terça-feira, 6 de março de 2007

A VALSA DOS VERSOS

Valsa

Dos

Versos


Apresentação

O Valsar de (Farick) nas palavras dos versos.

Farick, um dos grandes nomes da poesia da Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro, é um poeta, em “Valsa dos Versos”, preocupado com a problemática vivencial em suas plenitudes e facetas, mostrando o homem movido pela mente e espiritualidade nos caminhos, muitas das vezes, depressivos e sem horizontes.

Busca mostrar não apenas o lado meigo e belo da existência, mas sua complexidade e seus desvios resultantes em fracassos e desespero. Usa a poesia para mostrar o lado triste do viver das ausências, da fome, dos desertos da vida, como se expande a soltar nestes versos:

“Contudo, os desertos das dúvidas, medo das convenções sociais, do novo amanhã, são às vezes, desertos intransponíveis!

A dúvida, e o medo de ser feliz nos faz dormir por muito tempo nos braços da solidão.

Quando acordamos, o amor já se foi, os anos passaram-se e principalmente nossos momentos de esplendor.

Ficaram as ilusões, sonhos, as sementes e desejos incontidos”...

Poeta profícuo que busca se aprofundar cada vez mais na velocidade do passar do tempo e suas conseqüências evolutivas mutantes.

Desvenda buscar e estudar a estrada, a passagem, a voragem do tempo tecendo acontecimentos e construindo ou destruindo a carne humana. Há um forte sentido de comparação entre o novo e o velho, o desgastado e o dissolvido, o acabado e a solidão.

O medo que bate à porta do corpo ou das coisas que o vento levou, isto é, a realização desmascarada por falta de um posicionamento seguro perante as facetas da apresentação, que em muitos momentos, levam o indivíduo ao nada.

Em suas reflexões a tristeza da perda recai mais violenta nos traços do nunca mais!

Seu poema,”Sonho Perdido”, é o ponto alto da obra, embora em versos soltos e livres, poetiza muito bem em todos os instantes.O trágico vence, a violência sobressai e o sonho se perde para sempre nos túmulos da vida.

“ O tempo”

O tempo vai

O tempo voa,

O tempo se esvai

O tempo se escoa,

Por entre doces sonhos,

Quimeras, desejos e ilusões ardentes!

O tempo não perdoa!

O tempo jamais volta o tempo.

Mas, principalmente no tempo.

Voltam nossos sonhos,

Perdidos e esquecidos.

Nas lembranças desse abutre chamado tempo.

Contudo, só tempo desfaz

E buscamos nossa realidade

Que é toda bela!

Como nossas ilusões...é só saber vivê-las!

Mas, como é difícil!!!

O poeta encontra alternativas para se viver no tempo; a beleza das coisas e as ilusões dos sonhos. Entretanto, cai num abismo escuro, um poço profundo e fumegante: a dificuldade de encontrar a coisa certa para o momento exato da realização. E assim vai: no tempo passando, esvaindo, escoando e, quanto dos sonhos desejados e jamais alcançados: “o tempo jamais volta o tempo”, portanto, tudo está perdido e as seqüelas abertas, e lembranças são já percalços, a volta ao passado, ao tempo de desespero, ao vulto inatingível e incalculável, talvez desenhando apenas para uma minunria privilegiada.

Fã incondicional da “ Serra de Petrópolis”, como um bom fluminense que se prese, assim a vê em seu devaneio poético mexendo a palavra e o pensamento nestas impressões interessantes:

“ A Serra”

Bela, enigmática e majestosa,

Mas terrivelmente perigosa,

Lá está a serra! O pulsar da vida lhe rodeia.

Pequenos lagos, Flores belas, pássaros,

Fauna e flora pródiga a lhe embelezar.

Todos a admiram e a respeitam,

Ninguém a ousa desafia-la sem que não pague

Um tributo pela audácia.

Assim é a Serra de Petrópolis;

Bela, temida e apreciada por todos

Que por ela passam.”

O poeta se questiona- Até Quando?.

Em seu “Porto Realidade”, onde a nau dos insensatos aportou abrindo seus olhos para a realidade: angústias, decepções, a fortaleza do choque, os sonhos dissipados que a brisa e o vento levaram.

Esse “até quando” transparece em até que momento as batidas do seu coração podem suportar a dor do homem e do seu mundo rasgado.

O que pensa ou como define a solidão? “ É um estado de tristeza momentâneo”.

Qual é a voz do triste? “ A voz de um ser triste, soa sem vibração”. Aí, então correm os ponteiros dos relógios na exatidão dos desenganos quando a vida parte para lugares ausentes, separados, distantes, desconhecidos e até mesmo irreversíveis.

Cabe-me parabenizar o poeta Francisco Evandro de Oliveira (Farick), grande voz da poesia de Belford Roxo e região e também do Brasil.Um poeta brasileiro enraizado e conhecedor dos problemas dos seres de sua pátria. Parabéns por escrever tão abertamente formando uma “Valsa dos Versos”.

Goiânia(GO), 04 de junho de 2006.

Francisco de Assis Nascimento

Presidente da Casa do Poeta Brasileiro

POEBRAS-GO

NOTAS DO AUTOR

Valsa dos versos é um pequeno opúsculo que reflete vários instantes e episódios, os quais estão ao longo das poesias explicitados.

O amor, o ódio, a alegria, a melancolia, a reflexão sobre a vida e muitos outros estados da vida pessoal se apresentam ao longo das páginas dando-lhe vida e embelezando-o. Saiba, portanto, amigo (a) leitor (a) aproveitar o que achar de interessante.

O Autor.

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus, a todos os anjos e arcanjos da hierarquia celestial, os quais, tenho certeza que me iluminaram e proporcionaram-me na composição deste manuscrito.

