professor. Quando o vi pela primeira vez fiquei toda admirada, espantada e quiçá arrepiada de emoção. Estava ali, bem diante de mim o homem que eu sempre sonhara. Não podia ser engano, era ele mesmo. Durante o ano letivo, quase não nos falávamos, tínhamos poucas oportunidades porque ele era muito assediado e gostava de dar atenção a todos os seus alunos. Esse homem maravilhoso preenchia diariamente os meus sonhos e eu ficava a imaginar mil maneiras de me aproximar dele, porém quando tinha a oportunidade logo apareciam outras alunas e alunos e eu era obrigada a recuar.
Terminara o ano me encontrava verificando o resultado final do curso quando ele se aproximou e me mostrou um convite para um recital poético, li e achei interessante, mas minha surpresa maior foi quando ele me convidou para ir com ele ao referido recital. Imediatamente aceitei e ele ficou de me pegar às 09h do sábado daquela mesma semana.
Na sexta-feira, por algum motivo fútil discuti com minha mãe e como conseqüência ela não me deixou ir. Foi o primeiro bolo que dei naquele homem que acho uma pessoa muito especial para mim.
Perdi o contato com ele e só voltamos a nos reencontrar em Fevereiro do ano seguinte. Eu continuava completamente pura, menos inocente porque as aulas de biologia e as colegas de classe me relatavam suas experiências, mas, continuava completamente virgem.
No mês de Maio por questão de trabalho tive que lhe pedir auxílio, devido a sua grande experiência em qualquer assunto e por três vezes nós nos encontramos e conversa vai conversa vem marcamos o nosso primeiro encontro. Eu não estava acreditando que conseguira conquistar aquele cobiçado homem. Quando aconteceu, ele foi direto ao ponto, Eliane, não estou mais na idade de namorar pelas esquinas, o meu namoro é somente na cama e eu meio sem jeito lhe disse é, vamos ver até aonde vai dá.
Conversamos cerca de três horas sobre diversos assuntos, contudo, na despedida nem um beijo no rosto rolou. Eu me encontrava totalmente na defensiva pelo fato de ele ser casado; nem eu, nem ele poderíamos nos expor.
Na segunda vez fomos passear no shopping e ele me assustou mais ainda porque Frederico disse-me sem qualquer rodeio tudo que desejava de mim. Fiquei assustada porque nenhum rapaz havia sido direto comigo. Mas, Frederico falava com muita calma que lhe é peculiar e na volta quando ele quis me dá um beijo, fiz o maior escândalo que hoje rio bastante só em pensar no grande mico que paguei. Contudo, ele nem ligou, mas o pior ainda estava por vir quando ele começou a levar o assunto para o campo do sexo, comecei a ficar sem saber o que falar quando Frederico me perguntou quantas vezes por semana eu praticava sexo com meu antigo namorado? Três, duas, uma? Respondi que nenhuma. Estava mais vermelha que um tomate e supernervosa diante de Frederico, aí lhe disse à queima roupa que ainda estava virgem! Ele me perguntou: Você é virgem? Nossa, por essa não esperava. Por que? Você não gostou? Achei ótimo. Ele se encontrava também sem jeito e sem ação.
Marcamos para dois dias depois e mais uma vez ele me surpreendeu – ficamos a conversar sobre minha infância e chorei bastante, Frederico pacientemente me escutava e depois me deixou próximo de minha casa.
Cheguei muita atrasada para o próximo encontro e ela já havia ido embora, contudo, para minha surpresa ele me ligou no outro dia e não fez comentário ou bronca e nesse vai e vem já fazia um mês que eu estava com ele e nada ainda ocorrera, nem sequer um beijo tinha havido entre nós e ainda não havia deixado que ele segurasse minha mão, um fato por demais estranho para uma jovem de 19anos com um homem dos seus sonhos já na casa dos 50, eu me encontrava sempre na defensiva em relação a ele, porque não sei, e também não acreditava que tivesse conquistado Frederico. Na realidade, eu me encontrava com medo de praticar o sexo pela primeira vez. Em uma sexta-feira ele me levou para conhecer o clube que ele pertencia, muito luxuoso e bonito, fiquei feliz em saber que ele dava valor para mim e me levava para conhecer o seu lado social. Saímos do clube por volta das 07:30h, ele olhou-me e disse; vamos amar um pouco?
Quase sem entender a profundidade da pergunta lhe respondi – vamos. Saímos e entramos em um motel por demais luxuoso e quando dei por mim já me encontrava dentro de uma suíte por demais bela que achei excelente e deslumbrante.
Tremia bastante porque até aquele momento era completamente inexperiente e virgem de tudo, com Frederico ainda não havia rolado sequer um beijo e estava ali diante dele com aquela calma toda a me perguntar: você que tomar um banho de chuveiro agora ou ir à banheira para uma hidromassagem?
Sem saber o que lhe responder lhe disse: vá você primeiro, depois eu vou.
Então, Frederico foi rapidamente à ducha e quando ele voltou, eu ainda me encontrava do jeito que havia entrado naquela maravilhosa suíte, que mico!
Como não havia outra alternativa e também por mera curiosidade para saber como aconteceria, fui à ducha e quando retornei, Frederico estava deitado me esperando,
Aí, verifiquei que havia cometendo mais um mico, não havia me enxugado e deitei-me ao lado dele com o corpo todo molhado principalmente os cabelos.
Fiquei de calcinha e com um blusão de frio, embora não estivesse fazendo frio a despeito da temperatura está ótima.
Pacientemente e calmamente Frederico começou a me acariciar e como não estava acostumada com aquele estilo de carícias, toda vez que ele me tocava, fazia meu corpo vibrar e paulatinamente Frederico começou a beijar todo meu corpo, mas ainda não havia beijado os meus lábios e quando ele o fez, meu corpo todo estremeceu, nunca havia sido beijada daquela forma, Frederico estava fazendo eu delirar de prazer pela primeira vez ao sentir o gosto de seus beijos quentes e ardentes.
Todavia, obviamente ele queria muito mais e começou a querer acariciar “a porta mágica do amor”, a qual a aquela altura do campeonato já estava completamente molhada, parecia uma ilha cercada de líquido em torno dela.
Ele tentava a todo custo tirar o meu agasalho e eu resistia, aí ele mudou de tática e foi suavemente beijando os meus botões de rosa por cima do agasalho e esse fato fez desarmar os meus últimos soldados de resistências em relação ao agasalho e ele o tirou com muita calma e carinho. Estava seminua e meu último guardião era só uma calcinha de cor azul.
Então, Frederico passou a querer conhecer “a minha janela das emoções” e aos beijos e carícias ia tentando quebrar minha resistência com suaves carinhos, fazia de tudo. Mas, meu nervosismo e medo não me deixaram ir à frente.
Aí, ele parou e disse: vamos, você ainda não está preparada e está ficando tarde. Até com a minha volta ele se preocupava. Senti que ele era um perfeito cavalheiro e que eu havia inconscientemente feito feio.
Mas, ele não se importou com isso e no domingo seguinte mais uma vez nos encontramos, eu estava muito excitada naquele dia e fomos à cidade, um local bem distante do nosso convívio e tanto eu quanto ele, na cama, estávamos com todo gás. Mal ele me tocou estremeci de prazer. Frederico tem a capacidade de tocar nos meus pontos de prazer e me deixar a cem por hora imediatamente. Não queria pagar outro mico e deixei que ele me acariciasse onde ele assim o desejasse, mas, quando ele beijou-me por cima da calcinha de minha “quiriquinha” ele me fez estremecer toda e intuitivamente senti que já havia uma ilha de tanto líquido que molhava minha “janela do amor”. Porém, quando ele veio descendo e beijou minha “porta de desejos” passando a chupar “minha janela do amor” como se fosse uma laranja maravilhosa cheguei a ter espasmos de prazer. Depois, quando ele sentiu que eu já estava com um oceano dentro de minha “porta mágica da fertilidade” ele tirou minha calcinha e começou a pintar como se fosse um pintor profissional a minha janela do amor e a cada pincelada ele me levava à loucura. Frederico não me penetrou, ficou só a me deixar louca de desejo e o máximo que ele fez foi controlar a glande do seu mastro da fertilidade bem na abertura de minha “quiriquinha”, que de tanto molhada fazia deslizar sua glande.
Passamos uma tarde maravilhosa, parece que Frederico não queria me desvirginar ele queria somente me dá prazer e por várias vezes isso voltou a acontecer, nas outras vezes que saíamos. A despeito de até aquele momento ainda não ter perdido a virgindade por completo nos braços dele, as tardes que ele me proporcionava com suas aulas na cama, não trocaria por dinheiro nenhum neste mundo.
Em uma noite, ele me levou à o mesmo motel que costumávamos ir e calmamente me ouvia falar de tudo que acontecia no meu serviço, isso ele eu lhe contava abraçada ao seu corpo e deitada sobre seu peito sentido o calor de seu corpo e ele a me acariciar. Depois de algum tempo, Frederico tirou delicadamente minhas roupas, fomos ao chuveiro e quando eu retornei, porque sempre demoro mais um pouco, ele me pegou em seus braços e começou a me beijar ardentemente, seu corpo estava em brasas e ao sentir o toque dos seus lábios sobre meu corpo imediatamente passei a vibrar de emoção, Frederico passou então a me lamber de cima à baixo e quanto mais ele o fazia mais e mais eu delirava de prazer, minha “janela do amor” já se encontrava uma ilha; depois de deixar-me completamente louca, tirou minha calcinha, ele sempre gostava de fazer isso, solicitou que eu ficasse na posição de frango assado, posição que ele já me ensinara e começou a introduzir sem pincelar o seu mastro viril em minha porta mágica do prazer. Porém ao fazê-lo, Frederico me beijava ardentemente e comecei a sentir um certo desconforto por dentro de minha porta do amor, contudo os sabores daqueles beijos ardentes eram maiores que o desconforto que eu sentia e também o prazer resultante daquela pressão por dentro de minha “quiriquinha” deixava-me em verdadeiro estado de delírio, então subitamente senti que algo estava se rasgando por dentro de minha “janela do amor”. Doeu um pouquinho e quanto mais e mais ele mexia, mais eu sentia a mistura de prazer e dor. Então, senti que ele jorrava todo o líquido do amor por dentro de minha janela das emoções. Aí para não ficar para trás também cheguei ao orgasmo quase junto com ele. Aquela combinação de dor e prazer me deixava extasiada nas alturas.
Deitada sobre o seu peito e sentido o calor que dele emanava ouvi Frederico me dizer- Meus parabéns, mocinha, você hoje já estava psicologicamente preparada, agora você entrou para o clube das mulheres. Seu selo do amor deixou de existir. Depois dessa maravilhosa noite, temos nos encontrado e a cada sessão de amor que Frederico me proporciona me deixa nas nuvens de tanta emoção, ele é o homem que sempre esperava e que me faz feliz em todos os sentidos, não só na cama.



