A Esperada
Farick
Notas do Autor
A esperada por um longo tempo é sem sombra de dúvida uma realidade envolvente que foi prevista para o autor há cerca de 15 anos antes de ele conhecer sua musa inspiradora.
Os anos passaram-se e quando ele iniciava outono de sua existência, ela se apresentou sob a forma de uma linda jovem. A partir de então, realidade e ficção se misturam ao longo da jornada formando o corpo principal deste manuscrito e cabe ao amigo(a) leitor(a) saber separá-los no seu devido momento.
Espero que vocês venham a gostar, assim é o meu desejo.
Atenciosamente...
O autor
Dedicatória
Este manuscrito é especificamente dedicado a Sheila Fernanda Brito dos Santos, a qual havia sido esperada por um longo tempo na estrada do meu caminho e quando apareceu fez passo a passo brilhar a estrada do meu destino, com seu jeito simples e carinhoso, o qual me iluminou por completo.
Sumário
Que Café Horrível...........................pg05
O Nascimento de uma Princesa......pg07
Monique e o Cafajeste...................pg12
O Grande Roubo............................pg16
Dias de Alegria..............................pg24
A infância de Celina......................pg27
A Partida........................................pg28
Novas Decepções...........................pg32
O amor de Celina...........................pg36
O Fruto de Uma Paixão.................pg39
O Nascimento de Elisa...................pg45
O Homem dos Sonhos de Elisa.....pg 47
A Esperada, enfim, Chegou...........pg57
Decifrando o Enigma....................pg62
As Premunições de Dèsiré.............pg73
Capítulo I
Dionísio costumava sempre quando saia bem cedo de sua casa, beber um cafezinho na padaria da esquina da rua onde morava, então, pegava o ônibus e ia à cidade resolver os seus problemas diários, os quais às vezes, se tornavam fáceis, porque ele costumava priorizar os problemas fracioná-los por completo e com isso as questões do seu dia a dia se tornavam mais maleáveis em suas resoluções, segundo a sua ótica de analisá-las. Naquele dia, ele fez o mesmo pedido, como de costume, um cafezinho, por favor? Dionísio notou de imediato que a pessoa, o qual o estava atendendo era uma morena linda, a qual ele não conhecia, mas, a bem da verdade, ela era simplesmente linda!
Ela lhe deu o café, mas quando ele foi degustá-lo o achou horrível! Que café mais horrível! Foi o que ele disse de imediato.
Quem foi que fez este café tão horrível? Monique olhou para ele e disse: Foi eu. Era este o nome da linda morena que lhe servira o tão horroroso café – então, Dionísio ainda estava com gosto do café ruim na boca, mas olhava para aquela menina e dizia para si mesmo – ela é linda! Porém, o café feito por ela é o pior possível! O pior possível repetiu mentalmente. Foi você que realmente fez este café? Sim, foi eu própria. Nossa! Você precisa aprender a fazer café. Monique olhou para ele não lhe respondeu nada, mas mudou a expressão de seu olhar e ficou de cara feia o tempo todo que Dionísio permaneceu no recinto da padaria. Ele deixou quase todo o café no copo e saiu sem se despedir. Então, foi pegar o ônibus, porém o gosto do café ruim e o desejo de beber um gostoso café, e o rosto daquela linda jovem foram com ele em seus pensamentos.
Dias depois, ele voltou no mesmo horário e novamente ela o atendeu e o ritual se repetiu...O café continuava horrível e ele não refrescou; nossa! Mas, você ainda não aprendeu a fazer café? É tão simples, é só você colocar a quantidade de café proporcional à quantidade de água que você vai usar. Certo? Intuitivamente ela pensou: Que cara mais chato! Coroa, feio, careca e metido a saber fazer as coisas.Monique, novamente ficou de expressão fechada durante todo o tempo que ele permaneceu no recinto, Todavia, ela tinha que admitir que ele sempre lhe falara de uma maneira que ela não se sentia magoada e isso era um predicado positivo que ela observara nele e novamente ficara chateada, contudo, ele estava sendo sincero.
Dias depois ele apareceu à tarde e comprou pão e lhe perguntou se Monique já havia aprendido a fazer o café? Mais uma vez ela ficou de cara feia, todavia, ele lhe sorriu e a forma como isso aconteceu a deixara desarmada por completo.
Três dias depois, ela estava por demais chateada porque havia feito uma prova na noite anterior e estava muito preocupada e a ponto de explodir, não só por isso, mas também porque se encontrava em seus dias nefastos e aquele cara chato estava ali bem cedo e com certeza, iria novamente reprovar o seu café e lhe dizer suas tradicionais palavras de reprovação, contudo, ele ao saborear o primeiro gole, olhou para Monique e ela já estava com a resposta na pronta da língua, mas ficou desarmada por completo quando ele lhe sorriu e disse: aprendeu, em mocinha? Seu café hoje está 90% melhor, a bem da verdade, ele está ótimo, você está de parabéns! Monique ficara sem ação, ele a desarmara e o sorriso dele também, bem como, o elogio, o qual ela teve a oportunidade de observar que até o elogio dele era diferente dos que ela costumava ouvir. Monique percebia que não eram falsos. Ela não lhe disse absolutamente nada, porém, quando ele saiu, ela perguntou a sua colega se conhecia aquele coroa? Sua amiga Juliana lhe informara que ele era um professor de matemática e que ele havia escrito um belo livro de poesia que as meninas e o povo estavam gostando muito. É verdade? Eu adoro poesias. Claro que é verdade, ele é uma pessoa legal, procure conversar com ele e você vai perceber que ele tem muitas qualidades e tem um diálogo muito legal, além do mais, ele não bebe e nem fuma, tampouco fica aqui de bobeira enchendo o saco como os demais que ficam bebendo e falando um monte de asneiras. Estes eram os conceitos de Juliana sobre Dionísio.
Uns três dias depois, Monique teve a oportunidade de trocar umas três palavras com Dionísio, sem ser sobre a qualidade do café e naquela oportunidade ele, sem mais sem menos lhe perguntara se ela gostava de poesias e ela de imediato dissera que sim.
No outro dia, ele lhe ofertou um livro, isso a deixou radiante de felicidades e mudou por completo o seu conceito sobre aquele cara, o qual era antes - feio, coroa, chato, metido e outros predicados negativos.
Monique após lê-lo, ficou extasiada com o teor poético e beleza lírica do livro; suas amigas também ao lerem gostaram por demais e isso foi motivo para ela poder dialogar mais com ele, só que praticamente Monique não lhe via porque Dionísio quase não aparecia e quando o fazia era só para comprar o pão à tarde e raramente ficava mais que alguns segundos no local. Entretanto, um belo dia ele lhe perguntou se ela havia gostado do seu livro – ela disse-lhe que o achara maravilhoso, conversaram um pouco, mas como ela estava em seu local de trabalho, Dionísio não queria alongar a conversa, até porque, não pegava bem, tanto para ela quanto para ele.
Após aquele dia, ele sempre parava alguns segundos e falava alguma coisa com Monique e num desses dias ele lhe perguntou se ela não queria fazer parte de seu último livro. Ele estava necessitando inserir um personagem no livro e achava que ela seria a personagem ideal.
Monique gostou da idéia e ele ficou de lhe entregar um gravador e três fitas para ela gravar os aspectos mais importantes de sua vida, os quais ele transformaria em ficção e realidades.
Dionísio achava Monique linda, a bem da verdade simplesmente linda, só que ele além de nada saber sobre ela, havia ainda outro detalhe – ela lhe aparentava ter a idade de uns quinze anos. Este fato poderia não dar certo em relação ao seu livro, mas mesmo assim ele resolveu tentar falar um pouco sobre a vida dela, até por que um escritor tem que está sempre atento às oportunidades que surgem ao longo da estrada da vida.
Dionísio lhe deu um gravador para que Monique pudesse relatar os principais fatos da vida dela com mais liberdade e exatidão, contudo o gravador não estava bem operacionalmente, ele resolveu comprar um novo a fim de tornar a situação mais fácil, mas, novamente deu errado porque em vez de comprar um gravador, Dionísio comprara sem olhar e quando lhe deu eles notaram que era somente um “receptor. Então, ele optou pela coisa mais simples, o qual era, Monique encontrar-se com ele e ir lhe relatando os principais fatos de sua vida. Só que Dionísio a esperou duas vezes no local e hora combinado e Monique não apareceu. Ele até brincou quando a viu na manhã do outro dia –"furona”, eu? Você é que não foi. Eles chegaram a conclusão que ambos haviam estado, só que em locais diferentes do combinado previamente. Ele lhe perguntou mais uma vez se ela realmente queria que ele escrevesse a sua vida – lógico que desejo. Aí, ele fez um questionário com cerca de umas vinte perguntas e a deu. Mas, Monique demora demais e Dionísio pensa rapidamente e por causa disso gosta de ser um pouco rápido em tudo que ele almeja fazer e ele tem estado bem insatisfeito com Monique, porque quando vai até a padaria e ela ainda não tem as respostas solicitadas por ele anteriormente.
Aí, ele disfarçava o seu não contentamento e mudava de assunto, a fim de não magoá-la com alguma resposta ríspida.
Dionísio a achava tão meiga que era impossível alguém a magoasse e não seria ele o primeiro a começar tal ação.
Capítulo II
O ano era de 1960, precisamente em 5 de maio, quando Monique veio vislumbrar o nosso mundo pela primeira vez –Ela obteve esse nome, por causa de sua madrinha, a qual tinha esse nome e fez questão de por na afilhada. O pai de sua madrinha tivera uma namorada francesa que também se chamava Monique e essa é a origem do seu nome.O Sol estava radiante e o calor natural estava insuportável. Sua mãe, dona Fátima começou a sentir as dores bem cedo e verificou que a bolsa havia sido rompida – estava se aproximado o momento tão esperado. Ela encontrava-se radiante porque o médico havia lhe dito que ela teria uma filha mulher e isso a deixara muito feliz até porque já estava no terceiro filho e os dois primeiros haviam sido homens. Quando Monique olhou este nosso mundo hostil, não gostou de imediato porque ela tinha estado bem feliz ali na barriga de sua mãe – bem protegida, quentinha, com alimento a toda hora e de repente é mandada para um local cheio de barulho, com luz, cheio de figuras que ela nunca havia visto e com uma daquelas figuras dando-lhes uns tapas em uma parte de seu corpo. Isso era por demais ruim! Então, ela começou a chorar como uma reação natural a esta hostilidade. E sua voz se fez ouvida por todo o hospital porque Monique chorava bem alto - havia chegado com muita saúde. Outro fato curioso foi quando eles a levaram para mamar pela primeira vez. Dona Fátima estava sem leite, então a levarão para mamar no peito de uma senhora escura, a qual tinha excesso de leito, mas quando colocaram a menina nos braços da mulher, a criança a rejeitou e ninguém conseguiu fazê-la mamar e este fato se repetiu por mais duas vezes na mesma situação anterior em horários diferentes. Aí, uma das enfermeiras a levou e a colocou nos braços de uma senhora de cor branca e de imediato a menina foi logo agarrando o bico do seio e sugando o leite da dona. Aí todos os presentes sorriram e disseram essa aí vai ser racista.
Tal fato se repetiu durante os três dias que sua mãe permaneceu no hospital. Descobriu-se depois que a recusa talvez fosse porque a mulher era mãe de santo e a criança via ou percebia os guias espirituais em torno da mãe de leite e por isso recusava mamar naquele seio. Quando a futura madrinha soube do fato e por ser espírita intuiu que a menina rejeitava o seio da mãe escura por ela ver alguém junto da mulher e todos, exceto a mulher, a qual, não sabia aceitaram o fato.
Seu pai, Antonio Carlos ficou felicíssimo com a nova criança que chegara para ele e fez dela o seu maior encanto.
No mesmo, dia convidou os amigos e vizinhos para beber o vinho que ia trazer a felicidade da nova criança e a partir daquele dia, Monique passou a ser o sonho de vida de seu Antonio, bem como de dona Fátima.
A vida seguiu se curso e a jovem menina era adorada por todos no seio familiar. Foi uma época muito boa para Monique e quando chegou a puberdade, ela fez amizade com um colega de escola, o Ricardo, o qual passou a ser o seu primeiro namorado, embora ainda não fosse moça por completo e em uma festa de aniversário eles se beijaram. Para Monique era o seu primeiro beijo e isso se tornou marcante em sua vida, porque ela gostava dele, mas, era somente a descoberta da força da juventude que a estava estimulando.
Monique ressalta as suas tristezas e decepções e uma delas é que ela não leva em seu nome o nome de sua mãe, somente o de seu pai. Tal fato a deixa sentida, até porque, Munique gosta por demais da mãe. O pai, paraibano muito rígido, que não aceita qualquer espécie de desvio de conduta, sua mãe, uma baiana bem afetiva e calma que faz a vida fluir com suavidade.Mesmo assim, quando suas amigas a convidavam para ir a uma festa, ela combinava e quando chegava a hora era sempre obstruída pelo seu pai. Isso a fazia chorar bastante e quando isso acontecia, ela ia dormir triste e decepcionada com seu pai, o qual não confiava nela.
Em uma dessas festas, a qual ela não participou, Monique soube por uma de suas fiéis amiga, a Priscila, que o Ricardo, seu namorado, havia permanecido a noite toda com uma menina chamada Ana, a qual era muito bonita.
Porém, Monique não deu muita atenção ao fato porque já estava para terminar o namoro com ele, e Ricardo era um verdadeiro dom roam, porque gostava de conquistar qualquer menina que cruzasse o seu caminho. A bem da verdade, ele tinha uma lábia muito convincente com suas conquistas.
Quando fez seus 14 anos, ela fez amizades com o Vilernei que passou a ser o seu segundo namorado. Com ele Monique viveu momentos felizes a despeito de sua mãe dona Fátima não gostar dele porque o mesmo segundo ela não lhe inspirava confiança. Eles saíram várias vezes para passearem com os amigos, tanto dele, quanto dela e se divertiam bastante. Vilernei, como amigo, era espetacular! Mas, como namorado era péssimo, porque a traia com qualquer garota que lhe desse bola e isso a machucava terrivelmente, embora ela suportasse tudo isso, por causa de seu gostar.
Vilernei era tão mulherengo que às vezes, namorava em uma mesma hora duas garotas ao mesmo tempo e por causa de seu magnetismo ou por uma coisa qualquer as meninas aceitavam isso numa boa e Monique chegou até a aceitar rodízio com outra garota.
Esse tipo de namoro persistiu por algum tempo, até que Vilernei terminou com a Vanderléia e ficou somente com Monique, mas logo em seguida ele arrumou outra namorada e Monique não gostou de se sentir e ser traída acintosamente. Esses encontros e reencontros aconteceram em 1973, o qual foi um ano por demais ruim na vida de Monique.
No ano 1975, Monique já com seus quinze anos vislumbrava seguir a carreira militar, todavia, sentia muita atração pela carreira artística e essa dicotomia em relação à profissão a seguir fez com que ela não se dedicasse profundamente nos estudos e, como conseqüência não alcançou o seu objetivo principal. Não passou no concurso e tampouco seguiu a carreira artística que ela tanto sonhava e almejava.
Quando a conheci, ela estava com seus 50kg, manequim 36, com seus cabelos lisos castanhos escuros.Uma verdadeira morena trigueira, a qual deixava muito dos gaviões da área louco por ela, todavia, Monique sabia selecionar bem quem podia ser seu amigo ou quem queria se aproximar dela só para tirar proveito. Lutando por um lugar ao sol, Monique estudava informática, e quando a conheci estava fazendo naquele momento vários cursos da área e também fazia curso de modelo, porque ela ainda deseja ardentemente conquistar um lugar ao sol nesse ramo de atividade, mas para amenizar os custos dos cursos ela vinha trabalhando ardentemente e arduamente como balconista de uma padaria.
Motivos que a fez terminar seu namoro, não oficial com o Ricardo. Por que ele aproveitou sua ausência e esteve a noite toda com a Ana e no outro dia Ricardo não teve a devida coragem de assumir que beijara a Ana. Então, a partir daquele dia ficaram somente amigos, o qual perdura até os dias atuais.Por volta de seus quatorze anos, Monique começou a reparar que estava sendo paquerada por um rapaz que estava sempre passeando de bicicleta.
Em uma festa, a qual seu pai, senhor Antônio, mais uma vez não a deixou ir foi um dos na rua onde ela morava e jogando flipper e em um certo dia aconteceu que o irmão de uma grande amiga, a Vanessa, o apresentou em uma festa do colégio e ficaram namorando desde então e com ele aconteceu o seu primeiro beijo real e foi maravilhoso. Com Ricardo ela não o considera como primeiro beijo, porque ele não sabia beijar direito e o beijo do Vilernei a deixou nas alturas.
Desde aquele momento o Vilernei passou a ser muito importante em sua vida.
Ela, ele, e os amigos Vitor e sua irmã Vanessa passeavam bastante, às vezes deixavam de ir a aula para ficarem passeando pelo Roncalle e após isso iam para a casa de Vanessa ou do Vilernei. Até que Monique descobriu que ele também a traia com uma de suas amigas e isso a deixou muito sentida porque estava apaixonada por ele, mas mesmo assim, terminou com o Vilernei para que o caminho ficasse livre para quem o quisesse.
Mudou de colégio e no Otávio Pinheiro e veio a reencontrar uma de suas grandes amigas de infância, a Elisangela. Passou a estudar pela manhã e reatou seu namoro com o Vilernei. Era o ano de 1974, e Monique já estava com os seus quinze anos, porém sua cabeça ainda não estava se concentrando na realidade da vida e por causa disso ela matava muita aula para passear ou ir namorar o Vilernei pela praça de São Vicente, a qual é mais predileta e preferida por todos os alunos, ou seguia para a casa da Vanessa ou na casa dele e foi em uma dessas escapadas na casa dele que ela veio a ter sua primeira relação sexual real, porque nas escapadas ela só deixava ir até aos amassos, mas naquele dia sua excitação estava no auge e seu desejo por transar era intenso, bem como a sua curiosidade pela excitação que naquele momento a estava deixando totalmente fora do controle que quando sentiu já estava sendo penetrada, à vontade que tinha era que ele fosse ao máximo, então, quando o lado racional falou, ai já era tarde, relaxou e gozou pela primeira vez com o objeto de seu desejo dentro de si! Achou maravilhoso gozar, porém as conseqüências agora seriam terríveis! Contudo, absorveu tranqüilamente a nova situação da vida e dificilmente o fato, no pensamento dela, poderia vir à tona, já que não havia testemunhas e não seria ela que iria espalhar a notícia que havia entrado para o clube das mulheres. Entretanto, Vanessa, que também participara daquela memorável tarde de amor e aventuras, era muito emotiva e não reagiu conforme esperava Monique, começou a chorar bastante e afirmar que, o seu sonho de casar haviam sido destruído em uma tarde de loucura. Esse fato fez com que a aludida tarde viesse a ser descoberta por ambos os familiares, os quais reagiram de maneira completamente distinta um do outro tudo! Enquanto o pai de Vanessa deu apoio total à filha, caso ela viesse a engravidar, o pai de Munique, por causa da virgindade dela perdida, ficou por completo irado e decepcionado – ela era a razão de ser de todos os seus sonhos, Monique falhara e segundo a concepção dele, que uma filha que erra dessa maneira não merece perdão, então resolveu a expulsá-la de casa, nem sua mãe, Dona Fátima, deu jeito nessa situação.Monique teve que ir morar em Nova-Iguaçu com sua madrinha que por sinal gostava muito dela e não admitiu o que pai fizera com sua afilhada.
Após passar essa turbulência, a qual durou cerca de três meses, Monique foi autorizada pelo pai a muito contra gosto que ela voltasse para casa.
No seu retorno, ela já com a cabeça melhor, devido os conselhos da madrinha e de sua mãe ficou mais calma em relação aos seus namorados.
No início do ano de 1980, Monique viu pela primeira vez o Jefter e foi um amor a primeira vista, contudo ele era da pior espécie de homem e a fazia sofrer bastante.
Por causa dele ela deixou de freqüentar os bailes da época, porém eles se viam todos os dias, isso era mais um motivo de discussão em casa com seu pai. Jefter, até lhe pedia para namorar simultaneamente com outras meninas e ela tinha que suportar, porque gostava por demais dele.
Uma vez, ela estava na praça com sua amiga Fernanda e o ver chegando em um dos ônibus que estava passando no local. Ela o vê descendo, vai cumprimenta-lo; todavia Jefter não lhe dá a mínima atenção e vai a direção ao bar, local onde se encontravam os seus amigos. Isso foi demais para Monique.
No caminho de volta para casa, Aline lhe perguntou se poderia curtir uma noite com o jefter, já que ele estava assediando desde a sua chegada à praça. Monique lhe deu plena liberdade de ação, até porque quem teria que decidir seria logicamente o jefter, mas, lá no fundo do seu coração ela sentiu mais essa traição. Contudo, Aline desistiu porque achava o jefter muito infantil e positivamente ela gostava de namorar homens mais experientes.
Um dos seus amigos leais, o Rafael, após chegarem na casa da Fernanda a Aline começou a se insinuar novamente para o Jefter bem na frente da Monique que parecia que não entedia o que estava acontecendo e perguntava para si mesmo se aquilo era verdade – para aliviar a tensão Monique chamou Vanessa para conversar no canto, mas de repente ela vê o Jefter puxando a Aline para o corredor da casa e em seguida ficarem no maior amasso. As pernas de Monique tremeram instantaneamente e ela chorou pela primeira vez por causa de namorado ou amor não correspondido, isso era demais para ela!
As meninas que estavam na casa não aceitaram aquela desconsideração com a amiga comum e começara a esculachar a Aline.
Todos saíram e eles ficaram lá sozinhos. Os demais foram para um baile funk, o qual estava acontecendo na rua – entretanto, estava chovendo e eles se abrigaram debaixo de uma árvore até a chuva dar uma aliviada a fim de que eles pudessem chegar ao local que já fervia nas músicas.
No outro dia, por incrível que pareça o Jefter foi lhe procurar e como sempre ela aceitou as desculpas e ficaram no maior amor!
A traição de Aline a deixou muito mal em relação às amigas de Monique e a Fernanda chegou até a dar umas tapas nela com total apoio das demais amigas e até hoje elas não se falam.
Após sua volta à casa de seus pais, Monique foi estudar no CIAC, o colégio é especial porque tem de tudo para os estudantes. Além disso, lá tem um local bem especial para se namorar, segundo análise de Monique e era lá que ela e seus amigos ficavam mais à vontade e eles se divertiam bastante. Nos dias atuais, ela sente muita falta de seus amigos da época, principalmente da Fernanda, do Anderson, da Vanessa, do Felipe e do Wilson.
Era muita alegria e todos se divertiam, o tempo passava e eles não sentiam, já que não havia preocupação com ele.
Um dia, no último dia de aula, após eles se reuniram resolveram passear pelo bosque o qual fica próximo ao local e passo a passo, foram se separando por casais. Monique ficou sozinha com o Vilernei, o qual naquele dia estava bem carinhoso, coisa que ele não o era. Todavia, essa foi a última vez que eles se encontraram, mas, Vilernei foi nessa época quem mais marcou a sua vida principalmente porque foi por causa dele que ela saiu de casa e foi com ele também que Monique foi à cama pela primeira vez!
Após esse dia, tornou-se difícil eles se encontrarem por vários motivos cada um foi seguindo o curso que o destino havia lhe proporcionado.
Monique, na época que Dionísio a conheceu, trabalhava e perseguia seu sonho de ser atriz fazia três cursos ao mesmo tempo, tentava melhorar o seu relacionamento com seu pai, sonhava conhecer pessoalmente a algum artista ou cantor que lhe abrisse as portas para a vida na arte cênica, assim o tempo foi passando, a vida passando e Monique sonhando, às vezes, pensa que o verdadeiro amor está chegando então, vê que fora só mais uma ilusão, contudo, a bem da verdade, a realidade é que se apresenta é outra completamente diferente de tudo que ela pensa, contudo, ela acredita e luta por seus sonhos porque é uma mulher forte a despeito de seu aspecto frágil!
Na época, trabalhando duramente, Ela sonhava e busca atingir seus objetivos, só que agora ela tem, não ao seu lado, mas próximo de si e sem ter completamente nada consigo, uma pessoa que se preocupa com ela e a protege e ela já teve uma demonstração dessa proteção, fato este que ela não revelou para ninguém.
O tempo passou e Monique estava se preparando para o Vestibular de medicina, um dos seus grandes sonhos, a situação estava bem difícil, porém como sempre ela estava lutando contra as adversidades e tinha seu protetor, o qual era Dionísio. O mais incrível que pareça é que desde aquele tempo do café horrível, ainda não existia absolutamente nada entre eles, embora, algumas vezes ela aventasse essa possibilidade, principalmente quando se encontrava sem namorado, já que ela percebia que os lhos dele brilhavam quando estava com ela e ele estava por essa época, se encontrasse viúvo, mas logo passava esse devaneio da parte dela por imaginar que ela não a desejava como mulher, na realidade era um ledo engano da parte dela!
Dionísio a ajudou bastante. Primeiramente, ele fez uma assinatura da folha dirigida do caderno do vestibular e as questões que ela não conseguia resolver, Monique fazia com ele Veio a primeira prova e ela tirou conceito “B”, veio a segunda e decisiva prova e ela não foi classificada, ficou muito decepcionada, porém Dionísio fez vê-la que ela havia perdido apenas uma das batalhas e não a guerra em si e que aquela derrota temporária era mais um dos motivos para incentivá-la a estudar e se preparar melhor para o vestibular seguinte.E foi o que Monique fez após voltar a realidade.
Priorizou todas as suas atividades em função do vestibular e ao término do ano e não foi surpresa quando ela viu o seu nome na lista dos aprovados. Monique não conteve a emoção e chorou de alegria copiosamente.
Ela a partir daquele momento passaria ter uma nova fase de sua vida, tentaria esquecer todas as loucuras passadas e estudar para realizar o seu grande sonho. Fez matrícula e se direcionou a sua nova realidade.
Ainda estava nas nuvens quando um certo dia reencontrou um dos seus amigos do CAIC em um ônibus, era o Ricardo. Foi uma verdadeira volta ao passado, a qual lhe fez muito bem, até porque, ela estava por demais estressada das aulas daquele semestre.
Estava Estavam chegando as provas finais e um dos professores de anatomia e fisiologia passou para os alunos um trabalho para melhorar a média já que a grande maioria estava por um triz na aludida disciplina e era o caso de Monique, a qual estava na tangente.Contudo, devido ao excessivo número de turmas, os livros disponíveis na faculdade havia se esgotado rapidamente e praticamente, toda a turma de Monique, bem como a outras ficaram na berlinda.
Então, ela lembrou-se que a única pessoa que poderia ajudá-la seria mais uma vez o Dionísio, e foi o que Monique fez.
Telefonou para ele, lhe expôs o problema e Dionísio ficou de resolvê-lo o mais breve possível.
No outro dia eles se encontraram e Dionísio lhe entregou o livro em suas mãos. Mais uma vez aquele homem lhe tirara de uma situação apertada sem nunca lhe pedir nada em troca ou se insinuar para ela.
Monique se questionou, porque ela não começava a cortejá-lo? Já que estava há cerca de seis meses sem namorar firme e o fato dele ter quase o triplo de sua idade, para ela não era problema e desde que se conhecera por gente – nunca alguém tinha lhe demonstrado tanta atenção e carinho como o Dionísio, tal fato era por demais notório.
No ano seguinte chegara com vários problemas para Monique, ela pegou uma hepatite, após isso ficou duas semanas de cama por causa de uma dengue, mal ficou boa da dengue teve uma briga terrível com seu pai, por causa de seu atual namorado e ele pela segunda vez a expulsou de casa.
Era uma tarde de domingo, chovia copiosamente quando Monique deixou a casa de seu pai, indo direto para a casa de sua madrinha já que foi a única idéia que lhe passou pela cabeça.
Todavia, quando lá chegou já não se sentia bem porque havia pegado um resfriado forte anteriormente e aquele aguaceiro que foi obrigada a pegar piorou a sua situação. Monique ficou uns cinco dias de cama e quando melhorou, Orlando o qual fora o pivô de sua nova expulsão a levou à casa dele.
Seu Antonio não absorvera o fato, estava realmente muito triste e questionava com sua mulher, dona Fátima, como é que uma menina, estudante de medicina podia se enrabichar por um picareta como o Orlando, já que era esse o juízo que ele fazia de seu possível futuro genro. Orlando, na realidade, era um bom vivan; ele vivia de aplicar pequenos golpes em mulheres carentes de preferências aquelas que tinham dinheiro. No caso de Monique, ele não gostava dela o que o aproximou foi à possibilidade de, através dela, conhecer uma universitária rica de pai famoso, então ele estaria feito para o resto da vida.
Só que o golpe estava indo de ladeira à baixo, porque até aquele momento Orlando não conseguira penetrar no meio da vida social das universitárias, tal fato se dava porque Monique sendo pobre, não era convidada par as badalações da noite e quando o era não tinha capital para gastar. Então sobrou para Orlando a opção mais viável que era desfrutar o máximo possível daquela garota gostosa que ele jamais vislumbrara conseguir e sem qualquer possibilidade de morar com Monique e sim sempre desfrutar de bons momentos nos motéis da vida com ela, até porque Monique era considerada a garota mais bonita do bairro e a mais desejada por todos os homens e para Orlando era um verdadeiro estatus social ter em seu currículo uma mulher igual a ela, contudo, quase sempre era Monique quem patrocinava tudo.Agora, um novo estilo de vida se pronunciava e ele tinha que se adaptar o mais rápido possível.
Não durou nem um mês e as discordâncias começaram a acontecer, haja vista o verdadeiro desnível cultural entre ambos, mesmo com a paciência de Monique falando mais alto, sempre havia uma pequena divergência entre eles.
Orlando não respeitava Monique e quando eles saiam para qualquer atividade, ele paquerava abertamente outras mulheres e esse fato era motivo de mais uma briga quando chegavam a casa.
A vida de Monique de tranqüila tornou-se agitada e ela estava sempre mal humorada e de mal com a vida.
O tempo passou e a vida se normalizava entre ambos. Monique já aceitava as estripulias de Orlando, até porque, gostava muito dele e foi no clímax dessa situação ela engravidou e esse fato veio ainda distanciá-los mais ainda. Estava próximo da formatura dela e o clima estava por demais pesado na casa, Monique necessitava providenciar várias coisas para que sua formatura fosse um fato marcante em sua vida porque ela lutara com muito esforço para que isso acontecesse e tal sonho estava a três meses de se realizar. Porém o vil metal estava escasso na família. Seu pai, que poderia ajudá-la, ainda não havia feito as pazes com a filha porque não admitia vê-la junto com aquele pilantra, esse era o conceito dele sobre o Orlando. A mãe, também dependia do marido e os demais membros da família não tinham como ajudá-la. O Dionísio fazia bastante tempo que ela não o via e coincidentemente, desde o início do seu caso com o Orlando que eles não se viam. Ela já havia lhe telefonado várias vezes, contudo, o telefone chamava, chamava, chamava e ninguém atendia.
Um dia ela resolveu ir até a casa dele e quando lá chegou a encontrou trancada, ele havia se mudado para a cidade de Recife e nenhum visinho sabia o novo endereço dele.
Havia sido em vão a procura e mais uma decepção que se pronunciava em busca de ajuda.
Quando faltavam dois meses para a formatura quando eles tiveram uma briga feia e Orlando machucou Monique seriamente, esse fato fez com que ela perdesse o bebê e tivesse que ser internada em um hospital da rede pública por um determinado período. Ao sair do hospital, um dilema se apresentava em sua vida; porque, resolvera terminar o seu relacionamento com o Orlando e tal fato implicava em deixar a casa em que eles moravam. Para aonde ela iria? Esta era a pergunta em sua mente...
Foi morar até a formatura com uma médica residente que Monique conhecera por ocasião de um aciso feito pela faculdade com a população mais carente de Queimados e a amizade das duas ficou fortalecida com esse episódio.
Chegou o grande dia, todavia, Monique estava decepcionada, porque a pessoa que mais a ajudara e que proporcionara para ela está ali naquele momento não se encontrava presente e isso era para Monique um verdadeiro banho de água fria em sua festa.