Agradeço também aos meus familiares e amigos de um modo geral que me apoiaram na elaboração deste pequeno opúsculo.

O Autor

1. capa

35. a serra

2. notas do autor

36. as portas da vida

3. agradecimentos

37. a fome

4. sumário

38. a serpente

5. a chave do segredo

39. a frase

6. era de aquário

40. porto realidade

7. ausências

41. tarde de fim de primavera

8. sonho real

42. sala triste

9. os desertos da vida

43. solidão

10. estrelas

44. apologia da cana

11. incertezas

51. sete dias

12. a liberdade

52. teu olhar

13. mudanças

53. a chuva

14. mulher aos 40

54. alguém que sofre

15. necessito

55. pela eternidade

16. jóia preciosa

56. a ilusão e a realidade

17. o medo

57. a ilusão

18. e o vento levou

58. o mercado

19. pássaro que voa

59. as flores

20. realidade

60. quando

21. sentimentos

61 que mulher é Essa?

22. surpreender

23. reflexões do amor

24. mundo novo

25.um minuto de loucura

26. sonho perdido

31. o amor

32. fronteiras

33. o tempo

34. se eu pudesse

Sumário

ERA DE AQUÁRIO

Na era de aquário, todos esperavam...

Muita luz, muita paz, muito amor.

Na era de aquário, todos esperavam...

União, amor, compreensão e solicitude.

Na era de aquário... foram sós sonhos perdidos.

Dores, tristezas, clamor, choro a nos agoniar.

Na era de aquário...

Violências, mortes, guerras e terrorismo

Faz o dia a dia das nações.

Na era de aquário...

A aids, a fome, a miséria, a incompreensão e

Os homens bombas explodem a todos os momentos.

Essa era de aquário ninguém almejava...

Tampouco, os homens de bem a desejavam!

AUSÊNCIAS

Foram três ausências

Três tardes quentes de espera,

Três dias distintos,

A primeira, a febre emocional a deixou em casa.

Contudo, o telefone se fez ouvir.

A segunda, o senso profissional falou mais alto.

A terceira, o diazepan a fez enfermeira.

Mas, essa última ausência feriu o nauta,

Amargurando-o no mais profundo do seu âmago.

A realidade chegara abruptamente!!!

O lindo sonho acabara com a meiga voz a explicar.

Todavia, o sonho de amor ainda arde na fogueira que

Ela sem querer acendeu.

SONHO REAL

Ela é um sonho real que parece lindo!

Um sonho lindo que chegou inesperadamente!

Mas, pouco a pouco se apossou de um frágil coração.

Passo a passo busco fazê-la ver que a amo.

Sua voz, seu sorriso, seu cheiro, sua falar, seu olhar...

Fazem o beduíno errante ficar exasperado de alegria e amor..

Estão sendo momentos de encantos e desencantos,

Os quais se tornam séculos de delírios e amor platônico!

Quando ela decidirá pelo sim?

Esse dia se aproxima, mas, cabe ao beduíno errante ter a iniciativa,

E ela a grande decisão.

A LIBERDADE

É o maior bem que o ser humano pode ter!

Por ela milhões de homens já foram ceifados.

Ela é o porvir dos povos,

A alavanca que estimula o progresso das nações.

Sem ela, só há desarmonia.

presentemente, o apartheid social e globalização estimulam

A perda da liberdade.

Cresce a fome e miséria, tributo deixado pelo neoliberalismo.

A liberdade pouco a pouco vai morrendo e as lutas por qualquer

motivo fútil se faz presentes.

A liberdade é um bem que necessitamos exercitar.

Ao longo de nossa existência não devemos deixar morrer

Tão precioso sentimento.

Sem ela, ficaremos presos a quaisquer convenções.

Necessito

Necessito do teu belo sorriso,

Da simplicidade do teu olhar,

do teu perfume dos Deuses a me inebriar,

Do teu desejo de me amar!

Necessito dos teus beijos quentes,

Do teu corpo ardente do teu olhar delirante,

Dos teus desejos de amante!

Necessito de teu carinho,

De tua voz de anjinho celestial,

Da meiguice dos teus abraços.

Necessito do teu sussurrar melódico,

De tua luz certeira a guiar meus passos,

De tua direção.

Jóia preciosa

Ela é meiga, tímida, sensível, carinhosa e sempre formosa!

Ás vezes manhosa...

Contudo, sempre terna e radiante com todos.

Ela é uma bela morena trigueira,

Mesmo radiante de luz, quando peralta!

Todavia, ainda assim é o encanto e alegria de todos.

Assim é Pamela, a princesa do deserto,

A mais bela e preciosa jóia do Castelo de Araci.

Envolta em carinho e felicidades ela vive,

Que cresça em mar de rosa e o senso de liberdade,

Amor ao próximo seja seu cartão de visitas ao longo

De sua estrada que irá percorrer.

E O VENTO LEVOU

E O VENTO LEVOU...

AS ILUSÕES, OS SONHOS E AS SAUDADES

QUE ILUMINARAM O VIAJANTE AO LONGO DA ESTRADA.

E O VENTO LEVOU...

A INFÂNCIA, A JUVENTUDE E AS FRUSTRAÇÕES SENTIDA

AO LONGO DO CAMINHO.

E O VENTO LEVOU...

OS PENSAMENTOS, AS PALAVRAS, AS ALEGRIAS PASSADAS

AO LONGO DA VIDA.

E O VENTO LEVOU...A MINHA SEMENTE MAIOR, QUE ME ENTRISTECEU

DESESPERANDO-ME.