Farick





































Reminiscências Ao longo da Jornada




Valdemar, sempre fora considerado o renegado da família Oliveira por ter viajado cedo para o Rio de janeiro e lá ter assistido pelo resto de sua vida e só voltou ao Ceará quando pressentiu que iria atravessar o túnel que divide o Oriente do Ocidente.
Sendo um maçom praticante, esse era outro motivo para seus familiares, devido à ignorância intelectual que reinante na família, o alcunharem de “o renegado”, Valdemar não era beato arraigado, como o eram os demais membros e por causa disso ele vivia afastado. Quando chegava a casa de algum de seus familiares, eles ficavam desejando pelas costas que ele fosse embora o mais rápido possível.
Lá pela casa dos seus vinte anos, ele viajou para o Rio de janeiro e sua família se teve notícias dele uns trinta anos depois.
Valdemar, tinha uma vida equilibrada financeiramente, morava em um dos bairros mais tradicionais do Rio de janeiro. Ele assistia em Botafogo, em uma casa que ficava bem ali na rua São Clemente
Valdemar fizera concurso para o Exército e por toda a sua vida de cidadão carioca esteve á frente das fileiras militares. Minha mãe costumava dizer que ele ficara preso durante a revolução de trinta no presídio de Jurujuba em Niterói e quando de lá saiu adquiriu uma asma que pouco a pouco foi lhe vitimando.
Valdemar tinha uma linda mulher chamada Palmira e também uma sedosa amante de nome Lourdes, a qual era uma fera, quando de uma breve estada que fiz ao Rio de Janeiro e fui visitá-lo na casa de Lourdes, estava havendo o maior quebra pau entre eles, aí Valdemar resolveu voltar e assistir conosco no Ceará.
Palmira lhe dera uma maravilhosa filha que ele soube com toda a sua grandeza e espiritualidade fazê-la crescer intelectualmente e depois de formada indicar-lhe a direção profissional adequada.
Quando seu caso amoroso explodiu Valdemar não teve outra alternativa que foi sair de casa e ir morar de vez com Lourdes, todavia foi por essa época que ele começou a sentir os primeiros sintomas de sua doença. Foi a diversos médicos sem que eles diagnosticassem certamente a causa.
Foi para o Ceará e foi lá que eu vim a travar contato direto com ele e começar a aprender Filosofia e História porque ele passava o dia inteiro a ler e eu de vez em quando ia lá e começava a lhe incomodar com perguntas e ele tinha o imenso prazer em respondê-la.
Durante esse tempo, nossa casa foi pouco visitada por nossos parentes visto que Valdemar estava morando conosco e todos sabiam que ele estava com uma doença grave e também pelo fato de ele ser maçom e havia uma crença na localidade e na família em geral que os maçons faziam pacto com a coisa ruim, fato esse que ele ficava a sorrir quando alguém lhe perguntava se era realmente verdade. Outra ignorância comentada era que toda a sua bagagem cultura provinha do pacto que havia feito, quando eles falavam isso , Valdemar disparava a rir.
Valdemar me ensinava Álgebra, Aritmética, Geometria , História ou qualquer assunto que eu lhe solicitasse. Foi por causa dele que resolvi ser militar e professor de matemática.
De renegado, nada tinha. Ele era um filósofo puro, seu conhecimento estava a quilômetros de distância dos demais familiares, a bem da verdade eles o invejavam por causa de sua maneira evoluída de pensar que eles não tinham.
A Franco Maçonaria lhe proporcionou uma bela despedida desta terra de exílio, quando de sua partida e eu me tornei um seu eterno admirador e uns trintas anos depois ao transpor os umbrais do templo pela primeira vez lembrei-me dele e das bobagens que se falavam sobre a maçonaria.
Hildebrando, ao contrário de Valdemar, sempre fora o orgulho da família Oliveira. Desde novo lutara pela busca do conhecimento tornando-se bem jovem um promissor advogado, ele era considerado o filósofo da família, porém em termos de cultura estava por demais distante de Valdemar.
Devido ter puxado a Rachel, sua mãe, tinha uma formosura que deixava as mulheres a suspirar quando ele passava
Ao defender um causa na cidade de Limoeiro do Norte no interior de Pernambuco, Hildebrando travou conhecimento com uma formosura de mulher, a qual era filha de um dos barões da cidade de nome Francisco Heráclito, homem muito rico, respeitado e poderoso.
Tereza, se deixou envolver pelas lábias advocatícias e quando deu por si já havia indo para cama com Hildebrando, se encontrava grávida e completamente apaixonada.
Para Hildebrando não estava nos bens planos casar-se bem jovem . mas seria por demais arriscado contrariar a Lei do Sertão, principalmente naquela cidade, não teve outra saída.
Tereza por muitos longos anos proporcionou a Hildebrando uma vida sólida financeira e também lhe deu três lindos filhos que lhes deram grandes alegrias ao longo de suas vidas.
Hildebrando, que gostava de ser chamado de Gentil, tornou-se um respeitado defensor público na cidade de Recife, publicou três livros ao longo de parte de sua vida e foi quando ele havia publicado o seu primeiro livro que voltamos a nos aproximar. Estava indo servir e lecionar na cidade de Recife e dois dias após a minha chegada fui visitá-lo e levar notícias de meus pais , os quais há muito tempo não o via. Recebeu-me cordialmente e ficamos na varanda a conversar sobre os tempos que ele ia à casa de meu pai e eu ainda era uma criança. Quando deu por volta das 12h senti necessidade de sair porque havia marcado outro compromisso para aquela tarde de lindo sol.Então, Hildebrando quando já estava a me despedir ofereceu a garagem de sua casa para que eu pudesse dormir, alegando que sua casa era muito pequena e que não dispunha de um quarto de hóspede para mim.
Educadamente e socialmente fiz vê-lo que não estava necessitando e que a minha visita havia sido só de cortesia e que dispunha de local para acolher-me tranqüilamente
Como pressenti que ele tratava-me friamente e gaborsamente. Não lhe falei que não era mais aquela criança e que havia evoluído bastante havia me formado bem jovem em Matemática e Física em uma das grandes faculdades do Rio de janeiro.
Notei ao longo de nossa conversa que a imagem que ele estava fazendo de mim era de um jovem sem expressão e desde a minha entrada até a minha saída não havia sido convidado para adentrar a casa, fiquei o tempo todo somente na varanda da mesma que por sinal havia duas lindas cadeiras de balanço e uma mesinha que poderia servir de sala de estudo, já que a varanda era coberta.
Tia Tereza convidou-me para almoçar com eles no sábado seguinte porque haveria em sua casa a comemoração do aniversário de uma de suas sobrinhas, a qual era filha de um dos seus poderosos irmãos. E tia Tereza desejava que eu travasse conhecimento com a maioria de bens sobrinhos os quais estavam beirando a minha idade.
Cheguei cedo à casa do espinheiro, bairro por demais nobre da cidade, era por volta das 10h e lá já fervilhava de pessoas entre jovens e adultos e mais uma vez Hildebrando ao fazer as apresentações fazia questão de frisar que havia disponibilizado a garagem de sua casa para que eu pudesse dormir lá, mas eu não havia aceitado. E novamente meio constrangido por causa dos olhares que os rapazes estavam sobre mim disse-lhe para não se preocupar porque estava muito bem.
Olhei de realce para a sala de estar, o qual parecia ser o único local que não havia gente e estava disposto a resolver uma questão de lógica que um dos meus alunos não conseguira fazer, mas quando lá cheguei e vi uma linda garota por volta dos bens 15 anos completamente desesperadamente tentando solucionar algumas questões de progressões aritméticas, geométrica e logarítimas.
Dona Maristela, sua mãe tentava faze-la ver a necessidade dela resolver as citadas questões do referido trabalho porque o professor havia dado como uma última chance a fim de que Helena passasse de ano. Já estava pensando em colocar um anúncio no jornal a procura de um explicador para resolver aquelas questões e entrega-las somente na terça – feira. Seria a última esperança a fim de Helena não perder o ano, o qual se tornaria no maior vexame da família, porque ela era a sobrinha do Heráclito mais querida.
Dei bom dia , Dona Maristela olhou-me de cima à baixo, como se estivesse se questionando de onde surgiu esse aí? Mas respondeu-me socialmente e sorrindo disse: - estou com uma tremenda dor de cabeça, não entendo nada que minha filha está a fazer e ela também está mais pra lá de Bagdá. Após dizer isso ficou conversando com a filha e não mais me dirigiu a palavra e eu não estava conseguindo quebrar o gelo porque fiquei de imediato magnetizado pela beleza da filha dela .Helena era realmente muito linda e seu sorriso cativou-me logo por completo, além do mais , Helena prestara atenção no rapaz não no estranho que ela jamais havia visto.
Então, de repente eu falei bem alto para que as duas escutassem: - Conheço um cara que esta nessa casa que é uma verdadeira fera em matemática e se eu estivesse na sua situação eu pediria o auxílio dele e essas questões seriam facilmente resolvidas, acabaria todos os seus problemas de agora em diante, ele é uma pessoa bem legal, porque você não fala com ele? Elas imediatamente pararam o que estavam conversando e me olharam com bastante atenção e pude então observar que elas vasculhavam suas mentes a procura do rosto da possível pessoa presente naquele momento na casa.
Aí Helena me disse : você está brincado comigo, porque dos meus primos aqui presentes nenhum deles sabem , eles até detestam Matemática e meus tios navegam no mesmo barco deles em relação a matemática.Novamente voltei a lhe falar: se você colocar sua linda cabecinha para funcionar você vai perceber que tem pelo menos um que você não conhece será ele a salvação. A única coisa que posso adiantar sobre ele é que jovem, bonito para os padrões que as meninas desejam, formado em Matemática e Física e tem uma cultura geral acima da média. Ele é formado pela Unigranrio no Rio de janeiro.. Dona Maristela olhou-me com ar de enorme surpresa e me disse: você pode nos apresentar para que eu possa conversar um pouco com ele e lhe solicitar uma ajuda para minha filha que está mais perdida do cego em tiroteio.
A senhora já o conhece, estava presente quando o tio Hildebrando estava fazendo as apresentações e ofereceu-me a garagem da casa para o seu mais novo sobrinho. Ela aí me olhou com os olhos arregalados de surpresa e disse : então, você é professor de matemática. A expressão professor de Matemática coincidiu com a entrada de Hildebrando na sala, ela o olhou e foi incisiva quando questionou Hildebrando com aquela autoridade de sargento sobre um recruta e disparou: - Hildebrando, como você pode ter coragem de oferecer a sua garagem ao seu sobrinho para dormir sendo ele um ilustre professor de Matemática. Notei que passara em alguns segundos de desconhecido para uma pessoa ilustre, porque naquela época os professores eram uma categoria de profissionais supervalorizada e quando ele era de Matemática, Física ou Química eram bem endeusados em qualquer atividade que estivessem presentes e fossem anunciados e ela completou – olha que ele é da Unigranrio no Rio de janeiro!
Ele então, olhou-me com aspecto de quem não estava acreditando e a questionou: - De onde você tirou tal idéia? Frederico está brincando com vocês, ele mal concluiu o primário.
Maristela olhou para mim e quando ela já ia falar, adiantei-me e disse a todos: meu tio está gozando com a senhora, ele bem sabe que há mais de 15 anos que não nos vemos, ele só se lembra da imagem daquele garotinho e logicamente ele esqueceu que as pessoas não ficam estacionadas no tempo e podem crescer e por ter esquecido essa premissa lógica ele avaliou o atual presente pelo passado e erroneamente concluiu pelo passado... Mas só para esclarecer a questão, tirei minha cédula de identidade e a mostrei e falei: como vocês podem ver está escrito e documentado que sou graduado e pós-graduado nas respectivas disciplinas citadas anteriormente “Matemática e Física”, portanto, quanto a isso o assunto está encerrado.
Hildebrando ficou pálido como se não estivesse acreditando, então o clima ficou pesado.
Achei melhor retirar-me, aí chamei Helena para outro local e a partir daquele momento tornei-me seu professor particular e por causa disso me fiquei freqüentador assíduo da família.
Fui com ela para outro local menos barulhento e refiz atenciosamente com ela todas as questões do trabalho, após o término sugeri que ela passasse as questões a limpo,fizesse uma capa para ficar com uma estética bem melhor.
Durante o tempo que assisti em Recife a ajudei em Física, Matemática, História e outras disciplinas até ela passar no vestibular para Odontologia e se tornou a primeira mulher formada da família.
Seu pai, Sr Bernardo, por ser um político da região, ele era prefeito de Limoeiro do Norte e seu sonho maior consistia em me fazer também um político local “vereador” e ajudá-lo a tocar o seu projeto político e tinha muitas esperanças que eu me tornasse o seu genro predileto.
Todavia, sempre tive aversão à política e por causa dessa minha oposição deixei de realizar o seu projeto. Bernardo depositava suas esperanças em mim porque me considerava por demais e quando voltei para o meu ninho natural, O Rio de janeiro, por muito tempo ele esteve a me telefonar para que eu reconsiderasse e voltasse para aquela promissora cidade e tocasse a vida casando-se com sua linda Helena.
Quanto a Helena, sua saudade era imensa! À medida que o tempo passava se tornava mais intensa. Quando de minha volta a Recife tivemos bons momentos, contudo creio que o destino me programara para passar por outras situações e talvez não estivesse previsto que ela caminharia comigo ao longo da estrada que chamamos vida.
Quanto a Hildebrando, continuei a ir sua casa por causa de sua mulher e dos seus filhos, que por sinal nos dávamos muito bem.
Ele passou o tempo todo que assisti em recife tentando corrigir sua avaliação inicial sobre o seu sobrinho, contudo não lhe dava oportunidades e só conversávamos o mínimo necessário.
Foi um tempo maravilhoso, que não volta jamais nessa atual existência.
Valdomiro


Sempre fora considerado o burro de carga família ele trabalhava desesperadamente de sol a sol a fim de poder sustentar sua prole que era de oito filhos, uma verdadeira penca de criança, que davam por demais trabalho tanto para minha tia quanto para ele.
Valdomiro fazia de tudo, como por exemplo: - furava poço, matava porco e saia à cavalo para vender a carne, capinava terreno, descarregava caminhão de carga e outras espécies de serviços.
Eles tinham uma vida por demais difícil porque minha tia, nem o primário tinha e tio Valdomiro era quase analfabeto, todavia tinha uma excelente personalidade e ótimo caráter, bem como bom coração. Sempre estava a disposição para quem dele precisasse seja que horas fossem lá estava ele a auxiliar tal pessoa.
Quando uma vez houve um arranca rabo lá em casa fiquei morando com ele por uns três dias até a situação se acalmar lá em casa. Tinha havido uma briga muito forte entre meus genitores e eu tomara partido de minha mãe, mas isso foi loucuras de meninice.
A vida para meu tio Valdomiro só se tornava suave quando ele tomava uma birita, aí ele dormia mais cedo e sonhava bastante porque se não sonhasse a vida não faria sentido para ele.
À medida que os filhos foram crescendo eles paulatinamente iam seguindo a estrada da vida. Deusdete foi para São Paulo com seus vinte anos e nunca mais se ouviu falar em Deusdete, Maria Hilda casou-se e também tomou rumo para outro Estado, Assis tornou-se um mascate , ele corre o país de Norte A Sul. Agamenon depois que saiu de casa nunca mais se teve notícias dele, Liduína também foi para São Paulo, Rosário casou-se com uma excelente pessoa , contudo o mesmo depois de três anos de casado doente da cabeça e é tratado como se fosse uma criança.Com ele, na última vez que estive em sua casa só ficaram a Ana Paula e a Sandra, as quais lutavam com eles pelo dia a dia .
Valdomiro não era nem a sombra daquela pessoa bem disposta dos anos sessenta.
Sua vida foi por demais tremulada, contudo o anjo da morte quando veio lhe buscar o levou suavemente.
Chegou cansado do trabalho havia acabado de capinar o terreno do quintal de uma casa situada na mesma rua e logo após o banho sentou-se em sua cadeira de balanço, a qual era a sua preferida e esperou pelo jantar que Francisca, sua mulher estava aquecendo, todavia , no curto especo de tempo entre ele sentar-se e ela voltar com o prato feito, ele partiu para outro plano e quem sabe não se encontra bem mais feliz do que o era nesse nosso.