Tudo ocorreu como o cerimonial fora previsto: champagne, discursos, muitos salamaleques, fofocas, alegrias, choros e muito mais; até porque naquele momento estava se concretizando o sonho e ideal, não só deles como dos pais de muitos que ali estavam presentes.
O desafio de Monique agora consistia em conseguir capital suficiente para montar o seu consultório, o qual, diga-se de passagem, era uma missão um pouco difícil, porque ela não tinha nem onde colocar a cabeça e dormir o sono da tranqüilidade.
Capítulo III
Então, o passo mais certo foi se aliar a outro médico em um consultório montado pelo o pai do Gabriel, assim se chamava o jovem médico amigo de Monique.
Todavia, mal Monique começara a clinicar, apareceu o Orlando a fazer novas investidas para recuperar aquele avião que ele infantilmente deixara escapar. Todavia, o propósito principal do Orlando era sem sombra de dúvida passar um pouco de tempo com Monique até que aparecesse uma mulher com capital suficiente para lhe dar boa vida, enquanto isso não ocorresse, Monique seria a ideal. Esse era o desejo e pensamento de Orlando, só que ele esqueceu de avisar ou combinar com Monique, a qual não mais estava a fim de curtir qualquer espécie de decepção em sua vida. Ao longo dela já havia tido muitas e não seria Orlando que a faria mudar de opinião naquele momento.
Contudo, Orlando não se deu por satisfeito com a negativa da jovem médica e passou a assediá-la constantemente, mas, como seus intentos não causaram o efeito desejado, então, ele resolveu vingar-se de Monique, passando a ameaçá-la, mas a jovem médica não deu a mínima atenção para as ameaças dele e esse foi um erro de estratégia grave porque, Orlando de fato cumpriu o prometido. Em uma tarde, após Monique sair do consultório no qual ela clinicava, deu de cara com Orlando que de imediato deu-lhe três tiros de revólver 38 a queima roupa. A jovem caiu estatelada no chão e Orlando disparou em direção contrária. Como sempre, ninguém viu nada e não ouviram nada. Um transeunte a pegou, parou um carro e Monique foi levada par ao Hospital Carlos Chaga entre a vida e a morte. Ela havia sido atingida no tórax, bem próximo ao coração, no rosto; com a bala passando perto do olho esquerdo e a outra bala quebrou-lhe a clavícula. O estado dela era gravíssimo! Quando dona Fátima e seus familiares souberam do fato – imaginaram logo que se tratara de assalto, o qual Monique reagira e o assaltante, por vingança tentara matar-lhe. A polícia abriu inquérito, mas caricia de dados técnicos a fim de que pudesse incriminar alguém. Monique estava no CTI do Carlos Chagas e foi depois transferida para O Hospital Souza Aguiar, o qual tinha mais recursos. Dona Fátima ficou desesperada com a possibilidade de vir a perder sua linda filha, linda no sentido mais amplo, como ela costumava se referir às amigas, não é só beleza que ela tem, minha filha é maravilhosa – ai costumava sempre fazer uma crítica ao seu Antonio Carlos, o marido, que ainda não havia perdoado o erro cometido pela filha na fase mais bela da vida, a juventude! E dizia: só o pai que é um cego é que não ver as qualidades dela. Dona Fátima ia todas as tardes ao hospital e passava pela CTI, a fim de se interar do real estado da filha, entretanto, ouvia sempre a mesma resposta: se ela não reagir, as possibilidades de sobrevivências são poucas. Então, ela se desesperava e começava a chorar.
No hospital, Monique era cercada de todas as atenções dos médicos, até porque entre os médicos que dela cuidavam havia dois que eram de sua turma de formandos e eles queriam a todo custo salvá-la, só que a paciente não reagia e tudo estava se complicando no dia a dia.
...Dionísio estava no Rio de janeiro e quando procurou por Monique, soube pela mãe dela do ocorrido, então, ele foi visitá-la e quando lá chegou, ficou completamente transtornado com o estado da jovem médica. Ele foi então até a administração do Hospital e após contatar com os médicos que a cuidavam, resolveu transferi-la para o hospital de base de Brasília e assumiu as despesas do hospital. No outro dia ele a levou para Brasília em um táxi aéreo fretado e quando lá chegou, ele a levou imediatamente para o hospital.
...Durante todo o tempo que Monique ficara inconsciente, sua alma saíra do corpo e ficava a observar os esforços dos médicos a fim de salvá-la. Ela não compreendia a dicotomia daquela situação, porque sua parte consciente flutuava e a outra parte de si estava ali inerte, sem qualquer movimento. A bem da verdade, ela já estava quase se aproximando do portal do túnel da existência quando Monique viu Dionísio chegar, seu desejo de voltar a animar aquele corpo inerte voltou imediatamente e como conseqüência, o corpo teve uma melhora substancial.
Dionísio, então resolveu cuidar da recuperação de Monique e a primeira providência foi arrumar a transferência dela para Brasília.
Depois de duas semanas após chegar a Brasília, ela saiu do CTI e três semanas depois pode ir para casa. Dionísio a levou para a sua residência na Chapada dos Veadeiros, bem ali no Alto Paraíso – GO, o qual dista cerca de 250km de Brasília. Monique ficou cerca de seis meses fazendo fisioterapia por causa do tiro recebido no rosto, o qual lhe prejudicara potencialmente, contudo, depois de haver passado por duas operações plásticas, Monique ficou mais bela do que antes e seu primeiro desejo era voltar a clinicar imediatamente. Agora ela estava novamente com seu padrinho a seu lado, ele a tinha salvado, com certeza , porque sentira que voltara das portas da morte e agora ela desejava fortemente aproveitar a vida, a qual era por demais bela!
Por Dionísio, o único sentimento que ela sentia era de uma profunda gratidão, no entanto, ela tinha que admitir que às vezes, pensava em ser algo mais para ele e ter um sentimento mais profundo por ele.
Dionísio, agora não mais ensinava, vivia na sua mini fazenda a cuidar de seus animais, pescava nos rios da região, ia pouco a cidade, curtia tudo de belo que a natureza pudesse lhe proporcionar, estava por demais feliz.
Assim que ele sentiu Monique totalmente recuperada física e mentalmente, em vez montar um consultório para ela, ele a convenceu a fazer um curso de pós-graduação na área de micro-cirugia, já que a jovem médica optara por ser cirugiã. Tal fato apesar de ter concordado a deixou em estado dicotômico, porque era seu desejo voltar a clinicar imediatamente. Então, Dionísio a fim de vê-la feliz, montou um pequeno consultório no Plano Piloto, bem na 510 N, praticamente na metade da Asa Norte e local bem privilegiado para comércio de qualquer espécie.
... Enquanto isso no Rio de Janeiro, Orlando aprontara outra. Ele havia se envolvido com uma jovem senhora, só que ela era mulher de um coronel de Exército. Um dia ele estava com o carro dela e resolveu passear pela cidade, então resolveu visitar um sargento que era amigo dele, só que ele foi ao quartel do militar. Estacionou o carro e mesmo antes de falar com o referido militar, o coronel que jamais ele suponha que estivesse ali se visse o carro dele e um estranho estacionar e descer do mesmo. Piragibe, esse era o nome do coronel, começou a confabular com o Orlando perguntado de quem era aquele carro lindo, porque ele o achava muito bonito. Ai, Orlando para se gabar foi logo dizendo: esse carro é de uma mulher que eu estou transando, ela é uma verdadeira mulher na cama! Então, ele foi esclarecendo as qualidades da mulher do coronel, o qual ficou fulo da vida. Mandou deter o Orlando no quartel até a chegada de Eunice, mulher do coronel. Foi o maior reboliço.Por causa desse rebu, os fatos ocorridos com Monique vieram à tona novamente e Orlando foi visitar o seu primeiro inferno, a prisão.
Em uma das celas da casa de custódia, a primeira coisa que ele pegou foi uma sarna braba, já que ele passou a conviver com mais de 300 pessoas num espaço previsto só para 120 pessoas.
O calor nas celas Subterrâneas era infernal, o convívio era por demais desumano.
Outro fator que ficou evidenciado para Orlando foi ele perceber as diversas formas de corrupção existente na carceragem. Uma visita fora de horário custava CR$ 20, 00, uma visita íntima custava CR$ 50, 00, ficar uma hora fora da cela, CR$ 10, 00, um cafezinho Cr$ 2,00 comida diferente, CR$ 15, 00, passear pelo pátio, CR 10,00.
E quem não recebia visitas e não tinha posses, para melhorar sua situação eles faziam de tudo, como por exemplo: faxina nas celas, lavar as roupas dos presos, passar as roupas, fazer comida. O Orlando estava nesse grupo porque ninguém vinha visitá-lo e isso o deixava mais e mais atordoado e desesperado.
Ele passava os dias atordoado e pensativo, contudo sempre receptivo aos serviços dos demais presos, até porque não tinha como passar uma vida melhor cadeia.
A vida lá dentro era uma verdadeira loucura porque existiam diversos estilos de pessoas e personalidades as quais tinham que se ajustar.
Orlando se desesperava a cada dia que se passava e sua distração principal quando não se encontrava executando serviços para os outros presos era escrever as cartas para os familiares, a pedidos dos companheiros de cela, bem como de ler as que chegavam.
Quando estava se aproximando o oitavo mês de sua prisão os miolos de Orlando começaram a falhar e ele teve que ir visitar o Manicômio Judiciário e lá visitou o seu segundo inferno, porque lá os doentes eram tratados não como doentes mentais e sim como presos e isso piorava a situação de muitos deles. Orlando ficou por cerca de dois meses até seu estado psíquico voltar ao normal.
Capítulo IV
Após cumprir um ano e oito meses de prisão, Orlando foi posto em liberdade, já que era réu primário e sua sentença fora de dois anos e nove meses mais trinta dias de multa.
Saiu da prisão revoltadíssimo e ele sabia que agora as oportunidades seriam diferentes, tudo ia ser mais difícil.
Pensou em procurar parentes no Paraná, mas estava descapitalizado por completo para tentar essa investida e como era muito orgulhoso deixou a idéia morrer no seu nascedouro.
Tentou todas as formas de trabalho honesto, contudo, nada aparecia para ele ganhar a vida honestamente.Até que um dia, em um jogo na maracanã, ele encontrou um ex-companheiro de cela que o convidou a participar de um assalto, o qual seria realizado em um dos carros da empresa de segurança da Brinks. Marcelo, o amigo em pauta, analisou com profundidade as chances do plano nos mínimos detalhes.
O carro passava e parava todas às quintas-feiras em torno de 16:00 horas em frente a uma birosca e um dos vigilantes sempre descia e pedia o resultado do bicho que havia dado às 14:00 horas, em seguida, ele fazia seu jogo, voltava e esperava um outro vigilante que pegava os malotes do supermercado que distava uns dez metros do local, em seguida ambos voltavam até o carro, o qual saia normalmente da área e iam embora.
Orlando, estava sendo convidado para dirigir o carro na fuga que prontamente aceitou a oferta, já que há mais de três meses que ele não tinha o prazer de colocar algumas notas em seu bolso.
Na quinta - feira seguinte, lá estavam eles esperando ansiosamente que a ação se desenrolasse: Marcelo, Orlando ao volante, Feliciano e Josafá: todos bem armados à espera do caro e da chance de realizar um golpe de sorte naquele assalto. Quando o carro encostou e após os dois vigilantes descerem; um para fazer o seu jogo costumeiro e o outro para pegar os malotes do supermercado, Feliciano encostou sorrateiramente do lado do motorista e lhe apontou um revólver calibre. 38mm, tirou-lhe a arma e o fez descer; Quando o segundo vigilante se aproximou do carro, ele foi rendido por Marcelo, o qual de imediato lhe tirou os malotes, nesse lapso de tempo, um terceiro vigilante terceiro estava abrindo a porta, porque era o tempo já suficiente para os dois voltarem e entrarem no carro, então, abriu a porta pensando que tudo estava normal como sempre acontecia, já que ali costumava ser um local de grande calmaria. Naquele exato momento, Josafá rendeu os dois vigilantes que estavam dentro do carro e como um foguete pegou três malotes e o jogou no carro deles com Orlando ao volante que encostou o carro bem paralelo ao local da ação. Em fração de no máximo dois minutos eles colocaram vários malotes dentro do carro, jogaram três granadas de efeito moral dentro do carro e uma granada defensiva de guerra, essa fez um verdadeiro estrago, não só nos vigilantes, bem como no carro em si e nos curiosos, os quais ficaram verdadeiramente apavorados e ninguém queria saber de nada ou comentar nada sobre o roubo. Eles ficaram completamente paralisados. Os celerados em fuga explodiram uma segunda granada e atiraram nos pneus do carro da Brinks, caíram na pista em direção à rota de fuga previamente estabelecida, sem antes dispararem para o alto e com isso apavorando mais ainda quem estava no local.Este episódio era sem sombra de dúvida para que ninguém observasse a rota de fuga. O carro da Brinks ficou por completo danificado e os vigilantes mortos. A polícia só chegou ao local vinte minutos depois do ocorrido, então começou o processo de captura; os bandidos dispararam como um raio em direção a avenida Brasil. Chegando perto da Unig, em são João de Meriti, eles se dividiram em dois grupos. O primeiro grupo composto de Marcelo e Feliciano pegaram seis malotes, conseguiram uma mulher na estrada e foi fazer um programa a três, aproveitando a ocasião para se entocarem no motel Lugano, um dos melhores da Região. O outro grupo composto por Josafá e Orlando foram em direção a Rio Petrópolis, em lá chegando, Orlando fez questão de dividir o capital, então, eles foram para lugar bem estratégico, uma igreja Católica, e para surpresa de ambos a soma do capital existente era por demais compensadora.Havia mais de $170.000,00 dólares em espécie cerca de 230.000,00 Reais em espécie e alguns cheques, os quais eles rasgaram para não sucumbir a tentação de tentar trocar. Foi um susto aterrecedor! Era uma soma espetacular, eles num golpe de sorte e sem querer, haviam ficado com a parte maior do roubo, já que o acordo feito previamente era de dividirem os malotes sem contar a quantidade de dinheiro existente neles, até porque, não era conveniente passar muito tempo contando cédulas, principalmente sabendo que toda a polícia da baixada estaria no encalço deles, sendo a procura por eles bem mais evidenciada. Portanto, cada grupo levaria a quantidade de malotes concernentes e boa sorte.A procura pelos assaltantes seria por demais evidenciada.
Resolveram se separar e cada um seguir o curso do destino. Orlando, comprou em uma farmácia local tinta para tingir os cabelos, depois comprou uns óculos escuros e um chapéu tipo caubói, em seguida foi para o terminal de embarque e comprou uma passagem para o Rio de Janeiro; antes de embarcar entrou em uma lanchonete e indo ao banheiro, fez a devida mudança da cor de seu cabelo. Com os óculos escuros e o chapéu, ele havia se tornado um novo homem. No terminal, ele entrou em uma loja e comprou uma pequenina valise na qual, colocou sua fortuna temporária dentro.
Quando chegou a Rodoviária Novo Rio, ele notou a presença velada de vários policiais que disfarçadamente circulavam pelas respectivas plataformas de embarque e também pelas filas de compra de passagens, mas como o seu aspecto, nada lembrava o Orlando anterior, ficou só a expectativa e rezando fervorosamente para o ônibus deixar o Rio de janeiro, visto que ele havia comprado um a passagem com destino a imediatamente a São Luís com o horário previsto para uma hora depois de sua chegada.
Fez uma viagem por demais cansativa, já que a estrada é péssima bem como os locais de parada, todavia, o seu plano de fuga estipulado anteriormente sem que os outros tivessem conhecimento estava em curso e dando certo. Sobre os outros, ele não queria saber qualquer espécie de notícias. Marcelo foi para Volta Redonda, mas cometeu a insensatez de toda vez que bebia no bar da esquina, pagava bebida para todos os presentes e após se embebedar, soltava a língua.
Sua tia Andreana, evangélica ferrenha, não demorou muito para perceber que ele era um dos responsáveis pelo grandioso assalto, o qual havia tornado manchete em todos os jornais e diariamente e até aquele presente momento, ainda não havia qualquer espécie de pista sobre o possível paradeiro dos militantes.
Então, quando Andreana foi à delegacia e relatou a sua suspeita, foi uma festa, para ver quem prendia o Marcelo primeiro, havia muito dinheiro envolvido naquele assalto e nenhum policial queria perder a oportunidade de pegar a sua fatia no bolo. A transportadora anunciara que o roubo total ultrapassava a soma de 250 mil dólares, que na época era uma verdadeira fortuna, considerando-se o valor de nossa moeda nacional.
Quando chegaram à casa de Andreana, Marcelo estava dormindo e não fez qualquer espécie de reação. Levou os policiais ao local onde ele havia escondido, o qual foi enterrado dentro de um saco plástico próximo a um pé de jaboticaba.
Havia cerca de R$ 35.000, 00 em espécie e R$ 8.500,00 em cheques, os quais estavam com os carimbos das respectivas firmas as quais se destinavam. Na delegacia só apresentaram CR$ 14.500,00, o capital restante foi dividido entres os policiais que prenderam Marcelo e obviamente o delegado. Na delegacia, somente os cheques e alguma parte do dinheiro se fizeram presente e disponíveis para serem observados por qualquer um, inclusive pela a imprensa. Após as devidas providências e o circo armado convenientemente, a imprensa foi chamada para a apresentação do assaltante. Flashes e mais flashes foram tirados do meliante, entrevistas e mais entrevistas com o delegado Caetano, o qual viu seu nome ser estampado em todos os jornais do Estado e foi obrigado a conceder várias entrevistas ao longo da semana. Só não sabia explicar, como havia chegado a Marcelo e tampouco o destino dos demais sem a informação de Andreana, a qual também se tornou suspeita de está acobertando perigosos assaltantes. Andreana, de religiosa ferrenha, tornou-se de repente em uma pessoa do mundo da perdição.
Somente na fase de inquérito foi que a vizinhança lhe resgatou a sua postura e fama de mulher que vivia especificamente para DEUS, então, foi provada por completo a sua inocência e o Ministério Público lhe retirou a acusação de não participação no grandioso assalto. Quanto ao delegado Caetano, ao ser questionado sobre o andamento das buscas, suas respostas eram sempre rápidas, mas evasivas, sem conteúdo lógico. Ele prendera um dos assaltantes num golpe de sorte, estava provisoriamente recebendo os louros da vitória, a qual não era merecedor.
... Josafá, que estava malocado em saquarema, ficou mais ainda atento as notícias e tinha o respectivo cuidado de só sair à noite. Passava o dia todo em seu quarto, na pensão em que estava hospedado. Ele era um intelectual, ficava a ler bons livros e confabular consigo mesmo sobre a vida, gostava muito de ler livros sobre lógica, o qual ele achava uma bela ciência e gostava de praticar e fazer exercícios sobre o tema em pauta; gostava também de analisar o porque das desigualdades sociais, suas causas e suas soluções.
Pensando nas reais possibilidades da polícia chegarem rápido até o local onde ele se encontrava, porque durante a primeira parte da fuga, ele comentara que iria curtir a vida nas praias de saquarema, local que ele tinha uma ex - namorada dos tempos de infância. Como era muito intuitivo, assim que explodiu a notícia da captura de Marcelo, ele sabia que se ficasse em Saquarema os seus dias de liberdade estariam reduzidos, portanto, o tempo urgia contra ele, havia necessidade de pensar em uma alternativa de fuga o mais rápido possível, até porque, era certo que a polícia já estava rondando a área, só não tinha foto real, mas as características físicas dele, bem como o retrato falado, eles já tinham obtido, era só questão de pouquíssimo tempo a sua queda.
Feliciano, fora o segundo a cair, esse era um verdadeiro imbecil! Não se importava com o perigo e não teve a percepção de vislumbrar a grandeza do assalto cometido, bem como no estrago feito nos vigilantes. A morte e o estado em que eles ficaram estavam sempre estampados no jornal, quando eles faziam menção às buscas ou qualquer notícia envolvendo o fato. Dois dias depois do grande roubo ele voltou bem próximo ao local do assalto com uma de suas namoradas, já que a natureza havia lhe dado uma beleza física que o tornava por demais apreciado pelo mundo feminino. Feliciano era cheio de namoradas.
Quando Marcelo relatou o seu nome e o local aonde ele morava, a polícia rapidamente chegou e o prendeu facilmente. Só que eles agiram rigorosamente dentro da Lei, porque o Dr Assis, titular da 57ª era uma pessoa por demais sincera e fixava por demais a moralidade, a honestidade e principalmente o seu nome e o de sua delegacia, a qual era bem vista pelo comando da polícia. Todo dinheiro e cheques apreendidos com Feliciano foram apresentados à imprensa, a qual fez o seu papel dando destaque ao dinheiro apreendido e a investigação e como a eficiência do delegado que chegou rapidamente ao assaltante. Feliciano, não opôs resistência. Na delegacia seu depoimento pouco ajudou na captura dos outros dois assaltantes, já que nada sabia do paradeiro dos demais.
Era um dia de Fla-Flu e o comentário sobre o jogo era geral na cidade e foi o dia escolhido para Josafá escapulir do cerco que a polícia havia montado. Comprou uma bengala, um óculos escuros, uma peruca apropriada; pagou a conta na pensão, entrou no primeiro bar, colocou peruca, os óculos escuros e foi para a rodoviária. Em lá chegando foi imediatamente ao banheiro, ficou por lá um bom tempo e só saiu de lá quando fizeram a terceira e última chamada para o embarque, examinou-se bem e já saiu de lá com o seu novo disfarce. Ele já havia comprado a passagem na noite anterior para Belo Horizonte, contudo, teve a precaução de deixar todo o dinheiro em uma valise no bagageiro do ônibus. Não queria arriscar passar por uma blitz na estrada e os policiais a abrirem sua pequena valise e encontrarem sua pequena fortuna. Chegou a Belo Horizonte pela manhã do novo dia, descansou e após o almoço foi até ao aeroporto a fim de comprar uma passagem para o Paraná, fez boa viagem e de lá seguiu destino para o Paraguai. Ninguém até hoje sabe qualquer notícia dele, sumiu na pista foi o mais inteligente dos quatro, como o era de fato.
Na manhã do outro dia de sua saída a polícia chegara até a pensão, porque o seu retrato falado havia sido passado para toda a localidade e uma hóspede o denunciara naquela noite, só que ela não sabia que ele já havia ido embora à tarde, até porque ele não havia saído com qualquer espécie de bagagem. A sorte de Josafá, mesmo com suas precauções, fora porque o policial que recebera a denúncia estava mais preocupado com a bela vitória do Flamengo que estava acontecendo no maracanã, do que em prender o assaltante em si, em conseqüência ele só repassou o informe para o delegado na manhã do dia seguinte. Quando eles lá chegaram, Josafá estava se aproximando de Belo Horizonte e mais uma vez deu sorte, porque a notícia sobre a frustrada captura só chegara às delegacias de Belo Horizonte à tarde daquele dia e quando chegaram Josafá já estava no Paraná.
No Paraná, a vida tornou-se bem fácil e ele conseguiu com toda facilidade possível através da ponte da amizade, alcançar o Paraguai, trocava o dinheiro semanalmente por dólares e passo a passo se tornou um comerciante frutífero, devido a sua sagacidade em saber negociar, e também motivado pelo seu grande raciocínio lógico que o deixava superior a qualquer comerciante da época.
De vez em quando, era obrigado a atravessar a ponte da amizade, mas, mesmo assim, quando o fazia ele tomava as devidas precauções. Embora com muito dinheiro, nunca fazia alarde de suas posses, se hospedava em hotéis três estrelas, não freqüentava cassinos e não participava de festas quando de suas estadas no Brasil.
Já Orlando, quando os rostos dos assaltantes pipocaram nas telas das TVs e dos jornais, mesmo disfarçado, sentiu-se ameaçado, porque sempre tem aquele tipo de pessoa que gosta de analisar as pessoas que chegam novas a qualquer localidade, então resolveu ir para o Estado do Amazonas, porque segundo o seu conceito, lá só havia índios ou pessoas de pouca cultura. Não demorou muito e ele alcançou Letícia na Colômbia e lá se tornou rapidamente um traficante de tóxico, entrando de vez no mundo do crime, contudo o seu maior desejo, ainda era matar Monique já que seu serviço não fora completo.
Orlando era incapaz de saber perder ou perdoar e por causa disso, tornou-se logo temido no mundo do crime local. Ele também a partir do momento que se tornou famoso na esfera do crime, na Colômbia, sabia como ficar imune as batidas policiais e mansamente engordava as contas bancárias das principais autoridades policiais da cidade de Letícia, as quais faziam vistas grossas a sua farta rede de distribuição de tóxico. Entretanto, ele por já se tornar famoso, já despertava interesse do grupo do cartel de Calle e um dos chefões do mesmo foi enviado a negociar com o Orlando sobre a venda de um grande carregamento de tóxico e de armamento para o Brasil, o qual entraria pela Baia da Guanabara, porém, antes haveria um pequeno carregamento que seria levado por avião, o qual o recimpiendário era um dos chefões do crime organizado de Paris. O homem escolhido para levar adiante a tal missão fora o Orlando. Ele mediu as conseqüências da mega operação e concluiu que a mesma era uma tremenda furada, porque sua rede de informantes já lhe havia adiantado sobre os federais, bem como as polícias dos Estados envolvidos estavam já de olho e sabendo dessa transação, e também porque em toda organização há sempre um traidor e ele já havia sido informado por um policial do Rio de janeiro, o qual fazia parte da folha de pagamento mensal de Orlando, quando de seus envios de armas ou tóxicos para o Estado, Dagoberto, o polícia tinha, a missão de proteger o carregamento até chegar ao destino, então ele pegava a sua receita e tirava alguns dias de férias em Bariloche com uma de suas mulheres. Então, Orlando expôs a sua opinião contrária ao projeto e o porquê de não aceitá-lo, já que as fronteiras estavam sendo vigiadíssima e seus contatos afirmaram-lhe que tal operação no momento era por demais arriscada e inviável.
Todavia, os barões do narcotráfico não ficaram satisfeitos e tramaram contra ele e na primeira oportunidade um de seus enviados, há despeito de toda segurança que Orlando estava envolvido, ele foi assassinado quando saia de uma boate. Seu carro explodiu tão logo o seu motorista deu a partida. Ai acabava a história de um oportunista e aproveitador de mulheres carentes que também conseguira num golpe de sorte escapar das garras da justiça, contudo, sua vida terminou de forma súbita. O que restou de seu corpo foi reclamado por uma de suas amantes mais chegadas que lhe rendeu as últimas homenagens em e um dos cemitérios de Letícia.
Enquanto isso, no Brasil e especificamente em Brasília, Monique estava concluindo o seu curso de especialização em microcirugia e no referido curso conheceu e se apaixonou por um médico que tinha dez anos a mais que ela, foi uma daquelas que arrebenta com todas as convenções e como conseqüência, casou-se com o Adriano, o qual descendia diretamente de espanhóis radicados em Brasília. Adriano tinha sangue basco em suas origens, era ciumento, muito inteligente, robusto, bonito, afável com as mulheres e um ótimo médico bem conceituado por seus pares, mas às vezes, cometia atitudes que fazia os demais médicos o respeitarem com mais rapidez. Ele se formara com 23 anos, portanto tornara-se um jovem cirurgião. Quando ele viu Monique ficou estarrecido com a beleza da jovem médica, a qual também balançou com o aspecto físico e com os galanteios de Adriano. Monique não queria se envolver, todavia, passo a passo ele foi dobrando a resistência de Monique que um dia capitulou e começaram a sair e daí foi um pulo para o casamento.
Esse fato foi um choque para Dionísio, o qual não expressava o amor que ele nutria pela jovem médica, então ele resolveu ficar de vez no Alto Paraíso, no seu sítio, o qual ele jogava tarô para muitas pessoas e realizava algumas tarefas nas cúpulas de Sant Gérmen.
As atividades dele o consumiam por completo e tal fato o fazia esquecer Monique.
O casamento, após um ano e seis meses começou a desmoronar, porque Adriano queria ser o dono absoluto de Monique; de dez em dez minutos ele ligava para ela e controlava todos os seus passos. Monique não tinha paz e tal fato a foi afastando dele. Adriana com toda a sua inteligência era incapaz de perceber o mal que ele estava fazendo a ele próprio.
Monique, mesmo gostando dele, resolveu se separar, contudo, Adriano não gostou da idéia porque em sua família ninguém até aquele momento havia se separado e não seria ele o primeiro a fazer tal coisa e sutilmente dissera para Monique que um militante basco “entenda-se “ETA”, o qual é um movimento armado de extrema periculosidade que matam, explodem, roubam, seqüestram e destroem por demais na Espanha.
Mais uma vez Monique se viu presa a uma pessoa que poderia ameaçar a sua integridade física. Foi imediatamente se aconselhar com o seu amigo e grande protetor, Dionísio.
Dionísio ficou por demais preocupado, porque um militante do exército separatista basco, mesmo distante de sua origem e de seu país eles têm um grande poder devido às ramificações que habitam em torno deles. Era mister que havia algo a ser feito e de preferência o mais rápido possível. Dionísio pediu que Monique deixasse a outra médica clinicando sozinha temporariamente, fez alguns contatos em outros Estados e dois dias depois Monique estava viajando para Recife, lá um Médico amigo particular de Dionísio lhe fez as honras, dando-lhe toda a acolhida necessária e provisória.
Dias depois a vida voltava ao normal para Monique, só que, ela andava agora sempre com um segurança disfarçadamente por perto.
Enquanto isso, em Brasília, Adriano procurava desesperadamente por Monique, até porque, ela havia deixado uma procuração com Dionísio, a fim de que ele resolvesse o seu caso na esfera da justiça, ele entrou com um processo de separação litigiosa e quando Adriano recebeu a intimação para comparecer em juízo, esbravejou de raiva, sua fúria era tanto que quebrou o copo, o qual estava bebendo café. Partiu imediatamente a procura de Dionísio a fim de saber em que local Monique estava vivendo. Ele já havia contratado três detetives particulares, porém, as buscas haviam sido infrutíferas até aquele momento. Monique havia desaparecido como um passe de mágica e isso ele não podia admitir que estava sendo lubridiado por uma jovem médica, a qual ele até pouco tempo tinha domínio total!
Sua vaidade estava sendo posta a prova e seu orgulho ficara por demais ferido.
Ele tinha que resolver isso o mais rápido possível e o primeiro passo dado foi procurar Dionísio, o qual havia ele sabia perfeitamente do carinho que Monique o dispensava. Dionísio não era o homem certo para ajudá-lo, até porque, ele o detestava.
Os dias se passavam e Adriano ficava cada vez mais nervoso e sua raiva estava sendo proporcional a saudades que ele tinha de Monique e ficou a ponto de explodir quando recebeu a comunicação do Oficial de justiça intimando-o a comparecer a audiência do Divórcio. Isto para ele foi à gota d’água, teria que achar Monique a todo custo, ele não poderia passar por uma humilhação deste tipo.
Dionísio sabia dos desejos de Adriano em relação a sua protegida e não estava em seus planos facilitar a tarefa dele.
...Estava se aproximando o dia da audiência e Adriano resolveu inovar em suas buscas por Monique. Ele escaneou uma foto dela e mandou fazer vários planfetos, os quais foi espalhando pela cidade, com os dizeres: recompensa-se com c$ 1000,00 a quem der alguma informação precisa sobre o destino de minha amada.
O rosto de Monique ficou estampado em todos os lugares públicos de Brasília e nas principais cidades Satélites. Durante quatro dias o telefone de Adriano não parava de tocar e chovia informações e cada um deles recebia um código pessoal sobre a citada informação, contudo, a despeito do excesso de notícias, todas elas eram só ilações das pessoas desejosas de ganhar um bom capital. Porém, o caso tomou porções não esperadas por Dionísio, porque, virou notícia no horário nobre da TV e foi editado em todos os jornais e quando isso aconteceu, o rosto de Monique foi enviado via Embratel para todo o Brasil e no dia seguinte Adriano já recebia notícias favoráveis.Monique, que também viu sua foto e o pedido de informação, logo se preocupou e queria ligar para o Dionísio, contudo, ao pegar o telefone, lembrou-se da recomendação de Dionísio para tomar cuidado ao ligar porque sempre haveria a possibilidade de alguém está na escuta com grampo, porque A família de Adriano era por demais influente e repleta de conexões em todos os ramos da sociedade. Então, ela foi até o primeiro telefone público e ligou diretamente para um centro de linha branca que ficava no Vale do Amanhecer e lá soube do local, o qual, Dionísio estava. Poucos minutos depois os dois estavam a confabular uma estratégia para que Adriano não localizasse Monique antes do dia da audiência que já estava bem próximo.