MAS, OS VENTOS DA MUDANÇA ME TROUXERAM:

A ÂNSIA PELA VIDA,

MINHA LINDA FLOR DE OUTONO,

O PULSAR DE UM NOVO AMANHÃ,

A PAZ QUE NECESSITAVA,

A RAÍNHA DO MEU CASTELO,

O AMOR DE MEU VIVER!!!

PÁSSARO QUE VOA

VOA PÁSSARO AO INFINITO DO CÉU.

VOA BEM ALTO AO CÉU DO INFINITO SEM FIM.

PÁSSARO ALEGRE, QUE CANTA E ENCANTA A TODOS.

VOA BEM LONGE, ALTO E.

NA IMENSIDÃO ENCONTRA A PAZ!

VOA, VOA, VOA... PÁSSARO ALEGRE,

VOA BEM ALTO AO INFINITO DO CÉU.

AO SOM DO SINO DO AMOR O PÁSSARO VOA.

VOA, VOA ALEGRE, LIVRE...

VIVE VOANDO NA PAZ E NA IMENSIDÃO

DESTE NOSSO UNIVERSO.

MUNDO NOVO

Que mundo é esse em que vivemos? De sofrimento e solidão Pessoas sendo desprezadas Com essa dor no coração! Adolescentes e jovens se Drogando pra valer Este não é o mundo Que escolhi para viver

Oh! Mundo cruel, Mundo com sabor de fel!! Mundo de dor, mundo sem amor!

Quero esperança nos corações Vivo para pensar em uma solução Mas não encontro paz no coração Pense amigo, Pense irmão Podemos mudá-lo com a nossa união!

UM MINUTO DE LOUCURA

Talvez nem o mais brilhante raio de sol Foi tão quente e tão forte

Quanto o brilho e o calor que eu vi em teu olhar.

Queria fugir ou quem sabe ...Aproximar-me mais de ti,

Mas como tua alma disse, O teu olhar me transpassou de tal forma

Que não pude ir contra minha própria natureza.

Agradeço por ter me concedido a graça e o esplendor de deixar-me envolver

Em seus Casos e descasos de um ser humano.

Agradeço por me confidenciar o que seus lábios desejavam e queriam.

Não por falar, mas era o que seus olhos me diziam.

Não sei, talvez, por um minuto de loucura,

Vi em seus olhos o desejo e brilho Tão quente, quanto o raio de sol a me aquecer.

E pude sentir como você sentia ...Um aperto no coração,

Ao mesmo tempo, a sensação de volúpia e leveza, Não só do corpo, mas da alma por completo ·.

SONHO PERDIDO

O sonho de toda mulher é ver nascer

Seu primeiro filho, pois ela se realiza.

Ele foi bem esperado com muita emoção.

Em um dez de Janeiro, Henrique vislumbrava o mundo.

O Sol estava em Capricórnio

Em uma tarde de um dia chuvoso

À noite, o som da borrasca se fazia presente.

Ele chegou já fazendo grande escândalo no hospital.

Seu choro acordou a todos

Era muito escandaloso, contudo, todos gostaram dele.

Seu encanto irradiava para as pessoas.

Teimosia, estopim curto, nervosismo, determinação,

Perseverança em tudo que queria, tornou-se seu cartão de visita desde criança.

A paixão pela bola estava em seu sangue e surgiu logo cedo

Com grande evidência.

Lutou passo-a passo para ser famoso.

O futebol tornou-se seu universo desde menino.

Sua primeira decepção foi ter que viver em Brasília forçado.

Sua depressão, de início foi grande.

Dormia o tempo todo até que um dia

Olhou os meninos da rua em uma pelada.

Desde esse dia, tornou-se o artilheiro do time.

Ganharam várias medalhas juntas em todos os torneios que participaram.

Quanto mais crescia no futebol e na idade, mais.

Despertava seu lado irrequieto, seu nervosismo, sua atração por pessoas.

Da banda podre.

Todavia, exercia um fascínio muito grande, a todos conquistava com facilidade.

Seu sorriso era sua arma principal.

Ninguém não conseguia não gostar dele.

Era admirado e respeitado pelo seu futebol.

Todos afirmavam: - é um craque, se melhorar a cabeça,

Vai chegar rápido à seleção.

Tanto aprontou que foi expulso de um dos mais famosos

Colégio de Brasília.

Foi a primeira decepção que dava ao seu pai.

Contudo, sua inteligência era por demais evidenciada.

Concluiu seu ensino médio com dezesseis anos.

Veio em férias para o Rio de janeiro.

Fez um treino no Fluminense, arrasou!

Todos pediram que ele ficasse, o pai não resistiu.

Estava como ele queria. Os avós, sua grande paixão, deixaram-no à vontade.

Brigou em treino, foi dispensado.

Foi para o botafogo, deu-se a mesma coisa.

Estacionou no América.

Treinava maravilhosamente!

Não ficava nem no banco.

Havia um esquema de alguns jogadores com o treinador.

Isso o magoava profundamente!

Torcia para que o técnico fosse afastado.

Não resistiu tal ofensa, pediu liberação.

Começou sua fase de desilusão com o futebol,

Aproximou-se mais dos amigos da banda podre

Experimentou o cigarro maldito, quando acordou.

Estava já viciado!

Um dia, só de onda, foi fazer uma experiência nos juniores do Bangu.

Ninguém, por mais que pedisse, lhe passava a bola.

Estava quase no meio do campo, quando uma bola veio até ele.

Driblou todos os adversários deixando o goleiro caído.

Fora um gol sensacional!!!

Em uma outra jogada semelhante, deu a bola para outro atacante concluir.

Na mesma semana treinou com os profissionais.

Fez um gol de bicicleta, foi a consagração.

Na semana seguinte, não resistiu ao cigarro maldito.

Foi mandado embora.