Pedro


Pedro era um dos filhos de Tio Antonio, um cearense cujo ofício principal era o de sapateiro, o qual viveu toda sua vida em função desse ofício.
Tio Antonio chorou muito quando deixou o seu velho sertão cearense em busca de uma vida melhor no Rio de janeiro, já que as coisas estavam muito difíceis no sertão.
Pedro por essa época se encontrava com seus doze anos de idade e era um menino por demais obediente aos pais, embora isso não o privasse de cometer determinadas peraltices da infância e uma delas que me recordo aconteceu justo quando eles estavam próximos a viajar pára o Rio de Janeiro.
Tio Antonio trabalhava no início dos anos sessenta em um local bem distante de sua casa e, bem nas brenhas do sertão cearense e distava de sua casa aproximadamente uns cinco quilômetros, os quais ele fazia diariamente à pé e o fazia com a maior tranqüilidade porque simplesmente não havia transporte e também porque ele gostava de andar à pé.
À direita e à esquerda do referido caminho existia na época uma mata bem densa que durante os meses de verão ficava com o matagal completamente seco.
Um dia, estava faltando querosene, porque nessa citada época, também não havia iluminação elétrica e todos da região tinham a famosa lamparina e seus lampiões.
Tia Ester solicitou que Pedro fosse até o local de trabalho de Tio Antonio a fim de conseguir dinheiro para comprar o querosene, porque quando ele voltasse todas as mercearias, as qual quase não existiam no bairro já estariam fechadas e como conseqüência, eles passariam à noite no escuro por completo.
Pedro então, foi ao local, cumpriu sua tarefa e na volta munido de uma caixa de fósforos, viu aquela beleza de matagal e vislumbrou ver como ficaria toda aquela beleza no fogo e então, inocentemente riscou um palito de fósforo naquele belo mato.
Ele riscou o fósforo e continuou o seu caminho.
A combustão foi imediata porque estávamos no verão, e logo o fogo se propagou em proporções não previstas pelo menino, bem como para o povo da localidade. Os bombeiros foram acionados, mas só chegaram ao local, umas cinco horas depois devido ser bem distante e eles terem que vir de outra cidade para aquele local.
Foi um incêndio de grande proporção que causou grande estrago na fauna e flora da localidade.
Muitas cabras foram mortas no fogaréu, bem como outros pequenos animais e o comentário fora geral durante semanas as pessoas se questionavam que teria a capacidade de ter cometido uma tamanha sandice.
Pedro, quando sentiu a proporção da grande besteira que havia feito se recolheu em si e não saia à rua por puro medo de a garotada vir conversar e ele se trair, mas, tal fato não passou desapercebido por Tio Antonio, o qual chamou Pedro às falas que logo admitiu a peraltice.Então, ele levou uma tremenda surra e ficou esperando a semana da viagem de completo castigo.
Quando eles chegaram ao Rio de Janeiro, minha tia foi trabalhar em uma casa de um militar, o qual era na época major, recém promovido e um dia que minha tia levou o Pedro na casa do major Gilberto, o menino caiu nas graças do major e a partir daquele dia ele ficou morando no Leblon com a família do major Gilberto.
Dois anos depois, o major foi transferido pára o Rio Grande do Sul e levou o Pedro com ele e nascia uma amizade muito sólida entre eles. Pedro estudava e trabalhava no quartel como ajudante de ordens do major e quando Gilberto foi promovido a tenente coronel no ano seguinte foi nomeado comandante de um regimento de cavalaria e por essa época Pedro se tornou de vez, o ordenança oficial do tenente coronel Gilberto.
Pedro, embora estudasse o ofício de farmacêutico era uma pessoa muito tímida, porém por praticar muitos exercícios estava se tornando um belo rapaz, fato que não estava sendo desapercebido pela mulher do Gilberto, a qual estava ficando carente porque Gilberto ficava mais a cuidar da invernada do que de sua mulher na cama.
Então, Eloísa, uma gaúcha de sangue bem italiano resolveu tentar conquistar o Pedro para que ele suprisse as ausências de Gilberto nas horas de desejos ardentes dela.
O assédio foi se tornando forte à medida que a carência dela se tornava mais e mais evidente. Chegara o início de ano e Pedro teria que servir a pátria e era desejo do recém promovido, coronel Gilberto fazer de seu protegido um sargento ainda naquele ano, mas Pedro estava numa sinuca de bico porque não desejava jamais trair o amigo e também não saberia se ia agüentar a pressão que a mulher do Gilberto estava fazendo sobre ele.
Ai Pedro resolveu escapar a oportunidade de ser um grande sargento só para não trair o seu melhor amigo.
Deixou a casa do Coronel Gilberto e veio para o Rio de Janeiro e logo começou a trabalhar no ramo da farmácia. Por ter um dom especial para esse estilo de trabalho ele logo conquistava a simpatia, não só dos patrões como também da freguesia da localidade dae qualquer farmácia que ele estivesse trabalhando.
Quando ele se casou teve que travar uma grande batalha de consciência porque não era esse o seu desejo, até porque não gostava da menina que casara e o casamento só durou o tempo suficiente de nascer o filho do casal.
Segundo Pedro, Anita não gostava de fazer sexo porque considerava uma coisa imunda, contudo, ela arranjou alguém que talvez despertou nela a libido e passou a ter encontros amorosos até que um dia ela deixou o nosso Pedro a ver navios e saiu de casa com mala e cuia.
Pedro não esquentou a cabeça e ficou só a trabalhar e curtir a vida e quase sempre havia alguma bonita garota a aquecer sua cama. Até que um dia ele resolveu ir morar em São Paulo, lá ele arranjou uma linda representante da raça negra e casou-se.
Morava em uma das favelas que circunda Osasco e esse foi um dos seus erros porque os irmãos de Anita estavam ligados ao tráfico de drogas até o pescoço e também no local havia muito assassinatos cometidos a mando dos gerentes de boca.
Mesmo assim com esses todos contratempos, Pedro conseguiu viver com Anita durante dez longos anos e teve com ela uma linda menina que é a sua principal jóia em sua vida.
Ele não suportando a pressão largou tudo e veio para o Rio de janeiro, contudo, não vive feliz porque sua cabeça se encontra completamente em São Paulo, porém não pode viver em um local que todos os dias os participantes de grupos de extermínio executam alguém e se ele voltar poderá ser a próxima vitima ou ser morto para não servir de testemunha.
Ele vai vivendo este conflito e pensado como era bom o tempo que ele vivia no Rio Grande do Sul, como era diferente o modo que as pessoa pensavam e principalmente como era linda a mulher do coronel Gilberto que ele poderia ter tido em seus braços, mas, por ser fiel a uma grande amizade preferiu deixar escapar uma boa vida militar que com certeza teria.
Assim ele vai vivendo este conflito e a vida vai passando ele de vez em quando se emborrachando e vai passando

















































A águia Belicosa



Há quase dois anos que só ouço falar em guerra.
A mídia explora o tema a todo o momento, que insensatez!
As mentes belicosas não desejam a luta por Terra.
O desejo é unilateral de uma águia por demais artez .

O tema é sempre o mesmo: - as armas de destruição em massa do Iraque, tornou-se uma Mera desculpa para o ataque.
O genocídio em Hiroxima e Nagasaki teve justificativa fútil.
As bombas de nalpam, no Vietnam foram como brincadeira no parque para as mentes Ensandecidas.
A venda de armas, o óleo negro precioso; sua manutenção,o aquecimento de uma economia estagnada parece ser o objetivo útil, mas principalmente a frustração da não deposição anterior tornou-se uma obsessão da águia belicosa.

É sempre a mesma águia a pousar em local diferente.
Levando a destruição, fome, miséria e desordem em nome de uma democracia decadente em seu ninho.
Não há parcimônia em suas ações inerentes, quanto mais destruição melhor! O mundo tem que saber de que somos capazes, dita a águia ás regras. A ONU, baixa a cabeça subserviente.

Granada, Somália, Panamá..., governos são invadidos e depostos com hipocrisia.
Ah! Até quando o mundo estará se curvando para os glutões?
Só o tempo dirá quando.



















Desilusão Divina


O altíssimo às vezes, se desilude comigo, contudo, ele está sempre presente ao meu lado.
Acordo e não o reverencio, passo o dia e não dou bola para o que ele fez por mim.
Vou dormir e nem me lembro de sua existência.
Mas, quando ele já quer me deixar de lado, eu o surpreendo com ações que nem seus fiéis pastores são capazes de fazerem.
Então, ele se alegra e mais que depressa se põe ao meu lado e faz minha vida fluir e sorrir.
Seus pensamentos chegam até minha mente falando-me; você está agora no caminho certo, mas espero muito mais de você.
Existe uma luta velada entre mim e o altíssimo, a qual já vem desde o meu nascimento.
Ele me quer pastor de suas ovelhas e eu quero ensinar e fazer minha voz se ouvida pelo mundo.
Ele me dá inteligência para tudo que faço e desejo, todavia não me deixa subir e enquanto isso, nós vamos travando esta luta em termos filosóficos.
Nasci para ensinar, esta é minha óptica, contudo, ele deseja outra coisa de mim.
Com certeza, ele está certo, até porque é o criador e dono do universo!
Então, por que não sigo seu desejo maior? É uma questão para análise. Só sei que temos atualmente um pacto velado.
Quando ele realizar meu sonho maior, o qual não está acima descrito, serei o seu pastor.
Todavia, ele sempre me diz: Sonhos proibidos, sonhos proibidos...Quem sabe, vou pensar e assim o tempo vai passando e eu esperando meu sonho se realizar.
Enquanto ele pensa, o tempo vai passando e eu esperando, mas parece ele já está me abrindo a primeira porta, a despeito de minhas ações.