Dionísio pediu que ela entrasse em contato com um mestre maçônico de uma das Lojas de Recife e após tal contato ela ficou provisoriamente três dias morando na Loja e esse fato fez ruir os planos de Adriano que ficou irado de tanto ódio.
Todos de pé! A MM Srª juíza Drª Marina Cortez dará início à sessão na 12ª vara de família.
Todos se levantaram... De um lado O Dr Dagoberto de Toledo, Dionísio e o Advogado auxiliar. Do outro lado da mesa se encontravam: Adriano, O seu advogado, Dr Otacílio e uma bela estudante de direito que o auxiliava.
Então, foi lida a petição de solicitação de desquite e após a aludida leitura, a mm juíza perguntou a Adriano se ele estava concordando com os termos da petição solicitada por sua oponente, sua atual mulher. A palavra lhe foi franqueada e Adriano relatou que não concordava em hipótese nenhuma com o pedido de desquite solicitado, até porque seu maior desejo era ter a sua mulher de volta e que faria todo possível para que ela voltasse. Então, ele relatou as suas recentes loucuras para poder encontrar a mulher, que estava ausente de casa há mais de seis meses e acusou Dionísio como sendo o principal responsável pelo desaparecimento e principalmente por mantê-la escondida sob sua guarda.
Ai, juíza o questionou sobre a veracidade de sua sentença formulada e as conseqüências de tal afirmação. Então, Adriano suavizou e disse que era só conjectura de sua parte, mas, que tudo que afirmara poderia ser verdadeiro.
Após sua fala, a MM juíza Marina Cortez, passou a palavra ao advogado de Dionísio, o qual formulou expressamente o desejo de seu cliente, sem perda de qualidade judicial e a sua cliente assumiria as custa processuais da petição supracitada, também não desejava qualquer espécie de benefício que a Lei, por ventura, lhe auferisse. Ela desejava simplesmente a separação, porque havia entre ambos uma total incompatibilidade de personalidades e Adriano já havia lhe atentado contra sua vida, cuja ameaça encontrava-se registrada na 5ª delegacia, na ASA Norte e cujo registro achava-se nas folhas três e 4 da aludida petição. O Dr Dagoberto, relatou ainda que sua cliente havia causado o abandono do lar por temer a qualquer momento ser trucidada pelo Médico, embora presumidamente seja uma pessoa de bom caráter e socialmente equilibrado, mas que ao longo do convívio tornou-se uma pessoa por demais ciumenta e terrivelmente perigosa á integridade física de sua cliente, portanto, nada mais justo a solicitação do pedido do desquite em caráter irrevogável.
A MM Juíza Dr Marina Cortez, solicitou que ambos fizessem suas alegações finais por escrito, já que não havia possibilidade de reconciliação e que ela daria o seu parecer no tempo previsto na Lei. Contudo, dirigiu a palavra ao Dionísio e solicitou que ele respondesse sobre as acusações que lhe fora imposta por Adriano.
Dionísio então, tirou do bolso um telefone celular, fez uma ligação e quando a pessoa do outro lado o atendeu após os cumprimentos iniciais passou o telefone para a juíza que conversou diretamente com Monique, como nada foi constatado, ela então, liberou Dionísio e aos demais.
Dez dias depois saiu o veredicto; Monique tivera o seu pedido de desquite homologado pela Juíza com todas as beneficias prevista na Lei, a juíza em seu despacho alegou que Monique não poderia desfaz esses de benefícios, os quais estavam previstos em Lei.
Tal fato deixou Adriano com mais ódio da jovem médica, todavia ele nada poderia fazer porque, foi explicitado que ele não poderia se aproximar da jovem médica num raio de vinte metros e se qualquer tentativa a integridade física da médica, seria imediatamente solicitada a sua prisão, portanto, que ele ficasse bem alerto para tal recomendação.
Três dias depois Monique pode voltar à Brasília com toda tranqüilidade que lhe é peculiar.
Esse sossego durou pouco, porque um mês depois de sua volta, ela recebeu um telefonema de sua mãe, a qual solicitava de imediato a presença dela no Rio de Janeiro, porque seu marido estava muito doente e ela necessitava muito dos seus préstimos na qualidade de médica e também no aspecto financeiro, porque a situação em casa estava por demais periclitante e urgia a presença dela.
Ela veio ao Rio de Janeiro e chegando à casa de seus pais foi que Monique pode aquilatar a real situação. Seu pai estava muito mal, com uma cirrose hepática provocada pelo excesso de álcool consumido sem moderação ao longo dos anos e para completar o quadro clínico desfavorável, ele também estava com um enfisema pulmonar por causa do cigarro.
Sem dinheiro para fazer um tratamento adequado, a situação havia piorado até chegar ao ponto crucial em que se encontrava.
Sendo o seu Antonio, muito orgulhoso, jamais admitia ter que recorrer a jovem médica, a qual ele havia expulsado de sua casa por duas vezes. Contudo a realidade presente não possibilitava este tipo de pensamento e seu Antonio teve que se ater à realidade.
Monique o levou até ao Hospital da beneficência Portuguesa, o qual fica lá no catete e imediatamente tratou de amenizar a situação financeira na casa de sua mãe.
O quadro clínico de seu pai era o pior possível, a bem da verdade, só houve tempo para uma reconciliação entre ambos, porque o mesmo veio a falecer a duas semanas depois que ela estava no Rio de janeiro.A despeito de haver um distanciamento entre ambos por um bom tempo, a linda morena sentiu por demais a partida do seu genitor para outras terras as quais ninguém tem ainda a resposta concreta o local exato e se há o retorno ou simplesmente o fim de tudo.
Voltou pensativa sobre a existência do ser humano e quando chegou à Brasília tratou de se filiar a uma sociedade de estudo existencial, A Rosa Cruz a qual, por muito tempo passou a ser um local de estudo privado que a tornava uma mulher mais e mais espiritualizada, forte por demais criativa e com muito mais cultura.
Capítulo V
A partir do exato momento que Monique teve consciência de sua liberdade conjugal, procurou distanciar-se um pouco dos homens e voltar-se mais um pouco sua espiritualidade, até porque com ao falecimento do seu genitor, embora ela fosse uma médica e estivesse há muito tempo acostumado com esse tipo de coisa ao longo do seu curso de medicina, contudo quando o fato ocorre junto em nossa família, ai, nos sentimos e principalmente quando é um ente querido.
Em síntese, Monique ficou por demais abatida e resolveu se aprofundar no campo do esoterismo.
Adriano, de vez em quando ainda fazia as suas investidas, mas após sentir que não havia mais jeito, ele resolveu afastar-se por completo, até porque ele não obtivera prejuízos pecuniários com a separação e por ser, como toda a sua família, muito pragmatista o valor do vil metal falava sempre mais alto.
Já havia se passado seis meses desde a separação e Monique morava no Plano Piloto e passava os fins de semana na fazenda de Dionísio, no Alto Paraíso e sistema sexual de Monique estava a ponto de explodir devido a sua jovialidade e sua saúde exuberante em todo os sentidos, então em uma manhã de sábado ela foi para o Alto paraíso e quando lá chegou era por volta das 09h, Dionísio ainda estava fazendo o seu desjejum e a convidou para acompanha-lo e foi o que ela fez, até porque Monique gostava das frutas típicas da região que ele costumava degustar, bem como do bolo de aipim, fruta – pão e outras variedades e guloseimas que estavam sempre presente à mesa.
Após o desjejum, Dionísio foi à sauna a vapor, a qual ficava em um dos reservados da mansão e lá ficou relaxando, enquanto Monique organizava os alimentos para aquele sábado. Depois que ela passou todas as ordens concernentes à cozinheira, ela foi colocar o seu biquíni porque também desejava curtir uma sauna.
Monique colocou um biquíni que parecia mais um fio dental do que propriamente um biquíni e juntar-se ao Dionísio. Após alguns minutos, Monique lhe solicitou que ele lhe massageasse o corpo dela – então Dionísio pegou o óleo aromático e começou suavemente a lhe massagear o pescoço. Monique, que se encontrava sentada ao seu lado, deitou-se para que ele pudesse massagear todo o seu corpo e quando ele tocou suavemente parte dos seus seios, ela vibrou de emoção então, lhe pediu que ele continuasse a lhe massagear os seios e quando ele o fez, Monique foi à loucura e pouco minutos depois eles se encontrava fazendo amor pela primeira vez após 10 anos que eles haviam se conhecido.
Ele o fez com tanto carinho que Monique chegou ao orgasmo por mais de três vezes ao longo daquela jornada amorosa. Ela nunca tinha sentindo tanto prazer como naquele dia. Eles ficaram cerca de três horas na sauna e no amor e quando de lá saíram, ambos estavam completamente esgotados. Monique sabia perfeitamente que não amava aquele homem,
contudo, ela jamais poderia negar para si mesmo que ele era sem sombra de dúvida o homem de sua vida, o homem que ela necessitava está sempre ao seu lado a despeito da diferença de idade, então Monique chegou a conclusão que não poderia perdê-lo para outra mulher, porque, ela sentia essa possibilidade, já que Dionísio era por demais paquerado por várias mulheres que iam à mansão a fim de que ele jogasse o tarô para elas, todavia, ela também tinha consciência que Dionísio era Completamente apaixonado por ela, entretanto, ele nunca havia lhe feito qualquer espécie de declaração, mas o que ele já havia feito por ela suplantava qualquer espécie de declaração.
Após o almoço, eles foram descansar e dormir porque, mas antes que o sono chegasse, Dionísio mais uma vez fez o salão de festa de Monique brilhar com intensidade e ela gozou intensamente como nunca havia gozado antes. Ali, eles estavam em uma cama com todo o luxo possível e Dionísio a fez vibrar intensamente e mais uma vez ela se convenceu que jamais poderia perdê-lo!
Dormiram até as oito da noite, quando acordaram foram a uma das cúpulas de Saint Germain e lá participaram de um dos rituais, o qual estava previsto para aquele sábado, que era a purificação pelo fogo.
Esse ritual se compõem de vários cânticos, orações e mantras e cada pessoa coloca em uma minúscula urna todos os seus defeitos que ela deseja se libertar e também todos os pecados cometidos, dos quais ela se lembra. Após estarem todos eles juntos na urna, então se coloca álcool e um pouco de uma substancia aromática e queima-se e durante a o período que a mesma está queimando há um cântico e muito mantras. Esse ritual, normalmente é feito em véspera de fim de ano ou quando é solicitado por alguém, é muito belo.
Até aquele presente momento, ambos ainda não haviam se pronunciado sobre o acontecido, parecia que nenhum dos dois queria comentar – Dionísio, porque até aquele momento achava que estava sonhando, que o fato não havia ocorrido. – Monique estava ainda nas alturas e um pouco envergonhada de ter tomado a iniciativa brusca, já que havia um respeito por Dionísio por demais, mas, o assunto teria que vir à baila e foi ela que começou.
Então, você gostou da maçã da princesa? Porque você foi ótimo, simplesmente maravilhoso!
Confesso que esperava por isso há muito tempo, mas você nunca fez menção que me desejava como mulher e isso faziá-me aproximar de pessoas feito Orlando e Adriano, os quais só me fizeram mal.
Sua maçã é por demais maravilhosa! E você sabe muito bem que eu sempre gostei de você, a bem da verdade, sempre fui apaixonado por você e desde aquele dia que te vi pela primeira vez que gostei de você.
Foi por demais terrível aceitar conviver com seus namorados, mas, agora penso que começamos a nos entender, não é verdade?
Monique não respondeu; simplesmente o abraçou e o beijou...
Na segunda –feira, ela ligou para o consultório e solicitou que a Dr Verônica atendesse no seu horário por uma semana, porque Monique iria tirar umas férias de sete dias.
Após a confirmação de Dr Verônica, Monique e Dionísio foram curtir uma Lua de mel em Caldas Novas – GO. Foi uma semana de amor por completo na Dionísio ficou em estado de êxtase emocional e Monique estava sendo tratada como se fosse uma verdadeira rainha.
Todos os seus desejos eram plenamente satisfeitos, mas quando a realidade se fez presente era hora de acordar e foi o que ambos fizeram.
Monique voltou a trabalhar no seu consultório no Plano Piloto e começou a se concentrar nos estudos para o concurso do Hospital Sara Kubstcheky, na Asa Sul e no do Hospital da Asa Norte. Ela estudava com afinco, só que um fato novo veio deixá-la indecisa em relação a estudar com profundidade.
Após dois meses decorridos de sua lua de mel, Monique teve um pequeno desmaio em sala de aula e após fazer os exames concernentes ela constatou que se encontrava grávida pela segunda vez, esse fato deixou-a em verdadeiro estado de graça, porque, quando ela perdera seu primeiro bebê, o médico previra ser muito difícil que Monique voltasse a ter filho e ela já havia perdido as esperanças de ser mãe e eis que de repente estava sendo abençoada com um filho lhe chegando à porta e logo de Dionísio.
Quando ela deu a notícia para Dionísio ele explodiu de alegria e contentamento. Monique agora não era mais uma princesa, tornara-se uma verdadeira rainha e ele passou a viver em função da chegada do filho. Contudo, Monique continuou seus estudos até a realização do concurso e obteve aprovação em amos, só que ela optou em assumir no Hospital Sara Kubstcheky, mas teve logo que solicitar licença à maternidade.
Há trinta de maio de 1977, Celina fazia o som de sua voz ser ouvida por todos que a esperavam no hospital de base de Brasília. O som de sua voz foi maravilhosamente ouvido e esperado ansiosamente por seus pais. Celina chegou linda, tão linda quanto à mãe e logo se tornou o xodó do pai – Dionísio ficou tão feliz com a chegada da filha que fez um churrasco que durou dois dias – seus principais amigos de Brasília e arredores vieram saldar a nova princesa e esse acontecimento, quando chegou aos ouvidos de Adriano, tornou-se mais um motivo de ódio contra Monique – ele ficara com aquela linda mulher durante quase dois anos e não conseguira lhe engravidar, isso ele admitia ter acontecido. Para uma família de descendente basco, isso era uma verdadeira desonra.
Ele estava ainda proibido de se aproximar de Monique, mas desejou ver a filha dela, até porque, ele ainda estava caído por aquela mulher, era assim que ele a citava em conversa com os amigos. Então, ligou para Adriano e solicitou autorização formal para levar um presente à criança, foi concedida e Adriano quando viu a beleza da linda menina ficou boquiaberto e ao mesmo tempo com inveja, como ela podia ser tão linda e não ser sua filha, aí, ele teve que engolir a sua indagação e chegou a conclusão que os ciúmes exterminara a sua felicidade.
Capítulo VI
A menina crescia saudável, peralta, muito trigueira; todavia; encantava a todos que travavam contato com ela e cercada de todo o carinho possível por parte dos pais e principalmente do Dionísio que depois de nascimento dela se cercou de toda a precaução possível em relação à filha. Celina tinha uma babá, a qual lhe dispensava o maior carinho, até porque, Janete, a babá, não tivera filhos e quando Dionísio a convidou para ser a babá oficial de sua filha, ela não titubeou e aceitou imediatamente. A menina era muito arisca e levada e isso proporcionava uma verdadeira fonte de contentamento para todos os integrantes da casa devido às travessuras de Celina.
O tempo passou e quando acordaram, aquela menininha peralta estava se tornando uma adolescente por demais linda e extremamente sensual. Sua mãe, durante esse tempo todo da infância de Celina estudara bastante se especializava com mais eficácia em seus estudos – foi convidada a fazer um curso de cirugiã do miocárdio na Universidade de Harvard e tinha que optar em ficar distante dos seus antes queridos ou se especializar, entretanto, ela como antes, teve o apoio total de Dionísio e providenciou tudo para que ela pudesse seguir em frente em seus estudos.
Monique ficou em Harvard por dois anos e quando de lá chegou, veio com muito mais capacidade intelectual e profissional.
E não foi surpresa depois de seis meses ela ser convidada a assumir a direção da microcirugia do Sara Kubstcheky tornando-se a primeira médica a ser responsável por aquela ala.
Monique já era admirada como médica e a partir de sua nomeação tornou-se muito mais respeitada devido a sua condição de chefe e de sua capacidade médica.
Às vezes, Monique navegava no mar dos tempos e recordava-se dos tempos de Roncalle, Maringá, Vila Pauline e de seus amigos de colégio, seus primeiros casos amorosos, suas decepções..., Mas ela lembrava-se principalmente do dia que ela veio a conhecer Dionísio, dia este que modificou sua vida para sempre.
Monique sabia perfeitamente que não amava Dionísio, entretanto, ela tinha plena consciência que não poderia viver sem ele ao seu lado e iria sempre bendizer o dia que eles se viram pela primeira vez. Ela poderia conhecer qualquer espécie de homem que jamais trocaria o seu Dionísio por qualquer um deles. Mesmo que ele não tivesse gás suficiente quando ela estivesse já na casa dos quarentas, ela estava certa que não o trairia, ela sempre o respeitaria.
Dèsiré depois de quatro anos ganhou um irmão, foi um parto por demais difícil e Monique optou em fazer uma cesárea a fim de fazer a ligadura de trompas.
Rafael, assim se chamava o mais jovem componente da família Oliveira e Dionísio aproveitou o evento para providenciar o casório, quando do batizado do menino. Assim como Dèsiré, Rafael era excessivamente levado e cheio de energia ao longo da infância e logo sua abstração pelas exatas tornou-se visível. Rafael gostava por demais de brinquedos que exigia raciocínio lógico e quando começou seu estudo escolar, a Matemática era sua predileta. Cedo já começava a se destacar entre os demais alunos. Celina brilhava nas humanas, havia sem sombra de dúvida adquirida as características humanas da mãe e como conseqüência, gostava por demais das artes e da biologia.
Capítulo VII
Foi em mês de janeiro que ocorreu o inesperado, tudo estava ocorrendo normalmente, todavia Monique estava sempre ansiosa e não sabia o motivo.
No final de semana chegou a notícia que ela estava esperando e que a estava deixando ansiosa, ela havia sido convidada a assumir uma cadeira na Universidade de Oxford, na Inglaterra e havia e urgia de tomar novamente uma decisão difícil, mas um outro fato a deixou por demais traumatizada e fragilizada e completamente traumatizada. Seu chefe imediato, Claudeci, morrera em um desastre de avião, o avião da TAM, que vinha de São Paulo para o Rio de Janeiro, com conexão com Brasília caiu e morreram todos os passageiros. Aí, ela teve que cancelar sua viagem provisoriamente para poder está presente nos funerais porque Claudeci, sem sombra de dúvida era um grande amigo da família e também um excelente chefe.Ele havia sido um dos seus principais incentivadores quando Monique estava estagiando logo após a conclusão de seu curso.
Ela tinha que está à frente de quase tudo, até porque Monique era a vice-chefe do Hospital e conseqüentemente, ela iria assumir a chefia do mesmo. Monique estava se tornando a mais jovem médica a tornar-se diretora geral de um grande Hospital do país, ela não estava realmente acreditando que tal evento estivesse acontecendo com ela. Chorou muito, de pesar e de ter que assumir uma responsabilidade bem nova, porém essa carga ela teria que suportar porque muita gente confiava nela e Monique não poderia decepcioná-los.
E foi o que ela fez realmente. Cancelou sua ida à Oxford e passou a dedicar-se mais e mais a vida sedentária hospitalar, contudo, jamais deixou sua família largada, sempre que possível, pegava as crianças e passava à tarde no Parque da Cidade ou ia passear nos shopping com elas. Dionísio ficava para uma tarde de sábado de amor, que sempre ocorria e a deixava cada dia mais louca de desejo e principalmente ansiava que os dias passassem rápido a fim de que o sábado fosse de amor por completo.
Quando ela estava em estado contemplativo perguntava para si - Como foi possível eu perder mais de dez anos de amor e harmonia com uma pessoa como Dionísio?
Ao passo que ela mesma respondia – Foi à vida que dá muitas voltas e nos causas grandes surpresas, como poderia adivinhar que ele era o meu homem ideal?
O homem que me faria feliz.
Havia muita cobiça pelo cargo e um jogo de boatos começou a circular pelo Hospital, então Monique pediu uma orientação a Dionísio e este lhe disse que o melhor que ela tinha que fazer era convocar uma assembléia com todos os diretores adjuntos e analisar o que o Estatuto previa e após isso se o estatuto previsse que assumisse o (a) vice – diretor, ela não deveria titubear.
Todavia, Dionísio sabia perfeitamente da oposição que haveria a sua mulher à frente da direção do hospital e as intrigas e tramas viriam à tona com facilidade e o melhor que ela deveria fazer seria assumir e depois renunciar em prol do presidente do Conselho Fiscal e conforme previa um artigo do Estatuto, ele seria empossado, mas com certeza os grupos que lutavam pela direção do Hospital iriam se digladiar em busca do poder.Com isso, Monique deveria seguir para fazer seu curso na Universidade de Oxford “Inglaterra” e deixar o circo pegar fogo e os ambiciosos se destruírem ao longo de sua trama. Então, quando ela voltasse estaria com toda a moral para assumir qualquer cargo e principalmente sem oposição, devido ao seu novo grau de conhecimento.
Foi o que Monique fez, mas seu coração ficou por demais dividido, porque ela amava demais seus filhos e principalmente estava já apaixonada por Dionísio e para ela iria ser muito difícil conviver por três anos distante deles, porém todo crescimento tem seu tempo e seu preço e ela não poderia deixar passar o seu.
Foi para Inglaterra e lá estudou e se preparou por três anos naquela cidade fria e sem emoção humana, embora seja uma grande metrópole européia de cultura secular, porém tem um que de frieza principalmente para com seus visitantes.
Monique vivia uma verdadeira dicotomia existencial, as lembranças do Brasil e da família sempre se faziam presentes e a conquista pelo diploma pesavam no seu dia a dia.
Às vezes, ela saia à noite a fim de curtir um pouco nos Pubs de Londres e amainava as saudades da família, entretanto, algumas vezes a emenda tornava-se pior do que o soneto porque à volta a deixava na mais completa abstração.
Foram três longos anos de estudo, saudades e sofrimento; mas, depois da tempestade veio a bonaza e ela chegou com sua volta ao Brasil. Quando aqui chegou, Monique assumiu por direito a clínica cirúrgica e fez diversas modificações as quais tornam o Sara Kubstcheky um dos mais conceituados e respeitados hospitais do país, então a classe dirigente não teve argumentos para lhe fazer oposição quando Monique se candidatou e venceu as previas para a direção do mesmo.
Mas, durante o processo, ela foi sondada para se afiliar ao PT de Brasília, o qual é um partido por demais atuante na grande Brasília e nas Satélites. Ela o fez e se candidatou a deputada distrital, fez uma campanha regular, sem muito alarde, todavia sua fama de boa administradora já estava na boca do povo e as modificações e benfeitorias feitas por ela já estavam na boca do povo. Monique foi eleita com boa margem de votos na coligação PT/PDT e com isso uns dois deputados que tiveram votação não expressiva se elegeram graças à boa votação obtida por ela.
Monique, mais uma vez renunciou a direção do hospital e iniciou sua vida pública.
Em seus sonhos, ela jamais havia suposto alcançar tal façanha, todavia, já que estava lá, urgia trabalhar em prol dos mais necessitados e foi o que ela fez. Monique fazia uma política de itinerante. Todos os seus assessores eram obrigados semanalmente a percorrer as satélites e pesquisar os principais problemas das cidades, então, ela fazia um projeto junto com os assessore e enviava à câmara, depois começava a angariar votos para vê-lo aprovado. Com isso, Monique conseguiu uma grande quantidade de projetos aprovados, seu conceito entre os parlamentares era o maior possível, entretanto, havia uma ciumeira enorme dela, por causa do seu crescimento político.
Eles fizeram muita pressão sobre as atividades de Monique e ela teve que arrefecer um pouco o seu trabalho a fim de que eles a esquecessem por um pouco.
Então, Monique teve que olhar com os olhos mais atentos para sua clínica cirúrgica, porque o Hospital estava passando por uma crise financeira e os recursos estavam limitados.
Aí, Monique colocou em prática tudo que havia aprendido no exterior e também um pouco de sua visão futurísticas e holística. Começou por fazer um planejamento a curto, médio e em longo prazo, para sanear as finanças. Depois fez outro plano para aumentar as receitas que culminou com a súbita diminuição dos custos.Monique, na qualidade de vice-diretor da rede hospitalar foi se tornando uma pessoa por demais atuante e conhecida, a bem da verdade, ela era mais conhecida por seus predicados médicos do que por sua atividade política a despeito de também ter uma grande influência.
...Enquanto isso, Celina começava a sentir o gosto pelas atividades da mãe e sempre que possível ela comparecia ou viajava com a mãe nas inspeções que ela fazia nos hospitais da rede conveniada e nessas horas Monique tinha que responder uma série de perguntas que a menina questionava. Celina gostava de saber de tudo nos mínimos detalhes.
No auge da felicidade, novamente Monique teve que absorver uma tristeza profunda a qual se deu com a partida prematura de Dionísio, o qual veio a falecer devido a um acidente de carro, bem ali na descida de Sobradinho próximo ao posto de gasolina. Foi uma verdadeira bomba este fato. Novamente ela estava sozinha e teria que levar a frente todos os projetos dele no Alto paraíso. Isso para Monique era sem sombra de dúvida uma realização que ela tinha que fazer acima de qualquer projeto seu, ela passaria por cima de tudo para ver o sonho de Dionísio realizado.
Fora ele que lhe proporcionara o que ela havia chegado a ser agora, fora ele que lhe reanimara a vida quando estivera entre a vida e a morte, a livrara de Adriano, lhe dera dois lindos filhos, lhe proporcionara ser uma mulher feliz, Monique tinha uma imensa gratidão por Dionísio e sua partida representava para ela uma ausência muito forte e um tremendo vazio que para ser preenchido iria demorar muito tempo. Logo após os funerais, a primeira coisa que Monique fez foi se mudar para o Alto Paraíso, a fim de acompanhar de perto a construção do templo de San Germam.
Ela deu um tempo nas atividades médicas, até porque seu coração estava muito sentido e vazio. Os médicos, de um modo geral absorvem a morte com muita facilidade, contudo, às vezes, esta regra é quebrada; principalmente quando há uma relação de sentimento mais profunda, aí o coração sempre fala com mais profundidade e os sentimentos pela pessoa que os deixara transborda sem qualquer resistência
...O tempo passou e Monique resolveu voltar com força nas suas atividades parlamentares a fim de que a vida seguisse o seu curso normal. Ficou enojada de tanto ver trapaças e maracutaias entre os parlamentares que não lhe sentiu a menor atratividade em se candidatar à reeleição.Monique optou em encarar de frente a direção da clínica cirúrgica do Sara Kubstcheque e nesse particular ela sabia fazer bem feito.
Enquanto isso, seus filhos cresciam e se destacavam em suas atividades escolares e isso deixava Monique cada vez mais feliz e ela foi paulatinamente se afastando das atividades hospitalares para se dedicar com afinco na criação de seus dois tesouros, como ela os definia.
Celina tinha uma grande inclinação à vida médica bem como à vida artística era uma doce dicotomia que ela ao longo de seu crescimento teria que se pronunciar e se definir. Dèsiré gostava em excesso de piano e normalmente tirava as músicas de cabeça e bastava ouvir uma música umas três vezes que lá pela quarta vez ela já sabia reproduzi-la ao piano estava se tornando uma verdadeira musicista de grande estilo.
Monique fazia questão de acompanha-la em todas as atividades que Dèsiré se apresentava e ao final da aludida apresentação, Monique ficava verdadeiramente radiante de felicidades.
Uma coisa estava preocupando Monique que era o fato de estar nova e solteira, estava ainda no esplendor de sua jovialidade e sentia às vezes o seus corpo queimar em brasas. Ela precisava urgentemente apagar o fogo que a estava consumindo por dentro, o problema era sem sombra de dúvida conhecer o bombeiro ideal porque fora Dionísio, ela reconhecia que sempre se aproximara somente de homens canalhas e essa hipótese a estava preocupando porque não queria mais sofrer qualquer revés em sua nova fase de vida e principalmente agora que seus filhos estavam em fase de crescimento.
Então, ela passou a fazer coisa que há muito tempo não fazia, se divertir.
Passou a ir aos fins de semana no parque da cidade, ir churrasco com alguns colegas de trabalho, ir a algumas excursões, bailes e de um modo geral ela passou a comparecer a qualquer atividade social, todavia, nenhum homem havia ainda tocado o seu coração, mas, ela estava tranqüila porque tinha certeza que no seu devido momento ele apareceria e não tardou muito a aparecer.
Em um churrasco promovido pela Associação dos Funcionários da Caixa Econômica Federal, a qual ela tinha sido convidada, Monique conheceu Expedito, o qual era dono de vários quiosques de chaveiros. E dessa amizade veio acontecer o seu casamento, o qual ocorreu seis meses depois do aludido churrasco.
Monique, então passou a viver em função de sua família, principalmente em relação a Expedito que ela priorizara fazê-lo feliz a fim de que sua vida vivesse em harmonia total.
Muitos e muitos fatos se passaram em torno de Munique em sua nova vida, todavia é mister que ela relate paulatinamente essas ocorrências ao longo dos anos que virão. Então os leitores gostarão de absorver a totalidade da história de Monique, uma pequena jovem que teve várias etapas de sua vida entre o conflito e a felicidade.
Mas, por enquanto é mister que se de um tempo em sua história, até porque, ela está em segunda Lua de Mel com seu novo marido e não devemos aborrecê-los. Todavia, com certeza vocês ainda lerão muito sobre as atividades de Monique em seu retorno para o Rio de janeiro.
Capitulo VIII
Monique resolveu ir morar no Rio de Janeiro, porque estava sentido a ausência e o cheiro da maresia vindo da praia, então vendeu tudo que tinha disponível e veio de mala e cuia .
Lá chegando tratou de comprar uma bela mansão na Barra da Tijuca, montou uma casa específica de venda de material cirúrgico e foi tocando a vida. Até que um belo dia o amor voltou a tocar em seu coração na figura de um geólogo e ela que estava carente embarcou mais uma vez na estrada do amor.
O tempo passou e eles resolveram se casar e morarem no interior de Minas Gerais e por lá aconteceram fatos por demais interessantes não só na vida do casal bem como de sua filha Celina
Leonil, assim se chamava o Geólogo era um verdadeiro marinheiro na acepção da palavra porque ele não passava mais que um mês em casa, estava sempre a viajar e fazer pesquisa para A Companhia de Recursos Minerais do Estado de Minas Gerais e este fato proporcionava um certo clima de mal estar no casamento que os levaram a separar-se. Por duas vezes tentaram levar à frente a tarefa de viverem juntos, contudo, as ausências sentidas de Leonil foram fundamentais para que eles abrissem em definitivo. Mas, durante este intervalo de tempo, Celina veio a aprontar, fato este que ocasionou a vinda dela para o Rio de janeiro e cinco anos após estar morando no Rio de janeiro, e muitos fatos ocorrerem em sua vida, os quais serão escritos no decorrer desta narrativa, ela veio a conhecer Gutemberg e ele se tornou um forte aliado por um certo tempo.
...O tempo passou assim como tudo passa sobre a terra e em uma tarde de fim de primavera bem distante, o Sol estava quente, a bem da verdade muito quente o qual dava mais brilho a uma linda tarde primaveril!
Gutemberg esperava ansiosamente por Celina, a qual era naqueles dias, o seu sonho de amor, ele há muito tempo que a cortejava, a bem da verdade, aquela era sua primeira oportunidade que Celina o estava dando e Gutemberg com certeza iria aproveitá-la com afinco. Mas, os ônibus passavam, as Vans passavam, o tempo passava e ela não aparecia. Ele então pensou: Será que desistiu ou houve algum problema?