Engrenou de vez no cigarro maldito,

Não tinha estrutura, enfraqueceu as idéias,

Via alucinações, mania de perseguição e tudo mais.

Não se alimentava, nem bebia água.Tudo continha veneno.

Ficou como um mendigo pela rua, andando para lá e para cá, mesmo nessas condições,

Sua fé em DEUS era inabalável. Andava sempre com uma pequena bíblia na mão.

Foi pego à força e levado para o hospital.

Quando lá chegou, ficou dócil, bebeu mais de um litro d'água.

Após a medicação concernente ao caso, dormiu durante três dias direto.

Quando acordou, a realidade se fazia presente.

Era um verdadeiro inferno.

Estava entre os loucos, mas, sua crise de loucura havia passado abruptamente.

Os espíritos malignos o haviam deixado.

Desesperou-se! Aquela local era para loucos, ele era normal!

Após vinte e dois dias, seu pai o retirou daquele manicômio.

Depois de três dias, sua fome pelo futebol falou mais alta.

Não atendeu ao conselho do pai e foi fazer teste no Madureira,

Estava fraco pela as ações dos remédios, não passou.

Recuperou-se fisicamente, fez contatos, obteve uma oportunidade no.

Duque Caxiense treinou e foi direto para os profissionais.

Os espíritos malignos que o atormentavam, não ficaram satisfeitos.

Tramaram contra ele, aproximando-o mais da turma da pesada.

Seus amigos de pelada, desde quando era criança.

Sexta-feira estava imensamente feliz, havia sido descoberto por um empresário paulista,

Iria estrear na taça cidade de São Paulo pela Portuguesa.

Sua grande oportunidade havia chegado! Iria aparecer a nível nacional.

Era uma benção divina depois de tudo que passara, tinha que comemorar.

Pediu dinheiro ao pai, todavia, o mesmo estava sem capital.

Não mediu as conseqüências, foi vender maconha para arranjar dinheiro da comemoração,

Foi preso, começou seu segundo inferno.

Dois anos e sete meses preso. Passou as piores humilhações de sua vida.

Lá dentro havia de tudo, negociava-se tudo: -maconha, cocaína, bebida; tudo era negociado,

Até uma trepadinha ligeirinha, pagava-se ao funcionário desipe.

Nem um dos seus pretensos amigos o visitou nesse período, tampouco suas namoradas,

Não agüentou a pressão e começou a enfraquecer as idéias, piorou, foi visitar seu terceiro inferno. Como era manicômio judiciário, os loucos eram tratados como presos, não como doentes mentais.

Foi jogado nú em um quarto escuro durante dez dias, se desesperou!

Estava no limiar da loucura real, quando acordou para realidade.

Durante dias, gritava o tempo todo, tentou se enforcar várias vezes, mas, não tinha forças para.

Consumir o ato por causa dos remédios. Desesperou-se mais ainda.

A todo o momento clamava pelo pai e por DEUS.

Veio uma alma bendita e lhe disse: fica quieto que eles te mandam para o convívio.

Sua inteligência despertou como um raio. Ficou dois dias em silêncio e tomando a medicação.

O médico o visitou e o mandou para o convívio com os demais doentes.

Havia as três facções criminosas no hospital, fez logo amizade com os detentos chaves e.

Ninguém tocava nele. Por causa da represália.

Passou sessenta e três dias naquele inferno, quando voltou ao presídio foi cumprimentado.

Por todos os detentos em sua chegada à galeria.

Dois meses depois, estava em seu lar, o seu pesadelo negro e seu inferno haviam terminado.

Disse ao chegar: - vou recuperar o tempo perdido, todavia, a idade estava pesando,

Já completara vinte e três anos.

Dessa vez, seu futebol estava ainda melhor, porém os técnicos que conheciam seu futebol,

Não acreditavam mais no homem.

Havia uma possibilidade de jogar no Serra do Espírito Santos.

Ele aguardava ansiosamente que seus amigos o chamassem.

Certa vez disse: - o futebol é meu mundo, meu sangue, se não conseguir é melhor morrer.

Começou a jogar com os amigos no campo da portuguesa. Ia todo o sábado

Inicialmente, depois começou indo a duas vezes por semana.

A mãe de sua namorada enviou a filha para longe, não a queria envolvida com és-presidiário.

Ele caiu em depressão, contudo conheceu outra menina e passou a viver em função dela.

O mês preocupante chegara, Dezembro sempre lhe fora um mês funesto,

O seu verdadeiro inferno zodiacal. Foi nesse mês que cortara a sola do pé, quebrara a clavícula,

Quebrara o braço direito, fraturara o dedão do pé esquerdo em um treino,

Fora internado no manicômio, fora preso, fora internado no manicômio judiciário.

O anjo da morte estava sempre lhe rondando nesse mês.

Dezembro de 2001 havia chegado, era preocupante, ele estava como sempre nervoso.

Porém ganhara um presente que o deixara por demais feliz.

A felicidade transbordava em seu semblante!

Dezembro passara, nada de mal acontecera, fora ótimo.

Janeiro chegou, logo no primeiro dia, um aviso funesto.

Uma grande borboleta negra entrou pela porta da cozinha, deu duas voltas em.

Torno da lâmpada e se foi.

Todos se arrepiaram!

Era dia vinte e cinco, sua mãe fazendo arrumação na casa mostrou um.

Quadro dele quando era criança, seu pai, por algum motivo, se arrepiou.

Por completo, contudo, nada disse.

No outro dia, lá pelas duas da tarde, ele chegou assobiando como sempre fazia.

Cumprimentou o pai, o qual estava na sala, bebeu um refresco, pegou sua bolsa com as roupas e.

Saiu para nunca mais voltar.