A Volta no Conquistador

Elisa era uma jovem que se encontrava por volta dos seus 18 anos quando a conheci, estudava em um colégio público próximo da localidade de sua residência.
Ela havia se tornado uma linda jovem, muito inteligente; embora sua mãe e a grande maioria de suas colegas a considerasse uma pessoa ingênua, mas, ela gostava de que às pessoas do seu relacionamento, assim pensassem, porque quase sempre ela tirava proveito dessa sua pseudo-ingenuidade, principalmente para escapar das diversas cantadas que recebia ao longo de sua ida e volta pára a escola e quando ia passear no shopping a fim de ver as possíveis novidades, porque como toda jovem de sua idade, ela gostava de estar por dentro do que estava na moda, embora, não dispusesse de capital para comprar os objetos de seus sonhos de jovem da época, contudo, Elisa ficava feliz em poder estar ali olhando e apreciando o que havia de bom gosto na moda.
O ano dois mil chegara e a situação financeira em sua casa estava um verdadeiro caos.
Sua mãe, dona Margarida havia ficado desempregada e seu pai, Sr Josuel, há muito tempo que não ligava para a família e esse também era um dos motivos de frustração de Elisa, porque ela gostava por demais do pai e ele havia perdido o contato com ela.
Então, dona Margarida sugeriu que Elisa tirasse todos os documentos oficiais a fim de que pudesse arranjar um emprego para colaborar com as finanças de ambas.
Essa, talvez tenha sido a pior faze da vida de Elisa, desde que ela crescera e se tornara moça por completo!
Um tio seu de nome Antônio foi quem deu amparo legal para ambas durante esses momentos negros da família e Ela lhe é sempre grata, até porque ele sempre gostou dela.
De posse de toda documentação, Elisa começou a entrar em campo a procura de um trabalho digno de seu conhecimento, já que fizera vários cursos na área de informática e de imediato pensou que seria fácil conseguir.
Contudo o tempo passava e ela nada conseguia e esse fato a deixava realmente preocupada.
Já chegara o mês de julho e nada, era somente negativas e evasivas que recebia como resposta, e quando ia à cidade a procura de um emprego, nada pintava.
Em um belo domingo de início de primavera, Elisa lendo a seção de emprego de um jornal muito popular no Rio de janeiro léu um anúncio que lhe interessou por demais.
Porque se tratava de um emprego de recepcionista e secretária de uma loja de jóias que ficava bem ali, na avenida Rio Branco, no centro do Rio de janeiro.
Ela recortou o anúncio, pediu ao tio CR$ 5,00 para a passagem na época, dava para ir e voltar - preparou uma roupa que não chamasse muita atenção para suas belas curvas, colocou o relógio para despertar às 05:30h porque almejava chegar bem cedo ao local e ser uma das primeiras a ser entrevistada ou se possível a primeira e foi o que realmente aconteceu.
Na madrugada do outro dia, após ter tomado seu banho matinal, Elisa colocou o seu shampoor, o qual lhe deixava com um maravilhoso cheiro nos seus cabelos, ficou ainda mais cheirosa quando colocou um pouco de seu suave perfume sobre o seu pescoço, pós uma caça jeans e uma blusa leve porque estava fazendo muito calor naquele dia.
Elisa tinha e tem um magnetismo muito forte o qual costuma atrair as pessoas fazendo-as gostar dela de imediato e foi o que aconteceu na entrevista.
Quando lá chegou era por volta das 08:00h, a loja ainda se encontrava fechada.
Ela ficou ali um pouco nervosa a espera que o possível entrevistador ou gerente aparecesse logo, porque até aquele momento só havia chegado ela e com certeza, Elisa ficaria naquele emprego, era só esperar mais um pouquinho, porém ela tinha que ficar atenta porque estava na Av. Rio Branco, e sua mãe sempre lhe dizia que ali acontecia de tudo! Portanto ela tinha que estar atenta!
Embora não bebesse café, Elisa desejava beber somente um pouquinho para eliminar um pouco da ansiedade que se encontrava um gole de café com leite lhe aliviaria a tensão emocional daquele momento.
Porém, ela lembrou-se de imediato de duas coisas: primeiro que não poderia sair dali porque poderia chegar outra candidata e ela perderia a grande oportunidade de arranjar o tão esperado emprego. Segundo porque o capital que ela tinha não permitiria que ela gastasse, porque ela ficaria sem a passagem de volta e não poderia voltar a pé.
O jeito era esperar a entrevista e na volta soltaria próxima a casa de seu tio e faria um lanche bem reforçado, esse era o seu desejo.
Precisamente às 08:25h chegou um sr idoso por volta dos seus 65 anos e logo ao se aproximar de Elisa ele sorriu quando sentiu que ela estava ali par causa do anúncio do emprego.
Logo se travou um diálogo amistoso entre ambos: é ...eu vim por causa do anúncio e pelo visto, por enquanto sou a única, só chegou a minha pessoa.
Ótimo, vamos entrar e conversar, ok?
Augusto, assim se chamava o dono da loja de jóias, pegou uma ficha e foi logo anotando os dados de Elisa e à medida que ele ia fazendo tal ação ele ia também prestando atenção na voz suave que ela tinha e sentido o perfume que do corpo dela exalava, Augusto foi ficando mais e mais interessado por Elisa.
Pois é... estamos precisando de uma secretária e você se encaixa perfeitamente nas condições que eu desejo e dizendo isso sorriu com uma certa malícia que não passou desapercebida para Elisa.
Ela sorriu passando uma imagem de uma pessoa ingênua, como sempre fazia em situações difíceis, mas, internamente sentiu que por algum motivo não iria trabalhar ali; estava com sua intuição a lhe dizer tal afirmação.
Contudo, Augusto continuou: posso lhe pagar um salário e meio mais vale transporte e ticket refeição com carteira assinada, você aceita?
Ela, já estava para lhe dizer fechado, quando ele lhe disse: vou lhe mostrar agora as dependências de minha loja e à medida que ia mostrando, ele ia elogiando a beleza física de Elisa que passo a passo ia ficando encabulada com tanto elogios.
Depois de uns breves instantes, ele a levou pára a sala da secretaria, a fez sentar-se de frente a ele e após pegar novamente seus dados, o qual ficou em um papel sobre a mesa, ele começou suavemente a entrar em outro assunto que Elisa não esperava e não estava preparada para agir numa situação daquela.
Todavia, a velocidade de sua inteligência que todos a achavam ingênua funcionava com uma rapidez impressionante e a fez captar de imediato as reais intenções de Augusto, quando ele lhe disse: Elisa, a bem da verdade, estou precisando de uma auxiliar e de uma namorada e você é o tipo ideal de mulher que estava esperando há muito tempo para namorar.
Se você quiser trabalhar e ficar comigo eu vou lhe dar de tudo.
Vou bancar você dos pés à cabeça ok?
Ai, Augusto lhe mostrou um pequeno quarto que ficava anexo à secretaria onde se podia ver claramente uma pequena cama. Ele lhe mostrou e sorrindo lhe fez ver que era ali que ele tinha seus encontros amorosos e disse-lhe que não gostava muito de ir pára motel.
Que tal o local? E que você achou de minha proposta?
Elisa disse-lhe: posso pensar pelo menos 24h para lhe dar sua resposta porque sou inexperiente nesses assuntos, ela lhe estava dando a entender que era virgem! Você vai ter que agir com muita calma comigo certo?
Os olhos de Augusto se iluminaram quando percebeu que estava diante de uma linda mulher, nova, extremamente bela e ainda virgem.
O desejo de ser o primeiro homem na vida daquela linda mulher a sua frente o deixou desnorteado e ele logo para garantir a sua presa, tirou do mostruário um lindo cordão de ouro e fez questão pessoalmente de colocar no pescoço de Elisa e quando o fez sentiu o perfume que exalava do corpo dela, então, o seu circo armou de imediato!
Augusto ficou louco de desejo por Elisa e ele em sua febril imaginação já se via tirando as roupas dela e fazendo sexo com a bela jovem que o estava deixando delirar de prazer.
Augusto pensou para si mesmo que jamais poderia perder a oportunidade de ser o primeiro homem daquela gazela sem experiência que estava ali bem a sua frente.
A semana havia se iniciado favoravelmente para ele, assim pensava.
Entretanto, Elisa raciocinava internamente qual seria a melhor maneira de se safar daquela situação embaraçosa que havia se metido, o assédio daquele velho safado a estava lhe causando asco e um grande nojo.
Então, ela lhe solicitou um café e quando ele foi buscá-lo, a primeira providência dela foi retirar o papel que havia sobre a mesa, o qual continha todos os seus dados.
E quando ele retornou com o café, ela foi direto na conversa: sr Augusto, como o sr pode ver nem café eu ainda havia bebido, simplesmente porque não tinha capital disponível e o senhor está ai a me oferecer uma ótima vida, portanto, tenho que pensar pelo menos 24h, o sr não concorda? Até porque, amanhã eu tenho uma prova do ENEM, a qual não posso faltar e só poderei lhe dar a sua resposta na quarta-feira, certo? Há outro detalhe, que eu ia me esquecendo de lhe dizer. Hoje eu só pude vir aqui porque retirei os meus últimos CR$ 5,00 da poupança, portanto, caso o sr realmente deseje levar essa sua proposta adiante, o sr tem que pelo menos facilitar a minha volta na quarta-feira, ok? O sr tem me que adiantar a minha passagem de quarta-feira, ok?
Isso não é problema e Augusto abrindo a carteira retirou CR$ 20,00 e deu à Elisa.
Ela então, pára se livrar logo dele lhe informou que iria passar no colégio para pegar o cartão de confirmação do exame.
Ele a liberou e passou aguardá-la ansiosamente na quarta-feira que nunca aconteceu!
Elisa pegou o primeiro ônibus de volta para sua casa e nunca mais voltou à aquele local. Aquela torpe pessoa lhe causara asco.
O colar, meses depois ela emprestara para uma de suas primas, a qual jamais lhe devolveu e Elisa sentiu-se por demais feliz por isso ter acontecido porque assim, jamais ela teria alguma lembrança daquele velho safado.
Semanas depois, sua mãe conseguiu emprego e situação melhorou um pouco em relação a qual elas se encontravam.
No ano seguinte, Elisa viria a conhecer o grande amor de sua vida. Ele era um cinqüentão, todavia era uma pessoa maravilhosa, segundo Elisa que a fez e a faz muito feliz a partir do momento que ele entrou em sua vida.

O biquíni da ninfeta


Priscila estava entrando na casa dos seus 15 anos, e havia se tornado uma jovem bonita, tímida e para sua mãe e amigas, demonstrava ser ingênua, mas a bem da verdade ela gostava de ser discreta. Em se tratando de beleza física, Priscila tinha um corpo que já fazia inveja as suas colegas de classe e principalmente para algumas mulheres da rua aonde ela morava.
Ela tinha algumas amigas de fé e entre elas a mais chegada, com certeza, respondia com o nome de Roberta.
A nossa jovem era por demais temente ao nosso Deus altíssimo e costumava comparecer aos domingos para estar em paz com sua consciência na igreja, todavia, Priscila, como toda adolescente de sua época tinha seus sonhos, os quais não se encontravam nas quatros paredes da igreja, até porque ela vivenciava o nosso mundo terrenal.
Sua amiga de infância, Roberta tinha um primo que morava em Minas Gerais e de vez em quando gostava de dar uma escapulida ao Rio de Janeiro, principalmente em algum feriado prolongado e quando o fazia ele ficava na casa de Roberta.
Em um determinado sábado de muito calor Roberta convidou Priscila para ir com ela a piscina do clube que os pais eram sócios e quando lá chegaram, nossa heroína, foi logo direto para água porque a menina se transformava em um verdadeiro peixe, a bem da verdade em uma verdadeira sereia, porque Priscila adorava a água.
Priscila sentia-se como se fosse uma criança quando se encontrava na água.
Após se esbaldar e se cansar Priscila foi deitar-se em uma espreguiçadeira bem próxima à piscina. Lá pela 13h Luiz resolveu ir também ao clube porque estava se sentindo sozinho em casa, não havia ninguém de sua idade para dialogar e ele desejava trocar idéias, então resolveu procurar sua prima no clube e talvez ela colocasse alguma de suas colegas em sua fita e ai estava tudo arrumado para noite de sábado ou possivelmente para o domingo após a ida a igreja.
Quando ele lá chegou e viu sua prima nas imediações onde se localizava a piscina, a primeira pessoa que ele deu de cara foi com Priscila, a qual se encontrava deitada à vontade usando o seu pequenino biquíni verde, bem justo sobre seu corpo e um sutien servia perfeitamente de alojamento para um par de belos seios quase em término de formação.
E Priscila por já estar bem próxima a seus dias de incômodo encontrava-se com eles bem rígidos o que proporcionava uma visão mais bela de seus seios.
Luiz, quando viu aquela linda menina deitada naquela posição que proporcionava uma bela visão do seu “Triangulo das Bermudas”, o qual estava sendo coberto apenas por um minúsculo tecido ficou de imediato completamente apaixonado, não pela Priscila em si, porém pela aquela “ pós – nifeta “ e principalmente pela visão que ela lhe proporcionava de seu lindo corpo! “Principalmente do Triangulo das Bermudas que o deixara delirante de prazer.”
No entanto ao serem feitas as apresentações, Luiz tratou logo de conquistar Priscila e tal iniciativa o distanciou da sua possível conquista, porque ela sentiu-se amedrontada com a investida de Luiz, o qual só lhe falava de culinária, do modo que gostaria como fosse feito o seu arroz à grega, seu bife à cebolado, seu frango à passarinho seu estrogonofe, sua panqueca e muitos outros pratos especiais que ele gostaria que sua eleita soubesse fazer para servi-lo.
Priscila era uma adolescente de família pobre, de pais separados, mas era uma pessoa maravilhosa que de imediato as pessoas gostavam dela porque, ela era uma pessoa muito sincera e fazia amigos com facilidade e tinha muitos outros predicados, contudo a sua maior não virtude era exatamente não saber nada de culinária, a qual sua mãe não havia lhe ensinado porque desejava e fazia de tudo para que sua filha fosse alguém na vida e nunca fosse necessário precisar pilotar um fogão como opção de vida.
Mas, Luiz, quando estava com Priscila fazia ver que a mulher que se casasse com ele teria que entender muito de culinária e deu a entender para Priscila que ela faria parte de sua vida em um futuro próximo, já que ele tinha emprego fixo e almejava casar-se cedo.
Tal investida assustou a jovem que ainda era uma linda adolescente e estava pensando somente em terminar o seu ensino fundamental e fazer um ótimo ensino médio em um bom colégio. Casar-se bem jovem não estava fazendo parte de seus planos, até porque ela intuitivamente sabia que aquele tipo de pessoa não fazia o seu coração balançar e almejava encontrar um homem que a fizesse feliz, mas naquele exato momento, namorado não estava em seus planos, principalmente falando justo de seu pior defeito, a culinária.
Priscila, até então não havia tido namorado e não estava com a mínima intenção de arranjá-lo e com certeza, Luiz estava fora dos seus planos em relação a ser dono de seu coração.
E se aparecesse alguém naquele momento para conquistá-la teria que ter um diálogo completamente diferente de Luiz.
Priscila passou então evitar as investida de Luiz que a cercava e a assediava quase todos os fins de semana.
No entanto, Ele desde que a vira naquele biquíni não conseguira esquecer aquela visão e conseqüentemente por não ter conseguido conquistá-la ficou com seu orgulho masculino ferido, porque não conseguira realizar seu intuito de conquistar Priscila e ainda não havia beijado aquela menina maravilhosa, uma verdadeira princesa. Isso era demais para ele.
Um dia surgiu a tão esperada oportunidade porque estava passando um filme que Priscila estava a fim de assisti-lo e como estava sem dinheiro, resolveu aceitar a corte de Luiz naquela tarde. Foram ao cinema, depois ao Mac Donald, porém Luiz não conseguiu levar o assunto para o seu campo de interesse porque Priscila sempre que ele estava preste a iniciar o assunto de namoro, ela conseguia habilmente levar o assunto para outro campo de ação, ele ficava sem jeito de porque não queria contrariá-la e assim passaram-se às horas e ele não conseguiu o seu intuito namorá-la e beijá-la.
O tempo foi passando e Luiz sempre com aquela imagem do biquíni, isso o deixava excitado e certa vez quando a irmã e prima dele foram à praia com Priscila, ele solicitou que elas tirassem algumas fotos de Priscila de biquíni a fim de que ele colocasse nas paredes do seu quarto, coisa de maluco.
Priscila não gostou e conseqüentemente não se deixou ser fotografada.
O tempo foi passando e o Luiz sempre fazendo suas investidas sobre Priscila que já fazia questão diretamente de evitá-lo porque não havia a mínima disposição da parte dela para namorá-lo e também porque já se sentia atraída por uma pessoa que ela estava gostando.
Entretanto, ele quando está na casa de Roberta, eles fazem de tudo para que Priscila vá até a casa dela a fim de que pudesse haver uma oportunidade de eles se encontrarem, mas eles ficam sós na vontade porque agora Priscila já havia conhecido o amor e está amando por demais e Luiz orgulhosamente por não saber perder, sempre que o nome de Priscila vem à baila ele diz: o coração dela me pertence, no tempo certo ela se entregará de corpo e alma para mim, por isso eu não me preocupo porque a terei em meus braços e na cama na hora que eu desejar.
Segundo Priscila, tal fato só existe na imaginação de Luiz, porque o coração dela está realmente a quilômetros de distancia do dele e atende com outro nome bem diferente e que só em pronunciar já a deixa feliz e com saudades de estar ao lado de seu amor.














