E o tempo passava... Quando ele já estava para desistir, ele a vê surgir à direita, bela e elegante como sempre fora aos seus olhos.
Trazia consigo sua jóia maior, Lidiane! A qual era sua única filha. Polidamente e educadamente desculpou-se e foram curtir àquela tarde maravilhosa cujo Sol estava radiante.
Lidiane o escutava...falava pouco, ao final, ele sentira que fora aprovado em seu intento, pelo menos pela filha dela.
A rainha estava bela, seus cabelos lindos davam-lhe uns encantos a mais, então flashes do seu destino afloraram repentinamente bem como sonhos e ideais de vida, tudo isso era dito ao som de uma voz suave, maravilhosa extremamente sensual!
Ao relance, poderia ser um verdadeiro passeio familiar, todavia cada um além do passeio em si e da tarde de autógrafo, penso que esperava por algo mais.
Após a bela tarde, não houve tempo para um Pão de Açúcar, tampouco à Cristo Redentor, porém ficou a certeza da aceitação da linda jóia de Celina, “Lidiane”, esse estava sendo o trunfo maior de Gutemberg e conquistar a amizade e confiança da filha a fim que o caminho fosse aberto sem resistência para conquistar a mãe. Ele havia dado o primeiro passa e almejava caminhar pela estrada do amor a fim de ser feliz e fazê-las também e por isso ela iria lutar bastante, este era o seu objetivo primordial.
Mas, somente Celina estava capacitada a resolver a equação proposta por ele e lhe dar a resposta porque Gutemberg almejava após esta quebra de gelo inicial que seria bem mais fácil a conquista, ledo engano!
Para Gutemberg começaria uma série de negativas que o deixaria sempre angustiado já que o mesmo sempre fora uma pessoa romântica e sentimental, muito embora ele estivesse sempre demonstrando este fato, principalmente à Celina.
O primeiro não foi logo no dia seguinte, Gutemberg ainda estava entusiasmado e feliz pela tarde do dia anterior. O seu primeiro objetivo havia sido realizado, o qual havia sido levar Celina à tarde de autógrafo; então, ele a convidou para irem ao Pão de Açúcar, entretanto, Celina educadamente e polidamente disse-lhe que iria pensar e lhe daria uma resposta depois e quando ela a fez, informou-lhe que iria viajar e passar as festas de fim de ano na cidade mineira de Juiz de Fora, local que há vários parentes de sua mãe.
Gutemberg aproveitou o clima de festividade e lhe enviou uma mensagem natalina e de ano novo. Ela ficou radiante de felicidade, contudo, ela não teve a delicadeza de lhe enviar pelo menos um telefonema agradecendo-lhe as mensagens.
Quando do regresso de Celina, após as festas, houve uma espécie de esfriamento temporário entre eles, porém Gutemberg curtiu esse esfriamento e afastamento com sua calma que lhe é peculiar porque ele imaginava que havia descoberto a mulher de sua vida, a que ele sempre estava procurando e com certeza, algum fato e o destino conspirariam a seu favor era só esperar que algo de novo aconteceria e os reaproximaria.
O mês de janeiro chegou terrível e com várias decepções para Gutemberg e sem sombra de dúvidas o esfriamento da corte que ele fazia à Celina tornou-se realmente notório, todavia, um fato ocorrido por demais terrível na vida privada dele fez com que eles se reaproximassem.
O fato mais terrível foi à morte do seu filho mais velho, o qual foi assassinado, esse acontecimento deixou uma grande lacuna na vida dele, todavia, por ser uma pessoa voltada à espiritualidade, após algum tempo Gutemberg conseguiu reagir ao ocorrido.
O tempo passou e nosso amigo com o coração fragilizado e o destino ou algo que o proporcionava ver quase todos os dias Celina, isso tornava que ele voltasse a ver àquela mulher como o seu grande sonho de amor, o qual tanto esperava. Então, ele passou a cortejá-la com bastante discrição ou tentava discretamente fazê-la ver que ele estava gostando dela, a despeito da situação dele.
A despeito de todo o seu assédio discreto e os seus galanteios não foram suficiente para que Gutemberg recebesse o segundo não, e isso aconteceu quando Celina precisou consultar uma vidente espiritual e Gutemberg a levou à sua preferida, então, quando ela saiu da sala, Gutemberg observou que Celina estava pálida e assustada, por alguma razão ela começou a lhe dizer flashes de sua vida sem que ele lhe tivesse feito qualquer espécie de pergunta. Celina lhe dissera que fora preciso ela ir a um lugar tão longe e ouvir de uma pessoa que ela nunca vira o que ela já sabia, contudo, ela se recusava a acreditar e não disse o fato, na volta ele educadamente a convidou para irem passear e Celina ficou de lhe dar a resposta no domingo. No dia previsto ele ficou de levá-la ao Cristo Redentor, juntamente com sua princesa Lidiane e Gutemberg ficou a imaginar mil maneiras de fazê-las passar um dia maravilhoso, bem como deixá-las feliz naquele que poderia ser segundo ele, um domingo pra lá de especial.
Porém, às 9h o telefone celular chamou, era Lidiane, a princesa lhe informando que sua mãe não poderia ir porque estava com febre por motivada por forte crise emocional. Celina havia sofrido na véspera uma grande decepção e isso lhe havia provocado uma terrível dor de cabeça. Dormira tarde e ao acordar estava ainda com a dor, febre e indisposta. Portanto, ficaria para uma outra oportunidade.
Três dias depois ela lhe contou o motivo da crise nervosa e Gutemberg a compreendeu por completo e a semana passou seguindo o curso normal da vida.
Na sexta-feira da semana seguinte houve uma nova oportunidade de eles saírem para conversar e se divertirem, porém, mais uma vez ela não compareceu ao aludido encontro e dessa vez, nem o som do celular se fez presente.
Gutemberg ficou a tarde toda esperando-a, isso o deixou por demais aborrecido- não por ela ter faltado mas, por não ter lhe avisado e Gutemberg ficou ao sol escaldante sem que a mesma aparecesse.
No sábado ele ao vê-la ouviu o motivo que a fizera faltar, contudo, Celina queria ouvir o que de tão importante Gutemberg tinha a lhe dizer e marcaram novo encontro para a terça-feira seguinte. E novamente Gutemberg começou antecipadamente a planejar a melhor maneira de fazê-la feliz de uma maneira que ele tinha certeza que ela jamais o fora, visto que Celina não conhecia a cidade, principalmente a vida turística da mesma.
Desta vez a decepção dele se fez mais e mais acentuada; ele esperou por cerca de quase 1h e 15mim, Celina, mais uma vez o deixou a ver navios. Gutemberg voltou triste e um pouco angustiado. Ele estava chegando a conclusão que Celina o estava fazendo de bobo. Ela não tivera a mínima consideração por ele.Gutemberg compreendia que ela não fosse, mas, era só um telefonema e ele não precisava ficar plantado e olhando os ônibus chegarem continuadamente.Uma telefonema e ele teria ido fazer algo que fosse importante para a vida dele. Contudo, mais uma vez ela fora deselegante e não lhe telefonara.
Ele tomou a resolução de não mais vê-la, não queria fazer papel de bobo novamente, Gutemberg desejava esquece-la por completo, até porque, ele até aquele momento ainda não havia declarado o seu amor por Celina, portanto, ela jamais saberia o quanto ele gostava dela! Mas, o destino sempre conspirava a favor dela e no sábado da mesma semana Gutemberg ao passar na rua onde ela trabalhava, não resistiu e entrou na loja a fim de ouvir as explicações que Celina iria lhe dar.Então, naquela oportunidade Celina lhe relatou que havia passado o dia todo na casa do namorado dela porque ele havia ingerido dois comprimidos de diazepan que lhe ocasionara um estado de pré-infarto. Celina tivera que passar o dia todo com ele servindo-lhe de enfermeira.Gutemberg ao longo da conversa ficou deveras surpreso porque Celina jamais mencionara que tinha um namorado, contudo disfarçou e continuou o seu diálogo. O que tenho para lhe dizer, com certeza aqui não é o local ideal nem o momento adequado para tal, mas, você não me deixou outra alternativa.
A bem da verdade, penso que já extrapolou esse momento e não estou mais conseguindo segurar!
Celina, você mexe demais com a minha cabeça, gosto muito de você! A bem da verdade, gosto de você desde o primeiro instante que nossos olhos se cruzaram e ouvi a sua voz.
E lembro-me até hoje de suas primeira palavras as quais foram dirigidas a mim:Eu lhe perguntei se a senhora tinha cola de silicone e você olhou para mime me questionou? Será que estou parecendo tão velha assim para ser chamada de senhora?
Ele então continuou, desde aquele dia você tem estado permanentemente em minha cabeça e em meu coração.Gutemberg desejava dizer que a estava amando profundamente, contudo, devido a sua timidez, disse-lhe apenas: - Eu gosto muito de você!
Celina sorriu e informou-lhe que a mãe dela já a havia alertado sobre este fato, mas que ela não levara a sério.Todavia, Celina lhe disse: - Gutemberg, eu gosto de você mas, só como amigo porque tenho namorado e pretendo continuar com ele, portanto não pretendo me relacionar com outra pessoa no momento e principalmente com uma pessoa mais cascuda e principalmente comprometida. Gutemberg assimilou a decepção e comentou que desde o somente que conhecera a filha dela, Lidiane e também devido ao seu grande sonho e desejo de ter uma filha menina, ele vislumbra ter encontrado a mulher de seus sonhos porque ela já tinha a filha que ele sempre sonhara! Contudo, havia se convencido que tal fato não poderia ser verdade já que a mulher de sua vida jamais o deixaria três vezes seguido esperando-a e não comparecendo. E com certeza, a mulher do seu destino jamais faria isto!
Celina baixou os olhos um pouco envergonhada tentou dar um pequeno sorriso de disfarce, o qual Gutemberg percebeu e disse-lhe que sentia muito mas, o coração não escolhe a pessoa certa para se apaixonar e que ela compreendia a situação. Ele então lhe disse que ela seria uma grande amiga e que estaria sempre a sua disposição caso ele precisasse de algo. Ao passo que Gutemberg foi mais além e disse-lhe que ela estaria sempre em seu coração e a sua disposição para o desse e viesse. Nesse momento, ele se despediu, desejou-lhe um bom final de ano e saiu para acabar de curtir mais uma notícia ruim da semana, porque havia sido os fatos ocorridos com ele naquela semana haviam acabado com sua alta estima, porém, ele teria que ser forte e deixar o tempo passar porque somente ele é capaz de absorver todos os impactos negativos na vida de qualquer pessoa bem como os empecilhos do dia a dia e foi isto que Gutemberg fez.
Capitulo IX
Celina havia se tornado uma adolescente linda, embora ainda não tivesse a mentalidade de adulta, a bem da verdade ainda era uma criança quando o amor ou a ilusão bateu inesperadamente às portas de seu coração em forma de paixão que explodiu em sua vida fazendo-a romper com todas os conceitos e regras sociais pré-estabelecidas pela família.
Esquecendo por completo os conselhos maternos, bem como do pai e quando acordou desse torpor amoroso, já era mãe de uma linda menina, a qual inicialmente a contra gosto de sua mãe, porém com o tempo e as arestas aparadas Lidiane tornou-se a alegria de todos e o chamego de Monique. Márcio, assim se chamava o amor de Celina estava radiante de felicidade, embora às vezes Celina notasse uma fonte de preocupação que ele nunca lhe revelava.
Para Celina, Márcio, sua linda filha e sua mãe eram o castelo e a razão de sua existência, todavia, Celina não era completamente feliz porque Márcio não a levava para passear e tampouco costumava fazê-la parte de seu dia a dia e este fato a deixava pensativa se havia sido certo ter se dedicado totalmente à vida àquele homem e ter feito a maior loucura de sua vida por aquele homem, mas, o coração sempre tendia para ele felicidade. Às vezes, ela ficava aborrecida, porém, mesmo assim, considerava que Márcio era a sua fonte de encanto.
No auge de sua felicidade explodiu o impensável e imprevisto para aquela fase de vida...
Seu amor lhe fora tirado e ceifado abruptamente desta vida, foi um baque muito forte e uma perda irreparável! O que fazer? Esta pergunta só o tempo poderia lhe dar a resposta, contudo ela queria saber o porquê e isto lhe ocasionaria uma série de problemas cuja solução poderia custar a morte de mais entes queridos.
O primeiro e principal problema foi ter que conviver com as ameaças das pessoas que assassinaram Marcio, os quais queriam dinheiro, a bem da verdade muito dinheiro que Márcio havia deixado em algum lugar os quais eles supunham estar na casa de Celina ou na conta bancária do casal. Todavia, nas constantes buscas a casa, nada era encontrado e isso deixava-os totalmente furiosos e eles passaram a fazer ameaças e se prolongaram por cerca de três anos. O segundo problema dizia respeito a sua jóia maior, a qual sentira muita a ausência do pai. O trabalho foi à saída encontrada para esquecer o revés que a vida havia lhe proporcionado e Celina dedicou-se com afinco a esta tarefa diariamente a fim de que pudesse esquecer a tragédia que se abatera sobre sua vida e também para que ela tivesse uma vida condizente, até porque jamais desejaria viver na aba de sua mãe.
O tempo foi passando e função biológica de Celina se fazendo presente e falando mais alto porque havia já cerca de oito meses que ocorrera os acontecimentos nefastos na vida dela. Então, ela resolveu aceitar a corte que um dos seus vizinhos de trabalho e começou a namora-lo. Todavia, logo cedo se decepcionou e descobriu que Jaime não era na cama e como pessoa nem a sombra de seu marido e por não gostar dele terminou o relacionamento que mal começara.
Mas o fato que a fez acelerar esse rompimento foi porque Celina veio a saber por pessoa de sua alta confiança que a reputação de Jaime, não era recomendável que Celina permanecesse com o caso amoroso. Então, a fim de evitar outra brusca decepção despachou o Jaime.
Em setembro de 1999, Celina veio a conhecer Gutemberg, o qual entrara em sua loja pela primeira vez e ele ao vê-la ficou completamente magnetizado por aquela linda mulher, não pela beleza em si de Celina, mas por suas feições, seu modo de falar, o seu sorriso veio a lhe conquistar imediatamente por completo, na realidade fora uma verdadeira paixão a primeira vista, a qual explodiu sem lhe pedir licença, só que tal paixão fora unilateral e por causa disso ele divagou em sonhos por completo e desde então, Celina passou a preencher os sonhos diários de Gutemberg, o qual via em Celina a mulher que sempre sonhara conviver e que não almejava encontrar de repente e tão facilmente ela estava ali a sua frente bem diante de si. Isso para Gutemberg, segundo a sua visão era algo por demais espetacular!
Ele passo a passo foi buscando se aproximar de Celina, mas, o máximo que conseguia era a repetição do belo sorriso dela, o qual sempre o deixava inebriado de prazer em vê-lo.
Embora ele ainda tão tivesse percebido, porque estava no local há pouco tempo, Celina era muito assediada e paquerada por muitos homens, não pelo fato de ser uma viúva, mas por ser jovem, bonita, sensual e ter um comércio. Este fato fazia que os homens tentassem conquista-la. Havia três espécies de conquistadores que se aproximavam de Celina. A primeira era a dos que a desejavam somente pela conquista em si a fim de que ela fosse mais uma em seu caderno conquista e expressavam o desejo pela aventura e puro prazer carnal!
A segunda espécie dizia respeito aos homens que vislumbravam fazê-la se apaixonar e após isto auferir algum lucro pecuniário do comércio de Celina.
E finalmente a terceira espécie era daqueles homens que desejavam usa-la o máximo possível, contudo não almejavam qualquer espécie de compromisso, principalmente viver a dois, até porque não desejavam assumir a filha. Mas, a bem da verdade, Celina politicamente e educadamente rechaçava a todos eles sem que nenhum ficasse magoado ou aborrecido pela negativa recebida.
Neste período, aquele que teve o privilégio de tê-la nos braços e sentir o sabor do néctar dos beijos dela fora sem sombra de dúvida, um privilegiado pelos Deuses do Olimpio e com certeza, não era da localidade que Celina trabalhava.
Porém, Gutemberg não fazia parte deste Universo de homens, porque ele a queria para uma vida a dois e principalmente quando conheceu a filha, Lidiane, ficou ainda mais apaixonado por Celina, só que devido a sua situação social não podia extrapolar seus sentimentos abruptamente e almejava conquista-la passo a passo.
Mas, segundo Celina Gutemberg era um homem fabuloso! Ele era o tipo de homem que toda mulher deseja ter ao seu lado, todavia segundo ela, ele tinha o pior defeito que um homem podia ter – Ele era casado! Tal fato o alijava por completo das possibilidades dele vir a conquistá-la.
Ela jamais fora mulher de dois homens e jamais o seria e não admitia nem por hipótese ser o caso de qualquer homem casado, mesmo que ela estivesse completamente apaixonada.
Celina com o tempo passou a perceber o excesso de atenção o qual Gutemberg lhe dispensava quando ele ia a sua loja de material de construção. Ele dava-lhe vários conselhos e sugestão para ela aumentar seu potencial de venda e assessorava-lhe sobre qualquer espécie de assunto que ela lhe solicitasse.
O tempo passou como tudo passa nesta vida e os fatos narrados anteriormente aconteceram deixando Gutemberg por demais envergonhado porque sabia que a tia de Celina, Dona Érica, tinha conhecimento de tudo que estava acontecendo e Gutemberg não se sentia à vontade quando ele ia á loja dela e Dona Érica estava perto dele, isso o deixava encabulado. E para esquecer a decepção sofrida ele resolveu estudar, tinha que colocar a cabeça em algum lugar, pensar em outros assuntos a fim de não explodir.
O primeiro passo foi se matricular em curso de lógica matemática porque é uma disciplina de argumentação lógica e que leva as pessoas a pensarem e realizarem melhor qualquer problema na vida por mais difícil que ele seja. Ele também desejava estar receptivo a abrir o seu coração para qualquer espécie de aproximação, já que ele não se julgava feliz ao lodo de sua vida conjugal e tal fato não tardou a acontecer por causa de seu conhecimento cultural, seu carisma e sua forte facilidade em fazer novos amigos e também porque sua inteligência sempre saltava aos olhos quando alguém se aproximava de Gutemberg.
Deixemos Gutemberg por alguns instantes e vamos recordar como Márcio surgiu na vida de Celina e como conseqüência, o nascimento de Lidiane.
Capítulo X
Estava começando o ano escolar de 1991 e o colégio estava ainda ajustando a grade curricular porque o quadro de professores não estava completo e enquanto o colégio negociava a contratação dos mestres algumas turmas eram liberadas mais cedo.
Este havia sido o caso de Celina que estava deixando o colégio naquele momento.
Estava caminhando em direção a ponto de ônibus que a levaria a sua casa quando começou a ouvir o som de uma buzina bem próximo de seu caminho, ela então olhou de realce e viu um carro modelo Corsa Wind e quem o dirigia olhou-lhe longamente como se estivesse filmando-a totalmente e disse-lhe: você é linda, a bem da verdade é simplesmente linda!!
Celina corou e apressou o passo, ao passo que o motorista continuou a dirigir bem devagarzinho e lhe fazer vários elogios em relação a sua beleza estonteante, ai os outros motoristas dos outros carros começaram buzinar e ele foi obrigado a acelerar o seu caro pondo-o no fluxo normal.
Celina gostou do elogio, ela sabia que era bonita, porém até aquele exato momento nem um homem havia ainda lhe feito qualquer espécie de elogio relativo a sua beleza corporal nem lhe importunado daquela maneira. De realce, ela havia notado que ele era muito bonito em relação ao seu gosto por rapazes a despeito dela nunca ter namorado ninguém, mas Celina também havia notado que ele tinha bem mais idade em relação a ela e imaginou-lhe por volta dos seus vinte e cinco anos ou mais.
Quando chegou a casa, fez seus deveres escolares, almoçou, brincou com seu cachorrinho Foster, depois foi até a casa de sua amiga Valéria, a qual morava na mesma rua a fim de fofocarem um pouco sobre o dia a dia.
No entanto, o rosto daquele motorista ainda permanecia em seus pensamentos e continuou por todo o dia e isso ela não sabia explicar, porém tinha certeza que a probabilidade de revê-lo era a mínima possível.
Isso era o que Celina pensava, todavia, dois dias depois quando estava voltando do colégio ouviu novamente o som daquela buzina e de imediato ficou atenta ao elogio que veio rápido como uma flecha dos lábios de Márcio, assim se chamava o paquerador de Celina até então.
Desta vez Márcio foi bem direto em sua investida ao olhá-la; ele foi logo lhe dirigindo a palavra falando bem alto e em bom tom: é a nora que minha mãe sempre sonhou ter, e você hoje está simplesmente linda! Ao passo que Celina respondeu-lhe – você não se enxerga? Claro que eu me enxergo, vejo tanto que só enxergo você e mais ninguém.
Celina trocou imediatamente de calçada e como ele estava de carro não podia andar na contramão então, Márcio a perdeu de vista naquele dia.
Após esse encontro Celina ficou mais e mais com a imagem de Márcio em sua mente, passou a tarde toda com o rosto dele em sua mente. Isso ela estava achando por demais revoltante, contudo, ela tinha de admitir que gostava de ser elogiada e o que ele lhe dissera havia massageado muito o seu ego e isso ela tinha que admitir que era por demais maravilho!
Aquele homem estava mexendo muito com o equilíbrio sentimental dela e Celina não queria que isso acontecesse.
Naquela mesma tarde Celina não conseguira ficar sossegada, estava em um estado de ansiedade, fato este que Monique percebera porque ela havia quebrado um prato e um copo quando fora lavar a louça após o almoço.
Na tarde daquele dia, Celina só melhorou depois que sua inseparável amiga veio até sua casa e começara a fofocar sobre as futilidades do momento. Então, Celina contou a Juliana o seu real motivo de preocupação, Juliana pensou um pouco e lhe fez algumas perguntas – ele é casado? Não sei, esta foi a resposta de Celina. Ele é muito bonito mesmo ou é só a sua imaginação? Sim, ele é elegantemente, bonito, charmoso e extremamente sensual! Percebe-se que ele sabe a maneira de atrair as pessoas, tem muita presença, porém parece ter o dobro ou triplo de minha idade, isso é que o mal! Mas, o que tem isso a ver, já que você parece está encantada por ele. Por que então você não lhe dá uma chance de conhecê-lo melhor e tira de vez esta dúvida? Está louca! Mamãe me daria uma surra se descobrisse que estou paquerando ou de caso com alguém bem mais velho do que eu. Então, só vejo uma solução, você tem que esquecê-lo e arranjar logo um namorado no colégio a fim de que ele saia logo de sua cabeça. Isso ai é muito fácil porque tenho várias paqueras, mas vai ser difícil porque ele está sempre a me rondar.
No outro dia era uma tarde de uma linda quinta-feira e ela já estava na expectativa de vê-lo novamente por isso fez questão de dar um tempinho a mais no banheiro, ajeitando os cabelos e se embelezando um pouco mais com a finalidade de ouvir novamente algum elogio e também porque não queria que sua amiga Juliana não estivesse consigo, caso ela viesse vê-lo naquela tarde.
Porém Márcio não apareceu fazendo Celina ficar desapontada.
Passou o fim de semana na expectativa que chegasse logo a segunda-feira, mas, ela só teve nova oportunidade na sexta feira.
O dia estava radiante, o Sol estava com todo o seu esplendor, era uma tarde de outono e Celina fora ao Colégio preocupada com a prova de Biologia porque a mestre da disciplina era muito rígida e geralmente as questões da prova dela continha um grau de dificuldade maior em relação aos outros mestres, mas, Celina apesar do receio natural sabia que estava preparada, contudo seu nervosismo se fazia presente.
Um outro motivo que a estava deixando em estado de excitação era porque ela estava no auge para os seus dias críticos ou nefastos como ela mesma os definia, os quais começara só há três meses. Todavia, apesar disso, naquele dia Celina estava esbanjando saúde para dar e vender e tal fato era percebido por todos os rapazes do colégio os quais a paqueravam na esperança de conquistá-la e levá-la para a cama.
Celina com os seus cabelos escuros, negros como as asas de graúna, como nos diz Alencar em seu Iracema, Márcio a estava esperando bem próximo da saída principal e não deu tempo dela se desvencilhar dele. Márcio não desistira daquela linda adolescente, ainda menina, mas, com um corpo exuberante que fazia inveja até as mulheres mais bonitas da localidade. Celina no ano anterior já havia ganhado o concurso de garota primavera em seu colégio e fora indicada para concorrer ao prêmio de Miss Minas Gerais, categoria Junior, todavia, Monique não deixou que ela participasse devido Celina ser muito inexperiente.
Celina quando o viu ficou logo vermelha igual a um tomate, até porque estava com várias de suas colegas de classe e o comentário na segunda - feira seria geral com as meninas do colégio. Ela não acreditou que ele estivesse ali diante de si, bem ao seu lado. Ela fez menção de atravessar a rua, todavia, desistiu porque Márcio estava a pé.
Ele começou com os seus tradicionais galanteios. Você está linda, ah! A bem da verdade está radiante, simplesmente linda! Posso levar-te até sua casa? Estais maluco! Queres que tome uma surra de minha mãe? Então, posso te levar bem próximo?
Eles estavam agora bem em frente ao carro de Márcio e ele a fez parar e disse-lhe: não sou nenhum leão, não precisa ter medo, você vai chegar a sua casa como saiu e lhe deu um sorriso e tal sorriso a desarmou por completo. E continuou, Por que você não entra e vamos ouvir um pouco de música enquanto nos conversamos no drive in; está passando um excelente filme, o que você acha?
Celina estava em estado de excitação máximo e tinha que tomar logo uma decisão o mais rápido possível, até porque as suas colegas estavam bem próximas e com certeza se ela ficasse ali ela teria que o apresentar e isso jamais estava passando pela cabeça dela.
A lógica mandava que ela se afastasse dele o mais rápido possível porque poderia ser perigoso para ela uma menina sem qualquer espécie de experiência. Todavia, aquele homem a deixava fascinada e ela gostaria de curtir um pouco os elogios que ele lhe fazia.
Sua vaidade e o seu desejo de mulher falaram por ela e Celina entrou no Gol de Márcio.
Ao entrar no carro, Celina estava supernervosa, espantada e com muito medo; mas ao mesmo tempo encontrava-se curiosa sobre o que a esperava e que tipo de diálogo ela poderia ter com aquele homem que lhe fascinava.
Então, eles começaram a dialogar sobre o dia a dia dela no colégio, ela então, aproveitou a oportunidade e começou a lhe falar sobre a prova que ela fizera e como se saíra.
Antes que chegasse ao drive in, Celina lhe pediu que ele parasse próximo ao um telefone público. Ela desceu e ligou para Juliana informando que estava no drive in com o Márcio, informou as características físicas dele, bem como a placa e marca do carro e o horário aproximado de sua volta. Caso ela excedesse em muito ao horário previsto Juliana deveria acionar Monique que ela tomaria as medidas cabíveis.
Feito isso, Celina ficou mais calma e entrou novamente de Márcio e o fez cabisbaixa, quase não falava; estava ansiosa, nervosa e preocupada, mas, com muito expectativa e desejo, principalmente de beijar e sentir o sabor do beijo daquele homem, o qual Celina considerava como um verdadeiro Apolo! Seria o seu primeiro beijo. Internamente ela ardia por esse desejo! Estava se iniciando uma noite quente, a bem da verdade, muito quente, então, Celina tirou o agasalho escolar e ficou somente com sua blusa branca bem fina e semitransparente. Tal ação proporcionou que o colo dos seus seios se tornasse bem exposto e por demais apreciativos, somente quatro pequenos botões os quais funcionavam como verdadeiros soldados em volta de uma fortaleza a protege-la separavam aqueles lindos seios de um desejo de uma mão que o quisesse acaricia-los.
Quando ao drive in chegaram, eles não conseguiram ficar no carro devido ao calor, então, ele a colocou junto à porta lateral direita e começaram a conversar sobre as trivialidades da vida diária. Márcio, pouco a pouco a foi acalmando com seus sorrisos e elogios e quando Celina deu por si, ele já estava acariciando os seus cabelos, pescoço, então, ela fechou os olhos e esperou ser beijada, seria o seu primeiro beijo. Quando os lábios se tocaram pela primeira vez Celina estremeceu de desejo, este fato foi imediatamente percebido por Márcio, o qual sentiu a inexperiência dela e a beijou novamente com grande ardor.
Márcio passou a acariciá-la e beijá-la deixando-a sufocada de ardor, então, ele com muita calma e suavidade foi eliminando os soldados que guarneciam a linda fortaleza e quando ela deu por si, ele já estava acariciando os seus pêssegos e este acontecimento a deixou em êxtase, porém extremamente furiosa.
Márcio havia ido longe demais no primeiro dia e isso a deixara mais e mais furiosa, ele havia tocado e acariciado os seus belos seios sem que ela o houvesse permitido, todavia, ela sentira uma sensação maravilhosa que a deixou em estado de êxtase. Celina sentiu que quase chegara ao orgasmo ou algo parecido havia acontecido quando ele tocara e massageara os bicos de seus seios, porque sentira que sua calcinha ficara molhada e tal fato nunca ocorrera em sua vida. Ela ainda não estava preparada para ter essas emoções tão fortes e gostosas quanto sentira naqueles infinitos instantes. Celina estivera a ponto de afastar totalmente as pernas a fim de que ele pudesse acariciar o seu monte de Vênus, este era o seu desejo, todavia declinou da idéia instintivamente e repulsou não só a louca idéia, mas, Márcio efetivamente. Porém, o seu desejo era ainda maior e ela novamente deixou-se ser abraçada e beijada por ele e lá pelo terceiro beijo ardente, Celina pode sentir que algo roçava sobre sua roupa no seu monte de Vênus era algo gostoso que ela nunca havia sentido, um sarro gostoso que a estava levando ao mais alto estado de loucura, contudo, nada mais acontecera porque sua razão voltou de repente e ela resolveu voltar.
Márcio a deixou bem próxima a casa dela. Celina entrou, cumprimentou a todos os presentes, trocou de roupa, ligou para Juliana e depois tomou um suave banho bem gelado, porque sua perseguida ainda estava ardendo em chamas e o fogo por uma transa não realizada a estava consumindo por dentro.Após o gostoso banho calmante, ela fez algumas ligações telefônicas e logo em seguida saiu à francesa indo até a casa de Juliana a fim de poderem costurar os acontecimentos daquele dia.
.Para Celina, havia sido maravilhoso! Todavia, ela não admitia ter acontecido isso logo no primeiro encontro, ela estava sendo uma puritana disfarçada, porque o desejo que ela tinha de ser agarrada, beijada e penetrada era muito forte, no entanto ela fingia ser puritana com sua amiga Juliana. Dava uma de menina inocente e sem qualquer experiência sobre sexo, mas buscava livros e fotografias que falasse e explicitasse sobre o assunto. No dia anterior Celina havia comprado o Kama Sutra, livro o qual relata minuciosamente várias posições de amar com ilustração o qual ela lia as escondidas de sua mãe e o guardava a sete chaves.
Uma outra amiga de nome Débora deu-lhe vários conselhos, até porque tinha mais idade e já estava escolada nesse assunto, já havia passado por isso diversas vezes, tinha várias horas de cama nos melhores motéis, mesmo a despeito de seus pais a considerarem virgem!
Todavia, o que mais Celina desejava naquele momento e que o tempo passasse rápido para que ela pudesse revê-lo, mas só voltou a vê-lo na semana seguinte porque Márcio às vezes sumia por completo por uns dias. Ele havia viajado, como sempre a negócios – fato este que de vez em quando fazia.
Naquele dia Celina estava escolada em relação a sua fortaleza e não estava com vontade de fazê-lo eliminar os seus soldados como ocorrera logo na primeira vez, contudo, ela tinha que admitir que havia sido maravilhoso!
Mas, Márcio era um terrível e irresistível sedutor! Contudo, embora ela estivesse arisca e serelepe uns dez minutos depois ela já conseguira deixá-la à vontade e serena aos seus desejos. Ele começou beijando-lhe o pescoço, em seguida suavemente a face e depois ardentemente, não demorou muito e os soldados que guarneciam os mais lindos pêssegos que ele já vira estavam eliminados e eles ficaram à mercê das mãos de Márcio que os acariciavas e os beijava suavemente nos bicos, isto fazia Celina se arrepiar todinha deixando-a inerte aos desejos daquele homem sedutor.