Ao sair, seu pai lhe disse: cuidado com os seus amigos era um pressentimento.

Às 18:15h alguém ligou informando que ele havia se acidentado e que havia sido fatal!

Sua mãe se desesperou! Não admitia tal fato.Todavia a verdade viria logo à tona.

Havia sido torturado e assassinado a queima roupa com um tiro no pescoço,

Por policiais do 20º batalhão de polícia.

O sonho de criança acabara na mão de um assassino frio e cruel.

A farda e o corporativismo, como sempre se fez presente.

O comércio fechou por dois dias em sua homenagem e seus amigos de infância colocaram

Várias faixas com dizeres ao seu respeito.

Durante seu velório, lá pelas duas horas da manhã, sua mãe e sua tia ouvira várias vezes seu assobio.

Característico, só que era triste como se fosse um lamento. Era sua despedida oficial.

Em seu último caminho para sua morada final, foi acompanhado por mais de 200 pessoas.

Todos estavam tristes e abalados emocionalmente com o fato.

Seu pai achou que errara ao deixá-lo sozinho no rio de janeiro, vocês ao lerem este relato que o.

Julguem. Contudo nada que se faça voltará a trazê-lo de volta.

Foi uma perda muito sentida por todos, só o tempo curará essa ferida aberta.

O AMOR

Quem ama sonha, E a arte de amar é transformar O sonho em realidade Quando o amor toca o coração, Traz um sentimento que transcende a razão! Basta um olhar, um toque e nada mais Pra fazer feliz a quem se ama O amor pode ser cego e mentiroso, Mas quem ama enxerga com os olhos da alma! Quem ama, desde o primeiro Instante sente-se magnetizado Quando se ama, cada dia é único Sempre exaltando o amor E a arte de amar!

FRONTEIRAS

No outono de qualquer existência

Há sempre o brilho do amor

A bater a porta.

Talvez seja verdadeiramente

Um grande ou único e real amor

Ou simplesmente,

Mais uma doce ilusão que chega!!

É sempre um coração que desperta

Para viver, como um vulcão ardente

A lançar larvas de paixão!

Contudo, será belo ou tortuoso

Navegar nas ondas das paixões outonais?

Ficamos com receios do inverno das ilusões

E tal receio nos faz transportar

Para o real labor ... que lástima!!!

Só os desprovidos de senso crítico

Conseguem amar no outono,

É como é, belo!!!

O TEMPO

O tempo vai, O tempo voa, O tempo se esvai O tempo se escoa, Por entre doces sonhos, Quimeras, desejos e ilusões ardentes! O tempo não perdoa! O tempo jamais volta o tempo. Mas, principalmente no tempo; Voltam nossos sonhos, Perdidos e esquecidos Nas lembranças desse corvo chamado tempo. Contudo, só o tempo desfaz E buscamos nossa realidade Que é toda bela, Como nossas ilusões... é só saber vivê-las!

Mas, como é difícil!!!

SE EU PUDESSE

Se eu pudesse... Navegar nas águas profundas Do oceano do teu amor. Se eu pudesse... Caminhar pelos rios dos teus desejos E perder-me nas curvas de teus sentimentos. Se eu pudesse... Correr na estrada de tuas emoções O teu amor transbordaria em mim... Os desejos explodiriam por todo meu corpo... E as emoções aflorariam Por toda a vida em nós!

A SERRA

Bela, enigmática e majestosa,

Mas, terrivelmente perigosa,

Lá está a serra! O pulsar da vida lhe rodeia

Pequenos lagos, flores belas, pássaros,

Fauna e flora pródiga a lhe embelezar

Todos a admiram e a respeitam,

Ninguém ousa desafiá-la sem que não pague

Um tributo pela audácia.

Assim é a Serra de Petrópolis;

Bela, temida e apreciada por todos

Que por ela passam.

AS PORTAS DA VIDA

Quantas portas se abriram

Ou se fecharam ao longo de sua jornada?

Quantas delas abriram seus caminhos,

Seus ideais, seus sonhos?

Muitas delas estavam a sua mercê,

Contudo você não conseguiu enxergá-la

Ou não se dispôs a abri-la no momento certo

E ás vezes, culpou os outros por ver

Um excelente porta fechada para você.

Contudo, independente de sua vontade,

Elas estão lá ao longo da estrada

E se abrem no momento certo para uns

E fecham-se no instante errado para outros.

Abrir uma porta e direcionar-se

A um novo paradigma de vida.

Elas abrindo-se ou fechando-se

Estão lhe direcionando a um novo amanhã.

Cabe-lhe escolher a porta certa

E o instante certo para abrir ou fechar

A porta de existência.

.

A FOME

A fome é triste, sórdida,

mórbida, vazia, dilacerante!

Na realidade, ela é uma sensação total de vazio.

Quando a sentimos em profundidade nos tornamos inócuos.

Ela chega de mansinho e começa passo a passo

A rasgar as entranhas do faminto.

Ela suavemente, deixa o beduíno errante sem forças, brilho ou moral.

A fome é a maior ignomínia que existe na Terra.

A serpente

Asquerosa, ardilosa, venenosa e

Extremamente perigosa, ela vai se arrastando.

Lentamente ela caminha a esmo a procura de sua caça.

Exceto seus predadores, todos dela se afastam e a temem.

Quando ela sibila é porque algum animal ou um humano descuidado

Está com seus momentos contados.

Pouquíssima gota de seu líquido precioso, sua poderosa arma, faz o

Incauto viajar à outra dimensão.

Quando Eva caiu no seu ardil o mundo se transformou

Talvez houvesse a necessidade da serpente.

A FRASE

Nunca acharás uma Hill que te ame tanto!!!