A Expectativa


Chovia torrencial em Santos naquela tarde de fim de primavera.
Somente o som da borrasca se fazia presente.
A manhã mal nascera e Arlindo já havia descido do ônibus, o qual viajara por cerca de 19h pára estar ali presente.
Arlindo estava há dois meses na expectativa de fazer aquela prova do concurso de professores, ele desejava dar uma guinada em sua vida porque se sentia entediado no atual estagio de vida e almejava conhecer novos ares e se dedicar a sua nova família.
Ele nunca fora a santos e quando lá chegou, após as costumeira observações, Arlindo pegou um ônibus em direção a Vila Belmiro, no entanto, ele desceu uns três pontos antes do local previsto. Como não conhecia a cidade, ele teve que andar naquela chuva torrencial a qual o deixou completamente molhado e teve que ver secar a roupa no próprio corpo por não haver levado qualquer espécie de muda na viagem.
Sem muita dificuldade chegou ao local da realização do exame e se, pois a aguardar os acontecimentos.
Paulatinamente foi crescendo o contingente de candidatos e Arlindo podia sentir nos olhos de cada um deles a ansiedade em estar ali.
Todos buscavam uma mudança em suas vidas, contudo, mais uma vez somente os escolhidos por estarem mais preparados ou por mera sorte no conteúdo que estudaram seriam os premiados com a vaga.
Lá pelas 08h começou o exame, o qual estava sendo composto de 100 questões das quais 50 eram de questões específicas envolvendo Matemática e 50 sobre Estrutura e Funcionamento do Ensino, Didática, Processo Avaliativo e Lei de Diretrizes de Base.
A prioridade de Arlindo seria fazer primeiro as questões de matemática, a qual era sua disciplina e em seguida tentar fazer o que pudesse dentro do limite de tempo as outras questões.
Porém, quando foi dada a ordem para começar, por mera curiosidade ele resolveu ver a primeira questão da prova e como Arlindo sabia fazer a fez e continuou fazendo até termina-la.
Em seguida iniciou as de matemática e quando já faltavam vinte minutos para o término ele ainda faltava 12 questões.
Rapidamente Arlindo foi transpondo as respostas pára o cartão e depois chutou as 12 de Matemática, porque o tempo fora bem exíguo, devido os textos terem sido muito grandes perdendo-se muito tempo com a leitura deles.
Ele deixou a sala e foi almoçar. Fez um lanche rápido porque duas horas depois haveria a segunda parte do exame, o qual seria composto de questões dissertativas sobre Matemática.
Nesse curto período Arlindo podia sentir já as decepções de muitos candidatos, os quais não estavam devidamente preparados e outros que por algum motivo não conseguiram sair-se bem.
Iniciou-se a segunda faze e a decepção foi geral! A angústia de todos tornou-se presente. A banca examinadora utilizou somente quatro questões dissertativas, contudo, de grande profundidade, não em cálculo em si, porém em análise sobre temas envolvendo progressão continuada de professores, temas transversais, Procedimentos em sala de aula, análise de assunto dado em sala de aula, conceitos paralelos e outras loucura de escolas de educação.
As quatro questões estavam todas mescladas com os conceitos acima citados.
Ninguém estava esperando por aquele estilo de questões, a bem da verdade todos esperavam uma segundo prova somente com aos fundamentos da matemática.
Arlindo conseguira sair-se bem pelo mero motivo de estar sempre em dia com a leitura de uma revista concernente a temas novos e sobre o que de novo estava acontecendo no mundo da matemática.
Após entregar a prova e ir embora Arlindo sentia a decepção estampada nos olhos dos candidatos, eles haviam estudado bastante e, com certeza, a grande maioria voltaria a se reencontrar em outro concurso.
Uma surpresa desagradável aguardava por Arlindo naquele final de domingo e ele não poderia supor que um dia tal fato acontecesse consigo.
Chegou a rodoviária por volta das 17h e como o próximo ônibus sairia somente às 23:15 Arlindo comprou sua passagem e ficou fazendo hora pela estação, já que ainda chovia torrencialmente em Santos, o domingo fora somente de chuva e ouvir os gritos da torcida do time do Santos gritarem com os gols e seu time contra o Corintians.
Arlindo ficou zanzando pra lá e pra cá durante todo esse tempo a espera do embarque e quando faltavam uns vintes minutos para achegada do ônibus, ele sentou-se, tirou a passagem, a preencheu e a guardou em seu bolso traseiro e na hora exata ele teve o desprazer de sentir que perdera a passagem ou fora roubado. Depois que ele colocara a passagem no bolso Arlindo havia conversado com duas pessoas diferente por alguns instantes e dentro das possibilidades tudo poderia ter acontecido.
De imediato Arlindo ficou preocupadíssimo porque não poderia pernoitar em Santos, ele teria que voltar naquele último ônibus e agente rodoviário a falar: amigo - passagem é como dinheiro, se você perde alguém acha e faz bom proveito. Ele não estava com qualquer espécie de preocupação com um cliente, o qual pelo código, tem sempre razão. O Agente era uma pessoa não rude, contudo não parecia estar preparado ou preocupado em resolver possíveis problemas dos clientes. Naquele caso, segundo a visão de Arlindo era só consultar a direção sobre o que poderia ser feito ou ainda dar uma segunda via da mesma, já que ele havia conversado com Arlindo e o havia reconhecido. Em síntese; por mais que Arlindo reclamasse, ele teve que comprar uma outra passagem e ter o desprazer de viajar em um ônibus quase vazio.
O exame ele conseguira driblar, mas o funcionário... Esse, ele não conseguiu passar.













Foi assim que ele viu


De repente Josué sentiu-se em uma confortável cadeira de um ônibus viajando para uma cidade do Mato Grosso do Sul, cujo nome era Itatiaia, a bem da verdade ele nem sabe se tal cidade existia, sabe somente que estava viajando para fazer algo por demais importante nela no outro dia.
Antes da partida ele havia conversado sobre a grande violência que estava acontecendo na cidade do Rio de Janeiro e principalmente na corrupção que reinava descabida no cenário político do Brasil.
Talvez, por ter mencionado esses fatos, em um lapso temporal da estrada ele viu que o ônibus fora parado por um grande contingente de policial, todos armados até os dente com R-15, metralhadora e outras armas pesadas e os mesmos praticavam tiro ao alvo na respectiva estrada. Após examinarem criteriosamente a todos os passageiros eles permitiram que o motorista seguisse em sua viagem.
Josué, então notou que após isso a estrada se tornara de barro e que o ônibus balançava demais em torno dela como se fosse uma barca em água de um oceano.
Em outro lapso temporal que ele não sabe expressar, Josué deparou-se em uma plataforma de trem e via que o trem passava enquanto ele estava chegando á mesma.
Ai, quando ele olhou à frente Josué teve a oportunidade de notar duas jovens, uma branca que ele conhecia, a qual se chamava Andréa e era filha de um de seus amigos dos tempos em que ele era um boêmio e jogador de cartas, a outra ele não a conhecia, mas, por algum motivo que ele nunca sabia, tanto ele quanto ela liam os pensamentos um do outro.
Cíntia lhe dizia: enfim, o encontrei e a partir de agora você vai estar em minha vida para sempre. Ao passo que ele retrucava: você deve estar brincado menina porque ela ainda era uma menina com os seus quinze anos. Eu sei, dizia ela, mas também sei que você será o meu único homem.
Tal diálogo se travava em pensamentos entre ambos sem que fosse percebido por Andréa que conversava com eles e não percebia a conversa mental entre eles.
Cíntia era uma linda morena ainda em faze de desenvolvimento, a sua alegorias e adereços ainda estavam se pronunciando, contudo já prenunciavam que ela se tornaria uma linda mulher.Josué acordou com o rosto daquela jovem em sua mente, o qual permaneceu por muito tempo, a bem da verdade fora um sonho profético porque tempos depois ele viria a encontra a Cíntia e quando se encontraram o amor explodiu para ambos instantaneamente.
Ela surgira em sonhos para ele bem ante de ele vir a travar contato com sua real existência.












Aniversário de minha melhor amiga


Alessandra, hoje o dia amanheceu mais lindo!
O sol mais belo, e o jardim do castelo dos teus sonhos bem mais florido.
É teu aniversário!! Ah!!! Você pensou que eu iria esquecer? Não foi?
Você deve está muito feliz por este seu dia, imagino.
AH! Há quanto tempo que somos grandes amigas? Já nem sei quanto tempo, porque as primaveras passam o tempo passa e nós crescemos com ele em busca de nossas afirmações, porém nossa amizade continuou e continua forte, de minha parte, assim espero.
Quando criança você sempre foi a minha melhor e única amiga, você sempre foi àquela pessoa que eu podia confiar totalmente, quando eu tinha as minhas horas difíceis. Mas, o tempo passa e nós estamos agora buscando o nosso novo amanhã; o destino nos empurra a cada uma buscar o seu melhor ideal de vida.
Já terminamos o famoso e tão temido segundo grau e estamos agora às portas da faculdade a fim de crescermos profissionalmente e é por isso que quase não nos vemos porque buscamos no dia a dia o nosso futuro, todavia, você pode ter certeza absoluta que minha amizade por você é e continua forte e sincera.
Busco a companhia de Deus todos os domingos, talvez em horário diferente ou em local diferente do qual você vai e é por isso que nós não nos encontramos na igreja aos domingos. Contudo, o Altíssimo, sempre fala as coisas certas para mim e no momento certo ouço sempre a voz dele a me dizer o que devo fazer.
Às vezes, treino em São Vicente, a fim de tirar carteira de motorista, porque sonho um dia, TC a vir a ter o meu carro e nesses momentos sei que sou observada e surgiram comentários maldosos a meu respeito ou quando pego uma carona de carro com algum amigo do serviço que me estão sempre a me dar valor, a fim de eu possa chegar cedo ao colégio e sei que nesses momentos sempre vejo algum conhecido de São Vicente e com certeza, às pessoas são precipitadas em seus julgamentos e enxergam coisas diferentes da realidade existente e começam a fazer suposições e passam a transmitir como se fossem as realidades para elas.
Mas, eu não me abato e não dou atenção para este tipo de comentário, porque sei que são provenientes de pessoas que não cresceram, embora compareçam aos domingos na igreja.
Toda mulher tem desejo de casar e ter filhos e eu não sou exceção a regra e se por acaso acontecer de eu vir a engravidar não do jeito que essas pessoas gostariam que acontecesse, pelas vias normais que a sociedade gosta, você pode ter absoluta certeza que foi com a pessoa que amo, amo por demais e me faz sempre feliz. Tal fato acontecerá no momento certo se o Grande Arquiteto do Universo assim o permitir e você pode ter absoluta certeza que estarei imensamente feliz se esse fato vir a acontecer e não terei nada a esconder de ninguém. Depois dele e de minha mãe, você será a terceira pessoa, a saber, e com certeza não será por boca ou comentários maldosos de terceiros.
Ai, quando os fofoqueiros de plantão começarem a divulgar o fato, você já estará sabendo que eu estou muito feliz com o acontecido, se por ventura Deus me conceder essa graça.
A vida é uma dádiva do Senhor e desejo vivê-la com amor ajudando os meus semelhantes quando de eu necessitarem.
De nossa infância, sinto uma imensa saudade porque éramos felizes naqueles tempos, porque não havia desunião, inveja no nosso ciclo de amizade e éramos livres sem qualquer espécie de preocupação, contudo a vida e a natureza não dão retrocesso e caminham sempre para frente e é por isso que você é hoje essa linda mulher buscando sua afirmação junto aos pais maravilhosos que você tem, os quais lhe dão todo apoio em suas horas difíceis.
Hoje, mais uma primavera se faz presente em sua caminhada nesse presente maravilhoso que Deus nos deu que é viver!
Portanto, viva esse dia com seus pais e seus amigos com muito amor e lembre-se sempre que você pode contar comigo como sua amiga porque eu gosto muito de você, em mim você pode confiar com certeza.
De sua grande amiga....