A partir daquele dia, eles passaram a se encontrar duas vezes por semana e às vezes, três.
Márcio ficara apaixonado por aquela menina a despeito de ser um sedutor nato, por Celina ele se encantara não só pelo corpo, mas, também por ela em si. Algo nela fazia o seu corpo ferver e isso nunca havia acontecido com mulher alguma. Mesmo Celina sendo inexperiente em relação a sexo para Marcio isso não era problema porque ele a ensinaria pacientemente deixando-a no ponto que ele queria.Ele esperava que Celina o fizesse ferver ela desejava oficializar o namoro, todavia tinha medo que Monique não permitisse devido a diferença de idade e também porque Celina só tinha 14 anos e só há três meses que começara a menstruar. Márcio tinha seus 29 – existia uma grande diferença de idade e principalmente de mentalidade.
Monique percebera que sua filha estava mudada, mais arisca, mais mulher e em determinados dias estava chegando a casa mais tarde, havia sempre um trabalho escolar a ser feito, isso ela achava que não era normal, alguma coisa estava acontecendo debaixo dos seus lençóis e ela ainda não captara. Monique passou então a investigar a filha com mais capricho a fim de encontrar algo que confirmasse as suas suspeitas ou se elas era infundadas.
Após duas semanas não encontrando nada de suspeito na valise de Celina e não encontrando nada em seus pertences resolveu afrouxar a vigilância temporariamente.
E foi nesse período que Márcio levou Celina para conhecer o seu atelier fotográfico, lá chegando, dispensou a funcionária e fechou o atelier com Celina presente.
Depois ele a levou ao quarto onde eram revelados os filmes fotográficos. No local havia uma porta que dava passagem para um pequeno quarto local que Márcio costumava dormir e levar as suas namoradas para fazer amor.
Ele então, lhe mostrou os diversos quadros os quais ele mesmo pintara e seu acervo fotográfico. Após isto, ele colocou um CD para tocar e a chamou para dançar, pouco a pouco ele foi acariciando o corpo dela cuja débil resistência era minada pelos galanteios que ele lhe fazia, isso sempre fizera bem ao ego dela desde criança e quando deu por si estava já nua na cama com ele pacientemente penetrando-a, aí então foi só relaxar e gozar porque não havia mais saída e o fato dela ter aceitado ir à casa dele, conscientemente ela já sabia o que a esperava e também intimamente ela estava desejando este acontecimento
Foram três horas de intenso amor o qual proporcionou a Márcio achar que era o dono daquela preciosidade já que ele fora o primeiro.
Passaram a se encontrar três vezes por semana no atelier e cada vez que se encontravam era dia de intenso ato amoroso e após dois meses desse embalo amoroso o inevitável aconteceu.
Celina estava grávida! Foi o maior rebu em sua casa! A notícia caiu como uma bomba na rua onde morava bem como no colégio, o qual Celina teve que sair porque o mesmo era de uma rígida e espartana educação e o lado ético falava sempre mais alto a despeito de Monique ter ótimos relacionamentos na cidade, mas não deu pra segurar porque o escândalo no colégio foi intenso.
A primeira decepção de Celina foi a sua saída do colégio, depois foram as discriminações de suas colegas de classe e da vizinhança porque em Barbacena ainda não se admitia tal fato. A menina ainda não estava preparada para tal situação, no entanto aonde se esperava a pior reação foi o seu ponto de apoio. Monique que por esta época vivia sozinha foi o seu sustentáculo e sua âncora principal ela amava filha por demais e jamais admitiria que sua filha sofresse por causa desse problema. Outro motivo que a fez dar apoio total à Celina foi o fato dela saber que Dionísio adorava aquela menina e ele ficaria triste com o acontecimento, mas, com toda a certeza daria total apoio a sua filha querida e Monique não desejava decepcioná-lo, mesmo ele já estando falecido.
E foi isto que Monique fez, como primeira providência foi chamar o Don Roan para uma conversa em sua casa. Márcio chegou cabisbaixo e ressabiado, isto jamais acontecera em suas aventuras, mas aquela menina o havia deixado louco e ele perdera a cabeça por completo. Todos os seus conceitos sobre mulheres e precaução haviam caído por terra ele já havia desvirginado várias meninas na grande Barbacena, porém, com aquela estava sendo diferente, até porque a mãe dela tinha prestígio na cidade, a menina era menor e poderia haver uma complicação muito séria para ele, caso a mãe dela fizesse um boletim de ocorrência na delegacia local porque Márcio temia que seu nome viesse à baila na cidade, que por ser pequena, logo todos já sabem do ocorrido. Pensava em aceitar todas condições proposta por Monique a fim de livrar-se da possível cadeia e se tal acontecesse, adeus às viagens que lhe davam lucros escusos.
Feita às apresentações, Monique começou a lhe falar o que poderia acontecer com ele: corrupção de menor, prática de sexo com menor, aliciamento de menor, indução de menor ao sexo, sedução de menor. Todos esses crimes constam no código penal com as penas previstas na Lei; caso o sr não saiba se acumulativas o sr pegará no mínimo uns 12 anos de regime fechado. Márcio ficou apavorado porque em sua cabeça via-se já no tribunal do júri ouvindo a sentença e já estava pensando seriamente em uma alternativa viável de fuga.
Mas, Monique então, foi lhe direcionando para o que ela desejava. Sr Márcio, minha filha e jovem, não mais que uma criança, porém prendada, não será problema ter mais uma pessoa conosco, caso o sr queira assumir um compromisso oficial com Celina. Se não desejar, vai ter que assumir o filho porque filha minha não fica com filho sem pai. Se o sr não assumir a criança, vou ter que denunciá-lo às autoridades. Caso queira ficar com minha filha, já que ela gosta muito do senhor, vocês poderão morar aqui até a criança nascer e até vocês se acertarem na vida, o que o senhor pensa?
Márcio estava disposto a tudo a fim de não ter seu nome envolvido em escândalo e tampouco na justiça e resolveu aceitar tudo sem qualquer espécie de ponderação, então, Monique viajou para o Rio de Janeiro, comprou uma casa em Belford Roxo e trouxe ao casal para morarem o mais distante possível de Barbacena, com isso ela estava preservando a imagem da filha das fofoqueiras e fofocas existente na cidade. Durante o processo de gravidez. Semanalmente ela vinha ao Rio de janeiro e proporcionava ao casal tudo que eles precisassem. E logo após a criança nascer eles se casaram no civil e no religioso, tendo sido uma cerimônia bem discreta com poucos convidados. A festa foi em Barbacena, local que eles eram mais conhecido e Monique proporcionou um churrasco bem regado à cerveja aos poucos convidados e a vida seguia seu curso, com isso, a vida deles passou a ser praticamente uma lua de mel e eles viviam um para o outro já que existia uma paixão frenética e explosiva que os unia.
Eles tinham de tudo porque Monique fazia questão de satisfazer todos os desejos da filha e do casal.
Foram praticamente seis meses de lua de mel, Marcio estava completamente louco de amor por Celina ele, o qual sempre fora um sedutor convicto havia sido vencido por uma meiga menina de fala suave e olhar lânguido. Ele não sabe como isso acontecera, mas agora estava tudo nos conformes e ele estava achando até ótimo porque trabalhava só o suficiente, contudo Celina estranhava o fato de Márcio ter que viajar a negócios de vez em quando e ao retornar ficava uns dois dias cheios de mistérios. Dos objetivos das viagens ela nada sabia.
Em uma tarde chuvosa de fim de verão nascia Lidiane, nasceu franzina e tinha toda as características físicas da mãe, fato este que foi observado por todos.
Após o nascimento, os vizinhos e antigos amigos de Celina começaram a se chegar de mansinho a fim de ver a criança que acabara de vir a este nosso mundo.
Lidiane precisava de uma babá porque Celina não tinha muito jeito com criança e Monique já não estava com experiência porque há muito tempo deixara de segurar uma criança e após alguns contatos a escolhida foi uma senhora maranhense, a qual morava na localidade e que se chamava Simone, a qual havia deixado as lojas americanas.
Rita era uma maranhense de muita fibra, muito religiosa, honesta, sincera em todos os sentidos. Rita sempre fora uma pessoa de alto grau de confiança das pessoas da localidade, bem como das lojas que havia trabalhado e por isso foi a escolhida por Monique para ser a babá de Lidiane.
Simone tinha uma filha que se chamava Elisa e ela sempre levava amenina para a casa a qual estivesse trabalhando porque a menina não conseguia ficar sozinha com ninguém.
Vamos recordar um pouco sobre a vida dessa maranhense de fibra e para começar falaremos sobre sua filha Elisa.
Capítulo XI
O Ano era de 1982, precisamente às duas horas da tarde quando dona Simone começara a passar mal, Noel a levou para o hospital e três horas depois nascia Elisa. Dona Simone estava por demais preocupada com a criança que acabara de vir ao nosso mundo louco, porque há muito que a sua relação com o seu marido estava se deteriorando e não seria pela criança que eles não iriam em frente. De fato, dois meses depois Noel a deixou na pior situação que uma mulher pode ficar. Sem teto, sem dinheiro, com pouco conhecimento na localidade que residia, sem instrução e com uma criança recém nascida.
Dona Simone passou o pão que o diabo amassou e conseqüentemente a pequena Elisa também. A infância daquela pequena criaturinha foi conhecer várias casas de família ao longo da jornada de trabalho de sua mãe, como conseqüência disso, Elisa não sabia o que era um verdadeiro lar na acepção da palavra. Às vezes, dava a sorte de conviver em determinado período na casa que a dona tinha criança na mesma faixa da idade que Elisa e esse fato a fazia um pouco mais feliz, entretanto, conforme a personalidade da criança filha da casa, era mais uma fonte de dissabor para pequena Elisa.
Elisa se recorda que em uma determinada ocasião, ela não pode comer um pedaço do bolo da filha da dona da casa que estava aniversariando. Isso fora por demais terrível para a menina, a qual passou a ser mais triste ao longo de sua vida.
Elisa tinha um olhar melancólico, distante. Contudo, havia uma mistura de doçura, tristeza e quando ela falava, o tom melódico de sua voz era por demais suave e isso geralmente fazia as pessoas gostarem dela. Outra característica de Elisa era sua timidez, a qual se tornara bem acentuada ao longo do seu crescimento.
Por causa de seu sofrimento ao longo de sua infância, Elisa se tornou um pouco absorta e contemplativa e às vezes, demorava a evidenciar determinadas situações da vida, então a pessoa que estava com ela lhe fazia ver que algo estava errado, aí é que ela se tocava. Mas, Elisa era suficientemente inteligente, só tímida, contudo, com o tempo ela se tornou uma bela mulher em todos os sentidos, além de ser uma pessoa por demais confiável por completo.
Quando Elisa estava concluindo o ensino médio veio a se apaixonar pelo seu professor. Foi uma paixão fulminante e imediata, a bem da verdade essa paixão começara dois anos antes deles se conhecerem. De tanto ela ouvir falar do professor Frederico por duas de suas grandes amigas que tinham aula particular com ele, porque elas estavam se preparando para fazer prova do Colégio militar e elas o enalteciam sempre. Durante o ano escolar praticamente eles quase não se falavam, todavia, após o término do respectivo ano escolar foi havendo uma aproximação natural e sem a mínima intenção para namoro por parte de Frederico e Elisa sentia-se satisfeita e feliz por poder conversar sozinha por alguns minutos com ele, mas, à medida que o tempo passava, eles foram se aproximando e por fim começaram a namorar a despeito dele ser comprometido.
Logo no primeiro encontro, Frederico fez ver à Elisa que ele já tinha passado da idade de ficar a namorar e que se ela quisesse, a única maneira de eles se curtirem seria em uma cama, porém para a surpresa dele, Elisa aceitara! No segundo encontro, Elisa fez vê-lo que ela era virgem e estava super nervosa e Frederico nem sequer pode beijá-la porque ela não o consentiu. Após aquele dia, eles voltaram a se encontrar, até que na quarta vez, Frederico a levou à cama e novamente teve que ter muita calma, pois Elisa encontrava-se muito nervosa e nem a peça íntima principal ele conseguiu tirar.
Mas, logo no outro dia Elisa lhe telefonou se desculpando e lhe pedindo uma nova oportunidade e tal empreitada ocorreu à sexta-feira da mesma semana. Frederico a fez muito feliz nesse dia, porém ele almejava fazê-la mulher passo a passo.Por mais três vezes, votaram a se encontrar em ótimas tardes espetaculares e Frederico proporcionou a Elisa momentos incontidos que a deixava radiante de felicidade.
Frederico, a sua maneira estava deixando Elisa completamente louca de amor. Ele a fazia sentir-se nas alturas quando ela estava com ele.
Capítulo XII
Assim se expressou Elisa a respeito de Frederico -Foi tão maravilhosa aquela noite e quando me lembro dela, chega a me dar um frenesi de alegria.
Já estava passando dos 18 e continuava virgem, pura e completamente inocente em relação à sexo, a bem da verdade, sentía-me como se fosse uma criança nesse assunto.
Já havia tido flertes com alguns rapazes, contudo, nunca tinha sentido nada, quando estava com algum deles, a bem da verdade, ninguém havia ainda me despertado qualquer desejo.
Porém, sonhava encontrar um homem que me fizesse vibrar de emoção e que eu pudesse me entregar por completo, porque quase sempre estava a sonhar com tal tipo de homem que ocupava os meus sonhos diariamente!
Um dia esse tão desejado homem, transpôs a porta do meu coração na forma de um professor.
Quando o vi pela primeira vez fiquei toda admirada, espantada e quiçá arrepiada de emoção.
Estava ali, bem diante de mim o homem que eu sempre sonhara.
Não podia ser engano era ele. Durante o ano letivo, quase não nos falávamos,
Tínhamos poucas oportunidades de nos falarmos porque ele era muito assediado e gostava de dar atenção a todos os seus alunos.
Esse homem maravilhoso preenchia diariamente os meus sonhos e eu ficava a imaginar mil maneiras de me aproximar dele, porém quando tinha a oportunidade logo apareciam outras alunas e alunos.
Então, eu era obrigada a recuar.
Terminara o ano e eu me encontrava verificando o resultado final do curso quando ele se aproximou e começamos a conversar sobre as comemorações de final de ano e naquela oportunidade ele me mostrou um convite para um recital poético, li e achei interessante, mas, minha surpresa maior foi quando me convidou para ir com ele ao referido recital. Imediatamente aceitei e ele ficou de me pegar às 09h do sábado daquela mesma semana.
Na sexta-feira, por algum motivo fútil discuti com minha mãe e como conseqüência ela não me deixou ir.
Foi o primeiro bolo que dei naquele homem que acho uma pessoa muito especial para mim.
Perdi o contato com ele e só voltamos a nos reencontrar em Fevereiro do ano seguinte.
Eu continuava completamente pura, menos inocente porque as aulas de biologia e as colegas de classe me relatavam suas experiências, mas continuava completamente virgem.
No mês de Maio por questão de trabalho tive que lhe pedir auxílio, devido a sua grande experiência em qualquer assunto e por três vezes nós nos encontramos e conversa vai conversa vem marcamos o nosso primeiro encontro.
Eu não estava acreditando que conseguira conquistar aquele cobiçado homem.
Quando aconteceu, ele foi direto ao ponto, Elisa, não estou mais na idade de namorar pelas esquinas da vida.
O meu namoro é somente na cama e eu meio sem jeito lhe disse: é vamos ver até aonde vai dá.
Conversamos por cerca de três horas sobre diversos assuntos, contudo, na despedida nem um beijo no rosto rolou.
Eu me encontrava totalmente na defensiva pelo fato de ele ser casado; nem eu, nem ele poderíamos nos expor.
Na segunda vez fomos passear no shopping e ele me assustou mais ainda porque Frederico disse-me sem qualquer rodeio tudo que ele desejava de mim.
Fiquei assustada porque nenhum rapaz havia sido direto comigo.
Mas, Frederico falava com muita calma que lhe é peculiar e na volta quando ele quis me dá um beijo, fiz o maior escândalo que hoje rio bastante só em pensar no grande mico que paguei.
Contudo, ele nem ligou, mas o pior ainda estava por vir quando ele começou a levar o assunto para o campo do sexo, comecei a ficar sem saber o que falar quando Frederico me perguntou quantas
vezes por semana eu praticava sexo com meu antigo namorado? Três, duas, uma?
Respondi que nenhuma. Estava mais vermelha que um tomate e super nervosa diante de Frederico, aí lhe disse à queima roupa que ainda estava virgem. Ele me perguntou: Você é virgem?
Nossa, por essa não esperava. Por que? Você não gostou? Achei ótimo. Ele se encontrava sem jeito e sem ação.
Marcamos para dois dias depois e mais uma vez ele me surpreendeu – ficamos a conversar sobre minha infância e chorei bastante, Frederico pacientemente me escutava e depois me deixou próximo de minha casa.
Cheguei muita atrasada para o próximo encontro e ela já havia ido embora, contudo, para minha surpresa ele me ligou no outro dia e não fez comentário ou bronca e nesse vai e vem já fazia um mês que eu estava com ele e nada ainda ocorrera, nem sequer um beijo tinha havido entre nós e ainda não havia deixado que ele segurasse minha mão, um fato por demais estranho para uma jovem de 19anos com um homem dos seus sonhos já na casa dos 50, eu me encontrava sempre na defensiva em relação a ele, por que? Não sei, na realidade é que também ainda não estava acreditando que tivesse conquistado Frederico.
A bem da verdade, eu me encontrava com medo de praticar o sexo pela primeira vez.
Em uma sexta-feira ele me levou para conhecer o clube que ele pertencia, muito luxuoso e bonito, fiquei feliz em saber que ele dava valor para mim e me levava para conhecer o seu lado social.
Saímos do clube por volta das 07:30h, ele olhou-me e disse; vamos amar um pouco?
Quase sem entender a profundidade da pergunta lhe respondi – vamos.
Saímos e entramos em um motel por demais luxuoso e quando dei por mim já me encontrava dentro de uma suíte por demais bela que achei excelente e deslumbrante.
Tremia bastante porque até aquele momento era completamente inexperiente e virgem de tudo e, com Frederico, ainda não havia rolado sequer um beijo e estava ali diante dele com aquela calma toda a me perguntar: Você que tomar um banho de chuveiro agora ou ir à banheira para uma hidromassagem?
Sem saber o que lhe responder lhe disse: vá você primeiro, depois eu vou. Então, Frederico foi rapidamente à ducha e quando ele voltou, eu ainda me encontrava do jeito que havia entrado naquela maravilhosa suíte, que mico!
Como não havia outro jeito desejei ver o que iria acontecer, então fui à ducha e quando retornei verifiquei que havia cometido o segundo mico porque não havia me enxugado e deitei-me ao lado dele com os cabelos todo molhado, por pura distração não me enxugara. Contudo, como não havia naquela situação outra alternativa e também por mera curiosidade resolvi ficar em compasso de espera para ver o que aconteceria.Todavia, Frederico estava tranqüilamente deitado esperando-me e ele começou a me acariciar e como não estava acostumada com aquele estilo de carícias fui ficando logo toda arrepiada e ele paulatinamente começou a beijar todo o meu corpo, e quando ele o fez, senti meu corpo todo estremecer porque nunca havia sentido tal emoção.Nunca havia sido beijada daquela forma, Frederico estava fazendo eu delirar de prazer pela primeira vez ao sentir o gosto de seus beijos quentes e ardentes em meu corpo, mas, ele ainda não havia beijado os meus lábios e senti logicamente que ele desejava muito mais e começou a querer acariciar minha “porta mágica do amor”, a qual, aquela altura do campeonato já estava completamente molhada, parecia uma ilha cercada de líquido em torno dela. Frederico tentava a todo custo tirar o meu agasalho e eu resistia, aí ele mudou seu estilo de tática e foi suavemente beijando os meus botões de rosa por cima de meu agasalho e esse fato fez desarmar os meus soldados de resistência em relação ao agasalho e ele o tirou delicadamente com muita calma e carinho.
Estava semi-nua e meu último guardião era só uma Fiquei então, somente com uma calcinha de cor azul como a única guardiã de minha virgindade, a qual estava a ponto de deixar de existir. Mas, minha ansiedade e medo estavam atrapalhando minha felicidade e foi o que realmente aconteceu naquela noite de pré estréia de minha vida sexual.
deitado me esperando; aí verifiquei que havia cometendo
o corpo todo molhado principalmente os cabelos
Fiquei de calcinha e com um blusão de frio, embora não
Todavia, obviame
Pacientemente e calmamente Frederico começou a me
carícias, toda vez que ele me tocava, fazi
Então, Frederico passou a querer conhecer “a minha janela das emoções” e aos beijos e carícias ia tentando quebrar minha resistência com suaves carinhos, fazia de tudo.
Mas, meu nervosismo e medo não me deixaram ir à frente.
Aí, ele parou e disse: vamos, você ainda não está preparada e está ficando tarde.
Até com a minha volta ele se preocupava.
Senti que ele era um perfeito cavalheiro e que eu havia inconscientemente feito feio em minha primeira vez
Mas, ele não se importou com isso e no domingo seguinte mais uma vez nos encontramos, eu estava com o astral meio baixo naquele dia e fomos à cidade, um local bem distante do nosso convívio, porém quando lá chegamos voltei a ficar legal e tanto eu quanto ele, na cama, estávamos com todo gás.
Mal ele me tocou estremeci de prazer. Frederico tem a capacidade de me tocar nos meus pontos de prazer e me deixar a cem por hora imediatamente.
Não queria pagar outro mico e deixei que ele me acariciasse onde ele assim o desejasse, mas, quando ele beijou-me por cima da calcinha de minha “quiriquinha” ele me fez estremecer toda e intuitivamente senti que já havia uma ilha de tanto líquido que molhava minha “janela do amor”. Porém, quando ele veio descendo e beijou minha “porta de desejos” passando a chupar “minha janela do amor” como se fosse uma laranja maravilhosa cheguei a ter espasmos de prazer.
Depois, quando ele sentiu que eu já estava com um oceano dentro de minha “porta mágica da fertilidade” ele tirou minha calcinha e começou a pintar como se fosse um pintor profissional a minha janela do amor e a cada pincelada ele me levava à loucura.
Frederico não me penetrou, ficou só a me deixar louca de desejo e o máximo que ele fez foi controlar a glande do seu mastro da fertilidade bem na abertura de minha “quiriquinha”, que de tanto molhada fazia deslizar sua glande.
Passamos uma tarde maravilhosa, parece que Frederico não queria me desvirginar, ele queria somente me dá prazer e por várias vezes isso voltou a acontecer, nas outras vezes que saíamos.
A despeito de até aquele momento ainda não ter perdido a virgindade por completo nos braços dele, as tardes que ele me proporcionava com suas aulas na cama, não trocaria por dinheiro nenhum neste mundo.
Em uma noite, ele me levou para o mesmo motel que costumávamos ir e calmamente me ouvia falar de tudo que acontecia no meu serviço, isso eu lhe contava abraçada ao seu corpo e deitada sobre seu peito sentido o calor de seu corpo e ele a me acariciar.
Depois de algum tempo, Frederico tirou delicadamente minhas roupas, fomos ao chuveiro e quando eu retornei, porque sempre demoro mais um pouco, ele me pegou em seus braços e começou a me beijar ardentemente, seu corpo estava em brasas e ao sentir o toque dos seus lábios sobre meu corpo imediatamente passei a vibrar de emoção, Frederico passou então a me lamber de cima à baixo e quanto mais ele o fazia mais e mais eu delirava de prazer, minha “janela do amor” já se encontrava uma ilha; depois de deixar-me completamente louca, tirou minha calcinha, ele sempre gosta de fazer isso, solicitou que eu ficasse na posição de frango assado, posição que ele já me ensinara e começou a introduzir sem pincelar o seu mastro viril em minha porta mágica do prazer. Porém ao fazê-lo, Frederico me beijava ardentemente e comecei a sentir um certo desconforto por dentro de minha porta do amor, contudo os sabores daqueles beijos ardentes eram maiores que o desconforto que eu sentia e também o prazer resultante daquela pressão por dentro de minha “quiriquinha” deixava-me em verdadeiro estado de delírio. Então, subitamente senti que algo estava se rasgando por dentro de minha “janela do amor”. Doeu um pouquinho e quanto mais e mais ele mexia, mais eu sentia a mistura de prazer e dor. Então, senti que ele jorrava todo o líquido do amor por dentro de minha janela das emoções.
Aí para não ficar para trás também cheguei ao orgasmo quase junto com ele porque também não estava agüentado mais com de tanto prazer que ele estava me proporcionando.
Aquela combinação de dor e prazer havia me deixado extasiada nas alturas.
Deitada sobre o seu peito e sentido o calor que dele emanava ouvi Frederico me dizer-
Meus parabéns, mocinha, você hoje já estava psicologicamente preparada, agora você entrou para o clube das mulheres.
Seu selo do amor deixou de existir. Depois dessa maravilhosa noite, temos nos encontrado e a cada sessão de amor que Frederico me proporciona me deixa nas nuvens de tanta emoção, ele é o homem que sempre esperava e que me faz feliz em todos os sentidos, não só na cama.
Frederico é para mim o homem que sempre sonhei encontrar e namorar, ele me compreende por completo.
Entre nós existe uma perfeita sintonia e almejo sempre fazê-lo feliz, é este o meu desejo em relação a Frederico porque vocês não podem imaginar o carinho e preocupação que esse homem tem por mim.
Quando fico uns três dias sem vê-lo, começo a ficar em estado total de ansiedade que só melhora quando estou em seus braços e se me encontro em estado um pouco depressivo é só ouvir a voz dele que tudo se ilumina por completo e volto a estar feliz.
Agradeço sempre a DEUS por um dia tê-lo colocado em meu caminho.
...Por essa época, Frederico desejava ardentemente ter uma filha com ela, só que a situação dele naqueles dias não estava compatível, principalmente no aspecto financeiro e também Frederico não estava bem emocionalmente.
Todavia, o seu desejo de ser pai novamente extrapolava toda a segurança, mas, ele pensava nas conseqüências para a jovem, porque dona Rita era uma evangélica ferrenha e não aceitaria em hipótese alguma ver sua filha ser engravidada por um homem casado.Rita, sobre este fato, já havia falado bastante com sua filha sobre essa possibilidade e se tal fato acontecesse, ela iria imediatamente tomar as providências.
Elisa teria que resolver a situação por si mesmo porque, ela não iria criar neto e tampouco queria ver em sua casa uma filha de barriga. Ela costumava dizer: Quem pariu Mateus que embale!
Frederico foi vivendo um estado duplo de amor e a situação foi acontecendo como o destino queria que ocorresse até que em um belo dia, ele veio a conhecer D. Rita, a qual era uma senhora já na casa dos quarentas e bem distinta, um pouco envergonhada de sua situação econômica, contudo, sua sinceridade e honestidade extrapolavam, bem como a sua religiosidade a qual estava sempre presente. Rita começou a dialogar sobre os principais fatos de sua vida, como havia sido difícil sua luta até chegar ao Rio de janeiro e principalmente depois que ela havia ganhado Elisa, a filha que era sua fonte de alegria e principalmente de preocupação, porque D. Rita tinha uma preocupação muito forte com Elisa, a qual era bem educada, mas os tempos eram outros e às vezes, as idéias de ambas não convergiam para o mesmo assunto e quando isso acontecia ambas se aborreciam, todavia era só temporariamente porque existia um amor profundo entre mãe e filha.
D. Rita havia nascido em Floresta, bem no interior de São Luís e quando criança uma de suas travessuras prediletas consistia em ir banhar-se no rio que passava próximo ao quintal da casa de seus pais, após isso ela gostava de ir subir nas árvores para retirar os frutos que estavam na época. Às vezes, Rita subia nos barrancos da localidade e ficava a jogar pedras nos cachorros que passavam ou em qualquer animal que estivesse de bobeira perto do barranco.
Seus pais eram de família muito pobre e eles como as demais pessoas da localidade eram paupérrimas e tinham um objetivo na vida que era tentar dar uma melhor vida aos oitos filhos.
Rita era uma da mais nova e quando estava às portas dos treze anos, eles receberam a visita de seu tio cujo nome era Estevão, o qual era um marinheiro e estava de passagem por Floresta. Estevão resolveu levar a menina para São Luís, lá ele a entregou a uma tia cujo nome Rita não gosta nem de lembrar devidos há terrível e péssima maneira como foi tratada por sua tia. De imediato, D.Rita passou a ser a empregada geral da casa, embora estivesse com apenas treze anos e fosse desprovida de qualquer cultura. Então, oficialmente Rita, lavava, passava, cozinhava e tomava conta dos três filhos de sua tia. O mais velho, com cerca de sete anos, era a dor de cabeça de Rita porque ao término das tarefas diárias, ela costumava sentar-se à porta da casa a fim de que pudesse se refrescar já que o calor em São Luís é intenso, todavia, o menino não gostava de Rita, ele a controlava e inventava muitos predicados negativos à jovem, como por exemplo, que ela estava dando bola para alguém que estava passando. Aí era um tapa na face de Rita e ela tinha que ouvir uma série de impropérios sobre sua conduta e tinha que se recolher mais cedo com a face vermelha pelas tapas que levara, com os olhos cheios d’água e com muita raiva de sua tia, a qual a tratava como uma escrava branca em pleno nosso mundo civilizado.
Laurêncio, o marido de sua tia aprovava os mau tratos que sua mulher Filomena proporcionava à Rita e nem ligava para as súplicas de sua sobrinha, a qual solicitava passagem para voltar à casa de seus pais.. Aos domingos, Rita costumava levar as crianças para passear na praça da cidade e naqueles dias, com certeza, geralmente ela levava uma surra, porque mal eles chegavam a casa o menino logo inventava que ela havia ficado namorando o tempo todo. Isso era motivo de vários adjetivos negativos que Rita era obrigada a ouvir durante a sessão de tortura física. O fato estava se tornando uma rotina e os visinhos de Filomena brigaram com ela por causa do modo que ela estava tratando a sua sobrinha e isso proporcionou mais um clima de desavença entre eles e Rita resolveu deixá-los porque já não estava agüentando viver daquela maneira em casa de parentes que não a considerava como tal.. Filomena concordou, porém quando Rita já estava se acostumando a nova casa, ela resolveu buscá-la novamente e isso perdurou por quase um ano até que ela foi de vez e não mais a obedeceu a seu chamado de volta.
O tempo foi passando e Rita já estava entrando no antigo ginasial quando ela veio a conhecer o seu primeiro namorado de nome João. Ele entrou em sua vida como um foguete e da mesma maneira desapareceu, só que fez um estrago temporariamente até hoje ela não sabe como isso aconteceu. Rita estava por volta dos seus quatorze anos e João já era bem curtido pela vida e tinha cerca de 45 anos essa desproporção de idade e a ausência de maturidade e ingenuidade de Rita proporcionou que ela ficasse grávida na tenra idade.Contudo, ele a apoiou em todos os sentidos e eles resolveram que o melhor para ambos era que ela fizesse um aborto porque ele não queria complicação e ela não podia voltar à casa de seus pais grávida, porque seria o maior escândalo! Então, ele a deixou na casa de uma fazendeira de anjo e ela fez o seu vil trabalho. Rita passou dois meses se recuperando e João lhe proporciona tudo, até porque sendo Rita de menor, ele temia ser preso se ela o denunciasse.Todavia, ela tinha medo que seus familiares soubessem a verdade a seu respeito e preferia que a coisa permanecesse como estavam. De João, ela não sentia a mínima atração física e até hoje ela realmente não sabe o que a fez ir se deitar com ele e nem se recorda de ter sentido qualquer espécie de emoção durante o curto instante temporal que esteve com João.
Após sua recuperação ela veio para o Rio de janeiro indo morar e trabalhar como empregada doméstica em Copacabana na casa de uma família também do maranhão, bem ali , na Siqueira campos. A família era de pessoas boas e a tratava com muito respeito. As irmãs Glória e Graça tinham comportamentos e temperamentos distintos, embora parecessem gêmeas. Glória era mais amena, carinhosa ao falar, quando falava parecia que estava cantando. Ela era muito gentil e educada com todos. Graça educada do mesmo modo, contudo, era diferente, tinha o pavio muito curto e gostava de ordenar e quando o fazia era com aspereza.