Foi uma bela e enigmática frase.

Todavia, por mais que se desejasse ouvi-la

Não resistiu ao espaço de um mês. O amor ruiu!!

A nau dos insensatos chegara ao porto realidade.

O sonho dissipou-se como uma nuvem no infinito do céu.

Uma brisa marinha levou para bem longe os sonhos do errante navegante.

A brisa se foi com as nuvens, porém, o amor e os sonhos ficaram

Na mente e no coração ao longo da jornada que se dissipou!.

PORTO REALIDADE

A nau dos insensatos aportou subitamente no porto chamado realidade.

Angustias e grandes decepções se fizeram presentes.

O choque foi forte, sonhos foram abortados e dizimados.

O sonho dissipou-se como uma brisa marinha.

A brisa o vento a levou, mas, o amor mais forte ficou!!

Até Quando ?

Tarde de Fim de Primavera

O Sol estava quente, dando mais brilho a uma

Linda tarde primaveril!

Esperava ansiosamente!

Os ônibus passavam, as vans passavam, o tempo passava...

Contudo, ela não aparecia.

Pensei; desistiu? houve algum problema? e o tempo passava...

De repente a vejo surgir à direita, bela como sempre.

Trazia consigo sua mais linda pérola preciosa, Pâmala!

Polidamente desculpou-se e fomos...

Sua linda jóia escutava e observava-me, falava pouco.

Ao final, senti que fora aprovado.

A rainha estava bela, seus cabelos lindos davam-lhe um

Encanto a mais. Flashes de seu viver bem como alguns de seus sonhos

Afloraram ao som de sua voz melódica e suave.

Ao relance poderia ser um passeio familiar, todavia,

Cada um, além do ponto comum, à tarde de autógrafo, esperava

Ao meu ver, por algo mais.

Não deu tempo para um pão de açúcar, tampouco a cristo,

Porém ficou a certeza da aceitação por sua jóia maior.

Assim espero!

Houve apenas o primeiro passo, será que caminharemos pela a

Estrada da vida e ser feliz?

Só ela poderá dar esta resposta.

SALA TRISTE

Sala cheia, contudo, vazia de alegria.

Sala imersa e repleta na dor.

Sala com muito amor e harmonia, na agonia.

Sala somente ausente de esplendor.

Sala onde não há ilusão,

Sala absorvida em silêncio,

Sala cheia de solidão!!!

Sala cuja, os habitantes esperam o seu momento.

Sala, onde todos partem chorando e sentindo a dor da ausência.

Sala vazia, vazia, vazia a esperar, de outro.

Sala a qual ninguém fica, nem amando quer ficar.

Sala onde todos, alguns dias irão estar.

Solidão

É um estado de tristeza momentâneo.

Quando se está triste, nossa alma fica sem brilho.

A voz de um ser triste , soa sem vibração.

A solidão é uma renúncia, uma retirada voluntária da sociedade.

Mas, a pior das solidões é sem sombra de dúvidas, a solidão familiar!

Nos hospitais, manicômios judiciários, presídios, asilos; tantos que lá habitam têm no seu dia-a-dia, a tristeza da solidão. Então, suas almas tornam-se inertes e seus corações revestem-se de amargura só exalam

Ressentimentos, quando partem para a mansão do amanhã, vão cheios de ódios e amargura dos que os deixaram nesse estado.

Apologia da Cana

I

A cana tem quatro fonemas

“C” de cachaça boa;

“A” de alambique a produzi-la;

“N” de natural da roça e;

“A” de alucinados e alcoólicos que deixa sempre.

II

Ela veio de Caiena...

Quando é boa, a chamam de aguardente.

Quando é braba, é pinga somente.

III

Da cana faz-se melado,

E também a rapadura.

Dela faz-se de tudo

Pinga, açúcar e também muito pinguço.

IV

Quem gosta de muita pinga

Gosta pouco de mulher.

Entre uma bonita loura e uma da roça boa

Quase sempre dorme com a da roça na cabeça.

V

Os homens na casa dos “entas”

Tem sempre na cana o seu consolo,

No sono dela... o seu sonho

E no motel o seu Ricardão.

VI

Tem homem que é manso por natureza.

Quando tonto é mais brabo que um guerreiro audaz.

Tem outros que são fortes e valentes,

Quando tontos, quase sempre soltam a franga com certeza.

VII

As mulheres...

Poucas gostam de cana

Mas quando aderem à cana

Vibram na “cana” com alegria.

VIII

Por causa de uma boa cana,

Muitos perdem:

Trabalho, dinheiro, mulher...

Mas com uma boa cana,

Esquecem os seus infortúnios.


IX

Ah! Como é bom, Ah! como é boa

Essa é da boa.

De gole em gole, vou até Canoas.

X

O gaúcho, bah! Tchê, é valente e macho, Tchê.

Não dispensa uma cuia, um bom chimarrão, e uma bela china.

Porém sem uma china, só com muita cana para esquecer a solidão.

XI

As boas acreanas são fogosas e radiantes como o porvir.

Dizem os garanhões que lá habitam,

Que depois de muita conversa e cana

Elas se deliciam com a cana de túnel adentro.

XII

Na Amazônia tudo é verde

As matas, as lavouras e as mulheres

são verdes de paixão.

A falta de cana é tanta que elas se consolam com

a mão.

XIII

No Pará tudo é legal

Tem açaí, tacacá e ablua,

E também muita cana pra se afogar.

XIV

As goianas são vulcões ardentes

Que nem o diabo agüenta,

Quando entram na cana,

Chamam-me até de presidente.

XV

Na Bahia tudo é mistério,

Os santos brindam e rebrindam com a pinga.