...
SFBS




























A festa no céu


Em um determinado fim de tarde de primavera no paraíso, Jesus se encontrava muito preocupado e abatido com o que poderia nos próximos dias acontecer com seu imenso rebanho na terra, porque havia feito uma aposta com o diabo que estava convencido que iria fazer com que Deus destruí-se a terra.
O Altíssimo estava por demais aborrecido com as atitudes, não só dos governantes, os quais só estavam pensando em guerras e corrupção, bem como a maioria dos seus filhos, principalmente os da 12 tribos de Judá que só tinham ódio no coração e os demais povos do nosso mundo estavam vivendo em grande parte para a luxúria, licenciosidade, perversão e principalmente em sexo.
Eles haviam por completo se afastado dos ensinamentos divino.
Então, Deus estava com a intenção séria de destruir a terra com todos os seus habitantes e estando ele conversando com seu amado filho (Jesus) lhe explicou o seu intuito.
Aí Jesus retrucou: pai! Será que não há nada que eu possa fazer para lhe persuadir de mudar sua idéia porque há tantos gênios no mundo e também o nosso céu está repleto de pessoas que seus nomes ainda serão lembrados na terra por mais de vários séculos.
Deus, então lhe disse: você tem somente 24h para me fazer mudar de opinião, caso contrário, se tal não acontecer nesse período, aí vou destruir todos eles sem qualquer compaixão.
Jesus mandou chamar a Pedro e o Arcanjo Gabriel e lhes comunicou o desejo do altíssimo e solicitou que eles reunissem todos os cantores existentes no céu prevenindo-os que almejavam persuadi-lo do seu propósito.
Pedro, então reuniu todos os cantores existentes no céu e lhes falou do propósito do altíssimo e lhe recomendou dar o máximo deles para alegrar a Deus.
Logo no horário marcado lá estavam reunidos: Nelson Gonçalves, Gonzaguinha, o grande Luiz Gonzaga, Orlando Dias, Candeias, Pixinguinha, Ary barroso, Lamartine Babo, Noite Lustrada, Chiquinha Gonzaga e tantos e tantos cantores e cantoras que deixaram o seu nome na história do mundo.
Aí eles pegaram seus instrumentos de trabalho, os quais estavam disponíveis no céu e se prepararam para dar início. Jesus, então chamou ao pai celestial o qual ficou logo preocupado com tantos boêmios reunidos na praça da paz celestial.
Deus mandou chamar os Eloins, Serafins, Querubins, Arcanjos, Trono, Anjos e Devas; os quais dariam o veredicto final após a apresentação dos cantores.
Quando Jesus deu o sinal para o início O grande Ataulfo Alves iniciou com “Amélia”. Cantou tão divinamente bem e enquanto ele cantava, Jesus colocava a imagem de todas as mulheres africanas, árabes, bem como as nordestinas, chinesas e tantas outras que sofrem diariamente por este mundo de Deus.
Então, Silvio Caldas começou com o seu “Chão de Estrelas” e o cantou com tanta maestria que Jesus sorriu no céu.
Em seguida veio Anísio Silva com uma de suas pérolas “Encosta sua cabecinha e no meu ombro chora...”.
Anísio fez Jesus sorrir novamente e ele olhou para o altíssimo e Deus com sua infinita sapiência concordou que ele era realmente muito bom.
Cartola se apresentou a seguir com sua “As Rosas não falam..., Candeia fez todos relembrarem com sua” Madureira Chorou, Madureira Chorou de Dor “. Aí veio Altemar Dutra com uma de suas belas canções que todos cataram ao longo dos anos de sua vida” Amor Guarda Bem este Amor que é Teu “.
Aí, Luiz Gonzaga cantou “Asa Branca” e Jesus aproveitou a oportunidade para mostrar ao Pai o sofrimento do povo nordestino por causa da falta de trabalho no interior e principalmente de água e logicamente pelo descaso de alguns governantes.
Ari barroso veio homenagear o Brasil com “Canta Brasil e Aquarela do Brasil”.
Jesus aproveitou a oportunidade e mostrou ao Pai Celestial toda a beleza do nosso imenso Brasil e Deus sorria e disse: filho você tem mesmo razão, quando fiz o Brasil eu o fiz com muito carinho por isso que ele é muito belo!
Nara Leão pegou o microfone e começou: “Estava à toa na vida e meu amor me chamou pra ver a banda passar tocando a todo vapor...”.
A grande Elis Regina chegou e logo abafou com “Como nossos Pais, Águas de março e outras pérolas divinas de sua autoria”. Cantou maravilhosamente bem que todos os anjos a aplaudiram de pé. Clara Nunes com sua“Morena de Angola” deixou a todos emocionados não só pela beleza de sua voz, como também pela sua forma de dançar.
Veio Chiquinha Gonzaga cantando um dos seus grandes sucessos...”Lua Branca”. Jesus olhou para o Pai celestial e disse: ela teve que lutar bastante para que seu nome fosse reconhecido. Foi uma grande vencedora e percussora da mulher moderna.
Então, Pixinguinha começou com “Meu coração não sei porque bate feliz quando te ver...”.
Deus olhou para Jesus e comentou: esse aí, sem sombra de dúvida que soube transmitir o amor para os de sua geração e outras futuras com suas canções.
Jesus sorriu e disse: ele soube como ninguém transmitir o sentido do amor em suas canções.
Aí, Lupicínio Rodrigues começou a cantar a sua “Felicidade foi se embora e a saudade no meu peito ainda mora e é por isso que eu gosto lá de fora porque sei que a falsidade não vigora”.
Logo em seguida Dalva de Oliveira pegou o seu “Lenço Branco” e fez todos recordarem de sua linda voz, não só com o lenço branco, mas, também com a “Ave Maria no Morro”.
Linda e Dircinha Batista emocionaram com suas lindas canções “Risque meu nome do seu caderno, pois não suporto o inferno do nosso amor fracassado...”.
O grande Lamartine Babo olhou para a terra e lembrou de sua “Serra da Boa Esperança”; e todos os hinos dos grandes clubes do Rio de Janeiro e quando ele cantou os hinos do Flamengo e do Vasco o céu se dividiu porque havia muitos vascaínos e flamenguistas reunidos. Jesus, então falou: ele foi um dos maiores compositores, mas por ser boêmio, chegou mais cedo aqui.
Aí, Noel Rosa puxou a viola e lançou o seu “Último Desejo”.
Catulo da Paixão Cearense olhou para o seu Ceará e cantou o seu “Luar do Sertão”; todos ficaram pasmados com tanta beleza e ternura de sua voz.
Logo em seguida, Herivelto Martins começou a cantar “Pensando em Ti” e mal ele acabou de soltar a sua bela voz, Dolores Duran iniciou com sua pérola “Castigo”.
Aí, Sérgio Bittencourt, pensado que ainda estava na terra, olhou para um recinto da Praça da Paz Celestial e começou...”Naquela mesa ele sentava sempre e me dizia sempre o que é viver melhor...”.
Vinicius de Moraes lembrou-se de uma de suas pérolas e iniciou “Apelo” e até o altíssimo ficou emocionado com seu apelo.
Já passava da meia-noite e ainda faltavam muitas celebridades a se apresentarem, como por exemplo, Tim Maia que quando soltou a voz, toda a praça estremeceu e vibrou de felicidade e emoção com a potência da voz dele.
Em seguida veio Paulo Sérgio cantando a sua “Última Canção”, Carmem Costa lhes brindou com “Você roubou meu sossego”, o Niteroiense Gessé cantou o seu “Porto Solidão” e o céu quase chorou de emoção!
Aí Jesus falou para o Pai celestial: vamos dar uma caminhada por outras regiões da praça e passaram a desfilar...Gilberto Becout, Edith Piaff, Louis Armstrong, Frank Sinatra, Nat Ken Cole, Elvis Presley, o qual tinha um imenso prestígio no céu, John Lennon, Franco Caruso, Carlos Gardel, Pedro Vargas e tantas outras celebridades que brindaram o mundo com suas vozes, os quais ao se apresentarem na praça e logo os anjos e arcanjos sentiram desejo de serem também humanos.
Então, Jesus olhou para Deus e disse: pai! Todos eles formam uma equipe de grandes gênios que já povoaram a terra, uma de suas obras máxima, e você ficava muito feliz quando eles criavam suas pérolas porque sabia que milhões de pessoas iriam ficar felizes contando suas canções e você também ficou feliz quando eles vieram para cá para deixar o paraíso mais feliz com as canções que eles embalariam diariamente.
Eles fizeram e deixaram uma obra musical, os quais seus nomes serão lembrados por toda vida enquanto existir a terra e penso que não há necessidade de destruí-la, certo?
Em seguida, Jesus passou a mostrar ao criador o que de melhor e mais belos havia no mundo, não só na arte como também as belezas físicas e a harmonia existente entre os animais.
Deus, então olhou pára seu amado filho e disse: filho! Já li os seus pensamentos e sei o que você deseja. Em vez de acabar com a terra vou fazer essas músicas serem lembradas por mais cinco mil anos e vou enviar todo esses cantores de volta para que eles possam compor e criarem suas pérolas a fim de que meu povo possa viver em paz e felizes.
Quanto aos que me desagradam vou de vez em quando reuni-los em um avião, ônibus, shopping...Etc e darei um jeito de trazê-los todos de uma só vez. Não há necessidade do julgamento dos Anjos, Arcanjos, Tronos, Querubins, Serafins, Devas e Eloins; porque já me decidi a favor da terra.
Então, Jesus chamou o Arcanjo Gabriel, seu auxiliar imediato e mandou que todos os cantores se preparassem que eles iriam ter uma nova oportunidade na terra e cada um deles deveria escolher o local aonde iriam nascer.
A única exigência do altíssimo era que eles teriam que fazer uma composição que fizessem as pessoas felizes e que ela fosse voltada para paz
Jesus ficou imensamente feliz porque conseguira mais uma vez salvar o mundo e dessa vez sem qualquer sofrimento de sua parte.
Enquanto isso, do outro lado do paraíso bem lá na terra dos perdidos, o diabo chorava, chorava e chorava copiosamente; porque mais uma vez fora derrotado e teria que esperar mais cinco mil anos para tentar novamente uma investida de ter todas as almas do mundo em suas terras.
Ele chorava em desespero porque ele sabia que um dia para Deus representa mil dias do homem e cinco mil anos de Deus seria uma eternidade para se passar.
Estava mais uma vez derrotado.
A luz, mais uma vez se sobressaíra sobre as trevas!

Farick





































O Estágio

Todos os alunos dos cursos de Matemática, Química Biologia, Pedagogia e outros aguardavam ansiosamente a primeira sexta – feira de fevereiro, porque naquele dia, aqueles seletos grupos de alunos, os quais estavam concluindo seus respectivos cursos iniciariam o estagio do ensino fundamental e outros do ensino médio e o comentário existente sobre a dureza da professora era geral.
Lá pelas oitos e trinta horas, ela chegou pontualmente em sala de aula.
Uma balzaquiana elegantemente vestida, com seu coque no cabelo, o qual já se tornara seu estilo de usar o seu cabelo.
Voz macia, meiga com os alunos, contudo rígida em se tratando do tema do estágio.
Chamava a todos carinhosamente de: filho, filha ou ainda: menino, menina...
Assim era Sônia, a professora do estágio, uma excelente professora e que ao mesmo tempo era muito temida pelos anos porque se bobeasse, com certeza iria vê-la no próximo período.
Em torno de uma hora e trinta minutos ela explicou detalhadamente como se processaria o estágio, bem como toda a espécie de documentação relativa ao mesmo.Tudo teria que ser documentado e fotografado, se não, não teria valor.
O estágio se processaria aos sábados e não poderia haver faltas, aquele que faltasse teria que repor o dia e caso não o fizesse, com certeza estaria em maus lençóis, visto que Sônia não deixava passar nada em branco.
Na terceira aula, ela já sabia o nome de todos os alunos e quando se dirigia à alguém era exclusivamente pelo nome.
Cada aluno tinha que ter completado 280 horas aulas distribuídos da seguinte maneira: 100 horas de ensino em uma escola previamente designada por Luiza, 80 horas por um projeto realizado pelo aluno em qualquer comunidade, sendo que tal projeto teria que ser de grande valia para a comunidade e tinha que ser documentado e fotografado, 40 horas a ser cumprida em sala de aula, 10 horas a serem preenchidas por uma curtíssima aula em sala de aula e o restante em atividades culturais, as quais também tinha que ser documentada, como exemplo: teatro, cinema, conferência...etc.
As aulas de sábados geralmente eram dadas em colégios do Estado e da Prefeitura para alunos cuja comunidade era bem carente e normalmente recebiam carinhosamente os estagiários.
Ninguém podia solicitar colégio para estagiar, tudo era feito aleatoriamente, contudo podia haver permuta para satisfazer as condições de localidade aonde morava o estagiário.
No Colégio de Aplicação da Unigranrio, mais conhecido como CAP, tive o prazer de conviver ótimos sábados com o pessoal de Pedagogia, os quais eram os supervisores. Eles eram a ponte que nos ligava aa supervisora e para qualquer dúvida ou solicitação eles estavam sempre ali dispostos a facilitar a vida dos estagiários.
O pessoal da Química também eram alunos muito comunicativos e havia uma perfeita sintonia com os de matemática e havia muita troca de gentilezas, porque um sempre auxiliava ou ajudava o outro, caso necessitasse.
Mas, os de Matemática, esses eram diferenciados, porque entre eles haviam produtores de peça teatral, locutores, animadores culturais, poetas e escritores,
Com toda essa gama de estilo profissional as aulas e o convívio entre eles, com certeza, seriam diferenciados dos demais para melhor e os alunos corresponderam de imediato ao estilo de aulas que eram ministradas.
Durante o tempo que antecedia o início das aulas, os alunos da Matemática bem como os de Química e Física ficavam a transmitir conhecimentos sobre vários aspectos da vida cotidiana e o tempo passava tão rápido que em um abrir e fechar de olhos já se estava em sala de aula. A bem da verdade foi muito prazeroso conviver com aquelas pessoas.
O ponto destoante do estágio, sob a minha ótica, foi à turma da Biologia, porque as meninas chegavam e mal davam bom dia e em seguida sentavam-se à parte e ficavam no alto do templo e não se comunicavam com ninguém, por diversas vezes os comunicativos matemáticos e físicos tentaram fazê-las se integrar aos demais, contudo ninguém conseguiu.
As três tinham estilos diferentes e por mais que você tentasse se aproximar para um diálogo, nosso intuito se tornava vazio. Caroline, uma das estagiárias, a despeito de ser muito bonita, contudo era a mais fechada, ninguém conseguia vê-la ou faze-la sorrir em um único dia do estágio e quando se olhava para ela, com certeza ela desviava o olhar.
Cíntia foi a que salvou a turma da Biologia, inicialmente se comportava igual as demais, mas depois que sabiamente percebeu que os matemáticos eram diferenciados e gostavam somente de dialogar para o tempo ser mais prazeroso, então, ela se soltou e se integrou ao conjunto.
E toma documentação, as quais cada uma tinha o nome específico. Ded1, ded2......ded9 e por aí iam os deds “documento de estágio direcionado”.
Foram 10 sábados seguidos e no final uma grande festa de confraternização geral e cada aluno sairia dali com uma visão e expectativa de ser um bom professor e quem daria essa resposta seria seus futuros alunos ou o mercado de trabalho.
Todos amaram a Sônia ao longo do estágio, mesmo com suas broncas e sermões em sala de aula, todavia ela tinha um carisma sensacional e a todos sabia conquistar.
Foi um semestre maravilhoso em todos os sentido e cada aluno foi jogado no mercado de trabalho com suas virtudes e seus defeitos buscando o seu início de vida como docente a fim de ensinar seus futuros educandos para a grandeza deste nosso imenso país.

