Rita completou o supletivo e veio terminar o ginásio enquanto trabalhava para seus conterrâneos. Por essa época ela veio a conhecer Manuel, só que este ela veio a conhecer o sabor de gostar de alguém! Passaram a namorar de desse namoro resultou em sua segunda gravidez e novamente ela teve que optar em fazer outro aborto, só que desta vez Rita o fez em uma clínica especializada no assunto recuperando-se rapidamente. Uma de suas colegas de trabalho lhe contou que Manoel estava levando para o apartamento dele uma garota durante o tempo que Rita estava se recuperando fisicamente. Rita resolveu largá-lo.
Ela sentiu-se traída e por causa disso começou sua fase de rebeldia romântica, porque ela tornou-se uma figurinha fácil na localidade passando a namorar bastante com várias pessoas e não ficava mais de um mês com um namorado, todavia, jamais namorava dois ao mesmo tempo. Passou por vários braços, contudo, jamais traiu alguém, isso ela não admitia fazer.
Ela passou a ir a bailes, discotecas boates e bares noturnos, até que um dia ela acordou para a realidade da vida e deixou toda aquela vida de lado, até porque a estava deixando esgotada.
Em suas andanças noturnas ela veio a conhecer um casal de alemães que a convidaram para trabalhar em sua residência e foi a melhor coisa que ela veio a fazer porque eles a tratavam com tanto carinho que sua vida suavizou. Como empregada doméstica essa foi a melhor fase de sua vida porque o casal Ghôts apreciava Rita como se fosse uma verdadeira filha deles e eles lhe proporcionavam uma vida que ela ainda não havia obtido desde que nascera. Embora fosse uma simples empregada, a felicidade de Rita era a felicidade do casal.
Então, com o término do ano letivo, Rita veio a concluir a primeira série do então colegial e foi passar as festas de fim de ano em sua terra natal com seus pais, os quais ficaram por demais felizes em rever a filha que já estava ausente de casa por mais de quatro anos. Em sua volta para o Rio de janeiro, Rita teve a oportunidade de conhecer o Noel Santos e eles passaram a namorar, porém Rita continuava a trabalhar para os Ghôts e estudar intensamente.
Depois de ocorrido um ano de trabalho na residência dos Ghôts, eles resolveram voltar pára Hamburgo, eles a convidaram para que ela fosse morar com eles na Alemanha, todavia, devido à dificuldade do idioma Rita optou em ficar no Brasil. Os seus patrões por gostarem muito dela lhe deram um excelente soma monetária que lhe proporcionaria viver tranqüila por cerca de um ano, até encontrar um novo emprego.
Aí, ela passou morando um tempo em um quarto de aluguel em uma casa de família que alugava quartos para pessoas solteiras.
Uns dois meses depois Rita conseguiu emprego e o relacionamento com Noel estava indo de vento em popa em direção a se tornar mais sério. Ele comprou um terreno em Niterói, bem ali no Apolo III, e ele começou a construir um cômodo para o futuro casal.
Eles levaram o básico para iniciarem uma vida em comum e ambos trabalhavam duramente e freneticamente para construir o lar.
O tempo foi passando e construção da casa foi se acelerando e nos fins de semana Rita costumava fazer um sarapatel, às vezes um mocotó ou feijoada a fim de servir as pessoas que ajudavam o Noel na construção da casa e eles passavam geralmente um domingo feliz.
O tempo passou e Rita ficando cada vez mais apaixonada por Noel sentiu-se em estado de plenitude amorosa quando percebeu que estava grávida! Este fato a deixou radiante de felicidade, porém causou uma reação distinta em Noel, o qual passou a se comportar diferentemente. Ele chegava bem tarde a casa, passou a freqüentar os botecos da localidade e tratar Rita mal. Então, o ciúme de Rita falou mais alto e passaram a perturbá-la emocionalmente e esse fatos fez mal a criança que por causa disso Rita não teve uma gravidez favorável e como conseqüência, a criança nasceu prematuramente de sete meses. Luiz Fernando era uma linda criança nasceu com as características físicas do pai.
Rita ficou radiante e encantada com o lindo menino, embora estivesse na incubadora, ela podia sentir a felicidade de pô-lo em seus braços, quando ia dar de mamar. Em uma sexta-feira, o médico lhe avisou que Luiz Fernando teria alta na próxima segunda –feira, esta notícia era verdadeiramente uma grande felicidade para Rita, a qual voltou toda contente parta casa.
No outro dia quando Rita foi ao hospital para dar de mamar ao seu filho ela notou que a criança havia tido uma regressão e chorava muito este fato a deixou preocupada e de imediato procurou o médico de plantão no hospital, ele examinou a criança e prescreveu a medicação concernente ao caso, porém no outro dia a criança veio a falecer. Rita assim que soube do fato desesperou-se e chorava copiosamente, seu coração estava apertado de tanta dor sentida pelo falecimento de seu filho.
Após o funeral, Noel começou o quere imputar à Rita a responsabilidade pelo fato ocorrido e esta assertiva gerou uma séria de brigas entres eles. Noel então, começou a freqüentar mais e mais os botecos e cortejar às jovens garotas da localidade e ficou de caso com uma mulher chamada Patrícia, a qual morava no final da mesma rua onde eles tinham a sua morada. Débora que por sinal era muito bonita estava já tendo um caso com o Noel, porém ela não era uma mulher discreta e chegou a ponto de enviar recado para Noel com Rita estando em casa e isso ela não suportou.
Patrícia gostava de curtir à noite em alguma boate da localidade, fato este que proporcionava a saída de Noel de casa e isto deixava Rita fula de raiva.
Por causa disto, as brigas se acentuaram até que um dia Simone resolveu ir à casa de Patrícia e quando lá chegou Noel estava levando um remédio para Patrícia, a qual estava deitada em sua cama.Noel não sabia o que fazer quando Simone rodou a baiana e ameaçou a Patrícia que se ela continuasse de caso com Noel ela iria ver o que era bom para tosse.
Quando Simone voltou à sua casa houve o maior sururu entre o casal. A briga foi forte com troca de agressão verbal bem como cenas de pugilato conjugal e foi uma verdadeira baixaria!
Após a briga eles passaram uns dois dias emburrados um com o outro, contudo o amor de Simone sempre falava mais alto em relação a Noel e por causa deste apelo amoroso Simone veio novamente a engravidar quase dois anos depois que perdera o Luiz Fernando. Nascia Elisa, uma linda menina que de imediato encantou os dois e passou ser o xodó de ambos!
Noel então, começou a se desvencilhar paulatinamente dos botecos e tornou-se um homem caseiro com uma preocupação exacerbada por Rita e pela criança. Ele fazia a mamadeira, dava banho na menina, quando Elisa acordava à noite chorando era ele que ia embalá-la nos seus braços a fim de que a menina pudesse voltar a dormir e isso deixava Simone toda feliz.
Após uns seis meses do nascimento de Elisa, Noel veio a ficar desempregado, então ele começou a correr as construções porque ele era um excelente apontador de obra e trabalho nunca lhe faltara, todavia, a situação agora estava se invertendo porque ele saia todos os dias e não encontrava nada. Todas as propostas que apareciam se tornaram por terra e a situação foi ficando desesperadora e quando se tornou insuportável Noel resolveu vender a casa e com o dinheiro eles foram tentar a sorte em Ipiaú bem no interior da Bahia, lá moravam os pais adotivos de Noel.
O objetivo principal de Noel era estabelecer um pequeno comércio na localidade, o qual ele iria gerir.
O pai de Noel, senhor Felício, era presidente do Sindicato dos Ruralistas de Ipiaú e gozava de boa reputação financeira na localidade porém, ele negou-se a avalizar a compra do comércio e este fato deixou Noel bem desgostoso e deprimido. Ele vinhera de tão longe a fim de recomeçar sua vida perto de seus pais adotivos, contudo todo estava indo por água à baixo e Noel ficou arrependido de ter ido morar com eles.
Noel fez uma retrospectiva de seu passado recente e chegou a conclusão que a venda de sua casa havia sido um grande erro e erro pior fora à ida para Ipiaú.
Seu pai lhe solicitou que Noel fosse à Salvador para resolver problemas referentes ao Sindicato dos Ruralistas de Ipiaú. A viagem era somente de um dia, todavia, quando ela lá chegou e resolveu os referidos problemas Noel foi procurar uma de suas irmãs , a qual na época a qual praticava ferrenhamente o umbandismo. Ela era uma mãe de santo que estava sempre a praticar trabalhos de umbanda.
Genoveva jogou os búzios para Noel e chegou a conclusão que os problemas de Noel eram puramente de origem espiritual e Genoveva o convenceu a ficar com ela por uns dias a fim de aliviá-lo de sua carga.
Noel passou dez dias em Salvador e nesse aludido período Rita, bem como os pais adotivos dele ficaram por demais preocupados. Lá pelas 23h do décimo primeiro dia Noel chama por Rita à porta da casa de seus pais. Rita ao ouvir o som da voz dele ficou de imediato radiante de felicidade, pois achara que toda a sua fonte de preocupações havia terminado, isso fora um ledo engano! A partir de sua chegada Noel se transformou não mais a procurava como mulher e a tratava friamente e Rita não suportou. Ela resolveu voltar para o Rio de janeiro, todavia, Noel só soube da decisão dela na véspera da partida . Os pais adotivos de Noel fizeram de tudo para que Rita desistisse da idéia de ir para o Rio de Janeiro, porém foi infrutífero o apelo, então, eles começaram a persuadir Rita para que ela deixasse a criança com eles; ao passo que Rita disse-lhes: onde eu estiver, mesmo que seja debaixo de uma ponte, minha filha estará comigo. Se ela ficar aqui se afeiçoará a vocês, não a mim e com certeza mês esquecerá.
Tal argumento suplantou todo o desejo deles de ficarem com Elisa, e Rita partiu para o Rio de janeiro.
Lá chegando foi direto para casa de uma amiga chamada Juliana, a qual morava no distrito de Queimados, ela se prontificou a cuidar de sua filha , enquanto Rita procurava por trabalho, o qual logo surgiu, embora não aceitasse com a menina. Dias depois, Rita arranjou um outro emprego, o qual pagava a metade do salário anterior, só que ela poderia ficar também com sua filha. Rita não teve dúvidas – trocou imediatamente de emprego. Nesse emprego elas ficaram por cerca de dois anos até que Noel resolveu trazer Rita para morar com ele na casa de sua irmã. Rita aceitou porque ainda era completamente apaixonada por Noel e a criança sempre chamava pelo nome do pai.
A recepção na chegada foi de uma frieza por completo. Genoveva nem sequer chegou a falar com a cunhada a qual viera de muito longe para morar em sua casa.
A criança quando viu Genoveva pela primeira vez se pois a chorar copiosamente como se estivesse com medo daquela mulher a qual nem olhou para a pequena sobrinha de nome Elisa.
Simone então, ficou completamente decepcionada e consultou Noel se não seria melhor que ela e sua filha fossem viver em outro local, já que a irmã dele não estava feliz com a chegada dela. Noel falou com a irmã e Genoveva prevendo a possibilidade de seu querido irmão deixar a casa, fez-se de rogada e foi dialogar com sua cunhada.
Foram dois longos anos de um sufoco geral porque Genoveva vivia socada no terreiro de umbanda e lá fazia vários trabalhos com a finalidade de separar Noel de Rita. O casal não vivia bem, a bem da verdade eles viviam pessimamente até que um dia Rita chamou Noel às falas, contudo, ele fez o seguinte comentário: Simone quando estou longe de você, sinto uma imensa saudade sua, porém ao me aproximar de você Eu sinto é um imenso nojo e por causa desse nojo não consigo te tocar.
No outro dia ela resolveu voltar novamente para o Rio de Janeiro, só que ela estava sem dinheiro para comprar a passagem. Simone foi à casa de uma amiga de sua antiga patroa e Rosária comprou a passagem para Simone. Na véspera da viagem Noel chegou carinhoso, pegou a filha brincou com ela uma coisa que ele não, fazia há muito tempo, tratou Simone com carinho, parecia que ele estava adivinhando que algo especial estava para acontecer e quando Simone lhe mostrou a passagem para o Rio de Janeiro, o homem mudou subitamente e tornou-se de frieza total.
O rosário de Simone começava naquele instante porque nem um centavo para ajudar na despesa da viagem Noel foi capaz de lhe dar.
O ônibus deixou Salvador e lá também ficara uma parte do destino de Simone bem como de seu coração.
Foi uma viagem muito difícil, a bem da verdade foi por demais terrível para a criança que às vezes, só comia um pouco de caldo de feijão.
Quando chegou a cidade ela foi direto para queimados porque já havia uma promessa de emprego e foi ai que começou o rosário da Simone e da menina porque Elisa não ficava com ninguém a não ser sua mãe e se tornava difícil trabalhar com a criança sempre a tiracolo e assim foi passando a infância de Elisa com muita frustração e com saudades da ausência do pai. A menina sentia muita a falta de um lar principalmente no natal, no seu aniversário e quando havia festas na escola cuja presença dos pais era solicitada.Elisa ficava num verdadeiro baixo astral e quando era perguntado por suas amigas por seu pai, ela sempre dava uma desculpa e chegava a casa chorando ou bem tristonha e logicamente quando sua mãe chegava já sabia o verdadeiro motivo da tristeza dela. Simone trabalhou em algumas casas de família até encontrar um emprego em uma firma de mineração e nessa firma ela passou cinco anos trabalhando como copeira, a firma era excelente e lhe proporcionava todo os direitos trabalhistas, dava-lhe de tudo, até vale escolar ela tinha direito e foi nessa época que Elisa começou a estudar fazendo a pré-alfabetização no Colégio ABEU em Belford Roxo. Mas Simone não estava satisfeita com os medos educacionais da professora e ao término do ano Simone retirou sua filha do ABEU e a colocou na escola da Tia Nilda e nela a criança gostou por demais e se alfabetizou com muita rapidez e facilidade.
Quando Elisa já estava por volta dos seus seis anos Simone veio a trabalhar nas Lojas Americanas e ficou por lá um bom tempo até a menina estava próxima de concluir o primeiro grau. Foi um dia por demais alegre para Simone e sua filha Elisa na noite da festa de conclusão do primeiro grau, muita fotos foram tiradas as quais ainda hoje se encontram no álbum de família de Simone.
Capítulo XII
A Esperada, enfim, chegou
“Por Frederico”
Frederico estava lendo o livro Horizonte Perdido e se encontrava por demais absorto em sua leitura quando o telefone tocou, eram aproximadamente 10:30h da manhã e a pessoa se identificou como sendo a diretora do CETOP e desejava que ele fosse até o colégio, o qual distava cerca de 150 metros de sua residência – ele então marcou para as 11h e se preparou para a entrevista, seria a primeira vez que ele entraria naquele colégio.
Quando lá chegou, a diretora foi muito solícita e informou-lhe que tivera as mais altas recomendações sobre as atividades de Frederico, como professor de matemática e ela estava com um grande problema porque no momento não havia nenhum professor disponível para física e matemática paras as turmas do ensino médio á noite e ela gostaria muito em contar com Frederico, caso ele estivesse disponível, em seguida ela lhe mostrou a planilha de aula e o colégio em si.
Ele resolveu aceitar e começou em um dia quatro de junho, logo na data de seu aniversário.
Frederico notou logo de imediato que as turmas estavam muito defasada da realidade escolar e cabia-lhe se esforçar ao máximo para transmitir os conteúdos da matemática que para uns era uma verdadeira quimera.
À medida que se aproximavam os testes os alunos ficavam mais e mais nervosos, além disso, ele também notou que algumas alunas começaram a conversar mais com ele nos intervalos de aula e algumas se insinuavam para ele . Porém Frederico já escaldado de longas datas percebeu que era só por causa da prova e da média final, a qual para uns seria por demais difícil de alcançar.
Chegou novembro e a agitação estava no seu ponto crítico porque estava se aproximando as provas do bimestre final e havia muitos alunos que com certeza estariam em recuperação e outros teriam que se submeter a uma prova de dependência.
Foi nesse meio termo que Frederico veio a conhecer Elisa, ela era uma de suas alunas que nunca lhe causara problema em relação a grau, até porque, ela sempre estava ali na média.
Os olhares dos dois às vezes se encontravam. Contudo, Frederico sempre desviava o olhar, todavia, após a aula, ele sempre ficava com aquele rosto em sua mente por algum tempo. Com Elisa, geralmente ele conversava pouco, já que ela estava sempre com a companhia de um aluno chamado Luís Carlos e quando Elisa vinha conversar após a aula, quase sempre estava com o Luís a tira colo e esse fato não permitia que eles conversassem sozinhos.
Estava terminando o ano escolar quando Elisa se aproximou do Frederico sozinha pela primeira vez e disse-lhe que desejava lhe falar as sós após a aula
E era um assunto importante – ele disse ok e entrou em sala para dar a última aula do semestre, após a aula ele despediu-se de todos desejando sucesso a eles em suas vidas e saiu. Indo beber o seu tradicional café na sala dos professores na qual os alunos só entravam com autorização direta do professor e na sala havia várias divisões as quais serviam para que cada professor (a) fizesse a sua orientação específica dentro de seu horário previsto no respectivo local.
Frederico entrou no recinto seguido de Elisa, a qual antes ficara à porta aguardando autorização para prosseguir.
Ele entrou na sua divisão, a chamou e a fez sentar-se e solicitou que ela deixasse a porta aberta, até porque havia mais professore (a)s nas suas respectivas divisões, bem como na sala em si e ele não estava disposto ouvir comentários por demais maldosos e sem procedência.
Então, Elisa se anunciou, ele a mandou entrar e após os cumprimentos iniciais - Frederico lhe ofereceu café, ela disse-lhe que não bebia café, então lhe ofereceu chá, porque sentiu que Elisa estava muito nervosa.
De imediato, ele percebeu que o assunto em pauta não seria sobre a sua disciplina ou sobre grau, porque ele previamente já consultara os diários e Elisa estava bem.
Ela lhe falou que estava precisado enviar uma missiva para o seu pai, o qual não via há muito tempo e não sabia como escrever, porque o assunto era delicado e confidencial.
Ela desejava saber muito por notícias do pai e manifestava ansiosamente desejo de vê-lo, bem como informar a sua situação, suas aspirações e sua realidade atual no momento.
Elisa, então, lhe contou o seu problema – estava com muitas saudades do pai, o qual estava agora morando em Salvador e há muito tempo que ela não o via e também não ouvia a voz dele. Ela desejava escrever-lhe uma carta contando-lhe toda a saudade que dele sentia e a frustração de não tê-lo por perto em seus dias de dificuldade e isso era a causa de sua grande tristeza. Ela desejava que o Frederico a orientasse a escrever essa carta e que a mesma tocasse no coração de seu pai a fim de que o mesmo voltasse ou pelo menos viesse visitá-la. Aí, ele perguntou o nome do pai dela e começou a escrever uma carta como se ele fosse Elisa.
A carta tornou-se tão dramática que Elisa ficou abismada com a capacidade dele de conhecer os seus desejos e necessidades mais profundas, bem como de seu lado afetivo e compreensivo em relação aos seus alunos.
A partir de então, até o dia da formatura ele sempre que possível a convidava para ir a sua sala e lá lhe dava muitos conselhos e tentava-lhe alertar para o novo convívio após a formatura, a qual é uma realidade bem diferente daquela que vivia atualmente.
Dois dias depois, ele lhe entregou um rascunho de uma outra carta, contudo, como ele mesmo reconhece que tem uma letra horrível, Frederico a leu e Elisa a reescreveu, enviando no dia seguinte ao destino.
De imediato, não deu resultado, porém em médio prazo, o coração de Sr Noel tornou-se mais sensível aos pedidos da filha e passou a lhe telefonar uma vez por semana para saber notícias dela e já começou a assediá-la para morar com ele e sua outra filha em Salvador.
Elisa gosta muitíssimo da mãe e não admite deixá-la em hipótese alguma.
Na véspera da formatura, Frederico a convidou para irem a um recital poético com lançamento de um livro, ela aceitou, só que no dia Elisa não apareceu e ele ficou não chateado, porém desapontado com o fato. Então, resolveu tentar esquecer a Elisa, porém, ela havia se tornado uma pessoa por demais especial para Frederico e por causa disso ele não pode esquece-la.
Era 24 de dezembro, aproximadamente às 20:30h, quando o telefone tocou, era Elisa lhe desejando um feliz natal, porém mal eles iniciaram o diálogo, alguém abriu a porta abruptamente e esse fato fez a tomada do telefone se deslocar um pouco, fazendo com que a linha caísse. Como ela não tinha lhe dito o número dela, ele não pode retornar a ligação. Frederico ficou ansiosamente esperando que Elisa ligasse novamente, mas, tal fato não aconteceu.
Em meados de Maio, novamente Elisa entrou em cena na vida de Frederico, ela precisava de uma carta de solicitação de um emprego para uma firma e naquela oportunidade eles tiveram tempo suficiente de conversarem a respeito da ligação caída, após ele lhe entregar a carta, Elisa lhe pediu o número do telefone dele, já que ela havia perdido.
No final de Maio, ela veio mais uma vez falar com o Frederico, trazia consigo uma colega de nome Roberta e eles ficaram a conversar por alguns minutos e naquela oportunidade, Frederico, lhe deu alguns livros, a fim de que ela pudesse se preparar melhor para o vestibular. Naquela oportunidade, Roberta notou que havia muita troca de gentilezas entre ambos e quando estava a sós com a Elisa, ela lhe disse: com certeza esse professor gosta de você, ainda não percebeu o modo como ele lhe trata? A atenção que ele te dá é por demais e salta aos olhos de qualquer pessoa.
Ao passo que Elisa não querendo admitir retrucou, é o jeito dele, Frederico trata todos os seus alunos dessa maneira e não seria privilégio só meu.
Contudo, eu tenho que admitir que gosto muito dele, desde a primeira aula que ele deu que passei a gostar dele, da matéria eu não entendo nada porque é muito difícil, contudo, da maneira que ele costuma ensinar até dá para aprender a despeito de ser difícil. E, com certeza, ele me cativou e a sua maneira de ensinar também. Só que, ainda não encontrei a maneira de lhe dizer que gosto muito dele, a despeito dele ser casado. O certo que mesmo assim, Frederico mexe muito com a minha cabeça.
No início de Junho eles casualmente se encontraram, conversaram sobre assuntos do dia a dia e no meados do mesmo mês eles voltaram a se encontrar, penso que foi no dia 12 e naquela oportunidade começaram a namorar. Frederico lhe fez ver a sua situação, todavia, Elisa lhe informou que mesmo assim, gostaria de tentar por que sentia muita a falta dele.
E quando ela estava com Frederico se sentia muito bem e o fato dele ser casado não a preocupava. Ambos sabiam que estavam errados, entretanto quem é que está totalmente certo neste nosso mundo conturbado? A felicidade é o maior bem que os serem têm, portanto eles a suas maneira buscavam a felicidade.
No primeiro dia que eles se encontram, Frederico lhe fez ver que não estava mais na idade de namorar, portanto, Elisa já sabia perfeitamente o que ele desejava dela.
Ele também lhe informou que o seu maior sonho era ter uma filha e achava que era ela quem lhe daria essa tão esperada filha. Então, ele lhe perguntou quantas vezes por semana ela fazia sexo com o ex - namorado?
Elisa lhe disse que há mais de seis meses que não namorava ninguém, Frederico, voltar a pergunta original, ai, ela lhe disse que ainda era virgem! Foi uma verdadeira surpresa para Frederico, porque na atualidade é muito difícil se encontrar uma garota com 19 anos e virgem. Ela ficou toda vermelha e nervosa, quando o assunto versou sobre sexo. Frederico percebeu o embaraço dela, então, propositadamente levou o assunto para outro tema e foram visitar um shopping passando o resto da noite disponível a confabular sobre trivialidades da vida e sobre eles mesmo.
Dias depois novamente se encontraram na cidade e mais uma vez, após marchas e contra marchas nem um beijo rolou. Frederico percebeu que Elisa tinha um verdadeiro pavor de sexo, todavia, ele era por demais paciente e não tinha a mínima pressa em tê-la em seus braços em um local bem aconchegante. Ele ia esperar a ocasião adequada.
E quando a mesma aconteceu, foi sem ele esperar.
Frederico a levou ao clube que ele era sócio aonde ele iria presenciar a vernissage dos quadros de um amigo e quando já estavam voltando, por volta das 19:30min, quando ele saiu da portaria do clube, ele a perguntou abruptamente - vamos amar um pouco? Elisa, instintivamente respondeu, vamos.
Foram para o local mais próximo, todavia ficaram sós nas carícias porque Elisa ainda não se sentia confiante para ir em frente. Ficaram por cerca de três horas e quando de lá saíram a despeito de ter sido a sua primeira vez que ficara com um homem na cama a trocar carícias amorosas, ela gostara da maneira carinhosa como Frederico procedera.
Saíram mais duas vezes sem que fossem parar na cama e quando novamente aconteceu Elisa estava mais confiante, relaxada totalmente, nesse dia Frederico foi ainda mais carinhoso e a levou a loucura na cama, todavia, não forçou muito, ele almejava ir passo a passo fazê-la mulher, sem aquela maneira abrupta que muitos homens cometem. Ele entendia que ele tinha sido privilegiado e por causa disso teria que desvirginá-la sem que ela sentisse ou percebesse que havia acontecido, para Frederico, o desejo tinha que suplantar todos os medos e traumas anteriores e estava em sua mente fazê-la gozar o máximo possível e em um desses gozos desvirginá-la.
Na terceira vez, Frederico a deixou louca e percentualmente ele a deixou 30% mulher.
Em uma linda tarde de quarta –feira, eles foram curtir a bela tarde em um dos motéis da vida, ele estava a 1000, só que a vinte metros do local, chegou o lençol vermelho de Elisa, ai eles tiveram que mudar o programa da tarde, indo passá-lo em desses shoppings da cidade. Frederico não ficou decepcionado porque teria todo o tempo do mundo para deixá-la feliz e ela sabia disso era só esperar o tempo passar e a nova oportunidade chegar que Elisa entraria para o clube das mulheres, até porque, ela já tinha sido um pouco penetrada e seu hímen já se deslocara um pouco, era só mais um pouquinho de pressão e ela estaria no clube das mulheres e uma nova vida se descortinava, era só esperar.... mas, voltemos à Celina
A vida do casal parecia ser ótima só que Márcio tinha um ciúme exagerado de Celina e conforme o tempo foi passando a menina foi se tornando mais e mais linda, foto este que o fazia aumentar a sua carga de ciúmes.
Márcio costumava freqüentar a sociedade porque dispunha de capital de fonte que Celina desconhecia, contudo, ela tinha certeza que tinha a ver com as viagens que ele fazia.
Em seus contatos na sociedade carioca, Márcio não levava Celina. Isso proporcionava que a menina ficasse triste e fez sua mãe ver o modo que seu marido a estava tratando.
Monique chamou Márcio às falas, porém nada poderia fazer porque não seria ela a determinar o modo de vida familiar de seu genro.
A vida seguia seu curso com natural e Celina resolveu voltar a estudar iniciando o ciclo secundário, isso foi também causa de acentuar os ciúmes de seu marido, porém, ele teve que aceitar já que ele a conhecera como estudante e não seria ele que iria ser o responsável por uma evasão escolar, principalmente de sua própria esposa!
Estava próximo de terminar o ano letivo quando inesperadamente Márcio saiu de cena e da vida de Celina.
Ele fora fazer mais uma das suas viagens, as quais Celina não tinha pleno conhecimento de que se tratava e três dias após sua volta a caso foi invadida pela madrugada e Márcio foi seqüestrado por quatro homens fortemente armados até os dentes eles reviraram a casa toda, mexiam em tudo que vissem a procura de uma grande quantidade de ouro, diamante e dólares que Márcio havia trazido naquela viagem e por mais que Celina pedisse, mais e mais eles tornavam a bagunça mais ferrenha na casa. Então, depois de uma hora de procura eles saíram com Márcio, o qual foi a última vez que Celina o veria vivo porque pela manhã do outro dia ele apareceria morto com vários tiros por sobre o corpo.
Celina se desesperou e foi Rita que a ajudou naquele dia fatídico. Ela ligou para Monique e para as pessoas que poderiam ajudar Celina. Monique veio imediatamente para o Rio de janeiro e assim que chegou tomou todas as providências cabíveis.
Após os funerais começaram as ameaças diretas à Celina porque os supostos bandidos achavam que Celina tinha conhecimento de onde se encontrava toda a fortuna deixada em algum local por Márcio.Então as ameaças começaram e ela nada poderia fazer porque nada sabia a respeito e não tinha a mínima idéia do que eles procuravam e se realmente havia tudo aquilo que eles diziam e o local. Foi um tempo difícil porque, pelo menos umas duas vezes por semana eles iam até a casa dela e começava uma série de interrogação que a deixava muito nervosa.
Foi ai que Celina veio a ter conhecimento das atividades ilícitas de Márcio, o qual tinha uma conexão de roubo de carga de soja, bem como de pedras preciosas no Estado de Goiás e no interior de Minas e havia sido desviada uma grande carga e nela a carreta estava levando não só a carga em si, mas, também um cofre pequeno com mais de 100 pedras preciosas de um famoso bandido de Mato Grosso
Tanto a carga quanto às pedras haviam sido subtraídos por Márcio, bem como, umas centenas de milhares de dólares que lhes foram entregues em confiança para serem entregues a um delegado da polícia federal para continuar a facilitar o transito das mercadorias ilícitas. Todavia, nada havia chegado ao destino e o chefão de mato grosso havia ficado furioso e resolvera dar cabo de Marcio, sem explicação.
Marcio era uma pessoa muito meticulosa no que fazia e já pensando nas possibilidades desse fato vir ocorrer, ele colocava todo os ganhos no cofre de um determinado banco e cifrou em código tudo, desde o nome do banco até a senha, estavam tudo cifrados, porém não teve o tempo necessário para prevenir Celina.
Já havia se passado mais de oito meses da morte de Marcio e Celina continuava a receber as visitas inesperadas de alguns policiais que ainda investigavam a morte de seu marido, não pela morte em si, mas, pela possibilidade de vir a descobrir o código que daria acesso à fortuna deixada no banco.
...Por essa época Simone veio a conhecer o Leonil Marcenal, o qual era um dos membros da congregação que ela pertencia. Leonil era um sujeito vistoso com seus 50anos e que desejava namorar a Simone, só que o jovem senhor estava muito apressado e no primeiro dia ele queria ir logo para os conformes e tal atitude o afastou de Simone, muito embora ela estivesse desejando um homem, mas, não o queria só para sexo. Meses depois apareceu no seu caminho um militar de nome Augusto e este foi mais paciente e ele veio a conquistar o coração de Simone por completo e após seis meses de relacionamento, Simone veio novamente a ficar grávida e nasceu uma linda menina cujo nome escolhido foi Talita
...Celina estava já vivendo uma situação difícil porque todo mês tinha que reservar uma determinada quantia para dois policiais que sempre fazia ameaça à sua vida bem como de sua linda Lidiane e em um dos meses que a sua situação financeira estava por demais periclitante, Celina solicitou um auxílio financeiro para o Gutemberg, o qual prontamente lhe socorreu, contudo no papo vai, papo vem ela lhe disse o motivo principal para aonde se destinava o capital.
Gutemberg ficou muito indignado e resolveu agir.Denunciou os policiais na corregedoria do Estado bem como pessoalmente no disque denúncia.
No dia combinado para eles vir pegar o dinheiro, dois promotores armaram o circo e fizeram Celina conversar o máximo possível antes de eles pegarem o dinheiro e quando o fizeram foram presos em flagrantes.
Contudo, persistia a insistência sobre a possível bolada deixada por Márcio e agora era a família que almejava descobri-la porque a situação estava ficando difícil, o capital estava por demais curto. Simone já havia dois meses que não via a cor do dinheiro e ela não sabia o que fazer ou que decisão tomar, até porque gostava por demais de Lidiane e de Celina e ela lhe havia dado guarida em seu momento de maior dificuldade.