Diz o comentário corrente que:

Depois do meio-dia, e muita cana, os baianos

deliram e,

Choram por uma cana ardente.

XVI

No Canadá as mulheres são frias,

Mais que pedras de gelo,

Não fazem amor, só gostam de chocolate.

Se alguma experimenta a cana

Vai sussurrar sempre na cana ardente.


XVII

As mulheres da Arábia

São tristes e amarguradas,

Mesmo com muita Cana,

Choram a ausência do clitóris ablamado

XVIII

Em Paris, tudo é odor,

Há água, mas não há banho,

Há frio, não há calor.

Mas as mais belas canas,

São as que dão com ardor.

XIX

Em Berlim, tudo é xenofobia

Não há cautos, só incautos,

Depois de muito beber,

Só respiram alegria, até esquecem

Sua famosa xenofobia.

XX

Quem tem olhos grandes

Não entra na China

Mas lá na China, há quantas lindas Chinas?

Não há discórdia por chinas.

XXI

Entre as chinas...

Há sempre uma boa disputa

Pra se conseguir uma boa cana,

Para uma noite fogosa.

XXII

No Nepal é que é legal

Há uma alegria em geral.

Na eleição do Kumatre real...

É cana todo o dia, pra todo mundo.

Da realeza ao plebeu, é só cana

A alegrar e esquecer.

XXIII

Em Minas Gerais há de tudo;

Montanhas, frio, calor e muitos

chuchus nas montanhas.

As canas mineiras, quase sempre,

Querem superar os chuchus em dar.


XXIV

Dão tanto que sua fama já superou as

barreiras

Dão até atrás das bananeiras.

XXV

Nesses poucos versos

Só falei da cana

Cana como fruta;

Cana como mulher, e

Cana como a potência do homem.

XXVI

Das três canas sou louco;

Pelas louras de preferência.

Ruivas dão sempre um

brilho a mais

Morenas me dão encanto,

As mulatas, são quentes sempre.

As negras, são um

verdadeiro ardor.

Mas se tivéssemos

todas elas,

acabaríamos em trinta dias,

de tanto amor.

Sete Dias

Domingo - bela manhã! já acordo contigo ao meu lado, em meus pensamentos. As horas passam, o dia passa, e você continua ocupando todo meu ser.

Segunda - fico a esperar você se lembrar de mim e ligar. Mas você não liga, não ocupo espaço em sua mente.

Também não ligo, não sei o que dizer, as horas passam, a expectativa cresce.

A noite chega, chego primeiro, fico aguardando. Você chega, abro um sorriso de felicidade, meu coração dispara. São algumas horas que passo ao teu lado, porém são eternidades de satisfação.

Terça - a manhã começa, você já ocupou meus pensamentos, às vezes você me liga, está feliz. Sua felicidade me contagia, vibro de emoção.

A noite chega, encontramo-nos, conversamos... o tempo passa rápido, já é hora de voltar. Não posso seguir com você, então digo apenas até amanhã.

Quarta - às vezes, não te vejo, já é um começo de desgosto, tudo se torna vazio, sem tua presença, volto desiludido.

A melancolia aperta-me, quero te ligar, mas não sei o que dizer.

Quinta - Eu vou, você falta. Minha decepção é total.

Volto triste, amargurado, angustiado, mas não posso fazer nada.

Sexta - Bem à tarde a expectativa começa, vejo-te! Você está feliz,

divinamente feliz. Eu compreendo o motivo, fico feliz por você,

mas internamente choro, disfarço e você não percebe.

Sábado - Belo dia! sol lindo. Você chega de mansinho, eu te sorrio.

Teus olhos brilham, você está linda, radiante como sempre.

Eu começo a viajar imaginando...

Conversamos, voltamos, até logo, bom final de semana, até quando?

Volto para casa, levando você em meu peito, ele está apertado,

mas não posso fazer nada.

O sábado passa e não estou mais contigo, sinto.

Embora tenha tudo, sem você não tenho nada, tudo se torna vazio.

Domingo - Começa tudo outra vez.

Quem será que acordará primeiro?

Eu, desse doce sonho de te amar, essa linda ilusão.

Ou você acordará percebendo que eu existo?

Só o tempo dirá quem vai acordar primeiro

Teu olhar

Quando teus olhos mergulharam nos meus,

O feitiço desse teu olhar

Magnetizou meu corpo inteiro,

Invadiu toda a minh'alma,

Estremecendo meu coração.

Sei, bem sei, que teu corpo não é só de mulher,

É, também, de uma deusa que se chama sedução...

Tu és, simplesmente, o encanto do meu viver,

A rainha que torna o castelo do meu existir

Prisioneiro do teu olhar.

Oh! Linda Afrodite!..

Enche o cálice do amor e derrama sobre este mortal

O gozo da felicidade.

Com o néctar de teus beijos,

Beijos quentes e ardentes de desejos,

Quando te transformares simplesmente em mulher,

Terei o presente dos céus,

E as bênçãos da terra.

A CHUVA

A chuva não é só Um fenômeno da natureza, Não é só um fenômeno de beleza Quando chove, eu lembro de você

Quando o sol brilha, Eu lembro do seu olhar Quando a chuva passa, Eu só penso em te amar

A chuva bem fininha, Vem revelando o nosso amor Quando aparece o arco-íris Eu fico mais feliz!

Quando olhares para a chuva, A minha lágrima estará caindo Quando olhares para o sol, O meu coração estará se partindo

Quando olhares para o arco-íris, Será o meu coração dizendo: Vá procurar outro para tentar ser feliz.