O Shopping



O shopping da Unigranrio no centro da cidade de Duque de Caxias é o ponto de encontro da jovialidade do município e também das pessoas que gostam de apreciar algo de bom, em suas lojas e o movimento em si.
Lá todos convivem harmonicamente no pequeno espaço em que ele se encontra.
Professores, alunos, passando o tempo, meninas paquerando, outras filosofando e procurando disfarçar na filosofia a paquera, adolescentes querendo serem vistas e muito outro tipo de pessoas se encontram ali diariamente em busca de um bom papo para descontrair ou futuras amizades.
Às sextas-feiras, o ruge-ruge torna-se bem visível e começa bem mais cedo porque normalmente a grande maioria dos estudantes de Caxias vão para o shopping; uns a fim de passar o tempo, outros para mostrar o novo estilo do cabelo ou a roupa recém adquirida ou ainda simplesmente pra ouvir uma boa música e curtir aa noite com a namorada ou namorado.
É um bom local, contudo quando ele se encontra repleto o barulho do turbilhão de vozes torna-se ensurdecedor e quase não se consegue ouvir nada porque as vozes da imensidão das pessoas tornam o convívio ruim.
Porém, o que prende a todos como se fosse o canto da sereia, o qual prende com muita facilidade o marujo é sem sombra de dúvida a beleza física das belas mulheres e das jovens que por lá passam ou convivem diariamente.
A grande maioria é simplesmente linda! Não existe outro adjetivo que possamos dar às mulheres que por lá passam.
Outro aspecto interessante é a alimentação servida nas duas praças de alimentação existentes que são de ótima qualidade.
A livraria do shopping é superconcorrida e lá pode-se encontrar qualquer espécie de best seller nacional ou internacional, o preço é que é um pouco salgado para os bolsos dos alunos.
Outro fator que ocorre aleatoriamente no shopping é que às turmas de Matemática, inclusive os professores, Medicina, Física, Química; sempre se sentam à direita da entrada do shopping e as demais à esquerda.
Isso ocorre involuntariamente.
As lojas são uns verdadeiros luxos e vendem bastante ao longo da semana.
O chope corre solto às sextas-feiras, principalmente após às 19h, contudo, até hoje nunca foi notado qualquer excesso de postura de algum aluno, até porque há uma rede de segurança que circula continuadamente em torno das lojas e das praças de alimentação.
O shopping tem de tudo e todos os alunos o amam por ele proporcionar horas de lazer, um bom papo na noite, ouvir uma ótima música e principalmente paquerar a sua eleita temporariamente ou quem sabe...







Paçocas e Coxinhas



Corria o ano de 1956 e a situação econômica na casa de minha tia Izabel estava se tornando a pior possível, embora as três irmãs estivessem trabalhando e o marido de minha tia Izabel também, mas o grande problema consistia na quantidade de pessoas que delas dependiam.
Havia várias pessoas que habitavam a casa e o número superava a oito e somente três estavam trabalhando, os demais não estavam naquele tempo em condições devido a serem crianças ou idosos.
Então, tia Joana teve uma saída estratégica e resolveu fazer paçocas e coxinhas para vender na localidade a fim de aumentar o orçamento doméstico e assim vir aliviar a situação.
Aí, ela passou a comprar semanalmente uma grande quantidade de castanha de caju, as quais eram devidamente torradas e também amendoim em casca.
Após estarem ambos em condições de serem usados, tia Joana os colocava no pilão e eram socados até ficarem feito uma farinha especial.
Para dar um toque sutil na mistura era colocado gergelim e canela em casca, a qual era devidamente triturada e depois adicionada a mistura.
Depois os ingredientes eram regiamente empacotados para serem vendidos na redondeza.
Em pouco tempo, tia Joana conquistou a clientela passando a ser um sucesso total entre a garotada bem como de muitas outras pessoas.
Por muito tempo ela passou a viver exclusivamente da receita proveniente da venda das paçocas, contudo, seu sucesso maior foi a produção das coxinhas de galinha.
Rapidamente sua produção de coxinhas de galinha tornou-se tão especial que ela passou a vender para os bares e botecos da região, os quais passaram a encomendar toda sua produção.
Por muito tempo tia Joana foi o homem da casa porque a receita proveniente de das respectivas vendas dava para suprir os mantimentos da casa.
Ela só veio a descansar dessa prática, quando cada criança foi se tornando adulta e buscando o seu destino e ela então pode aposentar suas produção.

















Barnabé, O Touro Assassino.