Simone desejava deixar a sua patroa Celina, mas o senso de amizade falava bem mais alto do que o capital, mesmo que ela estivesse necessitando para custear as despesas dadas por Talita.
Capitulo XII
...Em um determinado domingo, Celina ligou para Gutemberg e pediu que ele fosse até sua pequena loja porque desejava lhe falar. Na hora combinada ele estava à porta da loja quando Celina o viu, solicitou que ele entrasse, deixando Rita atender aos possíveis clientes.
Então, ela lhe mostrou algo que achara dentro de uma bíblia, a qual ficara guardada por muito tempo no pequeno atelier no qual Marcio revelava as fotos.
Era uma folha de papel e nela estava escrito o seguinte: - é o 5º banco na avenida aonde vinte e dois cavalos correm atrás de uma égua número (JCSZ) filósofo pré-socrático.
Agência 3abc=ccc traço b, conta 3xyz=yyy , seguido de abc anterior.
Senha: analise as definições abaixo e se contradição use (JKMV), filósofo pré-socrático, se contingência use (PFGL), filósofo pré-socrático e se tautologia use (AMBE), filósofo pré-socrático.
Se 6 é par, então 11 não divide 7
Ou 5 não é primo ou 11 divide 7
Mas 5 é primo, portanto 6 é impar.
Gutemberg após analisar o escrito disse-lhe: - sem sombra de dúvida, está aqui o que eles ansiosamente procuravam. Contudo, é um perfeito enigma que pouco estarão capazes de solucioná-lo. Márcio foi muito cuidadoso pois que escreveu tudo de forma bem cifrada que com certeza, afastaria uma grande maioria da descoberta mas, a bem da verdade a única coisa fácil é os vinte e dois cavalos correndo atrás de uma égua. Vou contar a charada somente para meus amigos e verificar se alguém descobre e se faz sentido.
Passaram-se três meses depois de Celina haver dado a charada para Gutemberg resolvê-la e a bem da verdade, ele ainda não havia feito qualquer progresso e tal fato o estava incomodando por demais. Ele já havia passado várias e várias noites debruçado sobre aquele papel a fim de solucioná-lo, porém nada fazia sentido, até que em um domingo ele resolver ir ao maracanã ver a primeira partida da final do campeonato brasileiro entre Botafogo e Santos e mal começara o jogo, ele teve um vislumbre de luminosidade...
Ele estava no maracanã vendo 22 jogadores correndo e disputando uma bola, então por transposição ele imediatamente concluiu: - os vinte e dois cavalos são os jogadores e a égua só pode ser a bola, logo Gutemberg concluiu que a avenida era a avenida maracanã e mal terminou a partida com a vitória do botafogo por 2x1, Gutemberg pegou seu carro e foi vistoriar totalmente a respectiva avenida de cabo a rabo nos dois sentido.
Realmente se encontrava lá, bem como estava descrito no papel o Banco real, restava agora descobrir o número da conta, da agência e da senha a fim de ver se combinava com àquela respectiva agência.
Quando ele chegou a sua caso telefonou para Celina e disse-lhe que precisava conversar, mas, não por telefone, então ele se dirigiu até a casa dela e lhe relatou a descoberta: Celina o abraçou e chorou de alegria porque a primeira parte do obstáculo havia sido transposto, contudo, a luta teria que continuar e urgia porque ela estava a ponto de abrir falência
Sua mãe, Monique, deixara de enviar ajuda monetária desde que descobrira que todo o capital estava sendo subtraído pelos policiais que julgavam que ela sabia o local das jóias e dos dólares.
Simone já estava há cinco meses sem receber qualquer capital e Augusto já se encontrava impaciente em relação ao fato e pressionava Simone a largar o emprego e cuidar somente de sua filha e da casa deles em si, mas, como sempre Simone insistiu em ficar com Celina porque sua filha já se afeiçoara a casa assim como ela também. Entretanto a situação de Celina era periclitante. Em uma tarde de sol escaldante, Elisa fora até a loja de material de Celina a fim de pedir um dinheiro a sua mãe para ir à praia com uma amiga, todavia Simone, bem como Celina estavam sem capital para e conversa vai conversa vem, surgiu novamente o enigma da conta bancária deixada por Márcio e ao ser mostrada para Elisa, ela disse intuitivamente que conhecia alguém que o decifraria mole, mole. Elas sorriram e Elisa questionou o motivo, então Celina lhe contou que Gutemberg já mostrara para alguns estudantes de física, química, matemática e também para os professores das respectivas matérias, todavia nenhum deles fora capaz de ter a mínima idéia de como resolvê-lo.
Então, Elisa comentou:- é porque vocês não conhecem o Frederico. Ele tem uma cultura geral extraordinária, a bem da verdade, ele é fabuloso em qualquer assunto.
Elisa novamente disse: quanto vou ganhar se ele decifrar este enigma?
Não se preocupe porque você será bem recompensada, caso ele obtenha sucesso nessa tarefa, assim falou Celina, desdenhando da capacidade do professor amigo e namorado de Elisa.
Celina escreveu em uma folha de papel almaço e entregou à Elisa a qual a noite repassou a Frederico, ele leu, leu, leu; depois analisou e finalmente disse é mole, vou começar pelos filósofos pré-socráticos.
Deve existir algum elo de ligação entre um dos filósofos e a senha e continuou...
Demócrito nasceu no ano de 460aC, em Abdera. Sua transição ocorreu no ano 357 aC e ele era discípulo de alguns magos e Caldeus. Demócrito viajou ao Egito para aprender geometria, com os sacerdotes egípcios. Visitando também a Pérsia. Diz-se que associou aos ginosofistas, na Índia, seguindo depois para A Etiópia.
Ele era versado em qualquer ramo da filosofia, pois se preparara em física, ética e nos assuntos rotineiros de instrução, sendo também versado em teologia, astronomia e nas artes.
Desprezava a fama e era grande admirador de Pitágoras. Frederico concluiu que nada ligava Demócrito ao enigma.
Passou então a falar sobre o grande filósofo Pitágoras, porque por intuição, ele foi um dos principais filósofos pré-socráticos que se destacou na matemática e principalmente na numerologia.
Frederico ficou a debruçar-se sobre os conceitos e estudos pitagóricos por dois dias até que descobriu as abreviaturas que eram uma das chaves para a solução do citado enigma .
Estudou a numerologia deixada por Pitágoras e colocou em ordem alfabética a tabela.
1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9
A - B - C - D - E - F - G - H - I
J - K - L - M - N - O - P - Q - R
S - T - U - V - W - X - Y - Z.
Agora se tornara fácil traduzir as letras deixadas, então ele foi direto nas letras e começou o número do banco é JCSZ que corresponde numericamente a 1318. As letras JKMV- PFGL - AMBE, significavam respectivamente 1244; 7673; 1425. Portanto, só faltava decifrar os argumentos e verificar a respectiva validade e qual das letras corresponderia as três séries numéricas.
p q r ~p ~q ~r (~r ٧q) ٨ r p→ ~ q p→ ~q^(~r۷q)۸r→~p
V V V F F F V F V
V V F F F V F F V
V F V F V F F V V !
V F F F V V F V V
F V V V F F V V V
F V F V F V F V V
F F V V V F F V V
F F F V V V F V V
Frederico começou a pôr em ordem a fim de que pudesse solucioná-lo.
Chamou de ( p ) a sentença : - Se seis ( 6 ) é par então onze ( 11 ) não divide sete ( 7 ).
Chamou de ( q ) a sentença onze ( 11 ) divide sete ( 7 ) e cinco ( 5 ) é primo por ( r ).
Depois os colocou na forma simbólica que ficou assim:
p ~q, ~r q, r → ~p.
Frederico então, observou que era uma condicional associada ao argumento dado se transformaria na seguinte forma: ( ( p~q ) ( ~r q ) r ) ~p.
Ele necessitava verificar se a condicional associada aos argumentos dados corresponderia a uma tautologia, uma contradição ou uma contingência ou qual só seria possível por meio de uma tabela verdade, então, começou a construí-la a qual depois de pronta tomou o seguinte aspecto conforme está acima construída
Ao terminar a tabela verdade, Frederico observou que na coluna dez (10 ) continha somente valores lógicos verdadeiros, portanto , o argumento dado era válido ou seja era uma tautologia e como conseqüência o número da senha era o número 1244. No argumento dado existem premissas que são falsas, como por exemplo, a segunda e a conclusão, mas, o conjunto torna-se verdadeiro. OBS: - Ele também pode ser provado por meio de regras de Inferência e Eqüivalência
Para concluir o mistério, faltava somente analisar o número da conta que ele teria que usar a teoria dos números, fato este que ninguém pensou, porém como já estava muito tarde e Frederico muito cansado; ele então deixou para resolvê-lo em sala de aula como exercícios com os seus alunos.
Na terça-feira da semana seguinte Frederico teria que lecionar lógica para os alunos do terceiro ano do ensino médio, então ele passou o exercício e depois passou a fazê-lo no quadro negro.
3abc=ccc, senão vejamos:
3( 100a+10b+c )= 100c+10c+c
3 (100 a + 10b + c ) = 111c, o qual dividindo por ( 3 ) resulta 100 a +10b + c = 37 c
100 a + 10 b = 36 c, o qual dividindo por ( 2 ) resulta 50 a + 5b = 18c
da equação resulta : 5b = 18 c –50a, o qual dividido por ( 5 ) nos dar: b= 18c/5 – 10a.
Se analisarmos com profundidade verifica-se que ( a ) só pode receber os números (1-2-3 ) e nunca pode ser zero porque faz parte da casa das centenas e ( c ) só pode ser
( 0 ou 5 ) por causa da divisão por cinco, mas, zero não pode ser porque torna o resultado negativo, então, por exclusão lógica só pode ser ( 5 ). Que nos dar o seguinte resultado:
a= 1 , b =8 , c =5 e como resultado o número 185 -8
Então, Frederico já tinha o banco, o número da agência e o número da senha, só faltava o número da conta que estava expresso por 3xyz=yyy acrescido de bbb.
Utilizando a teoria dos números chega-se facilmente a conclusão pelo mesmo processo utilizado anteriormente que o número é 148, o qual acrescido de 185 resulta 148185.
A solução do enigma encontrava-se completo, resta agora somente ordena-lo e entregar à Celina, a qual precisava desesperadamente pela solução.
Banco J***, o qual ficava na avenida maracanã
Agência 185-8, conta número 148185, senha 1244.
Frederico estava agora feliz da vida em entregar à Elisa sua descoberta e foi o que ele fez na primeira oportunidade que eles se encontraram.
Após uma tarde amorosa, ele tirou da sua valise e deu para Elisa.
Na noite daquele mesmo dia Elisa comentou com sua mãe que seu amado havia descoberto o enigma.Simone agradeceu a todos os anjos do céu porque aquela descoberta melhoraria a vida de muitas pessoas, inclusive as delas. Na manhã do dia seguinte Elisa entregou pessoalmente a solução à Celina, a qual ficou pasmada.
Ela foi aconselhada a ir com calma ao poço para não despertar suspeitas às pessoas que sabiam do referido enigma, a bem da verdade para o seu próprio bem, ela teria que agir como se nada tivesse acontecido e foi o que ela fez.
Gutemberg aconselhou-lhe que Celina abrisse uma conta corrente no mesmo banco e depois transferisse todos os respectivos saldos da conta de Márcio para a dela.
Celina não contou nem para a sua família sobre a grande descoberta e só o faria após consultar os respectivos saldos bancários.
Na terça-feira, Celina levou Simone a tiracolo e foram ao maracanã, lá chegando foram passeando pela avenida maracanã a te encontrar o banco J***, abriu uma conta com a quantia mínima prevista e após isso, de posse do número da conta de Marcio e da senha, consultou o saldo. Ela quase desmaiou quando viu o valor do total disponível, havia mais de R$ 850.000,00 “oitocentos e cinqüenta mil reais“na conta corrente e novamente esteve em vias de desmaiar quando viu o resultado do valor do saldo disponível na conta popança.
R$ 430.000,00 “quatrocentos e trinta mil reais “.
Celina tinha agora dinheiro para toda a vida, contudo, para viver bem ela teria que observar os conselhos de Gutemberg.
A primeira coisa que ela fez foi por a loja à venda e fazia questão de afirmar que era porque não tinha mais dinheiro para gerir a loja e sua mãe Monique, detestava venda e não lhe proporcionava qualquer espécie de regalias, principalmente depois que Monique voltou a morar em Brasília, ela havia esquecido por completo da filha.
Na quinta-feira da mesma semana, Celina fez uma retirada e pagou os três meses de atraso que devia à Simone, bem como lhe deu uma gratificação que lhe proporcionaria viajar para São Luís. Além disso, para Simone havia chegado em boa hora porque a pequena Talita estava com catapora e por causa da doença não se alimentava adequadamente.Simone pensava em ficar um mês em férias com a menina a fim de que o clima e a convivência com os parentes fossem um motivo a mais na recuperação da criança. Nesse período, Leonil encontrava-se em Curitiba participando de um congresso da AMORC “Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz”. E ele deveria permanecer por lá por mais uma semana.
Simone era a conselheira fiel de Celina em qualquer assunto por ser realmente uma amiga para todas as horas. Ela sabia que Celina estava vendendo a loja como uma forma de despistar as possíveis investidas de alguns homens indesejáveis que às vezes, vinham a sua loja pesquisar possíveis melhoras repentinas de Celina. Havia já três policiais presos, contudo, a ambição humana e a desconfiança sempre estão navegando em uma mesma direção e no caso em questão, a loja de Celina era um ponto o qual poderia angariar muito dinheiro.
Mas, quando começaram a ver a tabuleta, vende-se, a grande maioria dos fuxiqueiros queriam saber o motivo e quando ela dizia que era por causa das dívidas, fez com que os citados urubus de plantão se afastassem do objetivo. Todavia, Simone antes de viajar aconselhou Celina a contrair um empréstimo pequeno e propositadamente não pagar a fim de que seu nome fosse temporariamente para o SPC e SERASA, obviamente ela quando recebesse a comunicação falaria com um das fofoqueiras de plantão e com certeza ela se encarregaria de espalhar a notícia, após vender a loja era só ir ao banco, realizar uma retirada equivalente ao débito, pagar tudo e no outro dia seu nome estaria limpo na praça. Porém, para a localidade o fato persistiria e como conseqüência, afastaria de vez os urubus que sempre a rondavam.E foi isso o que ela fez.
... Simone foi curtir umas férias no Maranhão, levando sua jóia a tira colo que era a pequena Talita e assim que chegou à casa de seus pais a menina foi tratada como uma verdadeira princesa porque além de ser uma criança linda, Talita tinha um ímã para atrair e fazer as pessoas gostarem dela e foi o que aconteceu. Todos queriam beijar, acariciar e abraçar a pequena notável, como foi chamada.
A mãe de Simone já estava na casa dos oitentas e seis anos e chorou de alegria ao rever a filha que se fora há mais de quarenta anos, a felicidade em ver a segunda neta pela primeira vez foi tanta que dona Marisa passou mal tendo um princípio de infarto, porém, ela foi socorrida a tempo e no outro dia o velho coração já estava batendo forte e sentia-se sorridente e feliz colocando a pequena Talita em seus braços.
Foram trinta dias de maior felicidade para Simone, porque todos os dias chegavam algum parente novo, um primo, uma sobrinha, um cunhado, cunhada e principalmente os seus amigos de outrora que há muito tempo que não os via.
Mas, tudo passa e seus dias de felicidades em família chegaram ao término, até porque Leonil já voltara do Paraná e estava saudoso de sua mulher.
Voltando para o Rio de janeiro, mais uma vez Rita teve a oportunidade de aconselhar Celina. Porque já corria de boca a boca a possível falência da loja dela e que Celina havia vendido por uma ninharia, a mesma estava devendo na praça e numa situação muito difícil.
A idéia de Celina era pegar logo aquele capital e escafeder-se por este Brasil à fora, todavia, sua mãe nada sabia do evento e quando soube pelos fofoqueiros de plantão que estava acontecendo queria vir pessoalmente a fim de amenizar a crise, porém Simone incutiu em Celina que era urgentemente necessário que ela fosse à Brasília contar toda a verdade
Para Monique e saber qual seria a solução a ser preconizada por ela.
Celina então, comprou uma passagem em busca de um aconselhamento materno.
Quando Monique soube da verdade ficou perplexa! Jamais imaginava que Márcio tivesse tanto dinheiro guardado em banco e fosse tão cauteloso na forma de escondê-lo para terceiros.
Faltava ainda descobrir o que havia nos três cofres individuais deixados na parte reservada do banco, a qual só tinha acesso mediante a apresentação da chave e de uma senha previamente pega na tesouraria do mesmo e isso até aquele momento não havia sido feito porque Celina ainda não se dispunha de coragem para ver o que continha.
Então, Monique a convenceu a irem no outro dia e quando lá chegaram foram direto para a seção de cofres individuais, se identificaram mas, ela não pode ter acesso embora tivesse a senha porque não haviam levado o documento judicial que a autorizava a movimentar a conta de Márcio, Celina também não havia levado a certidão de óbito, de modo que ela não teve outra alternativa . Teria que voltar no dia seguinte este fato a deixou ainda mais nervosa.
Na manhã do dia seguinte, bem cedo Celina e Monique partiram para a cidade rumo a av Maracanã e de posse de toda a documentação concernente entraram na respectiva seção e ao abrir as três gavetas, Celina e Monique puderam aquilatar o porque de tanta insistência durante dois longos anos por parte dos policiais que estavam no caso.
Havia cerca de $ 980.000 (novecentos e oitenta mil dólares). Celina ficou tão nervosa que chegou a urinar na calcinha ter um pequeno ataque de risos, fato este que fizeram as pessoas presentes olharem para ela e sua mãe Monique.
Ela novamente trancou as três gavetas e saiu com sua mãe em direção a casa.
Quando lá chegou, havia uma notícia que a deixaria mais e mais nervosa. O pesadelo voltara! Ela fora intimada a prestar depoimento sobre o caso da extorsão policial e os planos de ela ir embora teriam que ficar para depois. Monique então, contratou um advogado para que ele a assistisse em juízo. O referido processo estava tramitando na 3ª vara criminal de São João de Meriti e a promotora Rachel Amélia era a quem estava à frente do caso e ela era conhecida por ser muito dura em suas decisões e normalmente quem caia em sua vara criminal dificilmente escapava de pegar uns quatro anos de cadeia.
Rachel era uma mulher feia e sua feiúra talvez fosse a causa provável que afastasse os homens de sua presença, dificilmente conseguia arrumar namorado e quando o conseguia o romance durava muito pouco por causa dela ser uma pessoa que costumava sempre ser obedecida e como conseqüência, tornou-se paulatinamente uma mulher amarga, então descontava sua amargura nas pessoas a quem julgava, contudo o fazia dentro dos ditames da lei.
Chegou o dia da audiência e Monique foi dar um apoio moral para sua filha Celina, a qual estava por demais nervosa. Primeiramente o juiz interrogou os quatros acusados envolvidos e depois passou a palavra para a citada promotora que passo a passo foi minando com as prova de defesa dos envolvidos. Celina depôs e após seu depoimento foi dispensada pelo MM Sr juiz Edgar Furtado, o qual estava à frente daquele processo.
Celina voltou mais três vezes ao foro e no final teve a insatisfação de ouvir a sentença favorável aos policiais por falta de prova real que concretizasse a suposta extorsão, todavia os referidos milicianos ficaram expressamente proibidos de se aproximarem de Celina e sua família, sob pena de serem presos.Durante a fase processual por várias vezes ouve contradição entre os milicianos, contudo a despeito da marcação serrada feita pela promotora, ela não conseguira nenhuma prova concreta que os incriminasse, no entanto, só o fato de eles terem sido julgado já era uma mancha bem forte que eles teriam que conviver com ela ao longo de suas jornadas.
Celina estava receosa porque na Baixada Fluminense a polícia sempre intimidou, achacou, matou e exterminou ao largo da Lei sem que qualquer espécie de punição ocorresse e com ela mesma acabara de acontecer. Celina concluíra que o Universo policial era uma verdadeira podridão em que a farda era o escudo magnífico que protegia a todos que praticavam desvio de conduta. Só restava para ela sair do Rio de janeiro o mais rápido possível, porque com certeza haveria ao seu tempo o revide e ela não queria pagar para ver.
Três dias depois do resultado do julgamento ela chamou Elisa, porque a dívida em relação a ela ainda não havia sido paga e estava se aproximando o momento propício para fazê-la.
Quando Elisa chegou a sua casa estava um pouco nervosa e conversa vai conversa vem, Elisa confidenciou à Celina que se encontrava grávida de dois meses, porém, ainda não havia comunicado a sua mãe, Dona Simone, a qual, quando soubesse armaria maior escândalo era isso que ela pensava.
Elisa tinha mais medo do escândalo que a mãe viesse a fazer de que as conseqüências da chegada da criança, todavia ela estava imensamente feliz em se tornar mãe. Há muito que ela desejava que fosse abençoada com uma gravidez, principalmente porque Frederico queria que ela lhe desse uma filha, estava sendo a fome com a vontade de comer. Só que agora ela teria que enfrentar a oposição inicial de sua mãe e ter que aturar os mexeriqueiros de plantão, porque sendo Frederico casado, quando a bomba explodisse, eles teriam que enfrentar o tranco.
Celina então, depois de ouvir as preocupações dela disse-lhe: Eu te chamei aqui porque vou ter que ir morar em outra localidade fora de Belford Roxo e como seu amigo decifrou o nosso enigma, tenho que pagar minha dívida como você, só desejo que ela permaneça em segredo total, porque posso vir a ter complicações se alguém ficar sabendo que eu lhe proporcionei uma bolsa completa na Universidade. Quando Elisa ouviu a palavra Universidade ficou quase a desmaiar de alegria. Elisa em seguida lhe deu um cheque com valor proporcional aos quatro anos de mensalidade e outro cheque para que ela pudesse ter fazer um bom pré-natal e proporcionar um parto legal para a criança que estava a vir a este nosso mundo louco.
A quantia dada fora R$30.000,00 “trinta mil reais“, o qual era dinheiro suficiente para Elisa concluir os seus estudos universitários sem qualquer espécie de problemas. Ela não estava acreditando que aquilo estivesse ocorrendo com ela, seria realmente verdade que estivesse recebendo uma quantia tão alta por algo que ela não havia feito? Questionava Elisa, todavia, após ouvir que ao ser descoberta o enigma por seu namorado secreto “Frederico”, ele havia lhe proporcionado ter acesso à conta de seu marido, a qual estava por demais recheada. Ela só não poderia comentar com ninguém e foi o que Elisa fez.
O mais importante para Elisa muito mais que qualquer capital que viesse a ter era no momento conseguir uma forma de contar a sua mãe que se encontrava grávida e almejava fazê-lo naquele dia, até porque ele havia iniciado com muita sorte para ela, pois havia ganhado uma bolada que cobria todas as suas preocupações escolares por quatro anos.
Elisa assim que chegou a casa Simone logo notou que sua filha estava sorridente demais, contudo, apresentava um certo ar de preocupação, porém a felicidade estampada em seu rosto era por demais evidente que algo de bom acontecera e quando Elisa lhe falou a respeito da bolada que havia ganho, ela disse : eu já sabia que Celina ia fazer isso, só não queria lhe estragar a sua surpresa. Então, Simone lhe perguntou a causa de sua aparente preocupação e Elisa foi taxativa como se efetuasse um disparo a queima roupa. Mãe! Aconteceu, estou grávida de Frederico. A culpa foi minha, mas eu o amo por demais.
Simone ficou estática sem saber o que falar à filha e quando o pode fazer foi aumentando a sua explosão passo a passo. Elisa, você, uma menina criada no seio da igreja, uma pessoa que é temente a Deus. Como você pode fazer isso? E ainda mais com uma pessoa que é bem mais velha que você e casado, Isto está certo? Ele já sabe desta sua loucura! E o que você vai fazer porque não estou aqui para criar neto de ninguém. Quem pariu Mateus que embale!
Foi uma hora direta de sermão. Simone só não colocou Elisa para fora de casa porque Leonil chegou a tempo e tomou partido da enteada. Leonil afirmara que isto que acontecera era normal nos dias atuais e que seria bem melhor ela dar apoio à filha do que vê-la em situação por demais difícil ou em desespero.
Ele explicou, porém não convenceu dona Simone, contudo, devido a sua religiosidade ela teve que aceitar. Mas, ficou sem falar com a filha por quatro longos anos, um longo tempo.
Dona Simone não permitiu que Elisa ficasse em sua casa e antes da criança nascer Elisa deixou a casa materna alugando um pequeno apartamento mobiliado em Irajá e logo após a criança nascer o comportamento de dona Simone permaneceu o mesmo a despeito da menina ser linda e seu sorriso encantar a todos; porque Dèsiré era linda, a bem da verdade era simplesmente linda e seu sorriso deixava a todos encantados por ela e quando sua avó foi visitar a filha pela primeira vez já havia se passados quatro anos e foi a neta que a recebeu à porta. Simone ficou pasmada com a beleza da menina e também com a forma carinhosa como ela sorria. Então, travou-se o seguinte diálogo entre ambas. Mamãe não está, só está minha avó “um”. A minha avó “dois” nunca vem aqui. A senhora quer falar com minha avó “um”? É mãe do meu papai. A vontade de Simone era abraçar aquela linda e carismática menina nos braços pela primeira vez e poder sentir de perto aquele belo sorriso. A priori, Simone ficou apaixonada pela neta, todavia, o ranço contra a filha ainda estava falando mais alto e Simone sufocou o amor de avó pela neta. As duas senhoras se olharam como se estivessem se enfrentando ou se desafiando com os olhos. Rita foi a primeira a falar: como está minha filha? Está no Salgado Filho, ainda corre perigo de vida. E onde fica esse tal de Salgado Filho? Fica bem próxima a estação do Méier, mas, as visitas são às quartas e domingos; portanto, só no próximo domingo e que a senhora poderá vê-la e se ela estiver fora do CTI. Simone não acreditava que aquilo estivesse acontecendo, já estava bem perto de cair em prantos quando a menina se aproximou e disse: vovó “um”, quem é esta senhora? Dona Matilde já ia responder quando novamente a menina inquiriu, ela parece com a minha mãe, a senhora não acha? Simone percebeu de imediato que a menina herdara em profundidade não só o raciocínio lógico do pai bem como a inteligência dele, herdara da mãe, também a inteligência, a beleza e sutileza bem como a forma meiga dela falar. A menina tinha uma verdadeira beleza em forma de pessoa e Simone ficara pasmada com ela muito mais pela sagacidade e inteligência demonstrada. Estava com uma imensa vontade de abraçá-la e beijá-la e de dizer-lhe que ela era a sua vovó “dois”, porém o seu ranço religioso não o permitia.
Simone ficara encantada com a neta, todavia, naquele momento a preocupação maior estava em sua filha Elisa, a qual havia se acidentado. O ônibus em que viajava foi fechado por um carro e quando o motorista tentou desviar para direita foi de encontro com um caminhão, colidindo violentamente. O acidente fez oito vítimas fatais e deixou várias em estado grave, que era o caso de Elisa. Ela ainda se encontrava no CTI, quando dona Simone tomou conhecimento através de Frederico. De imediato, ela não deu bola, contudo, após ele sair de sua a casa a ficha caiu e seu lado materno, também o religioso falaram mais alto e Rita faltou ao trabalho no dia seguinte para poder visitar a filha foi aí que ela teve a primazia de ver sua neta pela primeira vez.
No hospital, não pode vê-la porque era uma quinta – feira e não havia visitas naquele dia então, ela teve que aguardar até domingo. Foi na volta do hospital que Rita teve a idéia de ir à casa da filha pela primeira vez depois que Elisa havia saído de sua casa e passou-se o diálogo com a neta acima narrado.
Naquele dia Simone não conseguiu dormir porque o rosto e a voz daquela meiga menina estavam sempre presentes em sua mente à noite toda.Simone percebera que havia julgado mal a sua mais preciosa jóia ao longo de sua vida, sua filha, agora ela estava apavorada porque não sabia se haveria tempo para que Elisa lhe perdoasse pôr aqueles quatro longos anos de ausências e principalmente pela falta de apoio quando Elisa mais precisou. Foi à igreja e chorou os seus pecados diante do altíssimo, na sua imaginação ela via Deus castigando-a por não ter perdoado a filha. Ela ouvia o Sr Jesus dizendo: eu perdoei Maria Madalena diante de milhares que queriam apedrejá-la até a morte e você não perdoou sua única filha. Como pode fazer isso, você que me pedia o perdão dos seus antigos pecados todos os domingos e agora está aí chorando. O que você deseja de mim agora?
Mestre, o que mais quero é voltar a ver minha filha sadia bem perto de mim. Você sabe que isso é impossível no momento, porque ela está mais para atravessar o túnel do conhecimento do que voltar à sua casa sadia. Em seu diálogo mítico, Simone se desesperou porque em sua mente pode ver a figura da morte chegando a casa. Então em seu delírio mítico Simone pediu uma chance para salvar a filha que ela sempre amara. Então, Deus lhe disse: Simone você entende tudo errado, faz tudo errado. Você quer que as pessoas pensem igual a você e sejam iguais a você, sua filha é uma pessoa; você é outra completamente diferente, embora sejam ambas minhas filhas.
A sua postura no modo de pensar afasta as pessoas do seu convívio.
Outro erro seu é levar tudo para o lado religioso. Você ler mas, não pratica os ensinamentos. Porque lá no livro da Lei está escrito: há tempo para tudo. Plantar, colher, viver, morrer, sorrir, chorar... etc. Você não se lembra disso? Sim, mas então, porque você não pratica e seja menos severa com os outros, deixe para eu castigar ou perdoar. Faça somente a sua parte.
Simone saiu da igreja envergonhada e pela primeira vez ela estava se dando conta de como havia sufocado a filha durante muitos e muitos anos.
Mas, o pior é que ela não sabia se ainda teria tempo de pedir perdão à filha Elisa porque Deus fora enigmático com ela e ela teria que conviver com aquela dúvida até domingo ou esperar pela pior das notícias que ela não queria ouvir.
Já com Frederico sua reação foi diferente porque ele sendo uma pessoa muito ligada ao esoterismo, ele não tinha qualquer preconceito sobre religião e muito menos contra a sogra preconceituosa. Atribuiu o acidente a uma fatalidade da vida e estava fazendo o possível para a sua jóia principal não sofresse pela ausência da mãe. Trouxe a sua mãe para casa a fim de cuidar dela, mas, não levara a filha ao hospital porque não desejava que a filha visse o estado da mãe para não causar qualquer espécie de trauma na menina. Todavia, Dèsiré intuitivamente sabia que algo de anormal estava acontecendo ou ocorrera com sua mãe porque desde o dia que sua mãe não voltou a sua casa, até aquele dia era um verdadeiro entra e sai de sua casa principalmente aos domingos.
O cochicho era geral entre as pessoas que iam visitar a casa onde ela morava.
Frederico solicitou uma licença de dez dias à diretora, o qual foi prontamente atendido, outro professor ficou responsável por suas aulas até haver uma definição favorável no hospital a respeito de Elisa.
Por essa época, Frederico estava vivendo praticamente separado de sua mulher, todavia ele habitava por lá, pelo menos umas duas vezes por semana, contudo naquele fatídico período, ele passou praticamente duas semanas sem estar com sua principal mulher. Ela, entretanto não estava dando a mínima para o acontecido, porque há muito tempo que eles viviam separados maritalmente e Frederico só não o estava oficialmente porque ele sabia perfeitamente que tal fato causaria um tremendo trauma em Marisa, a despeito de não terem mais praticarem conjunção carnal.