ALGUÉM QUE SOFRE

Um dia quando você ver Que o meu sofrimento está acabando, O seu estará apenas começando Quando dos meus olhos cair uma lágrima

E de teus lábios sair um sorriso Os meus olhos estarão chorando por ti, Enquanto o teu sorriso estiver Sorrindo de minhas lágrimas Contudo, quem sabe, Um dia tu sofras por mim, ou chores por mim Talvez, quando isso acontecer,

Tu estarás sofrendo pelo meu amor

E eu sorrindo do teu sofrer.

PELA ETERNIDADE

Meu amor por ti É tão imenso e profundo Como as águas de um oceano sem fim. Mesmo quando estivermos No silêncio dos homens esquecidos Existe a certeza de que Jamais esquecerei de ti! O tempo passa, E as lembranças passarão, Mas, meu amor por ti Será como a eternidade!

A ILUSÃO E A REALIDADE

Ilusão e realidade,

Ambas estão em nosso caminho.

Quando lutamos e buscamos a realidade

Melhor seria vivenciar as ilusões!

A realidade, por demais atroz,

Está sempre presente em nossos dias.

Todavia, vivenciar as ilusões

Faz esquecer o dia-a-dia...

Onde está o equilíbrio de tudo/

Ilusão e realidade

Dançam em uma tênue linha divisória.

É preciso saber valsar como na melodia dos ventos

Que sempre sabe o caminho,

Mesmo incerto

E o instante a seguir.

A ILUSÃO

Ela torna nossa realidade, às vezes, frustrante.

Todavia, quando acordamos desse torpor ilusório

E vislumbramos no novo amanhã

A certeza de uma nova visão.

A ilusão, quase sempre nos engana, mas é sempre bom viver uma

Doce e meiga ilusão.

Aquele que não a teve, passou pelo tempo sem senti-la

O mercado

Assim é o mercado...

Um constante entra e sai de pessoas dando-lhe vida.

Uns com muito outros com pouco.

Alguns com ares felizes, mas há outros com aspecto distante

Por demais apreensivos.

Assim é o mercado no seu dia a dia...

É gente entrando, é gente saindo e ele sempre se renovando.

Após a saída, para uns é só alegria, para grande massa é pélago revolto suas vidas.

AS FLORES

As flores adornam;

Embelezam;

Enfeitam e

Perfumam os ambientes.

As flores...

Encantam o Mundo na primavera

Os mais belos jardins floridos são o quê de uma mansão.

As flores...

Até nos momentos tristes se fazem presentes.

De uma só cor ou multicolorida, elas deixam , como disse o filósofo chinês, sempre há um pouco de perfume nas mãos de quem as recebe.

As flores...

Quase sempre expressa o desejo de quem as envia.

As flores...

Estão em sua vida desde o seu nascimento a sua 25ª hora.

Portanto, aprenda a escolher, apreciar e conviver com as flores de sua vida

QUANDO

Quando estás ausente

Sinto-me no mais completo vazio

Tenho tudo,

Contudo,

Nada faz sentido.

Quando estás presente,

O mundo brilha e vibra

Com ardor em torno de mim.

Quando vais,

Desmorona toda minha existência,

Meu castelo desaba.

Quando voltas,

Explode minhas emoções

E acelera minha mente criativa

Quando, quando, quando...

Até quando viverei de teus inconstantes momentos?

Só o tempo dirá até quando...

Natureza

A natureza está cadente, dilacerada

Também por nossas irracionalidades.

Quando iremos acordar?

Só o tempo saberá nos dar essa resposta.

Todavia, ela ainda é bela e radiante.

Aqueles que a entendem, vivem na mais completa harmonia.

Ao aspiramos o perfume de uma flor campestre, e sentirmos a gota de um orvalho matinal, aí então, passamos a dar valor o que há de mais belo em nosso mundo insano.

Ao sairmos para o campo passamos a vislumbrar momentos de satisfação e alegria.

Uma simples reflexão em nossa volta nos deixa absorto com as insanidades cometidas pelo homem.

É mister que haja mais atenção ou nossa realidade no novo amanhã será um eterno vazio, então, só nos restará chorar e amargar nossa nova realidade, a tristeza de ter vivido e destruído o que havia de mais belo em seu próprio mundo.

A VIOLÊNCIA

Estou cansado, a bem da verdade , muito cansado de ouvir falar e ver A violência no nosso dia – a – dia.

Cada político, cada componente da justiça tem sua solução, contudo,

A violência cresce descabida.

Todos vislumbram mágicas soluções para arrefecer, conter e acaba-la.

Todos só vislumbram o efeito, estão cegos para a causa.

Ninguém tem solução para a causa, o mal do século, a fome.

O apartheid social, a fome , a miséria reinante, o desemprego em Massa criam um Universo de descamisados, o qual cresce a cada dia.

Países seculares estão falindo e falidos.

Os grandes políticos não enxergam o evidente.

A globalização e o excesso de tecnologia estão dizimando as Economias de países e suas populações em si.

Cresce o universo de traficantes, aumenta a repreensão e o aparato Policial.

Ambos aumentam seus potenciais bélicos, as mortes se fazem Presentes.

Como conseqüência, superlotação carcerária, nas delegacias,

Carceragens e presídios. Rebeliões explodem a todos os momentos.É um inferno total!

Enquanto isso, negociatas entre políticos, banda podre da polícia, da justiça e extermínio diário de jovens e adolescentes se fazem presentes.

Os nossos políticos estão dormindo em berço esplêndido, quando Acordarem desse torpor, o país embora com muitas reservas, estará Falido e seremos uma Nação predominante de mulheres e velhos.

Os jovens, foram em sua maioria, dizimados pelo tráfico. Onde estarão seus corpos ?

Poderemos encontrá-los, nos diverso cemitério clandestino da baixada fluminense dos grupos de extermínios da polícia e dos traficantes e nos oficiais

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