Barnabé era o nome de um touro que havia nascido do cruzamento entre um touro da raça holandesa e de uma vaca da raça zebu.
Nascera na Espanha, em uma fazenda bem ali na Região da Catalunha. Bem cedo, Barnabé já demonstrava ter um instinto assassino e sanguinário, porque mal começaram a lhe nascer os chifres, logo passou a esfregá-lo em cercas, pilastras, árvores e paredes que encontrava em seu caminho até o pátio do pasto da fazenda.
Barnabé crescia dotado de uma força descomunal em relação aos outros touros que haviam nascido na mesma época na mesma fazenda e sua fúria foi logo percebida por todos os vaqueiros da fazenda, os quais lidavam com ele com muito cuidado, mesmo assim, por três vezes ele feriu gravemente alguns vaqueiros que se descuidaram e quando ele fez sua primeira vítima fatal, o dono da fazendo resolveu vendê-lo para os organizadores da famosa festa da corrida dos touros no dia de São Firmino em Pamplona a fim de evitar outros dissabores que viesse a ser causado por Barnabé.
No dia de São Firmino, Barnabé fez sua segunda vítima; um jovem rapaz que mal tinha seus vinte anos, o qual corria à frente dos touros e que no auge da correria geral, deixou-se aproximar – se de perigosamente de Barnabé, o qual deu-lhe uma chifrada que lhe varou o abdômen.
A hemorragia interna proveniente da chifrada foi fatal e o jovem faleceu antes de dar entrada no hospital de Pamplona.
Após a festa, Barnabé foi vendido para ser um dos touros a ser sacrificados nas touradas em Madri. Barnabé havia já se tornado um touro extremamente forte, dotado de um a força descomunal, também um assassino cruel, sanguinário e por demais temido pelos vaqueiros que já conheciam sua fama de matador.
De modo que antes dele estrear no picadeiro de Madri, houve uma intensa propaganda a seu respeito com a finalidade do público encher o estádio e os organizadores das touradas poderem angariar o lucro máximo possível naquele dia e também assistir a morte daquele que já assassinara duas pessoas.
No entanto, Barnabé, talvez por transposição educacional adquirida ao longo dos séculos por seus antecedentes, tornara o touro Barnabé dotado de uma rara inteligência em relação aos demais animais de sua raça.
No dia de sua estréia o estádio se encontrava completamente lotado e todos torciam pelo mais famoso toureiro de Madri, Luís Alvarez, todavia, poucos minutos depois de ter se iniciado a batalha, Barnabé fez todo aquele estádio que delirava por Alvarez se calar, ficaram mudos por completo e apreensivos.
Luís Alvarez, o mais famoso toureiro espanhol da época havia zombado da fama do touro e se descuidou de sua segurança física; Barnabé o jogou a uns cinco metros, em seguida deu-lhe uma chifrada que lhe varou o fígado.
Toda a Espanha parou e chorou pela morte de seu filho ilustre em sua despedida e conseqüentemente a fama do touro assassino começava a transpor as fronteiras da Espanha. Ele já estava por demais famoso e poucos eram os vaqueiros que se aventuravam a chegar perto dele para o alimentar. Todavia, nesses momentos, ele era por demais receptivo e ninguém conseguia explicar o porquê. Todos que habitavam o mundo das touradas desejavam ardentemente ver aquele touro cruel assassino caído de joelhos, enquanto todo povo no estádio vibrava e esperava pela estocada final da espada vingadora, este se tornara o maior sonho dos organizadores e do povo espanhol que curtia as touradas.
Em um domingo, em que o Barcelona se sagraria campeão, desde que, ao menos empatasse com o Valência, o qual naquele ano estava fazendo uma péssima campanha e precisava desesperadamente vencer aquela partida em Barcelona a fim de evitar viajar para a segunda divisão. A equipe precisamente ocupava na tabela a última colocação. Estava sendo um ano trágico para o clube de Valencia. O estádio de Santiago Barnabé ficou um silêncio geral quando o Valencia fez um a zero e o conservou até o final.
O Atlético de Madri se tornara campeão espanhol com aquele resultado e o povo achou isso um início de má sorte, porque fora uma tremenda zebra esportiva o Barcelona não ter sido campeão.
Em Madri, começara a festa das touradas com as batalhas preliminares e o povo em delírio esperava pela grande revanche na jornada principal do dia e quando entrou o toureiro principal foi de imediato ovacionado por todo estádio que o reverenciou com palmas, foguetes e gritaria histérica, ao mesmo tempo entraram vários toureiros auxiliares, os quais tinham a missão de atiçar e agitar o touro dando-lhe diversas pequenas flechadas e tal ação deixava o Barnabé ainda mais agitado e fulo de ódio.
Todavia, ele era um touro de excelente linhagem e diferenciado, embora estivesse louco de raiva, em sua mente podia ver claramente o filme da última vez que estivera ali e eles fazendo com ele aquela mesma brincadeira. O touro podia ouvir e sentir o alarido e gritarias nas arquibancadas e os fatos ocorridos anteriormente estavam vivos, cabia-lhe ficar atento às oportunidades.
Finalmente, Rafael Gonzáles abriu sua capa e saldou a todos os presentes, os quais lhe retribuiu e ele deu início a batalha.
Gonzáles, de imediato percebeu que aquele touro era diferenciado dos demais que costumara enfrentar porque o animal não tirava os olhos dele e o olhar do animal estava cheio de ódio.
Lá dentro da arena estava se desenrolando a batalha mortal e o Barnabé estava sendo atiçado por demais pelos toureiros auxiliares a fim de facilitar a vida de Gonzáles, todavia, Barnabé ficava somente a verificar o que fizera da última vez que estivera naquela situação e esperava a oportunidade para terminar aquela brincadeira. Gonzáles percebeu que tinha que tourear com precaução para não haver qualquer espécie de surpresas.
No estádio as bolsas de apostas, tanto a oficial quanto à clandestina, já haviam atingido o mais alto patamar de apostas. A totalidade das pessoas estava confiante na revanche e desejavam ardentemente ver aquele touro assassino morto, mas havia os que apostaram no touro e eram vistos como pessoas de mau agouro.
Barnabé, embora estivesse cansado, aguardava o momento certo para fazer o seu ataque sem dar oportunidade ao seu oponente e tal oportunidade apareceu quando ele mostrou sinal de estar esgotado, então, Gonzáles se preparou para a estocada final, todavia, quis antes reverenciar o público que delirava de satisfação e prazer e sua reverência foi à oportunidade esperada pelo touro assassino.
Gonzáles se ajoelhou bem diante de Barnabé e começou a saldar o público com as mãos abertas. E nesses segundos de descuido foi o suficiente para que o touro juntasse suas últimas forças e pensando que não seria aquele imbecil enfeitado que lhe faria sofrer um revês e partindo com enorme velocidade deu uma estocada em Gonzáles que o jogou a uns três metros de distância, não satisfeito, e bem antes que os toureiros o acudissem, o touro deu uma patada que foi de encontro à cabeça de Gonzáles. A potência da pancada foi tão forte que rebentou o crânio do toureiro matando-o instantaneamente!
Mais uma vez aquele touro havia sido o vencedor e a morte do toureiro proporcionou a poucas pessoas se tornarem ricas devido a grande soma que ganharam na bolsa de apostas.
O estádio tornou-se imediatamente em um silêncio fúnebre geral e os toureiros auxiliares queriam matar o touro, só não o fizeram devido à tradição e a pesada multa que teriam que pagar.Por muito tempo Madri chorou a perda de dois de seus maiores toureiros e Barnabé entrou para a história de Madri como o maior touro cruel que já pisara os campos de seus estádios.
O touro maldito, como passou a ser chamado foi vendido para empresários chineses que faziam uma espécie de caça ao vivo em uma réplica bem menor do Coliseu Romano. Lá eles costumavam se divertir deixando um leão agarrar um gnu ou um carneiro, zebra ou qualquer animal que não fosse páreo para os leões e tigres que faziam parte de seu estafe de animais, os quais eram bem tratados.
Os espectadores pagavam caro para poderem estar presente nas sessões e nessas ocasiões a bolsa de aposta funcionava e o tempo que um anima ia ser devidamente estrangulado por um leão ou tigre era por demais importante para as apostas!
Para o sacrifício do Barnabé, a bolsa de apostas explodiu ao mais alto patamar porque a fama do touro assassino já o credenciava a investirem nele, embora sabendo que ele não seria páreo para os dois leões que iam estraçalhá-lo, assim pensavam a maioria dos expectadores. Os apostadores não conheciam o tamanho do animal, sua envergadura e o seu peso em si; estes detalhes, os organizadores não passaram para o público apostador.
Barnabé havia descansado bastante depois de sua última jornada e estava ainda mais forte e com sua potência máxima.
Anteriormente o touro havia passado um estágio nos rodeios do Brasil, todavia nenhum vaqueiro se atreveu a tentar montá-lo e por causa disso foi vendido aos empresários chineses.
Saltaram o Barnabé de seu compartimento e o conduziram em direção ao centro do estádio e quando o animal ouviu a gritaria, em sua mente veio logo a memória e disse para si mesmo: vai começar tudo outra vez!
Todavia, ele viu logo em seguida duas espécies de leões correndo em sua direção na mais alta velocidade e ele tinha que se defender sua vida e foi o que ele fez.
Os leões, principalmente as leoas, costumam agarrar o animal e asfixiá-lo até a morte para em seguida destroçá-lo, porém o Barnabé era uma espécie alta e extremamente forte e seu pescoço não dava para os leões praticar a asfixia ou estrangulamento.
O touro baixou a cabeça quando o primeiro leão estava se aproximando e quando o animal sentiu o cheiro do leão quase sobre si; ele levantou a cabeça e com um forte golpe jogou o leão a uma distância considerada. O povo vibrou de emoção.
O outro leão imediatamente pulou sobre o touro na tentativa de agarrar o pescoço do animal, contudo, ele teve que ficar pendurado devido à altura do touro que se sentido incomodado com aquele animal sobre si, correu para as laterais das arquibancadas e jogava com toda sua força descomunal o seu corpo contra as paredes das arquibancadas de cimento e conseqüentemente as pancadas sobre o leão o fizeram saltar do pescoço do animal.
O outro leão estava ainda se recompondo da chifrada que havia levado e correu novamente em busca de sua enorme presa e mais uma vez levou uma pancada tão forte que abdicou em fazer daquele animal seu almoço do dia, ficara seriamente machucado e viria a morrer ainda naquela tarde.
O outro leão voltou a carga, todavia o Barnabé estava em estado de graça e fúria descomunal e o matou com uma estocada fortíssima no estômago do oponente.
Havia sido uma perda muito grande para os empresários chineses que ficaram decepcionados com a perda de dois de seus matadores que costumavam fazer a festa para o público.
Aquele maldito touro assassino tinha que pagar por aquele prejuízo e mandaram saltar o tigre de bengala, o qual havia dois dias que não comia nada e sua fome estava a cem por hora! Imediatamente dobraram as apostas na tentativa de recuperarem as perdas com as apostas nos leões.
Quando o tigre sentiu o cheiro da presa e também do sangue dos leões, ele partiu imediatamente em busca da caça, ia ser uma luta de bravos!
Por mais de uma hora o tigre tentou abocanhar o pescoço daquele enorme animal e mordia tudo que pudesse do touro para arrefecer a resistência do seu oponente, mas o Barnabé era experiente e dava suas pancadas no tigre que já sentia o poder daquela fera e em uma estocada direta, o touro o deixou caído quase inerte a sangrar sobre a arena, estava morrendo mais um oponente que resolvera fazer daquele touro assassino seu prato do dia!
Os chineses ficaram loucos de raiva e venderam o touro para um fazendeiro do pantanal mato-grossense.
Barnabé, após a longa viagem chegou estressado, cansado e principalmente todo machucado do último combate e o empresário o queria somente para ser um excelente reprodutor e com sua fama o fazendeiro iria seleciona e vender muitas de sua descendência que lhe daria um lucro excepcional.
O fazendeiro recomendou por demais aos peões boiadeiros que dessem uma atenção especial àquele animal e tivessem o máximo cuidado com a alimentação e principalmente com a segurança deles.
Barnabé ficou uns seis meses só na engorda e estava sendo tratado como um verdadeiro lorde e em suas andanças pelos pastos e próximo aos igarapés, o touro assassino verificou que havia uma espécie de animal que todos os demais se afastavam dele o mais rápido possível quando ele aparecia e certa vez Barnabé teve a oportunidade de ver com os seus próprios olhos porque os demais se afastavam daquele animal.
Era uma imensa sucuri de uns 12 metros com cerca de 140 quilos que abocanhara uma capivara e a espécie corria desesperadamente e a sucuri dava corda e em seguida puxava o pobre animal que quase já sem forças ia dando adeus a sua vida. Em pouco tempo a sucuri fez dela sua alimentação da semana. O maldito observava e teve a oportunidade de assistir aquilo por cerca de cinco vezes depois, com uma anta, com outra capivara, com um pequeno bezerro, com um boi mediano e com um veado campeiro. Todos eles a sucuri deixava o animal se cansar para depois puxá-lo, quebrá-lo todo, triturá-lo e fazer deles o seu prato da semana.
Barnabé, já estava acostumado àquela fazenda e bela vida que levava diariamente. Há muito que não precisava usar sua força pra poder sobreviver. Sua vida consistia somente em se alimentar e cobrir as vacas que lhe colocavam no seu curral e estava excelente a vida
Como era um animal muito observador, já sabia de cor os locais que pastava e os locais que poderia beber água sem ser molestado por aqueles pequenos animais que destruíam os outros em poucos segundos se fossem atravessar o igarapé, as terríveis piranhas.
Sabia que tinha que pastar bem paralelo à cerca e não perpendicular a ela a fim de não ir próximo ao rio e aos igarapés. Verificou que havia uma enorme árvore, na qual ele sempre amolava seus chifres e descansava.
Um dia, com o sol já escaldante, estava o Barnabé a pastar tranqüilamente quando observou o costumeiro afastamento do restante dos animais e principalmente aqueles que estavam bem próximo dele, como era um animal inteligente logo concluiu que aquele animal que matava os outros estava próximo dele e ele já sabia o que fazer para não ser o prato da semana, ficaria esperto. Imediatamente puxou pela memória e lhe veio à mente que aquele animal agarrava os outros principalmente pela boca e narinas a fim de minar-lhe a resistência e ficasse sem fôlego.
Ele já podia sentir o cheiro daquela fera próximo dele, no entanto, ainda não havia descoberto de onde o animal daria o seu famoso bote.
Enquanto isso, a sucuri estava já com o bote pronto, no entanto, ela ainda pensava se era realmente compensador fazer frente aquele monstro forte, ele era realmente alimento para duas semanas e ela não precisaria se preocupar com caça, todavia ela sentia que o touro era muito grande e forte, talvez ela não tivesse forças suficientes para puxá-lo e quebrar-lhe todos os ossos.
Porém, a enorme sucuri era vaidosa e jamais havia perdido uma batalha e principalmente uma caça tão vistosa e apetitosa! Seria uma ótima presa que teria em seu currículo de matadora!
Iria ser uma batalha de líderes invictos!
Sua vaidade e orgulho de matadora a convenceram a dar o bote no touro, esquecendo também de sua segurança física. Um milésimo de segundo antes dela alcançar o corpo do animal com sua enorme boca, o touro, talvez por questão de intuição, resolveu levantar a cabeça e neste milésimo de segundo foi o suficiente para desviar o ponto central do bote. A cobra abocanhou parte da cabeça do touro logo na junção do chifres. Havia sido um mau começo, assim pensou a sucuri assassina que imediatamente se enroscou todinha no Barnabé que tranqüilamente ficou parado por alguns segundos pensando na melhor estratégia a ser seguida a fim de se livrar daquele perigoso e mortífero incômodo. A sucuri estufada de orgulho logo preconizou que seria mais fácil que ela havia imaginado, o touro ficou paralisado pensou ela!
De repente! Barnabé disparou, ia começar tudo outra vez, assim pensou a sucuri que logo foi se esticando para poder fazer frente à resistência do touro e começou imediatamente o vai e vem.
Esse vai e vem estava sendo assistido por vários animais e alguns peões que tinham medo de se aproximar com medo tanto da reação do touro quanto da sucuri.
Já havia se passado mais de duas horas e eles continuavam no estica, encurta, corre, para, volta...Etc. A bem da verdade os dois animais já estavam cansados, tanto a sucuri que via suas forças minar porque gastara toda sua energia porque aquele touro era muito pesado e já estava bastante arrependida de ter feito a investida naquele monstro de tanta resistência, todavia, ela era orgulhosa e sabia que a qualquer momento o touro teria que capitular e ela sairia vitoriosa naquele confronto de matadores, isso sempre acontecia e não seria aquele touro teimoso que iria contrariar a sua lei.
Barnabé era dotado de uma força descomunal e sua mente lhe dizia que o seu oponente não teria forças para resistir por muito tempo e que ele teria que deixar o seu corpo. Foi por esse momento que a maldita vislumbrou que a única forma de vencer aquele animal seria dar outro bote e lhe agarrando pelas fuças e boca ao mesmo tempo, porque assim ela diminuiria o ar que o touro respirava e conseqüentemente lhe minaria ainda mais a resistência e ela poderia terminar aquele embate e matá-lo com a maior facilidade, porém antes mesmo dela soltar o local onde dera o bote, parte da cabeça junto ao chifre esquerdo, a fim de realizar o seu intuito; o touro Barnabé estancou de repente de sua corrida! Estava naquele exato momento lembrando-se da maneira que exterminara com um dos leões, ou seja, ele havia espremido o leão contra a parede de concreto armado da arquibancada. Ali não havia naquelas imediações do combate qualquer espécie de alambrado construído de concreto, mas, havia a cerca de arame farpado e o touro sorriu a seu modo animal de sorrir e ficou feliz em ter conhecido anteriormente o poder do arame farpado!
Quando a cobra sentiu que o touro parara por alguns segundos, ela pensou que terminara por fim a resistência de tão bravo combatente e o puxou com todas as suas forças a fim de começar a quebrá-lo por completo, porque ela havia gastado toda as suas forças e energias estando esgotada, a fome dela também estava se tornando intensa.
O touro desejava estar a todo vapor físico quando desse a investida final e deixou-se puxar tranqüilamente, não opondo qualquer resistência a cobra deixando-a engrossar o máximo possível e quando sentiu que a mesma já estava fazendo forças a fim de destruí-lo, ele encheu os pulmões de ar e correu perpendicular a cerca jogando-se com toda sua força na cerca de arame farpado, em seguida ele começou a se arrastar pela cerca e quando o fazia os arames farpados iam se agarrando à sucuri que começara a sentir mais uma vez que aquele touro havia sido uma investida errada de sua parte, mas agora a situação estava ficando complicada para ela e a sucuri tinha que se soltar daqueles empecilhos que lhe cortava o corpo e Barnabé continuava a sua tática.
A cobra já estava ficando toda ensangüentada e sem forças porque em uma das investidas do Barnabé sobre a cerca, vários dos arames penetraram no corpo dela e foram rasgando-lhe todo o corpo, à medida que o touro ia se deslocando.
A sucuri capitulou e soltou a cabeça do animal e se dirigiu para o rio a fim de tentar se recuperar, contudo, mal tocou nas águas, o cheiro do sangue fez vir imediatamente as vorazes piranhas que fizeram da enorme sucuri o jantar do daquele dia.
Assim terminara o reinado daquela imensa cobra na região e os vaqueiros ficaram espantados e alarmados com a tática do touro e o respeitaram ainda mais.
Seu dono construiu uma imensa placa aonde podia se ler: aqui habita o temível touro Barnabé, o único animal na face da terra a vencer uma sucuri com tamanho e peso proporcional ao seu.
Por muito tempo o fazendeiro ganhou muito dinheiro com o Barnabé, o qual nenhum homem ou animal conseguiu derrotá-lo.
Barnabé morreu naquela fazenda de velhice e seu dono mandou empaná-lo para perpetuar sua lenda


Farick

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