...Domingo pela manhã, dona Simone acordou cedo, fez as suas costumeiras orações, e nelas incluiu seu pedido a recuperação da filha e pela primeira vez solicitou aos anjos proteção a sua neta. Foi à igreja e lá novamente teve a oportunidade de orar e incluir as suas preocupações em relação à Elisa. Simone estava vivendo um grande dilema: aceitar a situação atual da filha caso ela se recuperasse ou após sua recuperação ela voltaria a situação anterior, porém, quando ela pensava fortemente em tal hipótese ela via o rosto da neta e se desmanchava em sorriso de satisfação. Ela ainda não havia abraçado e beijado a neta e isso ela não se perdoava porque estivera bem junto a menina, ouvira a voz meiga e suave dela, chegara a sentir o perfume suave que de Dèsiré exalava, contudo ela tinha que admitir que ainda estava muito rancorosa; estava se preparando para o encontro com Frederico e este seria o primeiro depois que soubera que sua filha estava grávida. Logo que ela chegou ao hospital foi direto à enfermaria das pessoas com traumatismo de um modo geral. Elisa quebrara várias costelas, a clavícula, tinha várias escoriações no crânio, as quais eram muito preocupantes e principalmente havia tido um corte profundo na mandíbula. Elisa encontrava-se respirando somente com auxílio de aparelhos e quando Simone viu a sua querida filha naquele estado, ela se desesperou. Caiu em prantos e foi nesse estado de ânimo que ela viu Frederico pela primeira vez em sua vida. De nome, ela já o conhecia bastante porque Elisa desde o primeiro dia que o conheceu passou praticamente a lhe confidenciar tudo de bom que Frederico orientava para a turma.Simone sabia da grande inteligência e sagacidade daquele homem que estava a sua frente, sabia também como ele era uma pessoa cortês e notou de imediato que ele tinha um magnetismo sobre si porque toda raiva que ela tinha só de ouvir o nome dele foi por terra quando os dois se falaram pela primeira vez. Simone, assim como a filha, também ficou magnetizada por Frederico e pensando para si mesmo deu razão à filha por ela ter se apaixonado por aquele homem.
Mas, a realidade estava a uns dez metros, bem ali na sala do CTI. Sua filha correndo perigo sério de vida. Simone se desesperou e entrou em crise. Ela teve que se atendida porque chegou a desmaiar. Então, seu lado religioso falou mais alto, clamou ao Altíssimo pela salvação da filha e tentou amenizar-se com seu genro, já que sempre o criticara, mas seu desejo maior era poder abraçar àquela linda menina, a qual lhe seduzira por completo assim como o pai seduzira a sua querida Eliza.
... Deus ouvira as suas preces porque uma semana depois Elisa saiu do CTI e foi para a enfermaria e Simone teve permissão da direção para ficar junto a filha, então, Simone começou a cuidar da filha com todo o carinho possível, queria redimir-se dos anos perdidos por causa de sua visão extremada da religiosidade exacerbada.
O primeiro reencontro de Simone com Dèsiré foi na saída de Elisa do hospital, quando Frederico a levou para casa e Dona Simone os acompanhou e quando chegaram ao destino, Dèsiré foi quem abriu a porta e deu novamente de cara com aquela mulher a qual ela dizia que parecia muito com sua mãe. A menina que há muito tempo não via a mãe porque Frederico não a levava ao hospital a fim de não causar qualquer espécie de trauma, visto que Dèsiré era muito sensível e o estado precário das diversas pessoas poderia lhe ocasionar uma espécie de depressão que Frederico desejava evitar a todo custo.
A menina de imediato deu um grande abraço na mãe e chorou de alegria, a bem da verdade ambas choraram de alegria.
Simone ficou ali na expectativa de que a menina lhe notasse também, aí Frederico dirigiu a palavra à filha e disse: Dèsiré vou te apresentar uma pessoa muito querida de sua mãe.
Esta é a Dona Simone, mãe de Elisa. Portanto, ela é a sua vovó dois, certo?
Simone, então teve a oportunidade de abraçar a neta pela primeira vez, aí toda aquele sentimento maternal voltou instantaneamente e com força total de proteção. Ela passou a visitar a filha todos os dias a fim de cuidar dela e poder estar com a neta, só que queria educar a neta conforme havia educado a filha e esse fato estava começando a distanciar a iniciada afeição de Dèsiré por ela.
Em uma bela manhã de domingo Simone chegou a casa da filha e desejava levar a neta para a igreja, fato este que nunca havia ocorrido, a menina havia nesse sentido saído ao pai que desde criança mantinha uma certa distancia de igrejas ele de um modo geral lia os conceitos bíblicos, estudara os fundamentos de outras grandes religiões, tais como: o islamismo, o judaísmo, o bramanismo, o budismo e algumas correntes religiosas modernas, todavia, mantinha distancias de igreja porque segundo a sua ótica de analisar, os pastores tiravam sempre proveito da ignorância do povo.
Dèsiré era como o pai; em tudo ela via e enxergava a imagem ou a mão de DEUS atuando, como por exemplo: ela via DEUS, nas águas, nas florestas nas praias, nos rios, no ar, nas montanhas, no sorriso de uma criança e de um modo geral ela sentia a presença de DEUS em tudo que se relacionasse com o nosso mundo, não havia necessidade de ela ir à qualquer igreja para buscar ou se encontrar com DEUS.
Essa visão de uma simples criança era demais para Simone que não conseguia admitir que uma menina tivesse aquele tipo de opinião e o pai, principalmente o pai apoiar tal procedimento, mas, considerava culpa maior à mãe porque havia se enrabichado por um homem casado e só podia dar nisso. Muito chateada e aborrecida ela deixou a casa e foi à igreja assistir o culto matinal da igreja universal.
Logo após se conciliar com DEUS Simone se questionou se não havia sido ríspida demais com aquele rostinho de criança que quando sorria a desarmava por completo e voltou à casa de sua filha para tentar serenar e aparar as arestas, Contudo, Dèsiré a partir daquele domingo passava dar mais atenção à vovó um do que à vovó dois e isso causava em Simone um certo desprestígio que ela cobrou de Frederico.
Dona Simone, dizia ele, como é que posso pedir a menina que goste da senhora o tanto que ela gosta de minha mãe?
O gostar de cada pessoa é proporcional ao sentimento que nutrimos por alguém, ela gosta da senhora, mas se a senhora falasse menos em religião com ela, certamente a senhora teria mais a sua atenção. A senhora sabe muito bem que ela não se interessa por esses assuntos, então por que a senhora insiste? Com certeza, ela lhe daria muito mais atenção se esse tipo de assunto não viesse à baila quando a senhora estiver com ela.
Não se preocupe com a religiosidade dela porque ela é espiritualizada muito bem. Embora seja uma criança, ela ler muito sobre religião, a bíblia e conhece mais a DEUS do que muitos pastores dessas religiões que surgem a cada esquina todos os dias.
A bem da verdade, Simone queria só protestar contra estar sendo relegada a ser a vovó dois e desejava muito chamar a atenção para si, queria retomar o tempo perdido.
Após dois meses, Elisa se recuperara completamente e passo a passo a vida do casal foi voltando ao normal.
Elisa estava no auge da felicidade e já estava com outro filho recém nascido e nunca se sentira em estado de graça em relação a ser feliz como estava vivendo aquele ano, nascera Guilherme, seu mais novo filho. Agora a casa estava completa porque satisfizera o sonho maior de Frederico, bem como a sua mãe, a qual sempre desejara ter tido um filho homem e o dela também. Frederico se encontrava na casa dos 68 e Elisa chegando aos trinta e cinco, apesar dele só procura-la uma vez por semana Elisa se mostrava satisfeita com ele porque desde que o conhecera Frederico só havia lhe dado felicidades e lhe ensinado tudo em sua vida, a despeito de receber sucessivas cantadas, jamais almejava traí-lo a despeito das diversas investidas que se apresentava ultimamente quando ia à piscina do clube.
Elisa nessa hora sempre recordava-se do que Frederico em uma tarde no motel lhe dissera: quando eu não estiver mais dando no couro, não gostaria que acontecesse de minha filha ir comprar o pão ou leire ou qualquer coisa para ela e alguém após ela sair comentar, essa aí é filhada do professor Frederico, a mãe dela está com fulano ou com beltrano ou dizer a mãe dela é maravilhosa na cama. Ele fora bem explícito; não se incomodava dela se satisfazer suas necessidades sexuais, desde que fosse com uma pessoa que morasse bem longe do local e principalmente que ele fosse uma pessoa digna de conviver com ela após ele partir para o outro plano. Elisa sabia da existência de homens volúveis e aventureiros e ela sabia perfeitamente como eles agiam, já conhecia até os modos deles se aproximarem.
...Simone ainda vivia em um eterno conflito existencial, não sabia se aproximar da neta e cada dia que se passava ela sentia e via a inteligência da menina se destacando e se sobressaindo isso a deixava por demais feliz, contudo, até aquele momento não conseguira conquistar a afeição da Dèsiré que já estava entrando na puberdade. Dèsiré tinha um alto nível de espiritualidade e sua clarividência a cada dia se tornava mais e mais acentuada, ela puxara o pai por completo. Da mãe herdara a beleza, a suavidade na fala, o caráter, a paciência e principalmente a sutileza em tratar as questões delicadas. Dèsiré não se alterava com nada, sempre utilizava a lógica no dia a dia e isso deixava a dona Simone nas tamancas por não poder competir com ela nesse campo, ela saia da casa da filha fula de raiva com a neta, mas chegando a sua logo se acalmava e dizia para si: mas que danada de menina inteligente aí começava a sorrir e lá se ia o aborrecimento embora.
Capítulo XIV
Em uma manhã de muito sol, Elisa mal acabara de por a mesa para o café quando Frederico saiu do banho e sentou-se com ela à mesa para saborearem o desjejum. Nesse momento Dèsiré chegou à cozinha e ainda com a roupa de dormir começou a abraçar o pai e ficou longamente abraçando o pai sem nada dizer. Ela o abraçava e instantaneamente o beijava continuadamente.
Elisa achou estranho, porém quando ia se pronunciar, Frederico fez sinal para ela permanecer em silêncio. Quando Dèsiré o largou começou a chorar, aí Elisa ficou preocupada e começou a argüir a filha sobre se ela havia tido um pesadelo.
Dèsiré sonhara com a morte do pai por uma bala perdida resultante de um tiroteio entre bandidos e polícia na linha vermelha. Elisa ficara preocupada e torcia desesperadamente para o fato ter sido um pesadelo e não uma premunição da menina porque tanto Elisa Quanto Frederico sabiam perfeitamente que quando ela falava alguma coisa era tiro certo.
Frederico foi a uma agência bancária e renovou seu seguro, fez outro em nome da filha e tratou de colocar todos os seus pertences e documentos em dia porque intuitivamente ele sentia que sua hora estava chegando e era seu desejo que quando isso acontecesse tudo estivesse em perfeita harmonia e conseqüentemente Elisa não teria qualquer espécie de preocupação quanto ao seu futuro e da filha.
Um mês depois, do jeito que a menina sonhara o fato acontecera, deixando Elisa completamente transtornada e desesperada. Seu grande e único amor havia deixado de existir, e agora, o que faria sem ele?
Ela se encontrava sem qualquer ação. Elisa o amava desde sua adolescência ele fora a sua luz, seu horizonte e seu destino, desde que o viu pela primeira vez e agora o que faria sem ele? Foi uma partida brusca que não estava prevista.
O mesmo aconteceu quando Marisa, a esposa oficial recebeu a notícia. A casa tornou-se um verdadeiro clamor; assim como Elisa; Marisa o conhecera quando estava entrando na puberdade e desde cedo aprendera apreciá-lo, admirá-lo e amá-lo ao longo de toda a sua vida.
Mas surgira agora um problema que urgia uma solução, onde seria velado o corpo? Em que local? Marisa não queria que Elisa, bem como a filha deles, estivessem presentes ao Enterro e não admitia tal hipótese. Elisa queria ser a responsável pela cerimônia do enterro, a confusão foi formada, ninguém chegava a um denominador comum quando de repente Dèsiré Fala bem alto! Por que vocês não deixam a roupa suja para lavar depois? É um momento de harmonia, meu pai não merece que vocês fiquem discutindo essas bobagens. Por que não se resolve isso harmonicamente? A senhora não que nós participemos do enterro, mamãe não aceita isso, mas, papai precisa do seu repouso eterno e vocês estão negando isso a ele. Toda essa confusão estava acontecendo na funerária. André, filho mais velho de Frederico havia contratado.
André era outro que não admitia que ninguém da outra família estivesse não enterro do pai, já Jaime, mais cordial achava que se o pai amara aquela mulher ela também tinha o direito de está presente, até porque ultimamente ele estava convivendo com ela e os filhos dela.
Após a menina calar-se parece que as idéias clarearam e chegaram a um acordo.
O enterro seria realizado às três horas da tarde, Elisa e sua mãe e amigos dela e dele estariam na capela do cemitério parque jardim da Saudade, das 08h às 11:30h e Marisa, bem como bens filhos, das 11:40h até a hora da despedida; foi uma maneira civilizada de resolver a questão.
Todavia, preste a chegar a hora fatal, Dèsiré chegou garbosamente na capela, foi direto ao encontro do esquife do pai, acariciou o rosto dele, o beijou longamente e em seguida foi direto aonde se encontrava Marisa, a olhou longamente nos olhos e a abraçou dizendo-lhe: nós o amávamos muito e ele também a nós, que ele descanse em paz. Marisa ficou sem jeito e sem ação porque Dèsiré tinha um magnetismo muito forte e seu poder de convencimento, extrapolava por demais. O brilho dos seus olhos e seu sorriso conquistava todos e quando Marisa tentou falar alguma coisa Dèsiré colocou em suas mãos três rosas e lhe disse: quando o corpo for ao solo que leves essas três rosas representando minha mãe, meu irmão que nasceu mês passado e eu. A senhora não poderá deixar de fazê-lo ou esquecer porque ele poderá lhe cobrar depois. Marisa mais uma vez ficou sem ação; primeiro porque era supersticiosa, segundo, porque já ouvira falar muito sobre as premunições daquela menina e terceiro porque sentia que a menina amava por demais ao pai.
Ficou ali segurando os três ramos com as rosas, sua vontade era imensa de amassa-las e joga-las fora, todavia, quando ia praticar tal ação ela sentia e via o rosto do Frederico negando tal ato e via também o rosto da menina quando estava a lhe pedir.
Nesses momentos ela chorava talvez por saudade ou por medo da represália por causa de ser supersticiosa.
Pontualmente às 15:30h, Frederico fez a sua partida final e o fez acompanhado de inúmeros amigos que fizera ao longo de sua jornada na terra.
Três dias depois, Marisa estava em sua cadeira de banco predileta quando o telefone tocou, era Dèsiré e com o seu poder de convencimento foi direto ao assunto. Mamãe me mandou lhe entregar toda documentação de meu pai e são documentos importantíssimos para a senhora.
A senhora pode me receber em sua casa ou prefere que um dos seus filhos venha aqui pegá-los? Marisa sabia que aquela menina havia sido o grande sonho que ela não poderá dar a Frederico e fora por causa desse sonho de ser pai de uma menina que ele começara o caso com a mãe dela e resultara no seu afastamento de casa. A criança não era culpada dela não ter lhe dado uma filha mulher, mas, indiretamente Marisa via naquela menina a razão de todos os seus males, assim mesmo havia gostado dela desde o primeiro instante que a vira, principalmente por causa daquele lindo olhar. Então ela refletiu sobre o assunto e disse que ela poderia vir a sua casa naquela tarde. Dèsiré, conforme o combinado chegou pessoalmente à casa de Marisa e levava toda a documentação concernente ao assunto que ia tratar, parecia uma jovem estagiária de advocacia.
Aí, Marisa ainda com o ranço da traição resolveu querer humilhar a menina e mandou a empregada dizer-lhe para entrar pela porta dos fundos.Então, Dèsiré falou para a empregada - Sou filha do Professor Frederico e se não me engano esta é a casa de meu falecido pai e portanto, só posso entrar pela porta da frente e se tal fato não ocorrer, volto e queimo toda a documentação que trago.
Marisa que estava á porta observando a reação da menina ficou preocupada dela fazer realmente o que estava prometendo porque sentira há muito que aquela garota tinha uma forte personalidade.
Abriu a porta e a convidou entrar.
Dèsiré esperou que ela a mandasse sentar e após isso e foi paulatinamente passando às mãos de Marisa e explicando detalhadamente cada documento. Aqui está a cédula de identidade, o CPF, a carteira de motorista, três vias da certidão de óbito original, aqui está uma apólice de seguro no valor de R$ 150.000,00 em seu nome e em nome de André, outra apólice de seguro no valor de R$ 250.000,00 em nome de Jaime, André e você. E esta aqui diz respeito a minha família, é uma apólice do Banco do Brasil no valor de 3.000.000,00, a qual foi deixada em meu nome, no nome de meu irmão Augusto e no da minha mãe e no seu. Mamãe está abrindo mão da parte dela em seu nome, ela não quer absolutamente nada de vocês, todavia, deseja que a senhora se lembre que ele tinha dois filhos com ela e para evitar qualquer problema futuro na justiça ela que a senhora seja justa quando do recebimento dar a parte nossa.
Aqui está a chave do carro e os documentos dele, só não o trouxe porque não sei e não tenho idade para dirigir. É só enviar alguém para buscá-lo.
Aqui estão os documentos da casa em que vocês moram e do sítio em Magé, papai foi enfático várias vezes, quando afirmava que não havia necessidade de contratar advogado para resolver essas questões dos seguros é só a senhora ir nos locais e levar as apólices e dar entrada que no máximo em trinta dias a senhora estará com todo o capital na mão.
Marisa estava por demais abismada com a criatividade daquela menina bem como a sua firmeza em dialogar. Ela que já estava pensando em contratar um advogado para resolver todas as questões envolvendo a casa, o carro, seguros e outras coisas a mais, ficou por demais surpresa com a esperteza da menina e ao mesmo tempo envergonhada com sua suposição em relação à Elisa, ela sendo a amante ou outra mulher como ela mesmo se referia, havia tido mais dignidade e consideração do que ela própria.
Estava sem ação, perplexa com toda aquela papelada que valia milhares de reais em suas mãos!
Ia me esquecendo, aqui está a identidade do sindicato dos professores e da maçonaria e em cada uma dessas organizações ele tinha também seguros, aqui estão as apólices. Como a senhora pode ver, meu pai amava as suas mulheres e seus respectivos filhos, embora vivesse conosco, ele nunca esquecia seus filhos como a senhora está verificando pessoalmente.
Marisa teve então uma leve crise de choro e nesse momento Dèsiré informou-se que já ia se retirar porque já havia terminado a missão. Marisa estava envergonhada de sua atitude em relação a chegada da menina em sua casa, ela então, a convidou para ceiar com ela e imediatamente Dèsiré disse-lhe que a mãe a estava esperando para também resolver outros problemas, pediu licença e socialmente despediu-se.
Dèsiré estava preocupada naquele exato momento porque sonhara com Simone, sua segunda avó, e não fora sonho bom, ela tinha certeza à medida que o tempo passava que algo de muito ruim se encontrava prestes a acontecer com sua avó a qual não era a sua favorita. Ela resolveu pela primeira vez desde que tomara conhecimento de Simone como avó ir à casa dela e quando lá chegou Simone não acreditou que aquilo estivesse acontecendo porque a menina lhe devotava uma certa distância e ela muito bem sabia porque mas ela era assim mesmo e não seria uma simples menina que modificaria a sua forma de pensar.
Após dar seu abraço fraternal e ficar alegre com a visita inesperada Simone lhe falou: a que tenho a honra dessa alegre presença?
Vim aqui porque estou preocupada com a senhora, o homem que vem aqui hoje, vem aqui para matá-la e se a senhora o deixar entrar ele fará isso. Que loucura é essa? de onde você tirou essa idéia maluca? Por acaso andou bebendo?
Ele vai chegar por cerca das 19h e a senhora não o conhece muito bem e sabe de quem estou falando; se não acreditar é só pagar para ver, mas, ao deixa-lo entrar lembre-se sempre de nossa conversa, esteja atenta. Bem, agora tenho que ir porque minha mãe está me esperando para irmos resolver problemas do nosso dia a dia. Deu então um abraço na avó e antes que ela falasse alguma coisa foi saindo à francesa.
Quando ela deixou a porta e trancou o portão é que a ficha começou a cair para Simone.
Aquela menina já havia dado inúmeras provas de suas premunições e nunca havia ido a sua casa desde que tivera conhecimento que ela era sua avó, então não se abalaria à toa da casa dela até aqui se não houvesse o real perigo. Lembrou imediatamente que conhecera uma pessoa que começara a freqüentar a igreja e que estava havendo uma certa paquera suavemente e ela havia marcado Para ele ir a sua casa naquela noite com pretexto de lhe ensinar um pouco sobre como se tornar um obreiro de verdade, mas a bem da verdade, ela estava querendo era ter a oportunidade de ser abraçada novamente e poder sentir o calor de um corpo sobre o seu, fato este que há muito tempo não sentia. Simone estava com 51 anos, porém seu corpo estava por demais conservado e ainda sentia os apelos da carne com grande freqüência, todavia, a exigência obstinada em ter um homem só se fosse casando havia afastado todos os seus pretendentes e Simone se encontrava a ver navios por muito e muito anos. Às vezes, sua cabeça chegava a ferver e seu corpo queimava de desejo, sendo uma religiosa extremada não se aliviava na masturbação e como conseqüência sofria por muito tempo com a ausência de um homem em sua cama.
Agora que conseguira fisgar um peixe, aparecera aquela fedelha com suas loucas observações.
Porém, o senso de preservação estava começando a se sobrepor sobre os desejos da carne e Simone passou a se questionar, realmente ninguém da igreja conhecia Antenor e somente há três semanas que ele estava freqüentando a igreja, dele nada sabia a não ser o nome e seu poder de convencimento. Entretanto, ficara apreensiva porque Dèsiré lhe dera todas as características físicas dele sem jamais o ter visto e isso a deixara por demais impressionada.
Passou o resto do dia a meditar sobre a questão e que decisão a tomar e quando o relógio estava batendo 19h, a campainha tocou e era Antenor que acabara de chegar pontualmente às 19h, como a menina havia previsto pela tarde. Esse fato a fez ficar apavorada, o que fazer?
O recebeu e notou que ele carregava uma valise fato este que a deixou mais e mais preocupada porque se lembrou imediatamente dos filmes sobre Jack, o estuprador. Filme em que relata a história de um assassinato em série ocorrido na Inglaterra em que o assassino cortava as vítimas com a maior precisão possível.
Então ela usou a lógica, fato que ela nunca fizera, para afastar uma possível investida contra ela ao lhe dizer. Minha neta esteve aqui hoje, ela o conhece, nós conversamos sobre você e eu lhe disse que você estaria aqui neste horário. Ela é muito inteligente e descreveu-me você por completo. Com certeza, ela conhece muito mais a você, embora não vá a nossa igreja do que eu.
Ela tem a capacidade de ver os pensamentos das pessoas e foi por isso que ela esteve aqui hoje para me avisar sobre certos assuntos que poderiam acontecer, ela é fantástica! E quantos anos têm essa sua neta fantástica? Perguntou Antenor com um certo ar de frustração? Aí Simone faltou com a verdade a fim de preservar a menina e também com a finalidade de enganá-lo. Ela tem 22anos e está cursando o quinto período do curso de direito, está no momento estagiando no escritório do Delegado Dagoberto. Simone falara todas aquelas inverdades para sentir a reação de Antenor, conforme o que ele fosse lhe dizer, ela avançaria ou recuaria de suas reais intenções em relação a sentir o calor do corpo dele sobre o seu.
Antenor era um psicopata fugitivo de um manicômio judiciário de Alagoas e há muito que a polícia daquele Estado estava no seu encalce, porém, devido a sua sagacidade e engenhosidade, bem como de sua maneira de tratar as pessoas deixava sempre a polícia a ver navios.
Já cometera mais de cinco assassinatos, desde que chegar a baixada Fluminense e os delegados de algumas áreas estavam também a sua procura, contudo, em nenhum dos casos ele havia deixado pistas que o pudesse capturar ou tentasse aproximar dele. Estava com muita sorte até aquele instante.
Em relação à Simone, tudo estava dando certo conforme planejara, no entanto o caso tomara agora outra proporção porque ele não sabia quem era essa neta dela que o conhecia e para piorar as coisas a garota estudava direito e trabalhava com um delegado de polícia, isso estava se tornando uma péssima investida ele não poderia se expor e se essa garota o conhecesse das Alagoas, se ela soubesse dos seus casos anteriores? Tudo levava a crer que não, mas não podia arriscar e o melhor que faria era procurar pegar uma vagabunda na rua para aliviar a sua tensão e satisfazer os seus desígnios bestiais e de maldade humana.
Mas, aquela mulher estava ali completamente a sua mercê e se tudo que tivesse lhe dito fosse apenas uma imaginação da parte dela? Por que não agir? Antenor resolveu ficar e mudar de tática a fim de conseguir o que mais desejava daquela mulher; dinheiro, jóias, caso houvesse, sexo, bebida e por fim decapitá-la como sempre fazia. Simone, o que faz um obreiro quando se encanta por uma boa ou bela missionária? Bem, se ela estiver a fim e for da vontade do Altíssimo, ele a conquistará. E continuou: - você é uma boa missionária, por que está só?
É da vontade de DEUS, um dia ele vai me enviar alguém e estarei dividindo a minha vida com ele. E nesta casa não se bebe nada? Há muito tempo que não entra álcool nesta casa, mas se você quiser, você pode comprar e beber a sua cerveja. Antenor ficou contrariado por não ter bebida na casa e foi logo ao ataque direto. Simone, considerando que você está sem ninguém, como é que você baixa a sua libido? Com muito chá de erva cidreira e camomila, eles me acalmam há muito tempo. Sem querer Simone estava entrando no jogo de Antenor, as perguntas sobre o sexo estava despertando sua tesão recolhida e ela estava deixando de lado a precaução sobre a sua vida se realmente aquela fedelha estivesse certa, mas o pior é que ela nunca errara. Conversa vai, conversa vem e Antenor já estava praticamente levando Simone para cama quando o telefone tocou...
Vovó, a senhora não acreditou, certo? Você está em grande e real perigo, ele vai tentar por algo em sua bebida e você desmaiará e ficará a mercê dele por completo. Ele vai estuprá-la e depois matá-la, como eu havia lhe falado. Antes que Simone se apavorasse, Dèsiré lhe falou: Diga para ele que o delegado Dagoberto e sua sobrinha estão vindo para sua casa e com certeza ele te dará uma desculpa e sairá imediatamente.
E foi o que aconteceu porque até Dèsiré desligar, Simone ainda não havia pronunciado uma única palavra a não ser alô. Quando a ele se dirigiu foi com um tom reclamação, veja só - minha neta e o patrão dela o delegado Dagoberto vem jantar conosco. Eles estão pesquisando os caso das mulheres mortas e esquartejadas. Ele é muito competente e com certeza, em breve achará o culpado.
Ao ouvir a notícia sobre o jantar, a tesão de Antenor caiu a zero e ele logo inventou uma história de ir para o Maracanã ver o jogo Botafogo versus Fluminense pela final da taça Guanabara e Simone sentiu-se aliviada quando fechou a porta após a saída dele. Sua neta a salvara!
Mal deu as costas à porta, o telefone tocou novamente, era novamente Dèsiré dizendo-lhe para não se preocupar porque ele não voltaria a lhe importunar por causa da neta e do delegado Jonas. Aquela foi a última vez que Simone vira o Antenor, porque depois daquela noite ele jamais voltou à igreja e nunca mais se viram.
Simone passou a gostar ainda mais de sua preciosa neta e já se acostumara a ser a vovó dois
Em uma bela manhã de sábado Simone foi atender ao chamado da campainha e deu de cara com a Dèsiré à porta de sua casa. Essa estava sendo a terceira vez que a menina penetrava em seu lar, a primeira foi quando o pai veio lhe avisar que a filha sofrera um acidente, a segunda foi para lhe livrar do louco homicida e essa era a terceira vez e Simone, mesmo em sua simplicidade sabia que ela não estava ali à toa, o que seria de tão importante? Simone se questionou, contudo, esperou que o citado assunto viesse à baila.
Dèsiré após serenar na casa lhe disse: você não deve ir à igreja amanhã pela manhã e deve ligar para suas amigas prediletas. Simone ficou logo rabugenta com a menina e não admitia em hipótese alguma faltar a uma reunião matinal só porque uma fedelha viera lhe dizer para não ir.
Mas, Dèsiré foi mais enfática e evasiva quando lhe fez outra pergunta fazendo-lhe uma observação. Engraçado, como são engraçadas as coisas nesta vida. Meu pai, já se foi e a senhora ainda não perdoou minha mãe por completo, seria bom que o fizesse logo. Jesus já lhe perdoou os seus pecados; esteja bem certa que se tal fato não acontecer, com certeza você não vai para aonde espera que estará.
Dèsiré estava enfática e Simone bem chateada, ela não admitia que uma menina viesse lhe fazer sermão e era ela que deveria estar ouvindo sermão, no entanto, ela lhe deu alguns avisos e Simone ficou temerosa e antes dela dizer alguma coisa para Dèsiré, a mesma foi saindo à francesa e de repente Simone se viu sozinha e começou a analisar o que a menina queria dizer com essa de seria bom que fizesse logo ...Questionou Simone em seus pensamentos. Será que ela também lia os pensamentos dela e Simone logo intuiu que isso era coisa da coisa ruim e só assim ela saberia que no coração ainda guardava mágoa da filha por ela ter se perdido com um homem casado e internamente, isso ela nunca perdoara a filha. Por outro lado, Simone sentia um enorme orgulho de ser avó daquela menina linda e quando a via ela enchia o peito de orgulho e felicidade em ter uma neta como aquela. Simone vivia essa dicotomia existencial.
Ao amanhecer de domingo ela nem se lembrou das advertências de sua neta e se aprontou como o fazia todos os domingos para a reunião matinal, todavia, quando fechou a porta da casa veio em sua mente o rosto de sua neta a lhe dizer as mesmas coisas, aí, ela se assustou e retrocedeu porque o mistério estava sendo muito incompreensível e ela não ousaria desobedecer.
Voltou, desfez –se das roupas e foi à cozinha preparar seu café, após fazê-lo foi orar e ler alguns capítulos do livro da Lei, então Deus, segundo ela, lhe orientou a visitar a filha, fato este que já passavam dos dois meses. E mal chegar lá ouviu as noticias sobre o desabamento do teto da igreja que ela pertencia. Havia matado 45 pessoas e ferido uma grande quantidade de gente. Simone gelou! Não podia acreditar no que estava ouvido e vendo na reportagem, mais uma vez sua neta a salvara.
Então, ela caiu em crise de choro e jogou-se nos braços da filha a lhe pedir perdão por tê-la feito sofrer e pelas injúrias cometidas quando ela saiu de casa.
Elisa não estava compreendendo o que estava se passando se encontrava verdadeiramente absorta em relação à atitude tomada por sua mãe que ainda se encontrava chorando, aí entrou Dèsiré na sala e Simone imediatamente abraçou a menina e lhe informou que estava perdoando a mãe dela por completo. Então, Dèsiré a abraçou e a beijou pela primeira vez em sua vida, passando um longo momento naquele abraço afetuoso. Em seguida a beijou novamente e foi fazer um chá de erva cidreira para dona Simone.
Dias depois das pazes ter sido feita por completo Simone veio a falecer. A emoção causada naquele dia fora demais e seu coração não agüentou na semana seguinte.
Elisa passou então a se dedicar totalmente da filha e de sua outra irmã, a qual passou a fazer parte direta de sua família.
A despeito de ser a mulher mais cobiçada do bairro, Elisa nunca esqueceu o amor que nutria por Frederico e o quanto ele a fazia feliz.
Sua felicidade agora consistia em ver sua linda filha a cada dia se desenvolvendo tanto espiritualmente bem como sua inteligência desabrochando cada vez mais.
Augusto, o filho mais novo do casal, estava sendo a cópia fiel da mãe, ele apesar de ser criança, aparentava ter sua mesma serenidade, sorriso, o brilho dos seus olhos e principalmente a sinceridade que ela empresa fazia questão de ter.
Por muito tempo a família de Frederico foi um marco de predicados na sociedade e à medida que foi crescendo devido às uniões por casamento eles foram mais e mais penetrando na sociedade carioca e quando Elisa foi abraçar Frederico no outro lado do túnel do tempo, ela partiu por demais feliz, toda sua vida amara um único homem e ele sempre fora a razão de sua vida e quando ele se foi, seus filhos o substituíram. Por isso, partia por demais feliz ao encontro dele.
Fim
terça-feira, 6 de março de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário